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Coffee And TV – Blur

A indústria do videoclipe atingiu seu apogeu na década de 1990, ao contar com talentosos e imaginativos diretores por trás dos vídeos utilizados para promover canções de bandas e artistas – tanto os já consagrados, quanto os que despontavam no cenário musical. Em minha sombria opinião, creio que foi nessa década, também, que o videoclipe alcançou todo o seu potencial, ganhando um boost na produção ao contar com mais recursos e bons orçamentos – diferentemente dos charmosos trash da década de 1980, realizados com muita criatividade, baixíssima verba e, às vezes, um gosto duvidoso.

Creio também que os anos 1990 foram os últimos a cultuar a arte do videoclipe e a ver esta mídia como uma importante ferramenta de divulgação de um material de um artista. Isso quando a MTV ainda era uma emissora musical e era atribuída ao vídeo a garantia de engajamento de um músico ou de uma banda. Hoje, existem outras ferramentas, novos recursos, redes sociais… Para que fazer um videoclipe de porte cinematográfico, quando se pode viralizar em poucos minutos com um vídeo feito de qualquer jeito no celular e postado no TikTok? Obviamente, houve artistas que fizeram esforços hercúleos para manter a relevância do videoclipe, como Lady Gaga, Beyoncé e tantos outros. Mas não se fala mais de clipes como se falava na época de ouro das MTVs (tanto a americana, quanto a brasileira, em sua era Abril).

Mas por que toda essa nostalgia pessimista, de repente? Porque vamos falar de um clássico incontestável do final da década de 1990. Sim! A caixinha de leite senciente do melancólico Coffee And TV do Blur, expoente do britpop daquela década, arrebatou corações e tornou-se um fenômeno cultural. Continuar lendo Coffee And TV – Blur

[Versões e Regravações] Eu Sei – Legião Urbana

Original:

Como já dito em outro post, a Legião Urbana gravou em 1987 o seu terceiro álbum, Que País é Este, que trazia algumas músicas que a banda já vinha tocando antes, em alguns shows, e outras oriundas de projetos pré-Legião, como faixas do tempo da banda Aborto Elétrico que ele também liderou e trazia em sua formação os integrantes Fê e Flávio Lemos que, posteriormente, viriam a fazer parte do Capital Inicial. Uma das canções que está presente no disco, Renato Russo costumava cantar durante o período em que se apresentava como o Trovador Solitário. Trata-se de Eu Sei, um dos grandes hits da banda. Continuar lendo [Versões e Regravações] Eu Sei – Legião Urbana

November Rain – Guns N’ Roses

Você pode até não curtir Guns N’ Roses. Achar que a sonoridade e a estética da banda ficaram datadas, que o som é repetitivo, que o Axl Rose é um lunático pretensioso que afundou o próprio grupo… Mas é inegável que November Rain é um daqueles casos emblemáticos que revolucionou a história e a indústria do videoclipe – esse formato de mídia tão subestimado…

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[Versões e Regravações] Amor, Meu Grande Amor – Angela Ro Ro

Original:

A cantora Angela Ro Ro gravou, em 1979, seu álbum de estreia autointitulado pela gravadora Polygram, tornando-se uma das maiores cantoras de MPB do nosso país. Nesse seu primeiro trabalho, uma das canções de destaque foi a balada Amor Meu Grande Amor, um dos clássicos de sua carreira, escrita por ela em parceria com a letrista e escritora Ana Terra.

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[Versões e Regravações] As Dores do Mundo – Hyldon

Original

Em 1975, o cantor, compositor, instrumentista e produtor Hyldon lançou seu primeiro disco intitulado Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda pela gravadora Polydor, tornando-se um destaque do soul brasileiro. Um dos sucessos que constava no álbum era As Dores do Mundo, canção que dominou as paradas musicais de todo o país na década de 1970. Continuar lendo [Versões e Regravações] As Dores do Mundo – Hyldon

Human Nature – Madonna

O videoclipe, talvez, seja a mídia mais propensa a ficar datada. É uma questão de bater o olho no clipe e, de imediato, identificar a época em que foi lançado. Na maior parte das vezes por conta dos modismos que caracterizam essas épocas. Lógico que a música também é um fator denunciante, especialmente aquelas que seguem a tendência rítmica do momento. O estilo musical, os figurinos, a maquiagem, mesmo a situação que o videoclipe retrata entregam a que momento na história ele pertence. Não se trata de um demérito. É exatamente pelo fato de ser datado que, ao assistir a algum videoclipe, transborde dentro de nós aquela bem-vinda sensação de nostalgia. Mas, sim, também há videoclipes atemporais.

E no caso do clipe do mês, a música também não envelheceu.

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