Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Outubro (2021)

Vencedor do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême deste ano, Paul em Casa de Michel Rabagliati é uma reflexão recheada de emoções diversas sobre as transformações e as súbitas ausências decorrentes da meia-idade, e é um dos destaques dentre os lançamentos de outubro da Comix Zone.

Título mais do que necessário, publicado pela editora Leya, a graphic novel Corpo Público, roteirizada por Mathilde Ramadier e ilustrada por Camille Ulrich, discute a falta de autonomia da mulher sobre o próprio corpo imposta pela sociedade que, ao longo da história, dita como a mulher deve se portar e a que ela deve se submeter. A mesma editora ainda traz um clássico de Dostoiévski em quadrinhos: a versão em novela gráfica de Crime e Castigo conta com as ilustrações de Bastien Loukia.

A Pipoca e Nanquim publica dois títulos do mestre dos mangás de horror, o premiado Junji ItoTomie Volume 1 e a edição de colecionador de Frankenstein e Outras Histórias de Horror, vencedora do Prêmio Eisner de Melhor Adaptação de Outra Mídia, em 2019.

Diego Moreau e Laluña Machado se uniram para compor a mais completa obra sobre quadrinhos produzidos em território estadunidense, construindo uma respeitável linha do tempo do mercado de HQs dos EUA, disposta em 930 páginas e com acabamento de luxo. História Dos Quadrinhos: EUA sai pela Skript Editora.

Refletindo o momento atual em que se encontra o país, a Universo Guara Editora traz Crisálida de Vinicius Velo que conta o processo de reaproximação de uma família dividida por conta de posicionamentos ideológicos distintos; e a Veneta lança o tão alardeado Kit Gay, que agora se tornou realidade pelas mãos de Vitorelo, e Depois Que o Brasil Acabou de João Pinheiro, cujo título fala por si.

Confira capas e sinopses dos principais lançamentos de mangás, graphic novels e edições de revistas avulsas de outubro. Lembrando que qualquer alteração no cronograma de lançamentos é de responsabilidade única e exclusiva das editoras nacionais. Os quadrinhos marcados com um asterisco (*) são aqueles que irão integrar a biblioteca particular do Bloggallerya.

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Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Outubro (2021)

Em outubro, a Companhia das Letras traz duas reedições de livros que, no passado, causaram transformação e alvoroço e que continuam dialogando com a atualidade devido aos temas que abordam: O Carro do Êxito de Oswaldo de Camargo, uma das principais vozes da militância negra brasileira, lançado primeiramente em 1972, ganha uma nova edição contando com as ilustrações de Marcelo D’Salete, o premiado quadrinista de Cumbe. Já Um Homem Só de Christopher Isherwood, foi publicado pela primeira vez em 1964, e retrata o envelhecimento e a solidão de um homem gay.

Falando em novas edições de títulos revolucionários, a Antofagica republica O Processo de Franz Kafka com um diferencial: as ilustrações de Lourenço Mutarelli. E a Darkside traz edições caprichadas, como é a marca da editora, dos clássicos O Retrato de Dorian Gray, único romance de Oscar Wilde, e A Máquina do Tempo de H.G. Wells.

A Record apresenta o box Tons de Magia contendo os três volumes da inventiva série de fantasia assinada por V. E. Schwab, constantemente no topo da lista dos mais vendidos do The New York Times: Um Tom Mais Escuro de Magia, Um Encontro de Sombras e Uma Conjuração de Luz.

No campo dos livros inéditos, a Companhia das Letras ainda lança o novo de Chico Buarque: Anos de Chumbo e Outros Contos. A Arqueiro publica o instigante suspense A Casa das Lembranças Perdidas de Kate Morton. E nestes tempos sombrios, em que se discute a taxação de livros como parte da reforma tributária proposta pelo desgoverno federal, sai, pela Nova Fronteira, Livros Para Todos de Daniel Louzada, uma reflexão sobre mais um dos projetos retrógrados trazidos por essa atual administração.

Abaixo, você confere capas e sinopses dos principais lançamentos literários do mês de outubro. Lembrando que possíveis alterações quanto ao mês de lançamento das obras abaixo são de responsabilidade única e exclusiva das editoras nacionais. Os títulos marcados com um asterisco (*) são aqueles que irão integrar a nossa biblioteca particular do Bloggallerya.

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Diesel and Dust (1987) – Midnight Oil

Data de Lançamento: 2 de agosto de 1987
Faixas: 10 faixas (11 na versão em CD)
Duração: 46:37
Estilo: Rock Alternativo
Produção: Warne Livesey e Midnight Oil
Gravadora: Sprint Music/Columbia Records

Lado A:
Beds Are Burning
Put Down That Weapon
Dreamworld
Arctic World
Warakurna

Lado B:
The Dead Heart
Whoah
Bullroarer
Sell My Soul
Sometimes

Faixa incluída apenas em CD:
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Coffee And TV – Blur

A indústria do videoclipe atingiu seu apogeu na década de 1990, ao contar com talentosos e imaginativos diretores por trás dos vídeos utilizados para promover canções de bandas e artistas – tanto os já consagrados, quanto os que despontavam no cenário musical. Em minha sombria opinião, creio que foi nessa década, também, que o videoclipe alcançou todo o seu potencial, ganhando um boost na produção ao contar com mais recursos e bons orçamentos – diferentemente dos charmosos trash da década de 1980, realizados com muita criatividade, baixíssima verba e, às vezes, um gosto duvidoso.

Creio também que os anos 1990 foram os últimos a cultuar a arte do videoclipe e a ver esta mídia como uma importante ferramenta de divulgação de um material de um artista. Isso quando a MTV ainda era uma emissora musical e era atribuída ao vídeo a garantia de engajamento de um músico ou de uma banda. Hoje, existem outras ferramentas, novos recursos, redes sociais… Para que fazer um videoclipe de porte cinematográfico, quando se pode viralizar em poucos minutos com um vídeo feito de qualquer jeito no celular e postado no TikTok? Obviamente, houve artistas que fizeram esforços hercúleos para manter a relevância do videoclipe, como Lady Gaga, Beyoncé e tantos outros. Mas não se fala mais de clipes como se falava na época de ouro das MTVs (tanto a americana, quanto a brasileira, em sua era Abril).

Mas por que toda essa nostalgia pessimista, de repente? Porque vamos falar de um clássico incontestável do final da década de 1990. Sim! A caixinha de leite senciente do melancólico Coffee And TV do Blur, expoente do britpop daquela década, arrebatou corações e tornou-se um fenômeno cultural. Continuar lendo Coffee And TV – Blur

Vencedores do Emmy Awards 2021

Jason Sudeikis (Ted Lasso), Gillian Anderson (The Crown) e Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha)

Na noite de domingo, 19 de setembro, houve a entrega dos prêmios Emmy – premiação que celebra os profissionais da indústria da televisão, sendo a mais importante do segmento. A cerimônia foi realizada presencialmente no Microsoft Theater em Los Angeles – diferentemente do ano passado, cujo evento foi virtual devido à pandemia. De qualquer forma, o público desta edição se restringiu apenas aos indicados e seus convidados.

A 73ª edição do Emmy Awards contou com a apresentação do ator e comediante Cedric the Entertainer e diversas estrelas subiram ao palco para anunciar os vencedores das categorias que compõem a premiação.

Dentre os destaques, The Crown (Netflix), Ted Lasso (Apple TV+), Hacks (HBO Max) e Mare of Easttown (HBO) foram as séries mais premiadas da noite. Abaixo, você confere a lista de vencedores das principais categorias do Emmy Awards 2021:

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