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Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Abril (2015)

Elis Regina – Nada Será Como Antes
Julio Maria

Livro Elis Regina – Nada Será Como Antes, escrito pelo jornalista Julio Maria, repórter do jornal O Estado de S. Paulo, traz a história da maior cantora do país. Narra a vida de Elis desde seus primeiros dias em Porto Alegre, quando cantava ‘Fascinação’ ao lado das amigas nas escadarias de um colégio, até sua despedida trágica, aos 36 anos, quando estava prestes a, de novo, mudar tudo em sua vida. Ao todo foram quatro anos de entrevistas e pesquisas em arquivos. A ideia de escrever a biografia surgiu por meio de um convite da editora ao jornalista Julio Maria. No começo, o perfil do livro era uma homenagem, mas conforme Julio foi descobrindo mais histórias e avançando nas entrevistas, viu que havia muito mais o que contar. Pessoas importantes que até então nunca haviam se pronunciado – como dezenas de músicos que tocaram com ela. Na contramão da batalha das biografias que dividiram artistas e editoras sobre a autorização prévia dos biografados, os filhos de Elis, João Marcelo Bôscoli, Pedro Mariano e Maria Rita, entenderam que o autor precisava de liberdade para retratar todos os lados da cantora sem restrições. Depois de dois anos em campo – durante esse tempo foram inúmeros arquivos consultados e 126 entrevistas, a maioria delas feitas pessoalmente –, Julio começou a colocar a história no papel. “Mesmo quando parei para escrever, as histórias continuavam a aparecer, e o livro ganhava novas partes de tempos em tempos. Ele ficou vivo o tempo todo. E confesso que, se pudesse, estaria neste momento colocando mais histórias”, conta. ‘Não vivi a era de Elis. Quando ela faleceu, em 19 de janeiro de 1982, eu tinha nove anos de idade, e diante dessa personagem gigante, fui o que sou há 16 anos: repórter. Me joguei com o respeito que a história merecia, mas sem nenhuma tese a defender. Creio que o olhar descontaminado de paixões ou ódios ajude a traçar um perfil mais humano e menos divino”, diz Julio Maria.

Cinderela Pop
Paula Pimenta

A versão estendida do conto publicado em O Livro Das Princesas! Cintia é uma princesa dos dias atuais: antenada, com opiniões próprias, decidida e adora música. Essa princesa pop morava com os pais em um castelo enorme de onde via toda a cidade. Todas as noites, ela olhava pela janela, de onde ficava admirando a vista e sonhando com um príncipe que ainda não conhecia. Porém, um dia, o castelo de Cintia desmoronou e com ele tudo à sua volta. Com a separação dos pais, ela vai morar com a tia, se afasta do pai e, principalmente, deixa de acreditar no amor. Ela só não contava com um detalhe… Havia mesmo um belo príncipe encantando em sua história. E tudo o que ele mais queria era descongelar o coração da nossa gata (nada) borralheira!

The Walking Dead – Declínio
Robert Kirkman e Jay Bonansinga

Quinto volume da série que já vendeu mais de 550 mil exemplares no Brasil. Após o chocante fim do ex-tirano Phillip Blake, o Governador, Woodbury se torna um oásis de tranquilidade em meio à praga dos errantes. Mas Lilly Caul e seu grupo de sobreviventes deverão superar seu passado traumático. Quando uma família surge nos portões da cidade quase morrendo de inanição, Lilly não pensa duas vezes antes de acolhê-la. Muito religioso, Calvin Dupree, pai das três crianças, imediatamente aceita o convite, mas Meredith, sua esposa, se recusa a aceitar a hospitalidade. Lilly acaba os convencendo a ficar, sem fazer ideia de que o misterioso problema de Meredith ainda traria consequências para todos. Enquanto isso, parte da população sai para resgatar um grupo de pessoas em perigo. Liderado por um reverendo chamado Jeremiah, o grupo religioso chega a Woodbury querendo fazer de tudo para ajudar. Isso faz Lilly pensar que enfim pode relaxar e sonhar com uma vida estável. O que ela não imaginava é que seus planos não poderiam ser mais diferentes dos ideais do grupo recém-chegado. As piores ameaças são as que não podem ser vistas…

Função CEO- A Descoberta do Prazer
Tatiana Amaral

Não precisou mais do que um olhar para que entendesse que não tinha mais volta. Ela pertenceria a ele. Quando Melissa Simon iniciou o estágio como substituta da secretária executiva do CEO do grupo empresarial C&H Medical Systems, nunca imaginou no que estava se metendo. Robert Carter, líder e maior autoridade dentro da empresa seria o seu chefe. Não bastou mais do que um olhar para que Melissa entendesse que não tinha mais volta. Ela pertenceria a ele. Mas não sabia o que encontraria pela frente. Robert Carter é o chefe e ele estará no comando. Melissa Simon é a estagiária e estará disposta a obedecer às regras. Juntos eles descobrirão que sexo, prazer e amor, nunca mais serão a mesma coisa. Um jogo intrigante de sedução e descobertas, onde o amor é a única carta proibida. A entrega impensada a prazeres nunca antes sentidos e a certeza de que nada mais será como antes.

Perto de Você
Bella Andre

Tudo o que pensamos é: como ela consegue resistir? Ser milionário e famoso nem sempre é o suficiente. Smith é um astro de Hollywood que tem o mundo aos seus pés, mas sente que falta alguma coisa. Cada um dos seus irmãos está encontrando o par perfeito, e ele não quer mais ficar por aí, saindo com beldades que não significam nada depois que a noite termina. Mesmo sendo a mais discreta e fria das mulheres, Valentina acaba chamando a atenção de Smith. Imediatamente, o galã investe na sua conquista, mas esse desafio o não será tão simples de vencer. Será que o charme dos irmãos Sullivan não é mais o mesmo? Quando você pensa que não poderia ficar melhor, Bella Andre chega com um novo livro de tirar o fôlego. Você já tem um novo Sullivan preferido!

Garota Online
Sugg Zoe

Com o nickname “Garota Online”, Penny escreve um blog no qual desabafa seus sentimentos mais íntimos sobre amizade, meninos, os dramas do colégio, sua família maluca e os ataques de pânico que começaram a dominar sua vida. Quando as coisas vão de mal a pior, sua família a leva para Nova York, onde ela conhece Noah, um garoto lindo que toca guitarra, e com quem ela parece ter muito em comum. De repente, ela percebe que está se apaixonando — e escreve sobre cada momento dessa história em seu blog, de maneira anônima. Só que Noah também tem um segredo, que ameaça arruinar o disfarce de Penny para sempre

Obras Inacabadas – Edição Bilíngue
Jane Austen

No ano em que se comemoram os 240 anos do nascimento de jane austen, a editora landmark lança as obras inacabadas da grande escritora inglesa em uma exclusiva edição de luxo em capa dura bilíngue. Juntas, as quatro obras inacabadas – dois fragmentos de romances inacabados, um esboço para um novo romance e os capítulos originais de um dos seus grandes romances – revelam o desenvolvimento de Jane Austen como uma grande artista e escritora. Escrito por volta de 1804, deixado inacabado, terminado por sua sobrinha Catherine Hubback e publicado na metade do século XIX, com o título The Younger Sister, provavelmente abandonado após a morte dos pais da escritora, “Os Watsons” é uma tentadora e altamente deliciosa história cuja vitalidade e otimismo centra-se sobre as perspectivas conjugais das irmãs Watson em uma pequena cidade provincial. “Sanditon”, iniciado sob o título The Brothers, em 1817, deixado incompleto e publicado em 1925, foi o último romance escrito por Jane Austen, situado em uma cidade à beira-mar e seus temas dizem respeito à nova sociedade de consumo especulativo e prenunciam as grandes convulsões sociais provenientes da Revolução Industrial. “Projeto De Um Romance” é um trabalho curto, de cunho satírico, escrito provavelmente em maio de 1816. Foi publicado em forma completa pela primeira vez por R. W. Chapman em 1926, tendo aparecido alguns extratos, em 1871, na biografia de Jane Austen escrita por seu sobrinho, James Edward Austen-Leigh. Considera-se que nesta obra, temos o relato mais importante do que Jane Austen entendia como sendo seus objetivos e sua visão pessoal como romancista. Nos Capítulos Originais de Persuasão podemos aprender mais sobre o consumado talento artístico de Jane Austen e seus maravilhosos poderes de autocrítica; e que prova – de forma incontestável – o padrão de perfeição no qual ela insistia em todos os aspectos. Pois esse é de fato uma parte do rascunho final, acabado: o romance completo que, quando ela o escreveu, deixara-a satisfeita e tinha sido planejado para publicação. Mesmo assim, continuou a ser objeto de cuidadosa meditação, e as reflexões de uma noite a convenceram de que ainda poderia ser melhorado adiante.

Que Tal Esta Noite? – Toda Decisão Tem Consequências
Bridie Clark

Primeiro livro da série interativa para o público jovem na qual a leitora escolhe que rumo a história vai tomar. Esta noite vai acontecer a melhor festa do ano, a Sonho de uma Noite de Inverno, nos bosques gelados nos arredores da Academia Kings, a escola de elite onde você foi admitida com uma bolsa de estudos. Suas amigas também vão, e vocês precisam estar impecáveis! Mas o que você vai fazer com a sua paixão secreta pelo namorado da sua melhor amiga? E quando o seu melhor amigo se declara para você, que atitude tomar? Nesta história cheia de festas, amizades e glamour, você é a personagem principal e deve decidir que caminho seguir. Você prefere ser uma baladeira e se divertir com suas amigas sem pensar nas consequências, ou a estudante responsável que tira as melhores notas e garante um futuro brilhante? Escolhas devem ser feitas rapidamente, e você terá de decidir que riscos correr para conseguir status social, aventuras, sucesso e amor.

• Bridie Clark trabalhou como editora de livros e revistas e já escreveu para o New York Times, Vanity Fair e New York Magazine.
• Seu primeiro romance, Porque Ela Pode, foi publicado em dezenove países e resenhado em dezenas de veículos de imprensa, incluindo The Washington Post, Los Angeles Times e Glamour UK.
• Estrutura narrativa que incentiva o hábito da leitura entre jovens.

Dias Infinitos
Rebecca Maizel

“Fãs de vampiro ou não, os leitores vão adorar este romance sobre poder do destino, desejo, amor e sacrifício” – Publishers Weekly. Cansada de passar seus infinitos dias perseguindo e matando vítimas inocentes, Lenah Beaudonte, uma poderosa vampira da era vitoriana, decide abandonar seu coven de comparsas decadentes e transformar-se em humana. Mas o ritual capaz de transformá-la é extremamente perigoso. É necessário que um vampiro se sacrifique por ela, e não só isso; Lenah precisará passar 100 anos hibernando. Felizmente, Rhode, o grande amor da vida dela, resolve se sacrificar para realizar esse sonho. E a transformação é bem-sucedida. Após 592 anos, Lenah acorda em um corpo humano, na prestigiosa escola particular Wickham, em Massachusetts. Ela está completamente sozinha em outro século e precisa aprender a viver no mundo moderno, como uma adolescente comum. E justamente quando Lenah parece ter se adaptado à nova vida, feito novos amigos e até arrumado um namorado, o passado volta para assombrá-la. Seus ex-companheiros vampiros embarcam em uma caçada mortal para encontrá-la e capturá-la. Agora não só Lenah, mas todos que ama correm perigo. Será que ela conseguirá escapar e salvar os amigos sem revelar seu maior segredo?

Muito Além do Tempo
Alexandra Monir

Uma tragédia atinge a família de Michele Windsor, e ela é forçada a morar com os avós que nunca conheceu. Em sua mansão histórica em Nova York, repleta de segredos de família, Michele encontra um diário que tem o incrível poder de fazê-la retroceder no tempo, até o ano em que foi escrito, 1910. Lá Michele encontra o rapaz que ela viu em sonhos durante toda sua vida. Em pouco tempo, ela se vê apaixonada por ele. Quando se dá conta, Michele está vivendo uma vida dupla, lutando para conciliar seu mundo de estudante com suas viagens ao passado. Mas, quando se depara com uma descoberta terrível, ela é lançada numa corrida contra o tempo para salvar o homem que ama, e empreender uma busca que determinará o destino dos dois

Senhora dos Mortos
Rodrigo de Oliveira

E vi subir da terra outra besta… e falava como dragão. Apocalipse 13, 11
Um ser humano dotado de um dom extraordinário, ao ser contaminado por zumbis, se transforma no Anticristo. Sua memória, dos últimos momentos como humano, está mais viva do que nunca. E agora tudo o que ele quer é vingança e destruição. Quando o mundo dos zumbis ganha uma líder, tudo pode acontecer! Acompanharemos sua jornada, a partir da cidade de Canela, no Rio Grande do Sul, formando o seu exército, atacando os focos de resistência em Porto Alegre rumo a São José dos Campos. A cada lugar por onde passa, o número de seus seguidores se multiplica… A urgência dos humanos é impedir que sua força continue crescendo e se torne indestrutível. Por meio de radiotransmissores, pequenos centros de resistência, estabelecidos onde antes eram bases militares e policiais, os sobreviventes tentarão coordenar uma ação conjunta para encontrar algum ponto fraco e destruir A Senhora dos Mortos, antes que seja tarde demais. Se lutar contra bandidos bem armados em A Batalha dos Mortos foi tenso, neste livro você vai descobrir o que é enfrentar um ser com poderes quase ilimitados, capaz de movimentar a terra, a água e o ar. A cada volume, mais surpresas aterrorizantes nesta saga!

The Pointless Book
Alfie Deyes

Este é um livro sem noção, cheio de diversão e desafios: assar um bolo na caneca; criar uma cápsula do tempo; fazer desenhos insanos; escrever um diário sobre uma semana da sua vida; aprender origami etc. Totalmente ilustrado e com uma série de jogos, atividades e brincadeiras, Alfie desafia você a completar seu diário e a não fazer praticamente nada com orgulho. O grande diferencial do livro é o aplicativo que o acompanha. Algumas páginas possuem um QR Code onde o leitor, utilizando o aplicativo, passa o celular e tem acesso a conteúdos exclusivos. Entre eles, é possível encontrar desenhos feitos por Alfie, além de vídeos do YouTube, alguns inclusive com a presença de Zoe Sugg (Zoella), autora de Garota Online.

Isto Não É um Livro
Keri Smith

O que é um livro? Para Keri Smith, criadora de Destrua Este Diário e Termine este livro, essa pergunta pode ter várias respostas: um livro pode ser uma mensagem secreta, um equipamento de gravação, um instrumento musical… tudo depende da maneira como lidamos com ele. Neste novo projeto, Keri surpreende os leitores com inúmeras situações inusitadas que os farão questionar o que de fato é um livro. Plantar ideias, transformar páginas, viajar no tempo, desafiar-se — os convites a interagir e interferir no conteúdo são os mais diversos e improváveis, numa aventura de criação que atiça a curiosidade e bagunça os paradigmas do que são e para que servem os livros que lemos.

Uma História de Amor e TOC
Corey Ann Haydu

A estreante Haydu não ameniza as dificuldades do TOC nem reduz suas personagens a uma lista de sintomas… tocante” – Publishers Weekly. Bea foi diagnosticada com transtorno obsessivo-compulsivo. De uns tempos pra cá, desenvolveu algumas manias que podem se tornar bem graves quando se trata de… garotos! Ela jura que está melhorando, que está tudo sob controle. Até começar a se apaixonar por Beck, um menino que também tem TOC. Enquanto ele lava as mãos oito vezes depois de beijá-la, ela persegue outro cara nos intervalos dos encontros. Mas eles sabem que são a única esperança um do outro. Afinal, se existem tantos casais complicados por aí, por que as coisas não dariam certo para um casal obsessivo-compulsivo? No fundo, esta é só mais uma história de amor… e TOC.

• “Intenso e bem-feito” – Kirkus Reviews
• “Um convincente retrato dos transtornos comportamentais adolescentes e da luta para superá-los. Ou, ao menos, balanceá-los” – Booklist

Os Largados
Michele Serra

Com mais de 400 mil exemplares vendidos na Itália, Os largados é um romance comovente, sobre as dificuldades de amadurecimento pelas quais todos temos de passar, em qualquer idade. Fenômeno de vendas na Itália, a obra de Michele Serra traça o conflito geracional entre um pai divorciado e seu filho adolescente, com todos os problemas que isso acarreta. Quem narra a história é o pai, um senhor rabugento que não consegue deixar de criticar os mínimos detalhes do estilo de vida do filho. Em paralelo, ele sonha em escrever um romance, um romance irônico, que trate do conflito entre velhos e jovens levado às últimas consequências: uma guerra global. Enquanto desenvolve mentalmente a trama, ele se irrita, briga e se exaspera com o filho, que se recusa a entrar nos moldes que lhe foram impostos. Até ele descobrir, aos poucos, que a raiz do problema talvez não esteja no garoto, mas nele mesmo. Nesse momento de virada, o leitor se dá conta de que existe algo mais. De que o amadurecimento precisa vir não só dos filhos, mas também dos pais.

Funny Girl
Nick Hornby

Os anos 1960 estão fervilhando e toda a Inglaterra está impressionada com o sucesso improvável de Sophie Straw, a nova estrela das comédias que saiu de Blackpool, uma pequena cidade no norte do país. Os roteiristas, Tony e Bill, obcecados por comédia, escondem um segredo. O intelectual Dennis, diretor do programa e oriundo das universidades de elite, adora o trabalho na televisão, mas detesta seu casamento. Com seu ritmo fluente e engenhoso, neste novo romance Nick Hornby fala de cultura popular, juventude e velhice, fama, diferenças de classe e trabalho em equipe. Os fãs de Hornby vão se apaixonar por este livro.

Circo Invisível
Jennifer Egan

Primeiro romance da premiada autora Jennifer Egan, Circo Invisível se passa em 1978, tomando as tensões e os dramas políticos dos anos 1960 como cenário da história de Phoebe O’Connor, uma adolescente de 18 anos obcecada pela memória da irmã, Faith, uma jovem hippie, bela e idealista que morreu em 1970, na Itália. Com a intenção de descobrir a verdade sobre a vida e a morte de Faith, Phoebe sai de São Francisco e atravessa o Atlântico para refazer o caminho da irmã pela Europa. A busca gera revelações complexas e inquietantes sobre família, amor e uma geração inteira de jovens perdida. Uma estreia literária surpreendente e elaborada, prenúncio da habilidade extraordinária de Egan em criar suspenses bem-amarrados, marcados por personagens profundos e nuances de emoção – talento que lhe rendeu em 2011 o Prêmio Pulitzer de Ficção pelo livro A Visita Cruel do Tempo.

Lilian Alipio

Personalidade: Pedro Almodóvar

Pode ser porque ele faz aniversário junto comigo (24 de setembro) ou porque foi o “diretor escolhido” da minha equipe de cinema no terceiro ano da faculdade, tendo servido como influência estética para nossas produções. Ou pode ser somente porque ele é um cineasta brilhante e notável. Mas não importam as razões, o fato é que o espanhol Pedro Almodóvar é quem abre a seção Personalidade do Bloggallerya.

Com obras marcantes e viscerais e vários prêmios importantes no currículo (Oscar, Globo de Ouro, Bafta, Palma de Ouro e Goy), podemos dizer que Pedro Almodóvar é um mestre na arte de orquestrar boas cenas de sexo. Claro que não se pode reduzir seus filmes apenas a isso. Mas é bem verdade que a maioria dos filmes do diretor espanhol apresentam um erotismo e sensualidade inegáveis. Na verdade, esta é uma das características mais acentuadas na obra de Almodóvar: As discussões profundas e controversas acerca da sexualidade.

Outra de suas características marcantes é o uso das cores. Nenhuma delas está ali por acaso. Sendo a paixão e a violência temas recorrentes na obra do diretor, faz todo o sentido que o vermelho seja a cor predominante, a que se sobrepõe às demais.

Personagens excêntricos, cenários kitsch, cores extravagantes, figurinos berrantes. São os elementos que compõem os dramalhões de Almodóvar. Mas nada disso torna o visual grotesco. Muito pelo contrário. O senso estético do diretor é tão apurado que permite que a atmosfera de seus filmes seja plausível e quase palpável. Delineia o cenário perfeito para o afloramento das emoções exacerbadas.

Centrados sempre no cotidiano, nas situações e relacionamentos aparentemente comuns que evoluem para casos tensos, escândalos que levam (ou quase levam) seus personagens à loucura, os dramas de Almodóvar chegam a níveis absurdos, porém, um de seus maiores méritos está no fato de tornar o absurdo, palatável.

Almodóvar oscila entre o racional e o instintivo do homem, entre a mente e o corpo, entre a razão e o sentimento. E mergulha no universo de incoerências e contradições que é o próprio indivíduo.

O cenário histórico e político da Espanha é outro dos elementos recorrentes nas obras do cineasta sem, contudo, constituir o foco principal de suas tramas. O diretor prefere apostar nos relacionamentos humanos e nos dramas pessoais, tendo, na maioria das vezes, mulheres como protagonistas. O cineasta costuma dizer que “os homens também choram, mas penso que as mulheres choram melhor”.

As mulheres de Almodóvar ganham destaque em obras como Tudo Sobre Minha MãeMulheres à Beira de Um Ataque de Nervos, Volver e Kika. Em Fale Com Ela, Almodóvar admite que queria falar sobre algo doloroso o bastante para fazer um homem chorar. Nesse filme, as mulheres também marcam presença, mas são os homens que movimentam a história.

Vale à pena conferir a obra desse cineasta cujo maior trunfo está na maneira sutil e ao mesmo tempo densa com que conduz e “pinta” a sua história na tela, criando obras poderosas e contundentes.

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Filmografia
Amantes Passageiros (2013)
A Pele que Habito (2011)
Abraços Partidos (2009)
Volver (2006)
Má Educação (2004)
Fale com Ela (2002)
Tudo Sobre Minha Mãe (1999)
Carne Trêmula (1997)
Flor do meu Segredo, A (1995)
Kika (1993)
De Salto Alto (1991)
Ata-me! (1990)
Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos (1988)
Lei do Desejo, A (1987)
Matador (1986)
Que Fiz Eu Para Merecer Isto? (1984)
Maus Hábitos (1983)
Labirinto de Paixões (1982)
Pepi, Luci, Bom y otras chicas del montón (1980)

Andrizy Bento

O que One Direction nos trouxe de bom?

As Directioners foram pegas de surpresa nesta quarta-feira, 25 de março, quando Zayn Malik (acho que acertei o nome), integrante do One Direction, anunciou sua saída da boyband mais famosa da atualidade. Para quem não sabe o que é One Direction (nós mesmos não sabemos muito bem), eles são o equivalente aos Backstreet Boys, Take That, New Kids On The Block e Menudo da nova geração.

De repente, o twitter e o tumblr viraram os lugares mais depressivos da Terra. Os fãs viraram cosplayers de Marvin, o robô maníaco-depressivo de O Guia do Mochileiro das Galáxias.

É o começo dos Dias Escuros para as Directioners…

Enfim, passado o drama, eu (Andrizy) gostaria de dizer às fãs que me solidarizo (com as fãs sensatas, lógico). Já passei pelo que vocês estão passando agora quando a boyband britânica Five acabou. Isso lá pelo começo dos anos 2000. E, como forma de jogar mais sal na ferida, a banda lançou esse clipe para se despedir das fãs:

Ora, Sean… Seu carequinha tosco! A culpa foi toda sua!

Também gostaria de dizer que boybands acabam. Mais dia, menos dia. Até porque os integrantes não vão ser garotinhos para o resto da vida. E também não pega bem executar aquelas coreografias quando se atinge os 30 anos, certo? Boybands representam uma fase. E, como toda fase, uma hora ela termina.

Pode ser que algum integrante saia em carreira-solo e faça muito sucesso. É o caso de Robbie Williams do Take That e do Justin Timberlake do ‘N Sync. Aliás, Justin melhorou muito no pós-Boyband.

Na verdade, o One Direction não acabou. Eles pretendem continuar como um quarteto. Mas algumas fãs já estão se preparando para a possibilidade do 1D encerrar as atividades, afinal é o que geralmente acontece quando um membro sai do grupo…

De qualquer forma, decidi listar três coisas que o One Direction nos trouxe de bom.

Em primeiro lugar, este comentário:

Zayn

É necessário entender o contexto: as fãs subiram a tag #Cut4Zayn nas redes sociais. Estão cortando os pulsos e mandando as fotos para o Zayn via mention no twitter. Elas acreditam que, assim, ele irá repensar a decisão de abandonar o 1D.

Tem louco pra tudo.

Em segundo lugar, graças ao One Direction, conhecemos Nissim Ourfali:

Este menino super carismático e expressivo que gosta de Friends, Big Bang Theory, sertanejo, videogame e viaja para a Baleia (sic) com os pais.

E, por último, mas não menos importante, este vídeo maravilhoso:

Obrigada pelos fanmades, internet! E obrigada, One Direction. Sem vocês, essa pérola não teria sido realizada.

Aliás, aguardem que iremos postar mais fanmades aqui no Bloggallerya. Não tão incríveis como este do 1D cantando e dançando Olha a Onda, mas ainda assim bem legais 😉

Andrizy Bento
(Colaborou: Kaio Dantas)

Capital Inicial (1986) – Primeiro LP da banda brasiliense

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Muitas bandas do cenário do rock nacional oitentista lançaram seus lendários discos no ano de 1986. Daí o fato de ser um considerado emblemático para o BRock. E foi nesse ano histórico, que uma das bandas mais famosas de Brasília, o Capital Inicial, lançou seu primeiro disco que, anos mais tarde, virou um clássico, e tornou a banda, liderada por Dinho Ouro Preto, nacionalmente conhecida.

Após o compacto, Descendo o Rio Nilo, lançado em 1985, a banda entrou em estúdio no ano seguinte pra gravar seu primeiro LP, estreando com o pé direito. O disco homônimo trouxe sucessos como Fátima, Música Urbana, Veraneio Vascaína (essas 3 de autoria de Renato Russo ainda na época do Aborto Elétrico), Leve Desespero (faixa lado B de Descendo o Rio Nilo) e Psicopata.

Assim como o LP de muitas outras bandas daquela época, o primeiro disco do Capital não conseguiu passar ileso pela censura, recebendo o selo de não recomendado para menores de 18 anos e também com o aviso proibindo a execução pública e radiodifusão da música Veraneio Vascaína.

O álbum foi produzido pelo músico Bozzo Barretti, que também participou como tecladista do disco e, mais tarde, se tornou membro oficial da banda.

Este, até hoje, é um dos discos mais procurados da banda, um dos favoritos dos fãs, por conter músicas que marcaram época e se tornaram grandes hinos.


Adryz Herven

The Archie Show

Um desenho marcante, com muita música e aventuras. Assim era A Turma do Archie.

Com 17 episódios, a série animada – produzida pelo estúdio de animação Filmation, criada por John L. Goldwater, roteirizada por Bob Ogle, dirigida por Hal Sutherland e baseada nos quadrinhos da Archie Comics – estreou no dia 14 de setembro de 1968 na emissora norte-americana CBS.

O desenho animado contava o dia a dia da banda de garagem The Archies. Seus integrantes moravam em um bairro residencial e faziam coisas comuns dos adolescentes da década de 1960. O grupo tocava o pop rock que estava na moda. Além do líder e guitarrista Archie, a banda contava também com seus amigos Reggie (baixo), Jughead (bateria), Betty (tamborim, percussão e guitarra) e Veronica (órgão e teclado) na formação. E não  podemos esquecer do cachorro Hot Dog, o mascote do grupo.

Mais tarde, a famosa bruxinha adolescente Sabrina passou a participar de alguns episódios do desenho. Outro grupo de personagens que deu as caras em The Archie Show, mais para o final da série, foi os Monstros Camaradas (lembrando que tanto Sabrina, a Bruxa Adolescente como Monstros Camaradas ganharam série própria de desenho animado no início dos anos 1970).

O compositor norte-americano Don Kirshner teve a idéia de levar os personagens para a televisão com o objetivo de criar a primeira banda virtual da história dos desenhos animados e executar várias canções nos episódios. É o caso do clássico Sugar Sugar escrita por Jeff Barry e Andy Kim que assinaram todas as músicas do desenho (lembrando que Barry também produziu as canções).

Sugar Sugar se tornou um hit de sucesso e chegou a alcançar o primeiro lugar da UK Singles Chart em 1969, permanecendo por oito semanas no topo.

O próprio Don Kirshner foi quem contratou os músicos para a dublagem musical do desenho. Ron Dante (líder da banda Cugg Link), era o responsável pelo vocal masculino dos Archies. Quanto aos duetos femininos, eles eram cantados por Toni Wine, que depois foi substituída por Donna Marie em 1970 e, posteriormente, por Merle Miller nas gravações finais. Outros músicos contribuíram para o vocal de apoio como Jeff Barry, Andy Kim, Susan Morse, Joey Levine, Maeretha Stewart, Ellie Greenwich, Bobby Bloom e Leslie Miller com a contribuição de Barry para a voz de baixo (dublando Jughead no desenho).

Quanto aos instrumentistas: Hugh McCracken na guitarra, Chuck RaineyJoey Macho no baixo, Ron Frangipane nos teclados e Buddy Saltzman e Gary Chester na bateria.

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Esse conceito do The Archie Show, de bandas fictícias egressas de desenhos animados, influenciou alguns outros produtos nos anos 1960 e início dos 1970. A principal concorrente da produtora Filmation, a famosa Hanna-Barbera, desenvolveu algumas animações nesse estilo, nas quais as tramas também narravam as aventuras de bandas de rock fictícias. Entretanto, ao contrário dos The Archies, as aventuras dos personagens da Hanna-Barbera se tratavam quase sempre de investigar mistérios e, nas horas vagas, se apresentar com suas respectivas bandas. A banda virtual em si ficava em segundo plano, isto é, eram todos derivações de Scooby-Doo, mas com música.

Os desenhos Josie e as Gatinhas, Butch Cassidy (que levavam o nome das bandas no título), As Aventuras de Charlie Chan, (no qual os filhos mais velhos do detetive chinês tinham um grupo musical) e Tutubarão (aonde ele e seus amigos formavam o conjunto subaquático Os Netunos) são alguns exemplos de produções que beberam na fonte criativa de The Archie Show.

Fica a dúvida se a banda virtual de trip rock britânica, Gorillaz, criada no final da década de 1990 pelo líder do Blur, Damon Albarn, também foi influenciada pelos Archies…

No Brasil, a série animada foi exibida pela Rede Globo no início da década de 1970 até os anos 1980. A dublagem foi feita nos estúdios Herbert Richers.

Adryz Herven

Empire

Empire
O “imperador” com sua família

Uma coisa clássica na dramaturgia é a repetição. Da repetição nasce uma figura muito comum: o clichê. Eu, particularmente, não tenho problemas com eles, basta que sejam bem executados. Uma das derivações possíveis de um clichê são as tramas ou cenas inspiradas em alguma história de conhecimento público – aquelas que já são parte do imaginário popular.

Já fui espectadora de altos embates em redes sociais (leia-se: twitter) onde a revolta domina quando um autor de novela ousa se inspirar em alguma cena já vista em filmes ou séries estrangeiras.

Com essa ideia na cabeça, o que você acharia se uma série americana que tem tudo para ser o hit da temporada (números de audiência pra isso, tem) tivesse como plot principal toda a história da novela das nove da Rede Globo de televisão, cujo capítulo final foi exibido na última sexta-feira, 13? Queria entender por qual motivo não vi o mesmo barulho nas redes sociais…

Em Empire (sim, ela se chama Empire, custo a acreditar nisso). Nós temos um imperador do ramo musical, dono de uma gravadora. Lucious Lyon, vivido por Terrence Howard, é um ex-traficante de drogas que ficou rico por seus próprios méritos, destruindo quem aparecesse no caminho para atrapalhar seus ideias de prosperidade. O drama se concentra no universo do hip-hop e é produzida por Lee Daniels (diretor do filme Preciosa) e Danny Strong.

Se no Brasil o arquétipo da pessoa simples e humilde que vence na vida é representado pela figura do nordestino, lá nos Estados Unidos o imperador é negro, também tem três filhos (igual ao nosso) e, óbvio, tem um filho preferido e uma esposa que é sua imperatriz. Ah, antes que eu me esqueça, o imperador americano também namora uma menina bem mais jovem do que ele.

Existem diferenças. Sutis, mas existem. O imperador americano trabalha com música; ele vai morrer de ELA (a doença que ficou famosa devido ao desafio do gelo), bem diferente do nosso comendador; e a série da Fox tem uma pegada dramática, mas não de dramalhão como o produto global.

Longe de mim desmerecer o produto americano. A série é bem construída e tem ótimos ganchos. Mas eu queria ter visto a mesma gritaria dos fãs com os americanos que nos copiaram descaradamente.

Gaby Matos