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Legião Urbana (1985)

2 - capa do disco

Data de Lançamento: 2 de janeiro de 1985
Duração: 37:09
Faixas: 11 faixas
Estilo: Rock, Pós-Punk, Rock Alternativo, Punk Rock
Produção: José Emílio Rondeau
Gravadora: EMI – Odeon

Lado A
Será
A Dança
Petróleo do Futuro
Ainda É Cedo
Perdidos no Espaço
Geração Coca-Cola

Lado B
O Reggae
Baader-Meinhof Blues
Soldados
Teorema
Por Enquanto

Edição especial Legião Urbana 30 Anos CD 2
Geração Coca-Cola (demo 1983)
Ainda é cedo (demo 1983)
A Dança (demo 1983) – part Herbert Vianna
Química (Clip Pirata)
Perdidos no Espaço (Outtake
O Reggae (Outtake)
Renato Apresenta
Ainda é cedo (take 9)
Será (Outtake)
Chamadas de rádio
Petróleo do Futuro (demo BSB)
Ainda é cedo (demo BSB)
Teorema (demo BSB)
Aduuuuuuhhh!! (ao vivo)
Profecia de Renato
Por Enquanto (Outtake)
A Dança (remix Mario Caldato) part Herbert Vianna
O Reggae (remix Liminha) Continuar lendo Legião Urbana (1985)

[O que ver na quarentena] Fleabag

A protagonista de Fleabag não tem nome. 

Ela atende por essa alcunha de Fleabag que significa literalmente “saco de pulgas”, mas pode ainda ser adaptado para algo como “vira-lata”, como se ela estivesse sempre por aí, pelas ruas sujas da cidade, sendo jogada pra lá e pra cá, sem raízes, sem afeto. Por não ter um nome e carregar um apelido tão desagradável, a personagem defendida (brilhantemente, diga-se de passagem) por Phoebe Waller-Bridge (também criadora e roteirista da série), converte-se em um símbolo, bem como os outros personagens sem nomes, tais quais o pai interpretado por Bill Paterson e a madrasta, vivida pela genial Olivia Colman. E o fato de quebrar a quarta parede desde a primeira cena, olhando diretamente para a câmera e dialogando com o espectador, torna mais visível o propósito da personagem. Afinal, a medida que avançamos pelos episódios, percebemos que Fleabag não está necessariamente falando com quem a assiste do outro lado da tela, mas com ela mesma. 

O que quer dizer que a ideia de Fleabag é a de nos projetarmos na personagem e reconhecer nela nossos próprios fracassos, inseguranças e problemas. Mas não em busca de aprender a lidar com isso, se aceitar ou encontrar uma resolução. É humor britânico, não livro de autoajuda. Não à toa, a série acionou em mim gatilhos para os quais eu não estava preparada. A identificação ocorreu em diversas passagens, chegando a ser dolorosa e até perturbadora de se constatar. Mas produção boa é aquela que aponta para você, insere o dedo na ferida e sacode com vontade. E isso Fleabag faz com louvor. Continuar lendo [O que ver na quarentena] Fleabag

[O que ver na quarentena] Kuzu no Honkai (Scum’s Wish)

Mangá do gênero seinen de autoria de Mengo Yokoyari e publicado pela revista mensal Big Gangan – pertencente ao gigante grupo Square Enix – entre 2012 e 2017, totalizando oito volumes, foi adaptado para o formato anime pelo estúdio Lerche e exibido entre 12 de janeiro e 30 de março de 2017 pela Fuji TV, no bloco Noitamina – faixa destinada exclusivamente a animes. Kuzu no Honkai, que recebeu, em inglês, o título de Scum’s Wish (Desejo da Escória, em tradução livre para o português), é uma obra impregnada de melancolia. E não poderia ser diferente, uma vez que o elemento nuclear da narrativa é o amor não correspondido. Continuar lendo [O que ver na quarentena] Kuzu no Honkai (Scum’s Wish)

[O que ler na quarentena] Simulacron-3

Daniel F. Galouye não figura na lista de autores aclamados do gênero ficção científica como Arthur C. Clarke ou Isaac Asimov. Nem mesmo teve sua obra reconhecida postumamente como Philip K. Dick. E, infelizmente, nem parece correr o risco de vir a ser redescoberto por uma nova safra de leitores aficionados por sci-fi. Talvez seja pelo fato de não possuir a mesma energia narrativa transformadora, o texto denso e complexo dos demais citados. Mas, ainda assim, vale a pena dar uma oportunidade e descobrir sua obra. Continuar lendo [O que ler na quarentena] Simulacron-3

[O que rever na quarentena] Marvel’s The Avengers: Os Vingadores (2012)

Em comemoração aos oito anos desse grande evento!

“Havia uma ideia. Stark sabe disso. Chamada de Iniciativa Vingadores…”

Na cena pós-créditos do longa inaugural do MCU, Homem de Ferro, de 2008 – e que, na época, pouca gente viu, pois foi a própria Marvel que tornou tendência manter o espectador na poltrona da sala de cinema até o fim dos créditos – Nick Fury (Samul L. Jackson) surge diante de Tony Stark (Robert Downey Jr, no papel de sua vida) repreendendo o playboy, filantropo e gênio da tecnologia, por ter anunciado ao mundo, durante uma coletiva de imprensa, que era o Homem de Ferro. O diretor da SHIELD (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão) ainda faz questão de salientar para Stark que ele não é o único e que outros vieram antes dele. O objetivo desse diálogo pouco amistoso é conscientizar Tony acerca da Iniciativa Vingadores.

O próprio Stark, posteriormente, dá as caras no, hoje praticamente esquecido (e renegado por seu próprio diretor), O Incrível Hulk de Louis Leterrier – também de 2008, e que trazia Edward Norton no papel do gigante esmeralda, ao invés de Mark Ruffallo – falando com o General Ross (William Hurt) sobre a tal iniciativa.

Após a inserção de alguns easter-eggs em Homem de Ferro 2 (2010) – com a exibição do escudo do Capitão América em uma passagem bem-humorada e o Mjölnir de Thor em sua cena pós-créditos – foi a vez destes heróis ganharem seus filmes solos de origem em 2011 e, assim, pavimentarem o caminho para tão aguardada reunião dos clássicos personagens da Marvel Comics nos cinemas. Um evento que tomou as telas em 2012 com o primeiro longa dos Vingadores.

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[O que não ver na quarentena] After

Os posts da quarentena estão resgatando lançamentos de “abrils” passados. Afirmo que não foi intencional. Contudo, a coincidência é interessante e vem bem a calhar… E como eu aprecio muito os nossos leitores, resolvi até mesmo fazer post de não-indicações. Afinal, se você não quer que seu período de isolamento seja um tempo perdido, é bom alertá-los, também, do que não assistir.

Primeiramente, convém dizer que, como alguém que se formou defendendo um trabalho de conclusão de curso cujo tema era Cultura do Fã, acho que fanfiction (ficções escritas por fãs que tomam como base narrativas já existentes) é uma atividade extremamente sadia, além de criativa. Evidencia também que fãs não se restringem ao papel de consumidores passivos e participam do universo da obra que admiram de maneira bastante ativa, produzindo conteúdo ao invés de apenas recebê-lo.

O problema das fanfics está algumas autoras que, muitas vezes, nem são fãs da obra a partir da qual produzem fanfics. Escrevem para poder angariar popularidade, pegando carona no sucesso do livro, filme ou série do momento; conquistar leitores; para depois, em uma jogada esperta, tirarem a publicação das fics do ar e lançarem como “originais”. Dessa forma, tiram proveito de algo que já possui um fandom consolidado. Outro problema está no fato de que as fanfics de sucesso são as mais clichês e mal construídas, que se apoiam nas piores muletas narrativas imagináveis e, geralmente, centradas em romances tóxicos ou abusivos, com protagonistas vivendo uma situação de codependência nada saudável. Assim, não intriga o fato da fanfiction, uma atividade que, reforço, é muito saudável, ainda ser alvo de tanto criticismo e preconceito…

Por favor, acreditem em mim quando digo que há muitas fanfics boas e de absurda qualidade sendo escritas por autoras talentosas. Basta garimpar um pouco. Mas, infelizmente, como já citado anteriormente, são algumas das piores, das safras das mais mal escritas que se tornam famosas, viram livros e filmes. Basta ver que os exemplares de maior destaque do gênero são a famigerada Cinquenta Tons de Cinza, fanfic de Crepúsculo, que vendeu milhões de livros e rendeu uma trilogia cinematográfica repelente, e esta, After, um fenômeno da plataforma colaborativa Wattpad, publicada primeiramente como fanfic de One Direction e, posteriormente, como um original, com os nomes dos personagens tendo sido alterados para a versão em livro físico. Continuar lendo [O que não ver na quarentena] After