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Personalidade: Marion Cotillard

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Basta um olhar. É o suficiente para cativar a atenção do espectador. Seus profundos e marcantes olhos azuis projetam um verdadeiro espectro de emoções. Colocando nestes termos, tem-se a desconcertante impressão de que se trata apenas de floreios para ornamentar um perfil. Mas apenas quem já conferiu as performances de Marion Cotillard no cinema, sabe que é um fato. A francesa que completa 41 anos hoje, 30 de setembro, é daquelas raras atrizes que conseguem transmitir tudo o que sua personagem está sentindo através de um expressivo olhar.

Marion arrebata por completo em Era Uma Vez em Nova York, no qual seu semblante denuncia melancolia e fragilidade. Consegue desorientar o espectador em A Origem, com uma personagem tão ambígua quanto encantadora. Sem grande esforço, causa uma comoção absurda em Dois Dias, Uma Noite, provocando identificação imediata em quem o assiste. E mesmo no confuso Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, foi capaz de surpreender e exercer fascínio com uma personagem que causou controvérsia.

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Personalidade: Rede Manchete

“O importante não é ser, ter ou parecer. O importante é fazer, construir e desenvolver” (Adolpho Bloch)

Rede Manchete, a televisão do futuro:

Como falei no texto anterior, nutro uma verdadeira admiração pela emissora de Adolpho Bloch, por seu caráter singular e por priorizar a inovação. Ela trazia uma nova linguagem, desafiando os padrões estabelecidos, constituindo uma identidade própria e se firmando como uma alternativa à Rede Globo. O problema das outras emissoras – e, possivelmente, o motivo de elas amargarem eternamente a vice-liderança – é o fato de quererem copiar e repetir as propostas da Rede Globo, ao invés de surgirem com ideias inovadoras e diferenciadas como a Rede Manchete. A Manchete fazia frente à Globo, porque seus diretores artísticos sabiam que repetecos e plágios não alcançam o sucesso do original, que o importante é ser criativo. Se você quer ter seu espaço e entrar na luta com as concorrentes, você deve ser original; investir em propostas diferentes e ousadas.

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Personalidade: Louis Garrel

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A revolução estudantil e a consequente efervescência cultural e política que a capital francesa atravessou no final da década de 1960 era o mote do apaixonante longa Os Sonhadores, de 2003. E esse cenário retratado nas telas – uma Paris em ebulição, envolvente, inebriante e explosiva – não poderia ser mais perfeito para que surgisse um novo talento que, logo, também se tornaria sex symbol. Louis Garrel foi dirigido por Bernardo Bertolucci em seu primeiro grande trabalho no cinema. O ator começou a atuar ainda aos seis anos de idade, mas foi com o personagem Theo, irmão gêmeo de Isabelle (a também talentosa, Eva Green), que ele despontou no grande ecrã, sendo até o momento, seu papel mais lembrado.

Filho do cineasta Philippe Garrel, tendo estrelado vários filmes do pai, o ator coleciona elogios da crítica, longas em festivais e suspiros ao redor do planeta. Afinal, além de sua eficiência no quesito interpretação, o ator francês possui um inegável charme e carisma que não passa despercebido pelo espectador.

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Personalidade: Ritchie

Vejo a porta abrir

Muito além da Menina Veneno.

Provavelmente, quando se ouve falar em Ritchie, os versos da canção Menina Veneno, um dos grandes clássicos do rock nacional da década de 1980, são os primeiros a virem à cabeça. Também pudera, o mega sucesso de autoria do britânico naturalizado brasileiro, Ritchie (em parceria com o compositor Bernardo Vilhena), demorou apenas 20 minutos para ser finalizado, mas figura há mais de trinta anos no imaginário popular. Tornou-se daquelas canções inesquecíveis que todos já assoviaram, cantarolaram ou performaram no karaokê.

Todavia é injusto reduzir Ritchie à Menina Veneno quando o músico tem um repertório respeitável de canções que vão dos deliciosos hits radiofônicos Pelo Interfone, Casanova e A Vida Tem Dessas Coisas à maturidade das letras e sofisticação sonora das faixas de Auto-Fidelidade de 2002 (e Lágrimas Demais é um perfeito exemplo disso) e Outra Vez de 2009, passando pelas versões repaginadas de clássicos sessentistas de seu álbum 60. Além da voz, composições e arranjos notáveis que conquistaram admiradores fervorosos pelo Brasil inteiro, o músico nascido na Inglaterra, mas que vive há mais de quarenta anos no Brasil, tem muita história para contar.

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