Arquivo da categoria: Resenhas

Chernobyl

Em 1986 ainda vivíamos em era de Guerra Fria. Já mais enfraquecida, é verdade. Porém, os dois grandes inimigos desse período ainda brigavam por protagonismo: Estados Unidos e União Soviética. O que me leva a pensar que vivemos mesmo em uma eterna dicotomia…

Uma das características do mundo, naquela época, e que causaria estranheza aos jovens de hoje, é o fato de que o que importava era manter a informação restrita. Quem mantivesse o segredo, portanto, era o vencedor. Talvez esse detalhe seja uma das justificativas para o encantamento que Chernobyl, minissérie da HBO, gerou. Continuar lendo Chernobyl

Homem-Aranha: Longe de Casa

Segunda aventura do Homem-Aranha produzida pela Marvel Studios traz frescor e uma leveza bem-vinda ao Universo Cinematográfico da Marvel, após os eventos trágicos do melancólico Vingadores: Ultimato, não economizando em cenas de comédia e sequências de ação hiperbólicas. Contudo, não escapa do padrão estabelecido pelo estúdio, de aventuras solo frívolas estreladas pelos heróis da casa. Continuar lendo Homem-Aranha: Longe de Casa

MIB: Homens de Preto Internacional

Novo longa da franquia MIB: Homens de Preto reinventa com alguma imaginação e energia o plot da saga, fazendo a narrativa refletir um contexto atual e trazendo mais representatividade à série. No entanto, não é o suficiente para cativar a atenção do espectador, passando longe do tom estiloso do longa que o originou e que trouxe a consagração na cultura pop das figuras emblemáticas interpretadas por Will Smith e Tommy Lee Jones.

Continuar lendo MIB: Homens de Preto Internacional

Umbrella Academy

Baseada nas histórias em quadrinhos lançadas pela editora americana Dark Horse Comics, criadas por Gerard Way – roteirista e ex-vocalista da banda My Chemical Romance – e ilustradas pelo brasileiro Gabriel Bá, a série Umbrella Academy chegou à plataforma de streaming Netflix em 15 de fevereiro, cercada de expectativas. Com destaque para o humor e cenas dinâmicas de ação, a produção se concentra em uma família de jovens adultos superpoderosos, um tema que está em alta ultimamente e, por ora, não apresenta sinais de exaustão. Continuar lendo Umbrella Academy

X-Men: Fênix Negra – A Saga dos Mutantes na Fox

“McAvoy ou Stewart? Essas linhas temporais são tão confusas” (Deadpool, 2016)

Desordem cronológica

Em uma das tiradas mais certeiras do primeiro filme do Deadpool, o carismático anti-herói alude à bagunçada cronologia da saga mutante nos cinemas. De maneira bem-humorada, é como se o próprio estúdio sintetizasse em uma linha de diálogo e admitisse seu maior problema com relação aos filmes dos X-Men, mas o tratasse como mero inconveniente ou impasse, não se preocupando em fazer nada de efetivo para consertar a falha. Justamente a linha cronológica da franquia é o que mais afeta seus longas, pois a Fox nunca olhou com mais cuidado e atenção para esse item de suma importância. O ápice dessa patacoada do estúdio é X-Men: Fênix Negra que estreou no último dia 6 de junho no Brasil. Essa é a deficiência mais visível do capítulo que encerra a saga de vinte anos e dez filmes da série X-Men na 20th Century Fox. Mas, infelizmente, está longe de ser a única. Continuar lendo X-Men: Fênix Negra – A Saga dos Mutantes na Fox

Game of Thrones – Últimas Palavras

Após oito temporadas, 73 episódios e 47 Emmys (que a tornaram a série recordista de estatuetas na premiação), Game of Thrones teve seu último episódio exibido em 19 de maio pela HBO. No entanto, o que prometia ser épico, conseguiu ser apenas frustrante. Em meio à fúria despejada pelos fãs nas redes sociais – ainda mais cáustica que o fogo expelido pelos dragões de Daenerys Targaryen em seus inimigos – até havia um ou outro espectador argumentando que a finale teve, sim, suas qualidades e que o saldo final não foi tão ruim – de um ponto de vista analítico, houve até quem defendesse e justificasse as decisões tomadas pelo roteiro. Contudo, não há quem considere o último episódio da série realmente satisfatório.

Satisfatório é diferente de “atender às expectativas dos fãs e entregar exatamente o que eles querem ver na tela”. Em suma, está longe de significar fanservice. Assim como decepcionante não quer, necessariamente, dizer ruim. No caso de GoT, no entanto, a finale conseguiu ser os dois. Ao invés de proporcionar aos espectadores as devidas resoluções de conflitos e encerramentos de arcos narrativos, o desfecho deixou ainda mais pontas soltas e perguntas sem respostas – resultado sistêmico de toda uma temporada deficiente. Aliás, convém salientar que, desde a quinta, a qualidade da produção vinha caindo drasticamente.

Continuar lendo Game of Thrones – Últimas Palavras