Arquivo da tag: Desenho Animado

Doug

Eu parava tudo o que estava fazendo para sentar no sofá (ou no chão mesmo, sobre o tapete, o que era mais frequente) em frente à televisão para ver Doug. Fosse na Rede Cultura ou no SBT. Sempre me identifiquei com o personagem-título, com suas inseguranças, neuras, sonhos, imaginação fértil, a obsessão por histórias em quadrinhos e como curtia utilizar sua criatividade em projetos pessoais que significavam demais para ele.

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Coelho Osvaldo (Oswald the Lucky Rabbit)

Ao iniciar sua carreira no ramo das animações, Walt Disney, obviamente, ainda não possuía um estúdio que levava seu nome, o tornando imensamente popular e conhecido ao redor do mundo e que se converteu em um império multimilionário. Em suma, ainda não havia criado o Mickey Mouse. O artista trabalhava para a Winkler Pictures de Margareth Winkler e Charles B. Mintz e, nessa época, ele criou o personagem Oswald the Lucky Rabbit (conhecido no Brasil como Coelho Osvaldo), em parceria com o seu amigo, o desenhista UB Iwerks. Continuar lendo Coelho Osvaldo (Oswald the Lucky Rabbit)

Olho Vivo e Faro Fino

Mais uma das várias séries de gato e rato produzidas pelos estúdios Hanna-Barbera. Só que dessa vez eles não eram inimigos; eram parceiros de trabalho. Snooper and Blabber (Olho Vivo e Faro Fino), estreou em 19 de setembro de 1959, como segmento do festival que também transmitia os desenhos Pepe Legal e Bibo Pai e Bobi Filho. Foram três temporadas, totalizando 45 episódios, encerrando em 20 de outubro de 1961. A série ainda contou com inúmeras reprises pela emissora CBS durante a década 1960. Continuar lendo Olho Vivo e Faro Fino

Wildfire – Cavalo de Fogo

Série de animação clássica que marcou época, Cavalo de Fogo (Wildfire no original, em inglês) foi produzida pelos estúdios Hanna-Barbera, estreando no dia 13 de setembro de 1986, na emissora norte-americana CBS, e tendo seu último episódio exibido em 6 de dezembro daquele mesmo ano. A série contou com uma única temporada composta de 13 episódios. Apesar da curta duração, fez grande sucesso, especialmente em território brasileiro, sendo reprisada à exaustão pelo SBT, inclusive como tapa-buraco na programação em diversas faixas de horário diferentes.

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Personalidade: Batman

Conheci o Batman em um desenho animado bem antigo que passava no programa da apresentadora Mariane (uma pseudo-Xuxa) na CNT/Gazeta. Por volta dessa época, o SBT transmitia o clássico camp e multicolorido seriado de 1966, Batman, também conhecido por estas bandas como Batman e Robin. Eu sentava no sofá ao lado de minha irmã e de meu saudoso pai e me divertia assistindo àquela que era considerada uma paródia autorizada do personagem.

O tempo foi passando e eu fui conhecendo outras versões do Homem-Morcego. Quanto mais crescia, mais me apaixonava pelo personagem. Todo o teor sombrio de suas histórias (contrastante com aspecto cômico do seriado que me apresentou sua primeira faceta em live-action), seu psicológico atormentado, sua infância trágica e a vida dupla que levava (playboy excêntrico durante o dia, herói e justiceiro à noite) me fascinavam e eu me via mergulhando cada vez mais na caótica e decadente Gotham City – a cidade natal de Batman, que sempre exerceu em mim uma curiosa atração, bem como seus ilustres e peculiares moradores.

Como hoje é 21 de setembro e nesta data é celebrado o Dia do Batman, decidimos prestar nossa homenagem ao herói que completou nada menos do que 80 anos em 2019.

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Little Audrey

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Ela apareceu nos cinemas pela primeira vez em 1947, na série de desenhos Noveltoons, tendo seus curtas produzidos pela Famous Studios –  a divisão de animação da Paramount Pictures. Com o estúdio perdendo os direitos sobre a personagem Luluzinha e, consequentemente, tendo de interromper a realização de curtas estrelados pela mesma, sua falta teve de ser suprida e, dessa forma, a companhia apostou em uma nova série também protagonizada por uma garota travessa, a Little Audrey. Tal qual a Lulu, ela vivia no mundo da imaginação. Aliás, as comparações com a personagem criada por Marjorie Henderson Buell foram bem frequentes, mas não se pode reduzir Audrey à mera condição de cópia ou plágio de Luluzinha. Continuar lendo Little Audrey