Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Junho (2020)

Junho é um mês de excelentes oportunidades para quem queria conhecer a obra de grandes mestres da literatura universal e não sabia muito bem por onde começar. As editoras nacionais estão fazendo um trabalho louvável de relançar grandes clássicos em edições belíssimas.

A Principis, selo jovem da editora Ciranda Cultural publica Sherlock Holmes I de Arthur Conan Doyle, reunindo três aventuras do mais icônico investigador da literatura mundial, além das coleções Mestres do Terror, trazendo títulos dos consagrados Edgar Allan Poe, H. P. Lovecraft, Mary Shelley e Robert Louis Stevenson; e Mestres Russos, que reúne obras de Alexandre Pushkin, Liév Tolstói e Fiódor Dostoiévski. Ainda falando de autores aclamados mundo afora, a Bertrand lança o Kit Isabel Allende, incluindo Muito Além do Inverno, Eva Luna e o romance mais recente da autora, Longa Pétala de Mar. A Pipoca e Nanquim traz um título histórico que passou décadas sem ganhar republicação no Brasil: A Profecia de David Seltzer ganha uma edição de luxo que não pode faltar na sua estante. Para fechar a onda de clássicos, a Nova Fronteira publica um box de Os Miseráveis de Victor Hugo.

Dentre as novidades, a Galera lança o segundo volume de O Povo do Ar de Holly Black, intitulado O Rei Perverso; e A Onda de Todd Strasser, livro que inspirou a série Nós Somos a Onda, da Netflix, bem como o filme alemão homônimo de 2009. A Verus traz uma publicação na medida certa para os fãs dos saudosos anos 1980, Cadê Meu Herói? de Victoria Van Tiem. A mesma editora ainda apresenta Pânico da mesma autora de Delírio, Lauren Oliver. A Arqueiro publica o delicioso A Adorável Loja de Chocolates de Paris de Jenny Colgan, elogiado pela famosa romancista Sophie Kinsella. Órfãos de Jogos Vorazes, assinada por Suzanne Collins, podem comemorar! A Rocco Jovens Leitores lança neste mês o aguardado A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, livro-prelúdio da saga. Por fim, o tributo aos romances góticos clássicos, O Silêncio da Casa Fria de Laura Purcell sai pela Darkside com a qualidade indiscutível e irretocável de sempre.

Confira abaixo capas e sinopses dos principais lançamentos literários do mês de junho:

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Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Junho (2020)

Para os colecionadores de plantão, diversas editoras estão lançando packs e kits imperdíveis. A Devir traz a coleção completa, contendo 7 volumes, da seminal obra de Frank Miller, Sin City,. Além desse, outros destaques da editora são as coleções em 6 volumes de Rex Mundi e Projeto Manhattan e ainda os 3 volumes de Raina Telgemeier – Sorria, Irmãs e Drama. Já a Nemo lança o kit Elas Estão Com Tudo – que, como o próprio nome sugere, é puro Girl Power, reunindo Placas Tectônicas de Margaux Motin; Uma Morte Horrível de Pénélope Bagieu; e Duplo Eu de Audrey Lainé – e o kit O Trio Mágico – que compreende obras de três grandes nomes atuais da nona arte: Daniel Clowes (David Boring), Gilbert Hernandez (O Dia de Julio), Adrian Tomine (a genial Intrusos). A Panini publica o sexto volume de Sandman: Edição Especial De 30 Anos, apresentando Fábulas e Reflexões em um título comemorativo indispensável para os fãs da obra mais cultuada de Neil Gaiman. A Mythos resgata uma fase curta, porém, histórica do célebre Fantasma, quando o Espírito-Que-Anda contava com o traço inconfundível de Jim Aparo em uma edição encadernada que compila diversas histórias inéditas no Brasil. Abaixo, você confere capas e sinopses dos principais lançamentos de mangás, graphic novels, encadernados e edições avulsas de HQs do mês de junho.

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Legião Urbana (1985)

2 - capa do disco

Data de Lançamento: 2 de janeiro de 1985
Duração: 37:09
Faixas: 11 faixas
Estilo: Rock, Pós-Punk, Rock Alternativo, Punk Rock
Produção: José Emílio Rondeau
Gravadora: EMI – Odeon

Lado A
Será
A Dança
Petróleo do Futuro
Ainda É Cedo
Perdidos no Espaço
Geração Coca-Cola

Lado B
O Reggae
Baader-Meinhof Blues
Soldados
Teorema
Por Enquanto

Edição especial Legião Urbana 30 Anos CD 2
Geração Coca-Cola (demo 1983)
Ainda é cedo (demo 1983)
A Dança (demo 1983) – part Herbert Vianna
Química (Clip Pirata)
Perdidos no Espaço (Outtake
O Reggae (Outtake)
Renato Apresenta
Ainda é cedo (take 9)
Será (Outtake)
Chamadas de rádio
Petróleo do Futuro (demo BSB)
Ainda é cedo (demo BSB)
Teorema (demo BSB)
Aduuuuuuhhh!! (ao vivo)
Profecia de Renato
Por Enquanto (Outtake)
A Dança (remix Mario Caldato) part Herbert Vianna
O Reggae (remix Liminha) Continuar lendo Legião Urbana (1985)

[O que ver na quarentena] Fleabag

A protagonista de Fleabag não tem nome. 

Ela atende por essa alcunha de Fleabag que significa literalmente “saco de pulgas”, mas pode ainda ser adaptado para algo como “vira-lata”, como se ela estivesse sempre por aí, pelas ruas sujas da cidade, sendo jogada pra lá e pra cá, sem raízes, sem afeto. Por não ter um nome e carregar um apelido tão desagradável, a personagem defendida (brilhantemente, diga-se de passagem) por Phoebe Waller-Bridge (também criadora e roteirista da série), converte-se em um símbolo, bem como os outros personagens sem nomes, tais quais o pai interpretado por Bill Paterson e a madrasta, vivida pela genial Olivia Colman. E o fato de quebrar a quarta parede desde a primeira cena, olhando diretamente para a câmera e dialogando com o espectador, torna mais visível o propósito da personagem. Afinal, a medida que avançamos pelos episódios, percebemos que Fleabag não está necessariamente falando com quem a assiste do outro lado da tela, mas com ela mesma. 

O que quer dizer que a ideia de Fleabag é a de nos projetarmos na personagem e reconhecer nela nossos próprios fracassos, inseguranças e problemas. Mas não em busca de aprender a lidar com isso, se aceitar ou encontrar uma resolução. É humor britânico, não livro de autoajuda. Não à toa, a série acionou em mim gatilhos para os quais eu não estava preparada. A identificação ocorreu em diversas passagens, chegando a ser dolorosa e até perturbadora de se constatar. Mas produção boa é aquela que aponta para você, insere o dedo na ferida e sacode com vontade. E isso Fleabag faz com louvor. Continuar lendo [O que ver na quarentena] Fleabag

10 Filmes Referentes ao Japão

Eis mais um especial sobre o Japão, sede das Olimpíadas de Tóquio; evento que seria realizado neste ano, mas teve de ser adiado para 2021, por conta da epidemia de COVID-19, causada pelo coronavírus. Aqui vamos tratar da sétima arte, que em algumas ocasiões usou o país do sol nascente como inspiração, o tornando um grande atrativo para os seus entusiastas.

É bem verdade que nem sempre se pode confiar em como filmes, seriados ou novelas retratam nações estrangeiras, pois, a maioria expõe visões distorcidas sobre costumes de determinados países, principalmente do extremo oriente (Japão, China, Coréia do Sul…). Sem contar que, para algumas produções do século XX, os cineastas de Hollywood costumavam escalar atores nascido no Havaí (arquipélago que pertence ao governo americano) para interpretar personagens extremo-orientais e muitos deles ganharam popularidade como Tia Carrere, Mark Dacascos e Jason Scott Lee.

Sem mais delongas, vamos à lista dos dez melhores filmes sobre o tema. Continuar lendo 10 Filmes Referentes ao Japão

[O que ver na quarentena] Kuzu no Honkai (Scum’s Wish)

Mangá do gênero seinen de autoria de Mengo Yokoyari e publicado pela revista mensal Big Gangan – pertencente ao gigante grupo Square Enix – entre 2012 e 2017, totalizando oito volumes, foi adaptado para o formato anime pelo estúdio Lerche e exibido entre 12 de janeiro e 30 de março de 2017 pela Fuji TV, no bloco Noitamina – faixa destinada exclusivamente a animes. Kuzu no Honkai, que recebeu, em inglês, o título de Scum’s Wish (Desejo da Escória, em tradução livre para o português), é uma obra impregnada de melancolia. E não poderia ser diferente, uma vez que o elemento nuclear da narrativa é o amor não correspondido. Continuar lendo [O que ver na quarentena] Kuzu no Honkai (Scum’s Wish)

Uma poltrona macia, um balde de pipoca, alguns discos de vinil, umas revistas da Marvel e um encontro com Tarantino… De tudo um pouco ou nada disso