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[Versões e Regravações]  Ziggy Stardust – David Bowie

Original:

Certamente, o alienígena andrógeno, Ziggy Stardust, é uma das personas mais lembradas que o camaleão do rock David Bowie encarnou em sua trajetória como músico e, graças a esse fenomenal personagem,  sua carreira decolou como uma nave especial, literalmente falando. Ele intitulou uma das mais famosas canções de Bowie, escrita por ele mesmo e que está presente no disco que também leva o nome do personagem no título; o clássico lançado em 1972, The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars que completa 50 primaveras este ano (e vou falar do mesmo em breve).  Continuar lendo [Versões e Regravações]  Ziggy Stardust – David Bowie

Rádio Pirata Ao Vivo (1986) – RPM

Data de lançamento: Julho de 1986
Duração: 37:49
Faixas: 9 faixas
Estilo: BRock
Produção: Marco Mazzola
Gravadora: Epic Records (selo subsidiário da CBS)

Lado A:
Revoluções Por Minuto
Alvorada Voraz
A Cruz e a Espada
Naja
Olhar 43

Lado B:
Estação no Inferno
London London
Flores Astrais
Rádio Pirata

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[Versões e Regravações] Alô, Alô, Marciano – Rita Lee e Roberto de Carvalho

Original:

Em 1980, foi lançado o disco Saudade do Brasil da cantora Elis Regina, onde foi incluída a faixa Alô, Alô Marciano. Escrita por Rita Lee e Roberto de Carvalho, a música foi um pedido de Elis para o casal, pois a intérprete queria uma música diferente de seu habitual repertório, mas algo que tivesse o estilo, a personalidade e a identidade musical do casal.

A letra da canção versa sobre um terráqueo se comunicando com um marciano, e contando a respeito das dificuldades de se viver no nosso planeta, que está um verdadeiro caos por conta de crises, desigualdades, preconceitos, guerras e o fato de o ser humano estar cada vez mais down no high society.

A música reflete explicitamente o período em que foi composta: época em que o Brasil atravessava a ditadura militar e uma grave crise econômica. Inclusive, as duas cantoras, Elis e Rita, se aproximaram em 1976, em pleno regime militar. Continuar lendo [Versões e Regravações] Alô, Alô, Marciano – Rita Lee e Roberto de Carvalho

Hunky Dory (1971) – David Bowie

Data de Lançamento: 17 de dezembro de 1971
Faixas: 11 faixas
Duração: 39:04
Estilo: Glam Rock, Art Rock, Art Pop e Pop Rock
Produção: David Bowie e Ken Scott
Gravadora: RCA

Lado A:
Changes
Oh! You Pretty Things
Eight Line Poem
Life On Mars?
Kooks
Quicksand

Lado B
Fill Your Heart
Andy Warhol
Song For Bob Dylan
Queen Bitch
The Bewlay Brothers

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[Versões e Regravações] O Que Me Importa – Adriana / Cury Heluy

Original:

Em 1970, o compositor José de Ribamar Cury Heluy (ou simplesmente Cury, como é conhecido), escreveu uma música a pedido da cantora Wanderléa para poder impulsionar o compacto que ela gravaria na sequência. Tratava-se da balada O Que Me Importa. Embora a cantora tenha se encantado pela canção, o diretor da CBS deu preferência a uma música da dupla Dom & Ravel para integrar o compacto. A questão é que a tal faixa não fez tanto sucesso, a ponto de Wanderléa trocar de gravadora. Um ano depois, Cury entregou a música para a cantora Adriana que, mesmo já conhecida desde 1969, atingiu o ápice de sua carreira com esse hit que foi executado à exaustão em todas as rádios do país, resultando em um excelente índice de vendagens para o compacto de O Que Me Importa e, como se não bastasse, a canção ainda faturou o prêmio de melhor música do sistema Globo de Rádio e TV.

A música é narrada do ponto de vista de uma pessoa emocionalmente ferida que diz para aquela responsável pelo seu sofrimento que não adianta mais lamentar pelo amor dela, uma vez que era tarde para corresponder e valorizar o que ela sentia, já que sua vida tinha acabado. Essa frase final, “a vida terminou”, pode significar morte ou, até mesmo, ser uma metáfora de que a narradora resolveu mudar e recomeçar do zero, não fazendo mais questão de conquistar o amor de quem sempre a rejeitou. Continuar lendo [Versões e Regravações] O Que Me Importa – Adriana / Cury Heluy

I’m Afraid of Americans – David Bowie

Dirigido por Nick Goffey e Dominic Hawley e produzido por John Madsen da Oil Factory Films, o clipe já inicia com uma cena destacando o táxi no primeiro plano e trazendo o personagem de David Bowie ao fundo. É possível vê-lo de corpo inteiro, frente a uma banca de jornais e revistas, de costas para a câmera. A lente registra elementos urbanos tradicionais para compor esse primeiro quadro do videoclipe – veículos diversos cruzando o asfalto e pedestres atravessando a rua e a calçada, tendo como plano de fundo edifícios, árvores e placas de sinalização em uma típica área suburbana. A câmera se aproxima de Bowie pelas costas enquanto ouvimos os primeiros acordes da faixa industrial I’m Afraid of Americans, que já confere uma atmosfera de tensão ao vídeo, devido ao som pulsante e a potência dos sintetizadores aliada aos vocais quase sussurrantes de David Bowie. 

Encarregado do excelente arranjo instrumental e dos vocais de fundo, Trent Reznor (vocalista do Nine Inch Nails) também estrela o clipe, interpretando o taxista Johnny. Nessas primeiras sequências, David está lendo o jornal quando olha por cima do ombro e dá de cara com o personagem de Reznor, com uma expressão nada amigável no rosto, o encarando. David lança um breve olhar assustado para ele, então começa a andar de modo a se afastar do estranho que o observa. Começa uma jornada de perseguição pela cidade, com David cantando, caminhando e correndo pelas ruas, enquanto a música toca e ele tenta escapar do  taxista perturbado. Ao mesmo tempo, passa a testemunhar e temer o estranho comportamento dos transeuntes ao redor. O clímax no final do vídeo é, me perdoem o clichê, a cereja do topo do bolo, com direito à Parada de Dia dos Mortos.  Continuar lendo I’m Afraid of Americans – David Bowie