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Tina: Respeito

Dentre os coadjuvantes da Turma da Mônica, Tina sempre foi a minha favorita – ao lado de Penadinho. Via a personagem como um ótimo exemplo para as jovens garotas. Eu não conheci a Tina hippie da década de 1960, época de sua criação. A que eu costumava ler durante a infância e pré-adolescência era aquela universitária independente, forte, determinada, inteligente, super parceira para seus amigos –  os também clássicos Pipa e Rolo – e de notável personalidade.

E por isso mesmo, fiquei tão feliz e satisfeita ao ler a graphic novel Tina: Respeito da talentosa quadrinista Fefê Torquato, pois a personagem que sempre admirei mantém os traços que a tornaram tão cativante para mim, porém, em uma história mais adulta, que trata de um tema delicado e espinhoso, mas de maneira sutil e muito bem elaborada. Continuar lendo Tina: Respeito

O Conto da Aia (Graphic Novel)

A primeira vez em que ouvi falar de The Handmaid’s Tale (O Conto da Aia em português), pensei se tratar de uma trama de época. Qual não foi minha surpresa quando descobri que a narrativa de Margaret Atwood era situada em um futuro distópico? Fico ainda mais assustada ao ler determinadas notícias (um exemplo é a resolução do Conselho Federal de Medicina, autorizando médicos a realizar procedimentos invasivos e altamente dolorosos em gestantes, mesmo contra a vontade delas, tirando o direito das mulheres de recusá-los) e perceber que a realidade retratada em O Conto da Aia pode estar mais próxima de nós do que imaginamos. Talvez por isso mesmo tenha me passado pela cabeça se tratar de uma trama de época. O universo apresentado na obra é tão retrógrado e medieval e aquelas práticas narradas parecem pertencer a um passado sombrio, quando mulheres não tinham voz e nem poder de decisão sobre suas vidas e seus corpos. Continuar lendo O Conto da Aia (Graphic Novel)

Vocês Lembram da Casa dos Artistas?

Antes do Big Brother Brasil se tornar o carro-chefe da Rede Globo, existiu a Casa dos Artistas no SBT.

Sempre que se fala em um reality show que realmente cativou o público com participantes carismáticos e fez as pessoas vibrarem como se fosse uma novelinha, todos pensam logo na edição 5 do Big Brother Brasil, que foi ao ar em 2005 e revelou a hoje famosa atriz e modelo Grazi Massafera (na época Miss Paraná) e o hoje controverso deputado Jean Wyllys (na época professor universitário). Além de contar com um time de vilões que fracassou lindamente na missão de derrubar os heróis, encabeçado pelo inesquecível Dr. Gê. Ah, não se faz mais vilões de realities como antigamente. Saudade, Dr. Gê. Saudade, Jean Massumi.

Whateva…

Eu, em contrapartida, penso imediatamente na primeira edição da Casa dos Artistas, que foi ao ar há exatos 18 anos, em 28 de outubro de 2001, sem prévio aviso, sem que nada fosse explicado para os espectadores que estavam sintonizados na telinha do SBT naquele momento. Continuar lendo Vocês Lembram da Casa dos Artistas?

Os Melhores Discos de 1984

Como eu havia prometido na lista de filmes, vou relacionar aqui os melhores discos de 1984, mas sem limitação aos dez mais. Eles se tornaram clássicos absolutos dos anos 1980. Antes que cobrem pela ausência de um álbum ou outro, três possuem artigo próprio aqui. É o caso de Seu Espião do Kid Abelha, Maior Abandonado do Barão Vermelho e o Love At First Sting do Scorpions. Sem mais delongas, vamos aos discos que, em 2019, completam 35 anos desde o lançamento. Continuar lendo Os Melhores Discos de 1984

Ad Astra

É ao mesmo tempo curioso, interessante e sintomático como o cinema acostumou a transformar a exploração espacial em narrativas intimistas que se propõem a mergulhar no universo particular do indivíduo. Assim, a vastidão do espaço parece servir como metáfora ou alegoria, não apenas como plano de fundo, para um profundo estudo do íntimo do ser humano. O final do apoteótico 2001: Uma Odisséia no Espaço, seminal obra de Stanley Kubrick, atesta isso. O mesmo com o belo Gravidade de Alfonso Cuarón e o recente e experimental High Life de Claire Denis. O mote deste Ad Astra de James Gray é o relacionamento entre pai e filho. Desse modo, o cineasta traça um paralelo entre a jornada pelas profundezas do espaço com a jornada pessoal do protagonista em busca de autoconhecimento. Continuar lendo Ad Astra

The Fresh Prince of Bel-Air – Um Maluco no Pedaço

Uma das mais populares séries dos anos 1990, que impulsionou a carreira do já conhecido rapper norte-americano Will Smith como ator, The Fresh Prince of Bel-Air, conhecida no Brasil como Um Maluco no Pedaço, estreou na emissora norte-americana NBC no dia 10 de setembro de 1990 e teve seu encerramento no dia 27 de maio de 1996, totalizando seis temporadas e 148 episódios ao todo, se convertendo em um grande sucesso e um marco televisivo. A produção do seriado ficou a cargo do famoso produtor musical Quincy Jones, também responsável pela canção de abertura em parceria com o próprio Will Smith, que foi quem a interpretou, sendo creditado com o nome artístico: The Fresh Prince. O programa contou com diversas participações especiais e referências à cultura pop no decorrer dos anos de sua exibição.

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