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Dwelling in the Fuchun Mountains

Exibido originalmente no Festival de Cannes em 2019, Dwelling in the Fuchun Mountains integrou a lista de 10 melhores filmes de 2020 da cultuada revista francesa Cahiers du Cinéma, angariando a posição de número 7, porém, infelizmente, não há previsões de quando será lançado por estas bandas. O longa empresta seu nome de uma pintura paisagística de Huang Gongwang (1269-1354), concebida durante o século XIV e considerada uma das maiores obras-primas da arte chinesa. Aliás, as associações entre o longa e a pintura não se reduzem ao título. Tanto no que tange ao visual quanto à estrutura narrativa, a obra de Gongwang pautou inteiramente o longa do estreante Gu Xiaogang. Continuar lendo Dwelling in the Fuchun Mountains

Favoritos 2020 – Filmes, Séries e Leituras

Mais um ano que se encerra e, desta vez, não foi fácil pra ninguém. Infelizmente, 2020 termina nos dando aquela sensação de que o ano foi perdido. Lamentamos inúmeras perdas; os diversos óbitos passaram a ser assustadoramente comuns e recorrentes em nosso dia a dia; muitos negócios cerraram as portas; o índice de desemprego é grande e alarmante… Afetou todos nós, em maior ou menor grau. Muitos planos tiveram de ser postergados, sonhos adiados, compromissos cancelados, espaços que frequentávamos agora se encontram tristemente vazios.

Mas creio que nada é mais triste do que ter de assistir de camarote ao descaso, tanto dos nossos governantes quanto da população, diante de um vírus que parou o mundo todo e encerrou vidas precoce e abruptamente. Irresponsabilidade, falta de consciência e empatia, demonstrações corriqueiras de egoísmo. Fomos assaltados de todos os lados pela pandemia em si e por todas as consequências desastrosas decorrentes dela e da falta de humanidade das pessoas. É cruel fazer um balanço desse ano e prefiro pausar por aqui as minhas reflexões acerca deste sombrio 2020 que se despede sem, infelizmente, sinalizar mudanças positivas em 2021. Por enquanto, ficamos aqui à espera da vacina e terminamos um ano com mundo infelizmente doente, não só devido ao COVID-19, mas também por conta da ignorância de muitos.

Obviamente, tivemos poucas estreias cinematográficas. O momento pandêmico fez com que os cinemas fechassem as portas por tempo indeterminado. Tivemos lançamentos via streamings, mas não foram tantos. E a verdade é que foi difícil se concentrar e assistir a um filme diante de toda essa situação. Eu mesma assisti menos filmes do que o habitual e poucas coisas me cativaram de verdade. Não tivemos nada de muito apaixonante. Foi um momento também para esfriar a cabeça e, precisando de um pouco de humor escapista, descobri e redescobri várias coisas durante a quarentena, como as séries Community e The Good Place e, aos 45 do segundo tempo, curti um romance com o hit recente Bridgerton. Retornando ao campo da comédia, revisitei os longas do Monty Python, assisti Brazil de Terry Gilliam e as leituras não ficaram para escanteio: reli The Outsiders: Vidas Sem Rumo de S.E. Hinton – relançado por aqui pela Instrínseca em uma edição maravilhosa para fã nenhum colocar defeito -, e estou empenhada em terminar Duna de Frank Herbert antes da nova adaptação para as telas, a cargo de Denis Villeneuve, entrar em cartaz.

Abaixo, listo os meus favoritos de 2020, nas categorias Filmes, Séries e Leituras.

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Human Nature – Madonna

O videoclipe, talvez, seja a mídia mais propensa a ficar datada. É uma questão de bater o olho no clipe e, de imediato, identificar a época em que foi lançado. Na maior parte das vezes por conta dos modismos que caracterizam essas épocas. Lógico que a música também é um fator denunciante, especialmente aquelas que seguem a tendência rítmica do momento. O estilo musical, os figurinos, a maquiagem, mesmo a situação que o videoclipe retrata entregam a que momento na história ele pertence. Não se trata de um demérito. É exatamente pelo fato de ser datado que, ao assistir a algum videoclipe, transborde dentro de nós aquela bem-vinda sensação de nostalgia. Mas, sim, também há videoclipes atemporais.

E no caso do clipe do mês, a música também não envelheceu.

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The Mandalorian

“Este é o caminho.”

Os aficionados por Star Wars têm viva na memória a lembrança de Boba Fett, personagem introduzido no melhor exemplar cinematográfico da saga até aqui, o lendário O Império Contra-Ataca, e que permaneceu naquela linha tênue entre vilão e anti-herói. O personagem ficou marcado pela característica armadura mandaloriana que utilizava, obtida através de seu “pai”, Jango Fett. Embora não fosse um mandaloriano legítimo, foi com Boba que os fãs de Star Wars tiveram acesso ao estilo de vida do povo de Mandalore. Tratava-se de um grupo de supercomandos de raças variadas, que trajavam armaduras totalmente impessoais e com aptidão acentuada para as funções de mercenários e caçadores de recompensa. E é um destes guerreiros que protagoniza a série criada por Jon Favreau, produzida originalmente para o serviço de streaming Disney + e baseado na space opera de George Lucas.

Embora o Mandaloriano dê nome à produção, as atenções do público têm se desviado constantemente a outro personagem. Continuar lendo The Mandalorian

Harold & Maude – Ensina-me a Viver

Confesso que não sou muito de reler livros. Foram poucos os títulos que reli em todos esses anos de leitora compulsiva. Mas um livro bateu o recorde. Quatro releituras. E se me perguntarem qual é a história de amor mais bela que já li, sem pestanejar, responderei Harold & Maude. Uma história de amor atípica, capaz de fazer muita gente torcer o nariz ao descobrir de que se trata. Continuar lendo Harold & Maude – Ensina-me a Viver