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Massacre no Bairro Japonês (1991)

Lembra que, no ano passado, eu listei os 10 melhores filmes referentes ao Japão? Eu cheguei a colocar Massacre no Bairro Japonês, mas depois decidi que ele merecia um artigo próprio. Na lista, eu o substitui por Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio (2006). Tudo para que Massacre no Bairro Japonês celebre aqui seus 30 anos.

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[Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi

O ápice da saga Star Wars, dirigido por Richard Marquand, com roteiro de Lawrence Kasdan e George Lucas, mantém o senso de aventura e o nível de entretenimento, mas a qualidade do texto cai um pouco com relação aos seus predecessores. Ainda mais se comparado ao soberbo segundo episódio da franquia. Continuar lendo [Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio VI – O Retorno de Jedi

[Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

Há muito tempo, em uma galáxia muito distante, O Império Contra-Ataca foi um dos filmes que derrubou o paradigma de que sequências são inferiores aos longas originais…

Com seu universo previamente introduzido e o conflito devidamente estabelecido no primeiro filme da saga, seu criador, George Lucas, teve mais possibilidades de desenvolvimento de sua história no grande ecrã. O longa original já tinha o mérito de não cair na cilada da exposição em demasia e, diferentemente dos tempos atuais, naquela época ainda não existia o conceito abusivo de franquias e as produções cinematográficas – mesmo sendo parte de uma saga, como é o caso – se fechavam melhor em si mesmas, com textos mais redondos e sem pesar a mão no caráter episódico. Dessa forma, Lucas apostou em uma história com início, meio e fim, contando com a adição de novos personagens e investindo na expansão de sua mitologia nas telas. Mesmo assim, não dispensou o recurso do cliffhanger, garantindo ganchos suficientes para uma continuação. Continuar lendo [Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca

[Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança

“Ajude-me Obi-Wan Kenobi, você é minha única esperança”.

A partir de um argumento audacioso, George Lucas redefiniu os rumos do cinema de entretenimento, criando um dos primeiros blockbusters da história da sétima arte (o termo foi primeiramente atribuído a Tubarão de Steven Spielberg, em 1975) e inaugurando uma franquia rentável que se alastrou pela televisão, literatura, histórias em quadrinhos, videogame, imprimindo sua marca em todas as mídias possíveis e tornando-se um produto emblemático da cultura pop.

Hoje, o longa inaugural da saga, lançado em 1977, funciona mais como uma curiosidade. Mas é possível, ao revisitá-lo, identificar e compreender os motivos que fizeram de Star Wars o fenômeno que é hoje, o porquê de ter encantado tantos espectadores que saíram maravilhados das salas de cinema no ano de seu lançamento e a razão pela qual a obra é objeto de culto até o presente momento, recusando-se a desocupar sua posição do panteão dos deuses da cultura pop, atravessando gerações a conquistar novas levas de fãs, enquanto os antigos permanecem cativos, saindo em defesa da obra sempre que possível e necessário. 

Assistir ao primeiro episódio que foi exibido nos cinemas, procurando manter o olhar daqueles tempos, nos leva a perceber que o filme, hoje conhecido pelo subtítulo Uma Nova Esperança, é um espetáculo grandioso, uma obra inovadora em todos os sentidos e que, por trás da ambição do conceito e do visual, existe a humanidade e o carisma dos personagens. Um produto de ficção científica que divaga sobre política e fé; um filme de ação sobre o valor da lealdade e da família, repleto de criaturas robóticas providas de emoção e sentimento. Não é um filme que destaca simplesmente os efeitos visuais e a beleza plástica exuberante de seus cenários. Uma Nova Esperança é uma soap opera espacial no melhor sentido que o termo poderia ser empregado. Continuar lendo [Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança

Encontro Com Rama – Arthur C. Clarke

Clássico da ficção científica, escrito por um dos mestres do gênero, Arthur C. Clarke, na década de 1970. Clarke é o autor do conto The Sentinel que inspirou a obra-prima de Stanley Kubrick2001: Uma Odisséia no Espaço. Situada no ano de 2131, a trama de Encontro Com Rama narra a aparição de uma estranha estação espacial que possui um peculiar formato cilíndrico e 50 km de comprimento, sendo, a princípio, confundida com um asteroide. Batizada em homenagem a uma divindade hindu (uma vez que os nomes da mitologia greco-romana, para denominar corpos celestes, já haviam se esgotado), sua chegada é envolta em mistério: O desconhecimento acerca de sua trajetória e objetivos vem acompanhado de muita preocupação e controvérsia. Continuar lendo Encontro Com Rama – Arthur C. Clarke

O Velho e o Mar

Última obra assinada por Ernest Hemingway, o breve O Velho e o Mar é considerado o canto do cisne do autor. Após um longo hiato de dez anos desde o lançamento do bem-sucedido Por Quem Os Sinos Dobram, de 1940, Hemingway retornava à literatura com o insucesso Na Outra Margem, Entre as Árvores, lançado em 1950. Diante das duras e negativas avaliações que o romance recebeu, o expoente da Geração Perdida passou a ser considerado pela crítica especializada um escritor combalido e em fim de carreira. No entanto, O Velho e o Mar veio para mostrar que os ditos especialistas estavam redondamente enganados – o que não foi a primeira e nem a última vez, convém dizer. Continuar lendo O Velho e o Mar