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Vencedores do Globo de Ouro 2021

Conhecemos nessa noite de domingo, 28 de fevereiro, os vencedores da 78ª edição do Globo de Ouro, em cerimônia comandada pela dupla Tina Fey (diretamente de Nova York) e Amy Poehler (de Los Angeles). Devido ao momento pandêmico, apenas algumas personalidades subiram ao palco para anunciar os vencedores, enquanto estes agradeceram os prêmios recebidos diretamente de suas casas, dividindo a tela com os demais indicados que disputavam nas categorias de cinema e televisão.

A premiação seguiu assim: parte presencial, parte virtual. Obviamente, o formato não deixou de apresentar algumas falhas. A primeira delas, logo no início da cerimônia, quando o áudio de Daniel Kaluuya cismou de não funcionar bem no momento em que ele agradecia o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme Judas and The Black Messiah.

Nas premiações cinematográficas, foi certamente um prazer para muita gente ver Nomadland levar os prêmios de Melhor Filme de Drama e Direção para Chloé Zhao. Borat: Fita de Cinema Seguinte levou a melhor nas categorias de Melhor Filme de Comédia ou Musical e Melhor Ator de Comédia ou Musical para Sacha Baron Cohen, que ainda concorria ao prêmio de Ator Coadjuvante por Os Sete de Chicago. Falando nele, o longa de Aaron Sorkin foi premiado na categoria Melhor Roteiro.

Andra Day surpreendeu e derrotou nomes de peso como Viola Davis, Vanessa Kirby, Frances Mcdormand e Carey Mulligan, vencendo a disputa de Melhor Atriz de Drama por The United States Vs. Billie Holiday. Outra surpresa foi Rosamund Pike sendo premiada como a Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical por I Care a Lot. Chadwick Boseman levou o prêmio póstumo de Ator em Filme Dramático por A Voz Suprema do Blues. E uma das grandes barbadas da noite foi o prêmio de melhor animação entregue a Soul.

Nas categorias televisivas, mais vitórias previsíveis: The Crown e Schitts Creek saíram vitoriosas em Melhor Série de Drama e Comédia ou Musical respectivamente. A primeira, ainda levou mais três estatuetas: Melhor Atriz e Ator em Série de Drama e Melhor Atriz Coadjuvante em Série. Vitórias merecidas de The Queen’s Gambit e sua protagonista, Anya Taylor-Joy, em Melhor Série Limitada ou Filme para TV e melhor performance feminina em minissérie ou telefilme.

Abaixo, você confere os vencedores em todas as categorias do Globo de Ouro 2021 que, aqui na Brasil, contou com a transmissão exclusiva e simultânea do canal por assinatura TNT. Continuar lendo Vencedores do Globo de Ouro 2021

Essa Tal de Gang 90 & as Absurdettes (1983) – Gang 90 & as Absurdettes

Data de Lançamento: 1983
Faixas: 10 faixas
Duração: 36:03
Estilo: Pop Rock
Produção: Luiz Fernando Borges
Gravadora: RCA Victor/BMG

Lado A
Nosso Louco Amor
Românticos A Go-gô
Telefone
Eu Sei, Mas Eu Não Sei [i Know But I Don’t Know]
Convite Ao Prazer

Lado B
Dadá Globe Orixás (spaced Out In Paradise)
Perdidos Na Selva
Noite e Dia
Mayacongo
Jack Kerouac

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Rock in Rio III – 20 anos

Agora é a vez do Rock in Rio 3 ser lembrado aqui. Afinal de contas, o festival celebra suas bodas de porcelana. A terceira edição do Rock in Rio foi realizada entre os dias 12 a 14 e 18 a 21 de janeiro de 2001. Tratou-se do primeiro grande evento musical do século XXI.

Aviso que não me esqueci da segunda edição, mas o artigo sobre ela ainda está sendo desenvolvido.

O Rock in Rio 3 é a edição do festival que mais deu certo, diferentemente das duas anteriores. Seu público estava repleto de jovens que viveram e curtiram o rock dos anos 1990 e que eram apenas crianças nas duas primeiras edições. É um evento marcante para mim, pois eu estava lá nos dias 14 e 19.

Em uma atitude inédita, a organização do festival vendeu os ingressos em quiosques montados em shopping da cidade do Rio de Janeiro. Antes, os ingressos eram vendidos nos bancos que patrocinavam o festival. Fora que na Cidade do Rock havia bilheterias. Assim como no primeiro Rock in Rio, as empresas de ônibus do Rio e do Grande Rio emprestaram parte de sua frota, para transportar o público para a Cidade do Rock. Isso em uma época em que a Barra não tinha transporte BRT e nem linhas de ônibus de várias partes do estado.

Confiram as curiosidades sobre o evento: Continuar lendo Rock in Rio III – 20 anos

[Versões e Regravações] Heroes – David Bowie

Original:

Lançada primeiramente como single, em 23 de setembro de 1977, pela RCA, a icônica música Heroes foi composta pelo camaleão do rock David Bowie em parceria com seu amigo de longa data, Brian Eno. A canção foi inspirada por uma música da banda alemã de Krautrock, Neu, que ambos admiravam. A faixa intitulada Hero foi lançada em 1975 e faz parte do álbum Neu!75. Além disso, o músico afirmou que o tempo e ritmo penoso de Heroes foram inspirados pela canção I’m Waiting for the Man do Velvet Underground, lançada em 1967. Continuar lendo [Versões e Regravações] Heroes – David Bowie

Favoritos 2020 – Filmes, Séries e Leituras

Mais um ano que se encerra e, desta vez, não foi fácil pra ninguém. Infelizmente, 2020 termina nos dando aquela sensação de que o ano foi perdido. Lamentamos inúmeras perdas; os diversos óbitos passaram a ser assustadoramente comuns e recorrentes em nosso dia a dia; muitos negócios cerraram as portas; o índice de desemprego é grande e alarmante… Afetou todos nós, em maior ou menor grau. Muitos planos tiveram de ser postergados, sonhos adiados, compromissos cancelados, espaços que frequentávamos agora se encontram tristemente vazios.

Mas creio que nada é mais triste do que ter de assistir de camarote ao descaso, tanto dos nossos governantes quanto da população, diante de um vírus que parou o mundo todo e encerrou vidas precoce e abruptamente. Irresponsabilidade, falta de consciência e empatia, demonstrações corriqueiras de egoísmo. Fomos assaltados de todos os lados pela pandemia em si e por todas as consequências desastrosas decorrentes dela e da falta de humanidade das pessoas. É cruel fazer um balanço desse ano e prefiro pausar por aqui as minhas reflexões acerca deste sombrio 2020 que se despede sem, infelizmente, sinalizar mudanças positivas em 2021. Por enquanto, ficamos aqui à espera da vacina e terminamos um ano com mundo infelizmente doente, não só devido ao COVID-19, mas também por conta da ignorância de muitos.

Obviamente, tivemos poucas estreias cinematográficas. O momento pandêmico fez com que os cinemas fechassem as portas por tempo indeterminado. Tivemos lançamentos via streamings, mas não foram tantos. E a verdade é que foi difícil se concentrar e assistir a um filme diante de toda essa situação. Eu mesma assisti menos filmes do que o habitual e poucas coisas me cativaram de verdade. Não tivemos nada de muito apaixonante. Foi um momento também para esfriar a cabeça e, precisando de um pouco de humor escapista, descobri e redescobri várias coisas durante a quarentena, como as séries Community e The Good Place e, aos 45 do segundo tempo, curti um romance com o hit recente Bridgerton. Retornando ao campo da comédia, revisitei os longas do Monty Python, assisti Brazil de Terry Gilliam e as leituras não ficaram para escanteio: reli The Outsiders: Vidas Sem Rumo de S.E. Hinton – relançado por aqui pela Instrínseca em uma edição maravilhosa para fã nenhum colocar defeito -, e estou empenhada em terminar Duna de Frank Herbert antes da nova adaptação para as telas, a cargo de Denis Villeneuve, entrar em cartaz.

Abaixo, listo os meus favoritos de 2020, nas categorias Filmes, Séries e Leituras.

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