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[Catálogo: Clássicos] O Clube dos Cinco

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Don’t you forget about me. Hey, hey, hey, hey!

O melhor filme de John Hughes completa 30 anos em 2015, entretanto, continua refletindo questões tão atuais e pertinentes que os únicos elementos que o identificam como um filme dos anos 80 são os figurinos, modismos e referências pop. Os tempos e costumes mudaram, mas os anseios, receios, desejos e conflitos continuam os mesmos para qualquer geração de adolescentes. Ora, o companheirismo e o crescimento também são questões inerentes a todos nós em qualquer época da vida.

O Clube dos Cinco abre com um quote de David Bowie. “E essas crianças em que você cospe, enquanto elas tentam mudar o mundo delas, são imunes às suas consultas. Elas sabem muito bem o que está se passando”. Não tinha como não ser bom.

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Fanmade / Mashup: The Grand Overlook Hotel

Imaginem o quão hilariante seria o concierge Gustave de Ralph Fiennes sendo perseguido pelo lunático Jack Torrance de Jack Nicholson com seu machado em punho? Qual seria o resultado de um crossover entre o aclamado longa contemporâneo O Grande Hotel Budapeste e o clássico incontestável O Iluminado? Um sujeito que atende pelo nome Steve Ramsden decidiu promover o encontro entre Stanley Kubrick e Wes Anderson no genial mashup The Grand Overlook Hotel.

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[Catálogo: Clássicos] – A Viagem de Chihiro

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Tive certa dificuldade em categorizar este filme. Não sabia se inseria a tag Clássicos ou Especial. Mas a César o que é de César. A Viagem de Chihiro trata-se, incontestavelmente, de um clássico moderno.

O filme tem início com a mudança de Chihiro, uma garota de dez anos, e seus pais para outra cidade. E, como todos sabem, mudanças são difíceis. É necessário exercer o desapego e passar por todo um processo de adaptação, portanto, a garota se mostra relutante durante todo o caminho de carro até seu novo lar. Ao chegar ao seu destino, seu pai decide pegar um atalho e a família se depara com um lugar bastante misterioso. Trata-se de um túnel que os pais de Chihiro estão curiosos para saber aonde vai dar, enquanto a menina teme o que pode haver lá dentro e do outro lado. Ao atravessarem o túnel, eles se deparam com o que parece ser uma cidade abandonada. Mas a surpresa maior ainda está por vir: quando a escuridão cai sobre o lugar, este se mostra uma terra de sonhos. Aliás, de pesadelos, habitada por estranhas criaturas. Chihiro enfrenta uma dura e totalmente inesperada jornada – repleta de monstros, espíritos e outros seres fantásticos – para salvar seus pais e encontrar a saída daquele lugar tão exuberante quanto amedrontador.

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Mr. Robot

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As emissoras de televisão norte-americanas tem um sonho: ser dona do hit da temporada e que esse hit vire ícone posteriormente. Sim, isso pode soar meio megalomânico, mas é a pura verdade. Todas querem ser a responsável pela nova LostHouve algumas tentativas e, talvez, o canal USA tenha lançado o mais novo candidato a fenômeno televisivo: Mr. Robot

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Scream (MTV)

MTV aposta no teen slasher, consagrado nos anos 90
MTV aposta no teen slasher, consagrado nos anos 90

No final dos anos 1970, durante toda a década de 1980 e em meados dos anos 1990, um gênero cinematográfico – com alguma variante – sempre esteve ali, marcando presença. Tratavam-se de filmes cujas tramas apresentavam um assassino em série, lunático, de alguma forma possuído, que sempre protagonizava uma carnificina sem controle. Esses títulos deram à história da sétima arte alguns personagens emblemáticos: Jason Voorhees (da série de filmes Sexta-Feira 13), Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo), Michael Myers (Halloween) e Ghostface (Pânico).

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Quarteto Fantástico

Nem um pouco “fantástico”… e muito bonito usar X-Men para se promover! Odin tá vendo essa palhaçada aê

“(…) Porque eles não são como os outros super-heróis. Eles são mais como uma família. Quanto mais poder adquirem, mais podem causar danos, inconscientemente, uns aos outros. Este é o sentido do Quarteto Fantástico: Que a família é uma espécie de antimatéria pessoal. A família é o vazio do qual você emerge e o lugar ao qual você retorna quando morre. E este é o paradoxo – quanto mais ela te atrai, mais fundo você mergulha no vazio”.

Esse quote surge em voiceover já na primeira cena de Tempestade de Gelo (1997) de Ang Lee e é proferido por Paul, personagem de Tobey Maguire que, curiosamente, cinco anos após este longa, viria a ser o Homem-Aranha no cinema. Ang Lee, por sua vez, dirigiu o Hulk (2003), altamente subestimado e execrado por inúmeros quadrinhófilos ao redor do globo.

Contudo, por mais que muitos críticos e fãs aleguem que o cineasta não entendia lhufas de quadrinhos – ao analisarem, frustrados, o resultado de sua adaptação para as telas do Gigante Esmeralda – estes mesmos hão de convir que, em um curta e simples narração em off de uma drama familiar, Ang Lee compreendeu a essência do Quarteto Fantástico. Algo que Tim Story não foi capaz de fazer em dois longas-metragens que dirigiu dos heróis na década passada; e Josh Trank tampouco em seu reboot que chegou recentemente às salas de projeção e vem sofrendo o ostracismo do público e a dura rejeição da crítica.

Não é para menos. O novo longa do Quarteto Fantástico – que aperta o botão de restart da franquia no cinema – não é nada fantástico. São tantos problemas que a tarefa de apontá-los é árdua, exatamente por não se saber por onde começar. Infelizmente, trata-se de mais um caso em que o trailer consegue ser melhor do que o filme inteiro. E, para falar a verdade, as previews pouco me diziam a respeito do filme que vi, com desgosto, na tela.

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