Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Março (2020)

Atenção fãs do saudoso e camaleônico David Bowie: a Panini apresenta a vida do lendário músico e um passeio nostálgico por entre suas diferentes personas na graphic novel David Bowie: Stardust, Rayguns & Moonage Daydreams, com roteiro de Steve Horton e ilustrada pelo celebrado Mike Allred. Outras novidades da editora são Deadpool massacrando o universo Marvel novamente, pelas mãos do quadrinista Cullen Bunn; o volume 2 da Saga de Thanos do genial Jim Starlin; o número 27 de The Walking Dead: Guerra Dos Sussurros de Robert Kirkman; e um Crepúsculo que nada tem a ver com vampiros e lobisomens adolescentes… Trata-se de uma reinterpretação radical dos clássicos heróis espaciais dos anos 1950 da DC Comics que leva a assinatura de Howard Chaykin. A Skript Editora celebra os 80 anos de Batman nas histórias em quadrinhos em uma publicação especial, que reúne 60 autores, dentre jornalistas, pesquisadores, editores, roteiristas, artistas, youtubers e podcasters, para dar forma e vida à enciclopédia definitiva do Homem Morcego: Os Cavaleiros Das Trevas é uma obra jornalística para nenhum fã do Morcego botar defeito. A Nemo traz o segundo volume da vencedora do Eisner 2019, Ousadas, além de um box reunindo os dois volumes da série de Pénélope Bagieu. A icônica Mythos apresenta o volume 1 de Mágico Vento de Gianfranco Manfredi com ilustrações de José Ortiz. E uma das primeiras criações de um dos mestres dos quadrinhos, que permanecia inédita por aqui, finalmente aporta em território brasileiro, em uma edição completa, 40 anos após seu início de publicação: Trata-se de Maxwell, O Gato Mágico de Alan Moore, em volume único, lançamento de uma das nossas queridinhas, Pipoca e Nanquim. Confira abaixo outros destaques em mangás, graphic novels e edições avulsas de HQs com lançamento previsto para março:

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Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Março (2020)

A DarkSide Books, através de seu novo selo, Macabra, traz duas obras imperdíveis e indispensáveis na estante de qualquer leitor que se preze. A primeira delas é a antologia Vitorianas Macabras que apresenta treze histórias recheadas de suspense e sobrenatural, escritas por mulheres que fizeram a diferença na literatura. Os Darksiders também irão se deliciar com Antologia Macabra, coletânea aterrorizante contendo treze histórias de grandes nomes, como Stephen King e Edgar Allan Poe, exaltando o que há de mais sombrio na literatura universal. A Prisioneira Do Tempo, assinado pela autora best-seller, Kate Morton, é um dos destaques da Arqueiro. A editora ainda traz o segundo volume da trilogia Bevelstoke de outra autora consagrada: a especialista em romances históricos, Julia Quinn. Falando em autoras que são sucesso de vendas, o thriller Verity de Colleen Hoover (Métrica e o Lado Feio do Amor), sai pela Galera. Publicação da Rocco, A Odisseia de Penélope é a releitura contemporânea do clássico Odisseia de Homero, pelas mãos da fantástica Margaret Atwood, que assinou O Conto da Aia. Pegando carona na estreia do filme nos cinemas, a Excelsior aproveita para lançar a novelização do longa Bloodshot, adaptação dos quadrinhos best-seller homônimos da Valiant. A Aleph publica uma nova edição do clássico da literatura cyberpunk Sonhos Elétricos de Philip K. Dick. O box Terríveis Mestres, reunindo obras dos imprescindíveis Edgar Allan Poe, H.P. Lovecraft e Arthur Conan Doyle é uma das grandes novidades da Novo Século. Já o destaque da Suma é A Comunidade Secreta: 2 de Philip Pullman, obra que retoma o mundo de Fronteiras do Universo e se situa vinte anos após os eventos narrados na primeira parte da trilogia O Livro das Sombras. Confira abaixo capas e sinopses dos principais lançamentos literários do mês de março:

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Bons Filmes em Março (2020)

Aclamado longa de terror de 2018, dirigido por John Krasinski e estrelado por Emily Blunt, Um Lugar Silencioso ganha sequência com previsão de estreia para 19 deste mês. A aguardada versão em live-action do clássico Mulan é outra das estreias do mês. A produção entra em cartaz no dia 26. O polêmico O Oficial e o Espião tem lançamento agendado para 12 de março. O longa converteu-se em alvo de protestos durante a realização do César (maior premiação do cinema francês) na última sexta-feira, 28 de fevereiro, quando Roman Polanski, acusado de estuprar uma menor em 1978, foi premiado com a estatueta de melhor direção pelo filme. Ele não compareceu à cerimônia para receber o prêmio, mas isso não impediu a revolta tanto dentro quanto fora do evento. Entenda o caso. Também no dia 12, Bloodshot, adaptação da HQ homônima da Valiant Comics, dirigida por Dave Wilson e protagonizada por Vin Diesel, chega às telas. Confira abaixo datas de estreia, pôsteres e sinopses dos principais lançamentos cinematográficos de março. Lembrando que qualquer alteração no calendário de estreias dos filmes é de responsabilidade única e exclusiva das distribuidoras nacionais.

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Big Bang (1989) – Os Paralamas do Sucesso

Os Paralamas Do Sucesso - Big Bang (1989)

Data de Lançamento: 20 de novembro de 1989
Duração: 35:22
Faixa: 13 faixas
Estilo: Pop Rock, Reggae, Regional, Ska, New Wave
Produção: Carlos Savalla e Paralamas
Gravadora: EMI

Lado A
Perplexo
Dos Restos
Pólvora
Nebulosa do Amor
Vulcão Dub
Se Você Me Quer
Rabicho do Cachorro Rabugento

Lado B
Esqueça o Que Te Disseram Sobre o Amor (Vai Ser Diferente)
Lanterna dos Afogados
Bang Bang
Lá em Algum Lugar
Jubiabá
Cachorro na Feira

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Rock in Rio – 35 anos

Podem acreditar: a primeira edição do maior festival de música do Brasil comemora, neste ano, bodas de coral. O evento, que ocupou dez dias do mês de janeiro de 1985, teve início no dia 11 e encerrou no dia 20. Um verdadeiro divisor de águas no cenário cultural de nosso país e responsável por colocar o Brasil no mapa das turnês internacionais.

Por coincidência, 1985 foi o ano mundial dos jovens e o festival chegou justamente para presentear a juventude brasileira. A idéia do evento partiu de Roberto Medina, filho de Abraham Medina que, na ocasião, era o presidente da Artplan Produções. Para saber mais sobre o festival, apresento aqui as 20 curiosidades sobre o Rock in Rio.

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Vencedores do Oscar 2020 – Era Uma Vez em Hollywood… Um Parasita

Era Uma Vez em Hollywood… um Parasita. No ápice de uma cerimônia cuja entrega dos prêmios foi, em sua quase totalidade, óbvia e previsível, um longa sul-coreano venceu o prêmio de Direção e, depois, o principal de Melhor Filme. O que as demais categorias ficaram devendo no quesito surpresa, o final da festa nos proporcionou. E isso quando muitos de nós já nos encontrávamos desacreditados, especialmente após a decepção do ano passado, com a vitória do Livro Verde.

Sejamos francos: há tempos não era tão divertido assistir à uma cerimônia do Oscar.

E não falo apenas do fato de Parasita ser o primeiro filme não falado em língua inglesa a ganhar a estatueta de Melhor Filme. Nem do quão emblemático foi a equipe do longa receber o prêmio das mãos da engajada Jane Fonda (e o medo de que um policial aparecesse do nada para prendê-la em pleno palco do Dolby Theatre?). Nem dos memes maravilhosos com a soneca do Martin Scorsese durante uma despropositada e aleatória performance de Lose Yourself do Eminem – na certa redimindo-se após não comparecer a cerimônia de 2003 (!) para receber o Oscar de Melhor Canção Original.

Nem do fato da vitória de Parasita ser até mesmo metafórica – como no enredo do longa de Bong Joon Hoo, o Parasita sul-coreano adentrou o lar e a festa do cinema americano (porque, sim, Oscar celebra majoritariamente o cinema que é produzido em Hollywood), um lugar em que produções estrangeiras tem pouco ou nenhum espaço, e arrematou quatro dos prêmios mais cobiçados da noite. De modo sorrateiro, foi conquistando seu lugar graças a muita propaganda boca a boca pelo mundo afora e invadiu um território essencialmente americano e conservador, eliminando seus concorrentes um a um e deixando um confiante Sam Mendes a ver navios (seu Titanic naufragou… E ele nem tem mais Kate Winslet para consolá-lo).

Mas, ao contrário da maneira agressiva e parasitária com a qual agem seus protagonistas, o cineasta chegou na humildade. E em seu discurso de agradecimento pela vitória na categoria de Melhor Diretor, exaltou seus rivais. O quão emblemático é receber o prêmio de direção das mãos do lendário Spike Lee e fazer a plateia levantar da cadeira para aplaudir o monstro sagrado do cinema que é Martin Scorsese? Ou mencionar o fato de que Quentin Tarantino, também seu concorrente, sempre fez questão de incluir filmes assinados por ele em suas listas de melhores do ano, o reverenciando como um de seus ídolos? É muita classe…

 

O fato é que o Oscar de 2020 foi, na maior parte das categorias, justo ao eleger seus vencedores (ainda que previsível). E a cerimônia em si foi uma delícia de se assistir, mesmo com algumas aleatoriedades, como a já citada apresentação de Eminem…

Claro que ainda incomoda ouvirmos palavras como “diversidade”, “inclusão”, “representatividade feminina” serem proferidas à exaustão em vários discursos e vermos tantas mulheres e negros no palco, e nenhuma mulher figurar na categoria de direção, ou pior: apenas uma única negra receber indicação este ano.

Eu subestimei a Academia nas minhas apostas, mas a verdade é que há sinais de mudanças aqui e ali. Percebemos uma boa vontade maior este ano – de se mostrar inclusiva, engajada e moderna não apenas na embalagem, mas em seu conteúdo. E muito disso se deve ao Parasita. Longa que fez história na noite de 9 de fevereiro. Acima de qualquer coisa, a conquista de Parasita mostra que existe cinema fora de Hollywood. Algo que muitos de nós já sabíamos, mas que os votantes da Academia preferiam ignorar, fingiam desconhecer.

Espero, no entanto, que isso não acabe por aqui. Que não tenha sido uma exceção à regra. Que o longa de Bong Joon Hoo tenha aberto, de fato, um precedente e as portas para outros filmes estrangeiros invadirem o Oscar futuramente.

Quanto às minhas previsões: nunca fiquei tão feliz por estar errada. Das 24 categorias, acertei 21. Errei apenas em Edição de Som, Direção e Filme 🙂 confira abaixo todos os vencedores da 92ª edição do Oscar na ordem em que foram anunciados:

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Uma poltrona macia, um balde de pipoca, alguns discos de vinil, umas revistas da Marvel e um encontro com Tarantino… De tudo um pouco ou nada disso