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Emmy 2012: Indicados

O Emmy Award é um das premiações mais importantes e das mais aguardadas especialmente pelos viciados em seriados. O Emmy premia os grandes destaques da televisão, sempre com foco no entretenimento. Como já era de se esperar, Mad Men é o que lidera com 17  indicações empatado com American Horror Story. O excelente drama britânico Downton Abbey, por sua vez, conquistou nada menos do que 16 indicações. Confira a lista dos indicados às principais categorias:

Melhor Série – Comédia
The Big Bang Theory
Curb Your Enthusiasm
Girls
Modern Family
30 Rock
Veep

Melhor Atriz – Comédia
Lena Dunham, Girls
Melissa McCarthy, Mike & Molly
Zooey Deschanel, New Girl
Edie Falco, Nurse Jackie
Amy Poehler, Parks and Recreation
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep

Melhor Ator – Comédia
Jim Parsons, The Big Bang Theory
Larry David, Curb Your Enthusiasm
Don Cheadle, House of Lies
Louis C.K., Louie
Alec Baldwin, 30 Rock
Jon Cryer, Two and a Half Men

Melhor Atriz Coadjuvante – Comédia
Mayim Bialik, The Big Bang Theory
Kathryn Joosten, Desperate Housewives
Julie Bowen, Modern Family
Sofia Vergara, Modern Family
Merritt Wever, Nurse Jackie
Kristen Wiig, Saturday Night Live

Melhor Ator Coadjuvante – Comédia
Ed O’Neill, Modern Family
Jesse Tyler Ferguson, Modern Family
Ty Burrell, Modern Family
Eric Stonestreet, Modern Family
Max Greenfield, New Girl
Bill Hader, Saturday Night Live

Melhor Atriz Convidada – Comédia
Dot-Marie Jones, Glee
Maya Rudolph, Saturday Night Live
Melissa McCarthy, Saturday Night Live
Elizabeth Banks, 30 Rock
Margaret Cho, 30 Rock
Kathy Bates, Two and a Half Men

Melhor Ator Convidado – Comédia
Michael J. Fox, Curb Your Enthusiasm
Greg Kinnear, Modern Family
Bobby Cannavale, Nurse Jackie
Jimmy Fallon, Saturday Night Live
Will Arnett, 30 Rock
Jon Hamm, 30 Rock

Melhor Série – Drama
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Game Of Thrones
Homeland
Mad Men

Melhor Atriz – Drama
Glenn Close, Damages
Michelle Dockery, Downton Abbey
Julianna Margulies, The Good Wife
Kathy Bates, Harry’s Law
Claire Danes, Homeland
Elisabeth Moss, Mad Men

Melhor Ator – Drama
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Michael C. Hall, Dexter
Hugh Bonneville, Downton Abbey
Damian Lewis, Homeland
Jon Hamm, Mad Men

Melhor Atriz Coadjuvante – Drama
Anna Gunn, Breaking Bad
Maggie Smith, Downton Abbey
Joanne Froggatt, Downton Abbey
Archie Panjabi, The Good Wife
Christine Baranski, The Good Wife
Christina Hendricks, Mad Men

Melhor Ator Coadjuvante – Drama
Aaron Paul, Breaking Bad
Giancarlo Esposito, Breaking Bad
Brendan Coyle, Downton Abbey
Jim Carter, Downton Abbey
Peter Dinklage, Game of Thrones
Jared Harris, Mad Men

Melhor Minissérie ou Filme para TV
American Horror Story
Game Change
Hatfields & McCoys
Hemingway & Gellhorn
Luther
Sherlock: A Scandal In Belgravia (Masterpiece)

Melhor Atriz em Minissérie ou Filme para TV
Connie Britton, American Horror Story
Julianne Moore, Game Change
Nicole Kidman, Hemingway & Gellhorn
Ashley Judd, Missing
Emma Thompson, The Song of Lunch (Masterpiece)

Melhor Ator em Minissérie ou Filme para TV
Woody Harrelson, Game Change
Kevin Costner, Hatfield & McCoys
Bill Paxton, Hatfield & McCoys
Clive Owen, Hemingway & Gellhorn
Idris Elba, Luther
Benedict Cumberbatch, Sherlock: A Scandal in Belgravia (Masterpiece)

Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Filme para TV
Frances Conroy, American Horror Story
Jessica Lange, American Horror Story
Sarah Paulson, Game Change
Mare Winningham, Hatfields & McCoys
Judy Davis, Page Eight (Masterpiece)

Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Filme para TV
Denis O’Hare, American Horror Story
Ed Harris, Game Change
Tom Berenger, Hatfields & McCoys
David Strathairn, Hemingway & Gellhorn
Martin Freeman, Sherlock: A Scandal in Belgravia (Masterpiece)

A entrega dos prêmios Emmy ocorrerá dia 23 de setembro e será transmitido pela emissora de televisão americana ABC

Andrizy Bento

American Horror Story

Terminei há poucas semanas de ver a primeira temporada de American Horror Story e ainda estou tentando entender todo o alarde, o sucesso, a repercussão em torno dessa série e a comoção que ela gerou. Apresentando uma fórmula mais do que saturada e se apoiando em diversos clichês narrativos e visuais, a série não passa de uma releitura sem qualquer inovação de filmes de terror trash dos anos 80. Com um enredo batido, tendo como problemática um drama familiar super comum e personagens estereotipados, os roteiristas deixam passar algumas boas sacadas e investem em saídas ora fáceis, ora forçadas e artificiais, jogando pela janela a oportunidade de construir uma interessante mitologia das criaturas que assombram a casa.

Pra completar, boa parte da primeira temporada é constituída de fillers, episódios totalmente desnecessários ao conjunto e que não fariam diferença no todo, salvo algumas seqüências. Para os fãs do gênero, o gore é decepcionante. E para quem curte um bom susto, American Horror Story está longe de oferecê-lo.

Alguns episódios chegam próximos de serem considerados interessantes e a série apresenta alguns quotes geniais. Contudo não é o suficiente para cativar a atenção de um público que espera mais do que conflitos adolescentes e dramas inerentes a divórcios e traições, tendo como plano de fundo uma residência macabra.

Os produtores perdem uma boa chance de reinventar o gênero e desenvolver melhor a ideia já quase esgotada da casa mal-assombrada, ingressando numa brincadeira assustadora que poderia funcionar com personagens mais atraentes e um enredo mais consistente e bem elaborado. Uma pena que não é o caso.

Andrizy Bento

The Muppets: Eles estão de volta!

Boa tarde!

Estamos de cara nova, novo post e nova colaboradora.

Em seu primeiro e descontraído post, Bianca Lumière apresenta e indica pra gente alguns vídeos deliciosos dos Muppets contando com a participação super especial de ilustres e históricas figuras da música.

Boa leitura!

The Muppets

Olá Galera!

Os famosos Muppets, criados por Jim Henson na década de 50, voltaram às telas do cinema, fazendo sucesso entre o público adulto e infantil.

Então nada melhor do que uma sacada nessa turma.

Bem, mas também não vou fazer análise crítica  ou  biográfica dessas figuras. Vamos mesmo é nos divertir com os melhores vídeos que eu separei especialmente pra vocês.

Ah, se você não é fã pelo menos divirta-se com esses bonequinhos fofinhos acompanhados de uma boa trilha sonora 😉

Quem sabe no final você não acaba se apaixonando também?

Você poderá conferir desde Miss Piggy fazendo um dueto com o lendário cantor e compositor Johnny Cash, até Elton John trajando fantasias carnavalescas ao apresentar o hit “Crocodile Rock”.

Clássicos que eu adorei. Curte aí !

 

 

 

Weezer, também não ficou de fora e gravou um videoclipe no set de filmagens do show de TV dos Muppets.

Saca só que incrível!

 

 

E, para fechar com chave de ouro, não deixe de assistir a uma memorável homenagem ao Queen feita pelos bonecos em um clipe cover de “Bohemian Rhapsody”: Música incrível que eu piro. Queen é Queen e com a animação dos muppets então, roubou meu coração. Não posso esconder que foi meu vídeo favorito! Deliciem-se e principalmente curtam esse Rock ‘n’ Roll, baby 😉

 

 

Eu fico por aqui, espero que tenham curtido. Fiquem com o papai do céu meus queridos e beijos nessas bochechas!

Bianca Lumière

[Televisão] “A Christmas Carol” – Doctor Who

Doctor Who: Episódio Especial de Natal – 5ª Temporada

Eu nunca escrevi sobre Doctor Who aqui no blog (pretendo fazer isso em breve). Mas já que estamos próximos do Natal, decidi falar sobre esse episódio por aqui.

É incrível como esse especial de Doctor Who consegue ser duzentas vezes melhor do que aqueles filmes de natal com elementos sci-fi e de fantasia chinfrim que os estúdios insistem em lançar todo ano para depois serem reprisados a exaustão na Sessão da Tarde.

Para quem conhece a série, os elementos tradicionais da mitologia de Doctor Who estão todos lá. Viagens no tempo e espaço, universos paralelos, modificações na linha temporal, turnês por passagens memoráveis da história – com direito a esbarrões com figuras ilustres do passado (inclusive, Doctor fica noivo de Marilyn Monroe!).

O Doctor, sempre meio deslocado e perdido a princípio – mas cheio de boa vontade e dando a entender que sabe o que está fazendo, mesmo que não saiba –  faz com que as coisas mais confusas, embaraçosas e complicadas, pareçam tarefas e situações simples de lidar, que só requerem um pouco de tempo, imaginação e uma potente e esperta chave sônica para dar conta do recado.

E como é sempre dito ao longo da série, a vida pode ser reescrita. Dessa vez, Doctor se incumbe da tarefa de reconstruir a vida e reescrever as memórias de um homem poderoso, egoísta, insensível e mesquinho. E, como não poderia ser diferente, ele odeia o Natal. Doctor viaja até o seu passado, encontrando uma versão mais jovem daquele homem amargo, um garoto sensível de doze anos, e trata de lhe dar memórias felizes de Natais passados.

O objetivo principal é fazer com que o homem, que atende pelo nome de Kazran Sardick, use o poder que possui para salvar a vida de 4.003 habitantes do planeta Terra a bordo de uma nave em turbulência. Ele é, na verdade, o único que pode fazer iss,o por ter acesso a uma máquina controlada isomorficamente (ou seja, só ele consegue operá-la) que pode desativar uma nuvem que está gerando uma tempestade eletromagnética; e é exatamente isso que está interferindo no funcionamento da nave que pode cair a qualquer momento. A nuvem permanece o tempo todo sobre um planeta habitado por humanos, que é onde o amargo homem vive desde garoto e o cenário no qual se desenrola a trama desse episódio. Parece confuso e absurdo, mas até que é bastante plausível.

Dessa forma, Doctor tenta transformá-lo em um homem melhor para que ele perceba o quanto é importante fazer com que a nave pouse em segurança.

Seus habituais companheiros de viagens – Amy e Rory – portanto, cedem espaço a uma garota congelada, Abigail (interpretada por Katherine Jenkins), e a versão passada e ainda possuidora de um pouco de coração de Kazran, o homem do qual a história gira em torno (interpretado pelo Michael “Dumbledore” Gambon).

Claro que a inspiração maior para o episódio é o clássico natalino A Christmas Carol de Charles Dickens, com direito Doctor se passando pelo Fantasma do Natal Passado e Amy Pond se apresentando como o Fantasma do Natal Presente. Aquela história que estamos mais do que saturados de ler/ouvir/assistir desde crianças, em todos os especiais de Natal, e que já ganhou diversas releituras e adaptações ao longo dos anos – desde versões em desenhos animados até humorísticos da Rede Globo (!)

Mas em Doctor Who, a coisa é tão divertida, com um enredo sólido, funcional e tudo é tão bem arquitetado que é como se tratasse de uma história nova. Não se trata exatamente de reinventar uma trama mais do que clássica e conhecida. Mas do senso de diversão e de brincadeira aliados a uma narrativa edificante, nunca deixando de lado o espírito sci-fi da série, que acaba tornando mesmo os clichês, encantadores (e por clichês, leia-se a neve caindo no final do episódio depois de anos, a trágica história de amor e o próprio conto em si). Mesmo a vibe de feel good movie e o happy ending não tiram a graça do episódio que, como sempre, é divertido, criativo e até tocante.

O visual é um primor. A fotografia e os efeitos são tão bem trabalhados que fazem com que este episódio ganhe contornos e um tom acertado de fábula, além de um aspecto mais cinematográfico.

A ótima presença de cena e talento do ator Michael Gambon são apenas a cereja no topo do bolo de um dos episódios mais fantásticos de Doctor Who.

A Christmas Carol possui uma duração mais longa do que o usual da série, mas passa voando. Mal percebemos.

Se você vai ficar em casa no Natal e procura por uma boa alternativa para se assistir embaixo das cobertas ou naquelas sessões de filminhos e séries com os amigos e família, indico, ainda que você não seja um fã ou não conheça Doctor Who, dar uma chance a esse episódio. Provavelmente vai ser uma das coisas mais legais com o tema Natal que você viu nos últimos tempos. E periga até você começar o ano viciado em Doctor Who, baixando todas as temporadas da série 😉

Preview:

Fonte das imagens: http://uksriesdownload.blogspot.com /

 http://seriemserie.blogspot.com

A equipe do Bloggallerya deseja a todos um FELIZ NATAL!

Andrizy Bento

[Televisão] O Início da “telinha” no Brasil

A história da televisão no Brasil começou exatamente quando o milionário Assis Chateaubriand trouxe o primeiro aparelho televisor para o país.  No dia 18 de setembro de 1950, ele fundou a primeira emissora de televisão brasileira e da América Latina, a TV Tupi.

Os primeiros aparelhos de TV, chegaram aqui em 25 de Março de 1950, em um navio no porto de Santos, e foram encomendados pela RCA (Radio Corporation of America).

A primeira transmissão ocorreu no dia 10 de setembro, indo ao ar um filme em que o presidente Getúlio Vargas relatava seu retorno à carreira política.

Em 18 de setembro daquele ano, o sonho de Chateaubriand finalmente se concretizou e a Tupi entrou oficialmente no ar pelo canal 3 de São Paulo. Uma garotinha de cinco anos introduziu a televisão aos primeiros telespectadores, dizendo: “está no ar a Televisão Brasileira” então surgiu o logotipo, a memorável ilustração do pequeno índio. O transmissor foi colocado no topo do prédio do Banco Estadual de São Paulo. Como ainda não tinha televisores na capital paulista, Assis Chateaubriand espalhou 200 aparelhos em pontos estratégicos da cidade.

A TV ainda apresentava a imagem em preto e branco e não existiam programas gravados. Todo o conteúdo televisionado era ao vivo, incluindo as propagandas e,  com isso, era impossível não surgir algum imprevisto.

 O primeiro programa criado para a recém-nascida televisão, foi o TV Taba, comandado pelo saudoso radialista Homero Silva.

O primeiro telejornal da emissora, foi o Imagens do Dia que não tinha horário fixo na programação e cujas reportagens eram filmadas em películas de 16 milímetros.

Atrações gringas, como desenhos e seriados, vinham  pra cá em sua língua original, pois ainda não havia a dublagem no Brasil. A primeira dublagem só ocorreu no fim daquela década.

Em novembro foi transmitido o 1º teleteatro que apresentava a história a Vida Por um Fio.

Em 1951, no mês de janeiro, Chateaubriand inaugurou a segunda sede da Tupi no Rio de Janeiro. Nessa época, ela transmitia uma programação diferente da Tupi São Paulo, já que não havia satélites e videotapes para que fosse possível apresentar a mesma transmissão em ambos os lugares.

Em Março  1952 outra emissora foi inaugurada , a TV Paulista de São Paulo. Um ano depois, em setembro, a TV Record entrou no ar, ganhando a  primeira concessão da Tupi, no canal 7.

Ainda, durante a década de 50, outras emissoras surgiram, como a TV Itacolomi, canal 4 de Belo Horizonte, em 1955; e a TV Piratini no canal 5 em 1959, esta de Porto Alegre.

Esses foram os primeiros, precários e curiosos anos da história da TV brasileira. Um sonho de Chateubriand que, com o passar das décadas, veio a se tornar o veículo mais popular e indispensável nos lares brasileiros. Mas para chegar a esse ponto, muitas águas rolaram. Mas este é um assunto para, quem sabe, um próximo post.

Fonte:  http://www.tudosobretv.com.br/

Adryz HerVen

[Televisão] Pretty Little Liars

O desaparecimento da líder de um grupo de cinco amigas populares na fictícia Rosewood é o ponto de partida de Pretty Little Liars. Mesmo um ano depois, o mistério ainda assombra a pequena cidade. Logo nos primeiros episódios descobrirmos se tratar não apenas de um desaparecimento, mas sim de um assassinato. Embora a lei diga o contrário, o crime parece estar muito longe da resolução e Aria, Hanna, Emily e Spencer sentem como se o fantasma de Alison estivesse sempre rondando por ali.

As amigas remanescentes se distanciam umas das outras logo após o misterioso ocorrido, mas uma série de estranhos eventos que passam a acontecer na cidade um ano após o desaparecimento de Ali, as reaproxima e o laço que as une parece mais forte do que nunca.

Aparentemente, a única saída das quatro amigas é permanecerem unidas, do contrário, as fragilidades particulares de cada uma, podem fazer com que elas sejam vencidas facilmente, não só pelos fantasmas do passado e a marca que o crime deixou na história delas e da cidade, como pela misteriosa criatura que se autodenomina “A” e que está sempre as observando onde quer que elas estejam, chantageando-as e mandando recadinhos irônicos e maldosos através de bilhetes e mensagens de texto.

O mote da série, a lenda urbana, faz com que esta funcione e desperte algum interesse. O mistério que cerca o assassinato e o clima de suspense quase constante no melhor estilo Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, dão um diferencial à trama que, por se tratar de uma série protagonizada por personagens adolescentes, não escapa dos chavões narrativos e dos estereótipos tão comuns existentes em outras séries teen.

Outro trunfo de Pretty Little Liars  é mostrar que o relacionamento das amigas Ali, Aria, Emily, Hanna e Spencer nem sempre foi um mar de rosas. Ali não era apenas excessivamente admirada pelas demais, como também invejada e temida. Ela oprimia as amigas e ditava as regras do jogo, sempre com seu jeito atrevido, irreverente e sem medo de magoá-las com sua sinceridade. Fica evidente que as outras quatro só se tornaram amigas por causa de Ali, e esta costumava dizer que era ela quem as tinha feito, que certamente elas não seriam nada sem a sua abelha-rainha. Por isso suportavam a humilhação a que eram submetidas, como ser alvo de bullying por ser gordinha, que era o caso de Hanna, ou mesmo ser confundida por conta de sua orientação sexual, no caso de Emily. A única que realmente tinha coragem para iniciar embates com Ali era Spencer, contudo, não conseguia fugir das conseqüências que isso acarretava e isto mesmo depois da morte da amiga

Sabemos, portanto, que elas nunca foram lá muito boazinhas e que fizeram coisas que não deviam, e não apenas elas como outros habitantes da aparentemente pacata Rosewood que vão sendo revelados lá pelas tantas, como se todas as ligações levassem à Alison, ela soubesse demais e, por conta disso, tivesse sido morta.

Mas a riqueza do background, todo o mistério e os cliffhangers que contribuem para que a série se torne ‘viciante’, não são o suficiente para evitar que certas fraquezas sejam evidenciadas a partir da segunda temporada, quando muitas saídas não soam convincentes e as soluções (ou falta destas) são excessivamente forçadas. É incrível como tudo dá absolutamente errado e as garotas são extremamente azaradas, sempre perdendo provas e pistas importantes ou sendo pegas de surpresa indo pelo caminho errado, quando todas as evidências pareciam apontar exatamente para a resolução do enigma.

Além disso, os arcos dramáticos que envolvem as amigas, no que concerne à família e relacionamentos, muitas vezes se resumem a puro lenga-lenga. Um exemplo é a manjada relação proibida entre professor e aluna que parece três vezes mais conflituosa do que realmente deveria ser.

Espero realmente que encontrem uma justificativa plausível para o fato de A ser tão onipresente, onisciente e onipotente (ou talvez eu devesse colocar essas características no plural?). Não faz sentido a série ultrapassar três temporadas, pois corre o grande risco de se tornar cansativa, forçada ao extremo e perder o escopo.

Mas para quem gosta de tramas adolescentes que aliam mistério e suspense a dramas pessoais mal-resolvidos e conflitos internos, Pretty Little Liars é uma ótima alternativa. Uma mistura do já citado Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado com a série Desperate Housewives. Para o telespectador, fica como uma boa opção de entretenimento tentar encaixar as peças desse complicado quebra-cabeça.

Fonte da imagem: http://www.buddytv.com/

Andrizy Bento