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A Court of Thorns and Roses (Uma Corte de Rosas e Espinhos)

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O novo livro de Sarah J. Maas, A Court of Thorns and Roses, ou, em tradução literal, Uma Corte de Rosas e Espinhos (que tem previsão de lançamento para novembro no Brasil ) apresenta aos leitores uma releitura de A Bela e a Fera, um clássico da literatura francesa. Com essa nova série, Maas traz para o leitor um mundo cheio de fadas e magia.

O livro narra a história de Feyre, uma garota normal que vive numa região onde fadas existem, mas são tratadas como aberração pelos humanos. Feyre, 19 anos, é a filha mais nova de uma família não tão bem estruturada e, por isso, a sua meta de vida é fazer o possível e o impossível para cuidar de sua gente. Dessa forma, a trama tem início quando Feyre precisa caçar algum animal, durante um inverno rigoroso, para poder sobreviver juntamente com sua família. Assim, ela encontra um animal aparentemente normal e o mata.

A história realmente engata quando pessoas do reino das fadas – da Spring Court para ser mais exata  (sim, as cortes são divididas por estações) – vem atrás de Feyre para questioná-la – e puní-la – sobre a morte do lobo. Com isso, Feyre é colocada em uma situação onde tem de escolher se morre ou sobrevive morando ao lado de uma Fera. A Fera em questão é Tamlin, que é um High Fae da Spring Court e era o melhor amigo do lobo que Feyre matou. Como forma de puní-la, Tamlin a leva para a sua corte e a mantém lá para que possa viver com ele.

O enredo tem um desenvolvimento bem dinâmico, nunca chegando ao ponto de ficar parado ou tornar-se enfadonho, e, no decorrer da trama, juntamente com Feyre, o leitor começa a conhecer mais sobre os personagens, as divisões das cortes, bem como sobre a maldição que paira sobre a Spring Court. Além, claro, de entender a própria Spring Court.

Sarah J. Maas, mais uma vez, conseguiu construir uma história na qual o leitor se depara com personagens fortes, que não se deixam levar por besteiras e nunca perdem o foco do que realmente querem. Recheado de histórias entrelaçadas, A Court of Thorns and Roses leva ao leitor um mundo onde você precisa aprender que nem tudo o que lhe dizem é verdade, onde nem tudo que aparenta ser ruim, de fato o é. Os cativantes personagens fazem você se apaixonar logo de cara em mais uma história super intrigante e que pode ser definida como um romance repleto de sofrimentos. Me arrisco a dizer que a A Court of Thorns and Roses é o melhor livro já publicado de Maas, ultrapassando a tão elogiada série Trono de Vidro.

A Court of Thorns and Roses é um obra de fantasia adulta para todos os que desejam romance, magia, intrigas e uma evolução e crescimento surpreendente de personagens.

*O segundo volume da série tem lançamento previsto para 2016, mas ainda não há título definido.

Márcia Campelo

The Flash

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Todo seriemaníaco sabe que as emissoras de televisão americanas tem suas peculiaridades e a mais singular delas é a CW. Canal adolescente cujas séries sempre contam (e sempre contarão) com um triângulo amoroso e, consequentemente, rola uma shipper war no melhor estilo “delena x stelena” – guerra recentemente findada. Detalhe: sem vencedores.

Então o que esperar do canal que mostrou Clark Kent da adolescência até a fase adulta (Smallville), quando este se arrisca a produzir outro herói da DC Comics, o Flash? Que certamente veríamos uma nova guerra shipper sem sentido? Será que teríamos paciência para aturar tudo de novo? É bem verdade que já faz algum tempo que a CW tenta perder essa alcunha de emissora teen e sua primeira tentativa de mudar de estilo foi com a sombria Arrow. Talvez o canal tenha se acovardado um pouco pelo fato de que a última temporada foi, assim, um negócio difícil de digerir. Entretanto, demos mais uma chance a Oliver Queen, afinal ele merece. Portanto, atrelado ao sucesso de Arrow, surgiu o spin-off The Flash.

Diferentemente de Arrow , Flash é solar e seus personagens são divertidos, com poucos ou nenhum drama desnecessário. A missão é ajudar Flash a prender os meta-humanos que surgiram lá no primeiro episodio, devido a uma explosão do acelerador de partículas dos laboratórios S.T.A.R. Aparentemente a série teria um plot bem simples e descompromissado (mesmo o personagem já contando com uma fanbase oriunda da época dos quadrinhos), porém a produção desenvolveu uma forte mitologia e, claro que não sem alguns percalços, o telespectador é arrebatado por toda a trama que envolve Flash e sua trupe.

Recentemente foi exibida a finale de Flash e é seguro dizer que aquela série despretensiosa se transformou em um produto digno, com apenas alguns erros pontuais. Talvez um deles seja Iris. Contudo isso talvez seja culpa dos roteiristas de grande parte dos seriados e suas mocinhas típicas, papel difícil de ser defendido sempre.  As mocinhas tradicionais sempre são chatissimas.

O show tem uma porção de referências geeks e respeita imensamente o universo das HQs. Tergiversando muito pouco, o fã de quadrinhos reconhecerá a base, o material de origem, no programa de TV. Já sabemos que teremos Vibe, Nevasca… ou seja, os DCnautas vão amar!

Resumo de como anda meu coração após a finale: já e outubro???

Adendo 1: Como o Wells veio de um futuro de 126 anos e o Flash é o mesmo?
Adendo 2: Por que o Flash do futuro impediu o Flash da atualidade de salvar a mãe?
Adendo 3: Já e outubro?

Gaby Matos

Nas prateleiras: Lançamentos em Blu-ray – Junho (2015)

O destaque em Blu-ray da Fox é o ótimo Kingsman: Serviço Secreto de Matthew Vaughn (o mesmo de X-Men: Primeira Classe), estrelado por Colin Firth. Uma das gratas surpresas de 2015 chega ao mercado de BD em uma edição simples, com formato de tela widescreen 2.39:1, áudio e legendas em inglês, português e espanhol e, infelizmente, sem extras. Previsão de lançamento para dia 23 de junho.

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A Disney traz duas edições de Cinderela – uma simples e outra inclusa em um combo que reúne Cinderela e Malévola (estrelado pela aniversariante Angelina Jolie). A nova versão cinematográfica do conto da Gata-Borralheira vem com formato de tela widescreen 2.40:1, áudio e legendas em inglês, português e espanhol e extras que incluem documentários e uma abertura alternativa para o filme. Já Malévola (com o mesmo formato de tela e áudio e legendas nos mesmos idiomas) vem com documentários e cenas inéditas dentre os extras. As duas edições tem data de entrega para dia 18.

A edição comemorativa de 25 anos do clássico Os Bons Companheiros sai pela Warner, restaurado e em alta definição. Com formato de tela 1.85:1, áudio em inglês e português, legendas em português, inglês e espanhol e extras incluindo documentário inédito, comentário em áudio e trailer do filme, a edição chega às lojas dia 25 de junho.

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Outro destaque da Warner em BD é o controverso Sniper Americano de Clint Eastwood, indicado a seis Oscars. O drama de guerra Corações de Ferro e o esquecível remake de Annie estão entre os lançamentos em Blu-ray da Sony. Ambos já estão à venda. A Paris disponibiliza exclusivamente para o mercado de locação O Ano Mais Violento no dia 17 e Renascida do Inferno em 24 de junho.

A maior novidade em Blu-ray da Universal é o fenômeno Cinquenta Tons de Cinza. A adaptação cinematográfica do livro que surgiu como fanfic de Crepúsculo foi execrada pela crítica, mas conquistou uma enorme (e pouco exigente) fanbase ao redor do mundo. Lançamento previsto para dia 9.

O nacional Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, do diretor e roteirista Daniel Ribeiro, sai pela Imovision no próximo dia 11 de junho.

Andrizy Bento

Bons Filmes em Junho (2015)

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04/06: A Espiã que Sabia de Menos
04/06: Tomorrowland – Um Lugar Onde Nada é Impossível
04/06: Qualquer Gato Vira-Lata 2
04/06: Sangue Azul
04/06: Romance Policial
11/06: Um Amor a Cada Esquina
11/06: Sob o Mesmo Céu
11/06: Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros
18/06: Minha Querida Dama
18/06: Lugares Escuros
18/06: Dragon Ball Z – O Renascimento de F
18/06: Divertida Mente
25/06: Virando a Página
25/06: Um Pouco de Caos
25/06: Minions

Kevin Kelissy

Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Junho (2015)

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Meu Romeu
Leisa Rayven

Cassie está prestes a realizar o grande sonho: estrelar um espetáculo na Broadway. O que ela não esperava era ter que enfrentar o reencontro com o ex-namorado, que será novamente protagonista ao seu lado, em uma peça cheia de romance e cenas quentes. Trabalhar com Ethan traz o passado à tona, e lembra a Cassie que o que existe entre eles vai muito além de simples química.

A Menina Submersa
Caitlín R. Kiernan

Obsessões e assombrações à flor da pele. Uma “obra-prima do terror e da fantasia dark” da nova geração. A Menina Submersa: Memórias é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas, antes de tudo, uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do “real” sobre o “verdadeiro” e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma “obra-prima do terror” da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. O trabalho cuidadoso de Caitlín R. Kiernan é nos guiar pela mente de sua personagem India Morgan Phelps, ou Imp, uma menina que tem nos livros os grandes companheiros na luta contra seu histórico genético esquizofrênico e paranoico. Filha e neta de mulheres que buscaram o suicídio como única alternativa, Imp começa a escrever um livro de memórias para tentar reconstruir seus pensamentos e lutar contra o que seria “a maldição da família Phelps”, além de buscar suas lembranças sobre a inusitada Eva Canning, sua relação com a namorada e consigo mesma, que evoca em muitos momentos a atmosfera de filmes como Azul é a Cor mais Quente (Palma de Ouro em Cannes, 2013) e Almas Gêmeas (1994), de Peter Jackson. Não se assuste: é um livro dentro de um livro, e a incoerência uma isca para uma viagem mais profunda, onde a autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial – na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa –, e sabem que o medo real nos habita. Caitlín dialoga ainda com o universo insólito de artistas como P.G. Wodehouse, David Lynch e Tim Burton, e o enigmático personagem Sandman, de Neil Gaiman, com quem aliás, trabalhou, escrevendo The Dreaming, spin-off derivado da obra-prima de Gaiman. A Menina Submersa evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf. Com uma narração intrigante, não linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu, pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico. A epígrafe do livro, retirada de uma música da banda Radiohead – “There There” –, diz muito sobre o que nos espera: “Sempre há um canto de sereia que te seduz para o naufrágio”. A Menina Submersa é como esse canto, que nos hipnotiza até que tenhamos virado a última página, e fica conosco para sempre ao lado de nossas melhores lembranças.

After – Depois do Desencontro – Volume 3
Anna Todd

Tessa passa pelo momento mais difícil de sua vida. Enquanto luta para crescer na carreira com a qual sempre sonhou, seu mundo é virado de ponta-cabeça: a inesperada aparição de seu pai e uma traição imperdoável a deixam mais fragilizada do que nunca. Hardin — com seus beijos viciantes, seu toque incendiário e seu charme de bad boy — seria o único capaz de fazê-la esquecer das dificuldades, mas até ele se vira contra Tessa quando descobre o segredo que ela vem guardando. Se este casal intenso e apaixonado já vivia por um fio antes, agora os obstáculos são maiores do que nunca. Depois do desencontro, essa história de amor sobreviverá?

À Flor da Pele
Helena Hunting

Tudo na tímida Tenley Page intriga o tatuador Hayden Stryker de um modo que ninguém jamais conseguiu: do cabelo longo e esvoaçante com aroma de baunilha até a curva suave do quadril… E o interesse dele só aumenta quando ela pede que ele tatue um desenho incomum em suas costas. Com seu jeito durão, Hayden é tudo que Tenley nunca se atreveu a desejar. A química entre os dois é instantânea e desperta nela o desejo de explorar o corpo escultural que há por baixo de tantas tatuagens. Traumatizada por um passado trágico, Tenley vê em Hayden a chance de um recomeço. No entanto, o que ela não sabe é que ele também tem segredos que o impedem de manter um relacionamento por muito tempo. Quando os dois mergulham em uma relação excitante e enfim passam a confiar um no outro, lembranças e problemas batem à porta — e talvez nem mesmo a paixão entre eles seja capaz de fazê-los superar seus traumas.

Rush: Sem Limites
Abbi Glines

Rush merece sua reputação de bad boy. Com seus carros de luxo e sua mansão de três andares à beira-mar, o filho de um famoso astro do rock tem uma fila de garotas a seus pés. No entanto ele precisa apenas de duas pessoas para ser feliz: seu irmão postiço e melhor amigo Grant e sua meia-irmã Nan. Até que Blaire Wynn chega à cidade em sua velha caminhonete. A beleza angelical da garota do Alabama logo chama a atenção de Rush. Mas, por causa de um segredo de família, ele decide manter distância de Blaire. Mesmo que ela precise de sua ajuda. E mesmo que ela lhe desperte sentimentos desconhecidos. Órfã de mãe e abandonada pelo pai, Blaire está sozinha no mundo – porém Rush entende que se aproximar dela pode destruir a vida da irmã, a quem protegeu desde que eram crianças. A relação secreta entre as duas e o ódio que Nan nutre por Blaire são mais do que bons motivos para Rush manter-se afastado. Só que ele não consegue. O desejo fala mais alto. Depois do sucesso da trilogia Sem Limites, Abbi Glines leva os leitores de volta ao início dessa história de amor. Em ‘Rush sem limites’, você entrará na mente do bad boy que já conquistou milhões de fãs mundo afora.

Para Todos os Garotos Que Eu Já Amei
Jenny Han

Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar

A Rainha Vermelha
Victoria Aveyard

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

Sr. Daniels
Brittainy C. Cherry

Um amor proibido no melhor estilo de Romeu e Julieta. Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre.

• A autora Brittainy C. Cherry virá ao Brasil por ocasião do lançamento do livro e participará do Mochilão Record (no Rio de Janeiro, em 12 de junho, e em São Paulo, em 14 de junho). Além dos eventos do Mochilão da Record, ela pretende visitar várias livrarias do Rio e São Paulo e autografar exemplares de seu livro que estiverem expostos nas livrarias.
• Para fãs de Colleen Hoover, de Jamie McGuire, e leitores do gênero New Adult.
• Brittainy C. Cherry é formada em artes cênicas, com especialização em escrita criativa pela Carroll University, em Wisconsin.

Lilian Alipio

Personalidade: Bryan Singer

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Em 2000, Bryan Singer teve a proeza de levar os mutantes da Marvel Comics, os X-Men, para o cinema em um filme que mudou os padrões e redefiniu o conceito de adaptações cinematográficas de histórias em quadrinhos. Depois de X-Men, este subgênero nunca mais foi o mesmo. Aliás, corrigindo: o X-Men de Singer foi o ponto de partida para que os filmes baseados em HQs se firmassem definitivamente como um subgênero cinematográfico, especialmente após desastres como Batman Forever (1995) Batman & Robin (1997) assinados por Joel SchumacherSpawn: O Soldado do Inferno; Steel – O Homem de Aço (ambos de 1997); Capitão América (1990); Supergirl (1984); e, especialmente, Howard: O Super Herói (1986), dentre outras produções de gosto duvidoso lançadas entre as décadas de 1980 e 1990 que fizeram com que os longas-metragens de super-heróis fossem vistos com tanto preconceito por indústria e cinéfilos.

Os Suspeitos (1995)
Os Suspeitos (1995)

Antes disso, porém, em 1995, Singer já havia assinado o ótimo Os Suspeitos que nada tinha a ver com heróis ou HQs. Trata-se de um thriller inteligente, com uma trama intrincada e cujo objetivo é o espectador tentar descobrir quem é Keyser Söze, o mandante do bem planejado crime no qual se concentra toda a narrativa. Destaque para a atuação brilhante de Kevin Spacey.

Já no ano de 2003, Singer voltou a dirigir os mutantes em X-Men 2, um filme que recebeu elogios vindo de todos os lados – de fãs xiitas dos personagens a críticos ranzinzas, passando por cinéfilos em busca de um entretenimento interessante em um ano de tantas produções rasas e burocráticas.

X-Men 2 (2003)
X-Men 2 (2003)

Depois de um longo hiatus longe da cadeira de diretor dos filmes da franquia X-Men (sendo substituído no terceiro capítulo da série por Brett Ratner para se dedicar à produção de Superman Returns; e atuado como produtor de X-Men: Primeira Classe de 2011, dirigido por Matthew Vaughn), voltou a comandar uma aventura dos mutantes em sua função original, de cineasta, com X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, outro sucesso de público e crítica, tão brilhante quanto o segundo capítulo realizado por ele.

Por mais que tenha cometido alguns deslizes em seu percurso – como o apenas passável Superman Returns e o inexpressivo Jack – O Caçador de Gigantes – não dá para negar que o diretor tem talento para contar uma boa história e conduzir uma narrativa, além de muito estilo e personalidade como cineasta. Embora muitos aleguem que ele só funciona a frente dos filmes dos X-Men, vale muito a pena ver seus primeiros trabalhos:  o já mencionado Os Suspeitos e O Aprendiz (baseado na obra de Stephen King).

Singer ao lado de Stan Lee, o criador dos X-Men
Singer ao lado de Stan Lee, o criador dos X-Men

Bryan Singer tem 49 anos e é natural de Nova York, Estados Unidos. Filho adotivo de uma ativista ambiental com um empresário, cresceu em um lar judeu, é homossexual assumido (inclusive é possível perceber ecos da própria luta do diretor em prol dos direitos LGBT na luta dos X-Men contra o preconceito em seus filmes) e, recentemente, pai de um bebê de cinco meses que teve com sua melhor amiga. Singer estudou cinema na Nova York School of Visual Arts e na Escola USC de Artes Cinematográficas de Los Angeles. O cineasta completa vinte e sete anos de carreira em 2015, vinte do lançamento de Os Suspeitos (o longa que o consagrou), e conta com 19 títulos, dentre filmes e episódios de séries, em seu currículo. Confira abaixo a sua filmografia:

> X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past) [2014]
> Jack – O Caçador de Gigantes (Jack: the Giant Slayer) [2012]
> Operação Valquíria (Valkyrie) [2008]
> Superman: O Retorno (Superman Returns) [2006]
> X-Men 2 (X2: X-Men United) [2003]
> X-Men [2000]
> O Aprendiz (Apt Pupil) [1998]
> Os Suspeitos (The Usual Suspects) [1995]
> Public Access [1993]
> Lion’s Den (curta-metragem) [1988]

Andrizy Bento