[Especial] Oscar 2021

É hoje! Logo mais, à noite, conheceremos os vencedores do Oscar 2021. Na contramão das demais premiações, a cerimônia de entrega das estatuetas douradas, concedidas pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aos melhores profissionais da indústria no ano que passou, será inteiramente presencial, realizada no tradicional Dolby Theatre e na Union Station de Los Angeles, ainda contará com palcos em Londres e Paris (para aqueles que não poderão comparecer em Los Angeles, devido às restrições relacionadas a viagens internacionais), e promete seguir à risca os protocolos e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), preservando a saúde e segurança dos que comparecerem ao evento.

Diferentemente do Globo de Ouro, que optou por uma cerimônia mista (parte presencial, parte virtual), o Oscar não dará a opção de os indicados participarem virtualmente e os vencedores fazerem seus discursos por meio de videoconferência. Novamente, o prêmio não contará com anfitrião. Originalmente, o Oscar é televisionado pela emissora norte-americana ABC. No Brasil, a 93ª edição do Oscar será transmitida pelo canal pago TNT a partir das 22hs. Ainda estará disponível via streaming, nas plataformas TNT GO e Globoplay (que, inclusive, estará aberto para não assinantes). Na TV aberta, a Globo exibirá a premiação, porém, de maneira fragmentada, começando pela metade, de modo a adequá-la à sua própria programação.

Neste post, você confere todas as publicações do site relacionadas ao maior evento anual de cinema: Continuar lendo [Especial] Oscar 2021

Previsões Oscar 2021 – Vencedores

No domingo, 24 de abril, finalmente se encerra a temporada de premiações e conheceremos os vencedores do Oscar 2021. O prêmio, que se encontra em sua 93ª edição, realizará a entrega das estatuetas em uma cerimônia integralmente presencial no Dolby Theatre e na Union Station de Los Angeles, seguindo as normas e protocolos da  Organização Mundial da Saúde (OMS) de modo a assegurar a saúde dos participantes.

Abaixo, você confere nossas apostas para os vencedores do maior e mais importante prêmio da indústria cinematográfica:

Continuar lendo Previsões Oscar 2021 – Vencedores

Vencedores do Independent Spirit Awards 2021

Carey Mulligan e Riz Ahmed venceram em categorias de atuação na última premiação antes do Oscar, que será realizado no próximo domingo, dia 25

A última premiação antes do Oscar, o Independent Spirit Awards, anunciou seus vencedores ontem, quinta-feira, dia 22, em cerimônia totalmente virtual, apresentada pela atriz e comediante Melissa Villaseñor. Desde 1984, o evento é realizado anualmente e se dedica a celebrar a produção de cinema independente.

Nomadland confirmou seu favoritismo, conquistando a vitória em quatro categorias – a principal, de Melhor Filme; Melhor Direção para Chloé Zhao; Melhor Montagem; e Melhor Fotografia. O belo O Som do Silêncio consagrou-se como o Melhor Filme de Estreia e seu protagonista, Riz Ahmed, saiu vitorioso na categoria de Melhor Ator, contrariando as expectativas que indicavam Chadwick Boseman como favorito ao prêmio.

Melissa Villaseñor comandou a festa, que foi totalmente virtual

Carey Mulligan foi agraciada com a estatueta de Melhor Atriz por Bela Vingança e, sem surpresas, Yuh-jung Youn arrematou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por seu excelente trabalho em Minari. O nosso Bacurau, infelizmente, não se sagrou vencedor, perdendo a disputa em Melhor Filme Internacional par o bósnio Quo Vadis, Aida. Uma Noite em Miami levou o Prêmio Robert Altman (prêmio honorário, entregue a diretor, diretor de elenco e elenco).

Abaixo, em destaque, você confere os vencedores da 36ª edição do Independent Spirit Awards:

Continuar lendo Vencedores do Independent Spirit Awards 2021

Mank

“Não se pode capturar a vida de um homem em duas horas”.

A ideia parecia infalível. Uma revisita aos bastidores da criação do roteiro de um dos filmes mais prestigiados da história, constantemente no topo das listas de melhores longas de todos os tempos: o revolucionário Cidadão Kane, dirigido por Orson Welles. Sabemos que Hollywood adora se ver nas telas e isso é atraente e chamativo para a Academia. Quando se adota um verdadeiro clássico como ponto de partida, reproduzindo na tela todas as intrigas e polêmicas que envolveram sua produção, é inegável que irá despertar o interesse e a curiosidade.

Conduzindo essa história, simplesmente um dos mais talentosos cineastas em atividade: o meticuloso e audaz David Fincher. Para completar, o excelente e premiado Gary Oldman foi o ator escalado para protagonizá-la. Assim, temos a Era de Ouro de Hollywood retratada com todo o deslumbre e as polêmicas que caracterizam essa indústria, com direito a grandes intérpretes dando vida à figuras marcantes da época. Apesar de ambientada no final da década de 1930 e início dos anos 1940, o roteiro enfatiza a influência da mídia nos rumos políticos de um país como os Estados Unidos e o poder avassalador das fake news – tópicos, infelizmente, em constante evidência e discussão ainda na atualidade.

Soma-se a isso o fato de se tratar de uma história que, há muito, o pai do cineasta, Jack Fincher (falecido em 2003) desejava contar, tendo escrito o roteiro ainda na década de 1990 e nunca conseguido a oportunidade de filmá-lo. Portanto, era um projeto bastante pessoal e íntimo, no qual Fincher filho vinha trabalhando cuidadosamente ao longo dos anos. Realizado com um orçamento modesto, de cerca de trinta milhões de dólares, todo em preto e branco e com som mono, Mank finalmente garantiu seu espaço, sendo distribuído pela gigante do streaming, Netflix.

Com todos esses atributos, não havia como a produção falhar, certo? Bem…

Continuar lendo Mank

Judas e o Messias Negro

Logo no início, uma informação surge na tela: “baseado em eventos reais”. Então, o filme de Shaka King utiliza como ponto de partida um registro real – uma entrevista concedida por William O’Neal, em 1989, como parte da série documental Eyes on the Prize II: America at the Racial Crossroads 1965–1985, sobre o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, veiculada originalmente na emissora de televisão americana PBS. A forma como Shaka King opta por abrir seu filme evidencia,  desde esses primeiros momentos, o caminho convencional que a cinebiografia pretende seguir; sem grandes surpresas ou inovações no que tange à estrutura dramática, sendo um tradicional filme baseado em fatos, inclusive respeitando a cronologia dos acontecimentos e assumindo um caráter linear. Continuar lendo Judas e o Messias Negro

Bela Vingança

Eu tentei me limitar a escrever apenas a review do filme em si. Mas não consegui evitar tocar nos assuntos espinhosos que a produção traz à tona. Se você não tiver interesse em ler toda essa longa introdução, eu vou entender. Pula direto para o subtítulo Thriller catártico e comédia de humor ácido que é quando começa efetivamente a review do filme.

Ah, contém spoilers 😉 Continuar lendo Bela Vingança

Cinema, quadrinhos, séries de TV, música, animações, web e muita nostalgia!