Arquivo da categoria: Revisitando

[Versões e Regravações] Hey Jude – Beatles

Original:

Um dos maiores clássicos dos Beatles, a música Hey Judy, de autoria da dupla John Lennon e Paul McCartney, foi lançada 1968 pela gravadora Apple, tornando-se um grande sucesso e sendo o single mais vendido da banda mesmo tendo a longa duração de sete minutos. 

Em relação a música, McCartney contou que a escreveu depois de visitar o filho de Lennon, Jullian, ainda com cinco anos, como uma forma de confortar o garoto que na época estava enfrentando a situação do divórcio de seus pais. Aliás, a canção se chamaria Hey Jules, mas foi mudada para Hey Jude, pois Paul achou que soaria melhor.

A letra é uma mensagem de incentivo que diz para os ouvintes não carregarem a responsabilidade do mundo nas costas, erguerem a cabeça e seguirem em frente, sem deixar a tristeza nos abater.

Versão:

Em 1989, o cantor Kiko Zambianchi, gravou uma controversa versão em português de Hey Jude, para seu disco Era das Flores. A versão ficou a cargo de Rossine Pinto, elaborada especialmente para entrar na trilha da novela da Rede Globo, Top Model

Com o sucesso, a música alcançou o primeiro lugar em todas as paradas e o artista começou a aparecer ainda mais em programas populares de TV. O cantor chegou a admitir que não gostou muito da versão, mas que só a incluiu em seu repertório porque foi pressionado pela gravadora. Apesar de a letra ser ligeiramente diferente, a essência permanece a mesma da original.

Adryz Herven

Massacre no Bairro Japonês (1991)

Lembra que, no ano passado, eu listei os 10 melhores filmes referentes ao Japão? Eu cheguei a colocar Massacre no Bairro Japonês, mas depois decidi que ele merecia um artigo próprio. Na lista, eu o substitui por Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio (2006). Tudo para que Massacre no Bairro Japonês celebre aqui seus 30 anos.

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[Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi

O ápice da saga Star Wars, dirigido por Richard Marquand, com roteiro de Lawrence Kasdan e George Lucas, mantém o senso de aventura e o nível de entretenimento, mas a qualidade do texto cai um pouco com relação aos seus predecessores. Ainda mais se comparado ao soberbo segundo episódio da franquia. Continuar lendo [Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi

Dois (1986) – Legião Urbana

Data de Lançamento: Julho de 1986
Faixas: 12 faixas (13 na versão em K7)
Duração: 46:41
Estilo: Pop Rock, Pós-punk, Rock Alternativo, Folk Rock, Punk Rock
Produção: Mayrton Bahia
Gravadora: EMI

Lado A
Daniel na Cova dos Leões
Quase Sem Querer
Acrilic on Canvas
Eduardo e Mônica
Central do Brasil

Lado B
Metrópole
Plantas Embaixo do Aquário
Música Urbana 2
Andrea Dori
Fábrica
Índios

Faixa bônus – apenas no formato fita K7
Química

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[Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

Há muito tempo, em uma galáxia muito distante, O Império Contra-Ataca foi um dos filmes que derrubou o paradigma de que sequências são inferiores aos longas originais…

Com seu universo previamente introduzido e o conflito devidamente estabelecido no primeiro filme da saga, seu criador, George Lucas, teve mais possibilidades de desenvolvimento de sua história no grande ecrã. O longa original já tinha o mérito de não cair na cilada da exposição em demasia e, diferentemente dos tempos atuais, naquela época ainda não existia o conceito abusivo de franquias e as produções cinematográficas – mesmo sendo parte de uma saga, como é o caso – se fechavam melhor em si mesmas, com textos mais redondos e sem pesar a mão no caráter episódico. Dessa forma, Lucas apostou em uma história com início, meio e fim, contando com a adição de novos personagens e investindo na expansão de sua mitologia nas telas. Mesmo assim, não dispensou o recurso do cliffhanger, garantindo ganchos suficientes para uma continuação. Continuar lendo [Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

[Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança

“Ajude-me Obi-Wan Kenobi, você é minha única esperança”.

A partir de um argumento audacioso, George Lucas redefiniu os rumos do cinema de entretenimento, criando um dos primeiros blockbusters da história da sétima arte (o termo foi primeiramente atribuído a Tubarão de Steven Spielberg, em 1975) e inaugurando uma franquia rentável que se alastrou pela televisão, literatura, histórias em quadrinhos, videogame, imprimindo sua marca em todas as mídias possíveis e tornando-se um produto emblemático da cultura pop.

Hoje, o longa inaugural da saga, lançado em 1977, funciona mais como uma curiosidade. Mas é possível, ao revisitá-lo, identificar e compreender os motivos que fizeram de Star Wars o fenômeno que é hoje, o porquê de ter encantado tantos espectadores que saíram maravilhados das salas de cinema no ano de seu lançamento e a razão pela qual a obra é objeto de culto até o presente momento, recusando-se a desocupar sua posição do panteão dos deuses da cultura pop, atravessando gerações a conquistar novas levas de fãs, enquanto os antigos permanecem cativos, saindo em defesa da obra sempre que possível e necessário. 

Assistir ao primeiro episódio que foi exibido nos cinemas, procurando manter o olhar daqueles tempos, nos leva a perceber que o filme, hoje conhecido pelo subtítulo Uma Nova Esperança, é um espetáculo grandioso, uma obra inovadora em todos os sentidos e que, por trás da ambição do conceito e do visual, existe a humanidade e o carisma dos personagens. Um produto de ficção científica que divaga sobre política e fé; um filme de ação sobre o valor da lealdade e da família, repleto de criaturas robóticas providas de emoção e sentimento. Não é um filme que destaca simplesmente os efeitos visuais e a beleza plástica exuberante de seus cenários. Uma Nova Esperança é uma soap opera espacial no melhor sentido que o termo poderia ser empregado. Continuar lendo [Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança