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Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Maio (2020)

Em tempos de isolamento social, ler um livro é uma das melhores alternativas e, para ajudar, maio traz uma grande variedade de títulos para você escolher. A começar pelo romance de estreia de Kate Elizabeth Russell, elogiado por Gillian Flynn (Garota Exemplar, Objetos Cortantes). O instigante Minha Sombria Vanessa sai pela Intrínseca e trata de um tema urgente, atual e o discute sob uma ótica complexa e ambígua: o abuso sexual. Outro livro promissor e arrepiante é o thriller Os Olhos da Escuridão de Dean Koontz, publicação da Citadel Editora, que tenta desvendar o mistério por trás da suposta morte de um garoto e a obsessão de sua mãe em descobrir a verdade. Tati Bernardi marca presença com Você Nunca Mais Vai Ficar Sozinha sobre uma jovem adulta que busca a ascensão financeira e distanciar-se de sua família e acaba surpreendida pela notícia de que está grávida. Uma prosa ágil e dotada de bom-humor que é um dos destaques da Companhia das Letras. A Nova Fronteira republica grandes clássicos da literatura, como A Ilha do Tesouro de Robert Louis Stevenson, As Aventuras De Tom Sawyer de Mark Twain, Os Três Mosqueteiros de Alexandre Dumas, Persuasão de Jane Austen, Drácula de Bram Stoker, A Volta Ao Mundo Em 80 Dias de Júlio Verne, além de um box de Os Miseráveis do autor francês Victor Hugo. E, como não poderia deixar de ser, a Darkside vem com mais uma de suas edições caprichadas, dessa vez em tributo à obra de Stephen King! Trata-se de Antologia Dark que reúne contos sombrios e aterrorizantes de diversos autores inspirados nos grandes clássicos do mestre do horror moderno. Abaixo, você confere capas e sinopses dos principais destaques literários de maio. Continuar lendo Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Maio (2020)

Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Maio (2020)

A obra precursora dos mangás protagonizados por garotas que combatem o mal é lançado em edição histórica pela NewPOP: Cutie Honey, um dos títulos mais célebres de Go Nagai é uma das novidades do mês de maio. Outrora publicados de maneira independente e em edições avulsas, os contos Lobos, Deméter e o premiado O Pântano de autoria de Becky Cloonan são reunidos em um encadernado licenciado pela editora Image Comics e publicado no Brasil pela Pipoca e Nanquim. Lançado como um presente da banda de heavy metal Semblant para os seus fãs, Semblant: Blood Chronicles de Sergio Mazul e ilustrada por André Meister apresenta o diálogo entre o metal com o terror e histórias em quadrinhos em uma edição com a qualidade primorosa da Darkside. Para os fãs de Oliver Queen, a Panini traz Arqueiro Verde: A Queda da aclamada dupla Jeff Lemire, Andrea Sorrentino. E, falando em Lemire, um de seus títulos integra um dos gloriosos kits que a editora Nemo lança neste mês de maio: são os Kits As Mais Belas Histórias da Nemo, que reúne Duas Vidas, Uma Irmã e Nada a Perder (este último de Lemire); Viva a Diferença, que traz as HQs de cunho educativo, Pílulas Azuis, Não Era Você Que Eu Esperava, A Diferença Invisível; e Special Daniel Clowes, que reúne duas obras-primas do mestre: Ghost World e Paciência.

Confira abaixo capas e sinopses dos principais lançamentos de mangás, graphic novels e edições avulsas de quadrinhos de maio. Nestes tempos de pandemia, fique em casa e leia HQs: Continuar lendo Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Maio (2020)

Mais Filmes Ambientados na Década Perdida

Há algum tempo, meu colega, Windson Alves, escreveu um artigo aqui no site, elencando e comentando sete filmes ambientados na famosa década perdida, ou seja, os anos 1980. Aqui, lhes apresento a parte 2 do post, falando de mais cinco filmes que retratam a referida década e que vale muito a pena serem citados. Continuar lendo Mais Filmes Ambientados na Década Perdida

[O que rever na quarentena] Marvel’s The Avengers: Os Vingadores (2012)

Em comemoração aos oito anos desse grande evento!

“Havia uma ideia. Stark sabe disso. Chamada de Iniciativa Vingadores…”

Na cena pós-créditos do longa inaugural do MCU, Homem de Ferro, de 2008 – e que, na época, pouca gente viu, pois foi a própria Marvel que tornou tendência manter o espectador na poltrona da sala de cinema até o fim dos créditos – Nick Fury (Samul L. Jackson) surge diante de Tony Stark (Robert Downey Jr, no papel de sua vida) repreendendo o playboy, filantropo e gênio da tecnologia, por ter anunciado ao mundo, durante uma coletiva de imprensa, que era o Homem de Ferro. O diretor da SHIELD (Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão) ainda faz questão de salientar para Stark que ele não é o único e que outros vieram antes dele. O objetivo desse diálogo pouco amistoso é conscientizar Tony acerca da Iniciativa Vingadores.

O próprio Stark, posteriormente, dá as caras no, hoje praticamente esquecido (e renegado por seu próprio diretor), O Incrível Hulk de Louis Leterrier – também de 2008, e que trazia Edward Norton no papel do gigante esmeralda, ao invés de Mark Ruffallo – falando com o General Ross (William Hurt) sobre a tal iniciativa.

Após a inserção de alguns easter-eggs em Homem de Ferro 2 (2010) – com a exibição do escudo do Capitão América em uma passagem bem-humorada e o Mjölnir de Thor em sua cena pós-créditos – foi a vez destes heróis ganharem seus filmes solos de origem em 2011 e, assim, pavimentarem o caminho para tão aguardada reunião dos clássicos personagens da Marvel Comics nos cinemas. Um evento que tomou as telas em 2012 com o primeiro longa dos Vingadores.

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[O que ver na quarentena] 7 Canais do Youtube Que Vale a Pena Conferir

O Youtube foi fundado em fevereiro de 2005, em San Mateo, no estado da Califórnia, Estados Unidos, por três ex- funcionários do PayPalJawed Karim, Steve Chen e Chad Hurley. Creio que, naquela época, eles nem sonhavam com a potência que sua ferramenta se tornaria dentro de pouco tempo. A mais popular dentre as plataformas de compartilhamento de vídeos é, hoje, de propriedade da Google (que irá dominar o mundo em algum ponto do futuro) e nela estão hospedados vídeos dos mais diversos gêneros, dentre videoclipes, trailers, filmes, reportagens, cenas curiosas, vídeos virais, fotoclipes, videoarte, fanvideos, vídeos amadores, vídeos profissionais, vídeos novos, vídeos antigos…

Grandes veículos de comunicação possuem seu próprio canal no youtube a fim de difundir e reproduzir conteúdos já exibidos em outras de suas mídias e redes, como a televisão ou portais noticiosos. Estúdios de cinema contam com canais oficiais na plataforma para compartilhar material promocional de seus filmes. Grandes nomes da indústria fonográfica, bem como músicos novatos, utilizam a ferramenta para promover seu trabalho. Anônimos gravam vídeos em casa falando sobre os mais diversos assuntos e upam no youtube.

A plataforma substituiu a televisão no imaginário de muita gente, especialmente da geração mais jovem. O termo youtuber se popularizou, referindo-se àqueles que criam e compartilham conteúdo para o site. Tem muita gente que encara o termo com preconceito (eu, por exemplo) porque hoje qualquer pessoa tem um canal no youtube para postar o que quiser. Às vezes sem filtro, sem pesquisa, sem responsabilidade, disseminando informações falsas (e aqui aplicamos outro termo que se popularizou: fake news). E, dependendo do número de inscritos em seus canais, portam-se como verdadeiras celebridades por aí… Lembram do que o Andy Warhol costumava dizer? No futuro, todos terão seus quinze minutos de fama. Ele acertou em cheio. Basta postar um vídeo que atraia milhões de espectadores para o seu canal e pronto. A pessoa já se acha no direito de ter camarim exclusivo e fazer pedidos excêntricos do tipo 800 toalhas brancas e 1200 garrafas d’água.

Mas apesar do ego que trouxe a fama negativa ao termo youtuber, existe, sim, uma galera produzindo conteúdo de qualidade para a plataforma. E, nessa quarentena, uma das dicas para ajudar a passar o tempo e enfrentar o tédio, é maratonar os vídeos dos canais listados abaixo. Tem para todos os gostos: nostalgia, cinema, novela mexicana, televisão, música pop, literatura e fofocas. Lembrando que, neste post, só foram elencados canais brasileiros. Quem sabe, em uma próxima oportunidade, não trazemos dicas de canais de outros lugares do mundo?

Por enquanto divirtam-se com as 7 dicas de canais que separamos para vocês.

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[O que não ver na quarentena] After

Os posts da quarentena estão resgatando lançamentos de “abrils” passados. Afirmo que não foi intencional. Contudo, a coincidência é interessante e vem bem a calhar… E como eu aprecio muito os nossos leitores, resolvi até mesmo fazer post de não-indicações. Afinal, se você não quer que seu período de isolamento seja um tempo perdido, é bom alertá-los, também, do que não assistir.

Primeiramente, convém dizer que, como alguém que se formou defendendo um trabalho de conclusão de curso cujo tema era Cultura do Fã, acho que fanfiction (ficções escritas por fãs que tomam como base narrativas já existentes) é uma atividade extremamente sadia, além de criativa. Evidencia também que fãs não se restringem ao papel de consumidores passivos e participam do universo da obra que admiram de maneira bastante ativa, produzindo conteúdo ao invés de apenas recebê-lo.

O problema das fanfics está algumas autoras que, muitas vezes, nem são fãs da obra a partir da qual produzem fanfics. Escrevem para poder angariar popularidade, pegando carona no sucesso do livro, filme ou série do momento; conquistar leitores; para depois, em uma jogada esperta, tirarem a publicação das fics do ar e lançarem como “originais”. Dessa forma, tiram proveito de algo que já possui um fandom consolidado. Outro problema está no fato de que as fanfics de sucesso são as mais clichês e mal construídas, que se apoiam nas piores muletas narrativas imagináveis e, geralmente, centradas em romances tóxicos ou abusivos, com protagonistas vivendo uma situação de codependência nada saudável. Assim, não intriga o fato da fanfiction, uma atividade que, reforço, é muito saudável, ainda ser alvo de tanto criticismo e preconceito…

Por favor, acreditem em mim quando digo que há muitas fanfics boas e de absurda qualidade sendo escritas por autoras talentosas. Basta garimpar um pouco. Mas, infelizmente, como já citado anteriormente, são algumas das piores, das safras das mais mal escritas que se tornam famosas, viram livros e filmes. Basta ver que os exemplares de maior destaque do gênero são a famigerada Cinquenta Tons de Cinza, fanfic de Crepúsculo, que vendeu milhões de livros e rendeu uma trilogia cinematográfica repelente, e esta, After, um fenômeno da plataforma colaborativa Wattpad, publicada primeiramente como fanfic de One Direction e, posteriormente, como um original, com os nomes dos personagens tendo sido alterados para a versão em livro físico. Continuar lendo [O que não ver na quarentena] After