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Uma Noite em Miami

“This is one strange fucking night!”

Baseado na peça homônima de Kemp Powers, o longa de Regina King é um relato fictício de uma noite transformadora na vida de quatro personalidades lendárias. O que realmente se desenrolou naquele quarto de hotel, em 25 de fevereiro de 1964, apenas os protagonistas desse encontro – Sam Cooke (Leslie Odom Jr), Jim Brown (Aldis Hodge), Malcolm X (Kingsley Ben-Adir) e Cassius Clay (Eli Goree) – saberiam relatar com exatidão, visto que não existem registros da reunião. Mas, partindo do contexto histórico, sócio-político, econômico e cultural da época, bem como das particularidades e características que definem os quatro protagonistas e seus respectivos papéis na sociedade, Uma Noite em Miami imagina quais foram as pautas discutidas naquela informal conversa entre amigos, sem soar forçado, didático ou superficial. Ainda que os eventos tenham sido ficcionalizados, o modo como a trama é conduzida torna a atmosfera crível e natural, fugindo do caráter enfadonho que assombra outros longas adaptados de peças teatrais. Continuar lendo Uma Noite em Miami

Bons Filmes em Maio (2021)

Um Clube da Luta que não é do David Fincher. Clube da Luta Para Mulheres (Chick Fight no original, em inglês), dirigido por Paul Leyden, apresenta o submundo da luta feminina e se encontra disponível na Amazon Prime Video desde o dia 1º de maio. Ontem, dia 4, estreou no Telecine Play, o filme teen Juntos Novamente, de Sean McNamara, e que traz Janel Parrish de Pretty Little Liars no elenco. Na Netflix, o destaque fica por conta de A Mulher na Janela, novo filme de Joe Wright, estrelado pela ótima Amy Adams que bebe da fonte do clássico Janela Indiscreta, de Alfred Hitchcock, baseado no livro homônimo de A. J. Finn. Abaixo, você confere os principais lançamentos das plataformas de streaming Netflix, Amazon Prime Video e Telecine Play. Para os não assinantes, existe a alternativa de alugar ou comprar alguns dos títulos abaixo no serviço de distribuição digital Google Play.

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Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Maio (2021)

Maio traz uma ótima variedade de títulos literários para os amantes da literatura. A gente começa com a editora Companhia das Letras que publica o finalista do Man Booker Prize e best-seller do New York Times, considerado o Dom Quixote da era moderna: Quichotte de Salman Rushdie. Para os fãs de Anne Shirley, a Autêntica lança o quinto romance da saga, A Casa Dos Sonhos De Anne, assinado por Lucy Maud Montgomery. A Principis traz um kit com dois livros de A Velha Loja de Curiosidades de Charles Dickens (também é possível adquirir os volumes separadamente). A Record apresenta A Rainha dos Funerais da escritora Madeleine Wickham, antes de ela adotar o pseudônimo que todo mundo conhece: Sophie Kinsella. A Verus publica Positiva de Camryn Garrett, sobre uma garota que muda de escola e faz o possível para manter seu diagnóstico de HIV positivo em segredo diante de seus novos amigos e interesse amoroso, até se ver no meio de uma trama que envolve chantagem e preconceito. Pela Todavia sai Diários: 1909-1923 de Franz Kafka, que mergulham profundamente na mente brilhante e torturada do autor, revelando uma abrangência de registros pessoais e conteúdo inédito de sua obra. A Arqueiro publica Lua No Céu De Cabul de Nadia Hashimi, um drama emocionante e inquietante sobre refugiados na Europa. A mesma editora ainda apresenta A Mulher na Janela, livro que inspirou o filme homônimo da Netflix, de autoria de A. J. Finn. Finalista do International Booker Prize 2020 e do National Book Awards 2019 e traduzido para inúmeros idiomas, A Polícia da Memória da aclamada Yoko Ogawa chega ao Brasil pela Estação Liberdade. E, para completar, a Rocco aproveita o embalo recente do Oscar e publica Nomadland: Sobrevivendo aos Estados Unidos no Século XXI de Jessica Bruder, o livro que inspirou o filme de Chloé Zhao, vencedor do prêmio principal da Academia em 2021, de Melhor Filme.

Abaixo, você confere as capas e sinopses dos destaques do universo literário do mês de maio. Os títulos com asterisco na frente são aqueles que irão integrar a nossa biblioteca pessoal.

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Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Maio (2021)

Maio é outro mês pródigo de lançamentos interessantes no que diz respeito ao glorioso universo da nona arte. A controversa O Retorno de Messias do premiado Mark Russell é o destaque da editora Comic Zone. Pela Darkside, sai Green River Killer: A Longa Caçada a um Psicopata, escrita por Jeff Jensen, o filho do investigador Tom Jensen, que se encarregou de um dos casos de assassinato em série mais conhecidos e aterradores dos Estados Unidos. A Mythos apresenta Mandrake por Galep, o icônico personagem idealizado por Lee Falk pelas mãos do artista responsável pela criação gráfica de Tex, Aurelio Galleppini. Outra publicação imperdível da editora trata-se de Hellboy – Histórias Curtas Volume 1, reunindo 16 histórias curtas dos mais variados gêneros do personagem criado pelo célebre Mike Mignola. A Nemo lança a premiada Em Ondas de AJ Dungo, uma história sobre amor, desilusão e surfe. Como parte da coleção Marvel Essenciais, a Panini traz a clássica Demolidor: O Homem Sem Medo, roteirizada por Frank Miller e ilustrada por John Romita Jr. Já pela Marvel Vintage, sai outro clássico: Homem de Ferro: A Guerra das Armaduras de David Michelinie e Bob Layton, com arte de Mark Bright e Barry Windsor-Smith, resgatando um dos eventos mais importantes do Vingador Dourado nas HQs. A Pipoca e Nanquim publica uma edição de colecionador com acabamento de luxo do primeiro de um total de dois volumes do mangá As Crônicas da Era do Gelo do mestre Jiro Taniguchi, uma verdadeira obra-prima da ficção científica pós-apocalíptica. A editora ainda traz o lançamento nacional Shamisen: Canções do Mundo Flutuante, um fabuloso conto inspirado na cultura japonesa, assinado pelo elogiado Guilherme Petreca em parceria com o diretor e roteirista Tiago Minamisawa.

Abaixo, você confere as capas e sinopses das principais publicações de mangás, graphic novels e revistas em quadrinhos avulsas do mês de maio. Os títulos com asteriscos são aqueles que virão integrar nossa biblioteca pessoal do Bloggallerya.

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Hit and Run (1981) – Girlschool

Data de lançamento: 20 de abril de 1981
Duração: 35:51
Faixas: 11 faixas
Estilo: Heavy Metal
Produção: Vic Maile
Gravadora: Bronze Records

Lado A
C’mom Let’s Go
The Hunter
(I’m Your) Victim
Kick It Town
Following The Crowd
Tush

Lado B
Hit and Run
Watch Your Step
Back to Star
Yeah Right
Future Flash

Faixas bônus da edição remasterizada de 2004:
Please Don’t Tuch (com o Motörhead)
Bomber
Tonight
Demolition Boys (ao vivo)
Tonight (ao vivo)
Yeah Right (ao vivo na rádio BBC)
The Hunter (ao vivo na rádio BBC)
Kick It Down (ao vivo na rádio BBC)
Watch Your Step (ao vivo na rádio BBC)

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Vencedores do Oscar 2021 – In Memoriam

Nomadland foi eleito o Melhor Filme no Oscar 2021

O Oscar em tempos de pandemia se absteve das tradicionais gags. Ainda bem, pois a criatividade tem passado longe dos roteiristas da premiação ano após ano, com piadinhas cada vez mais desgastadas, sem graça e sem criatividade. Mas, acima de tudo, essa foi uma decisão tomada por questão de respeito, afinal estamos em um momento crítico e sombrio. Por mais que a premiação tenha sido presencial, teve de respeitar as normas e orientações de distanciamento social estipuladas pela Organização Mundial da Saúde (OMS); não foi realizada no tradicional Dolby Theatre (embora, também tenha sido um espaço utilizado durante o evento), mas concentrou seus convidados na Union Station, estação de trem desativada localizada em Los Angeles, e ainda contou com outros palcos ao redor do mundo, como na França e em Londres. Desse modo, os diversos nomes que se revezaram para apresentar as categorias e anunciar os vencedores, se restringiram a fazer o serviço de modo breve e direto, sem embromações. O evento foi discreto e sem muita pompa ou glamour; dirigido pelo cineasta Steven Soderbergh que bem poderia concorrer ao Framboesa de Ouro de Pior Direção no ano que vem por esse Oscar que foi o flop dos flops.

Uma série de tomadas de decisões ruins, cerimônia apressada e atropelada (a despeito de suas mais de três horas de duração), com um ar de que foi realizada apenas para cumprir a tabela da temporada. Foi o que definiu a edição deste ano. Seria ressentimento da Academia por conta de tantos longas independentes e egressos de streaming concorrendo aos prêmios ou a melancolia decorrente do período que nos encontramos que fez a organização ser mais comedida (talvez pelo medo de parecer insensível ao realizar uma festa desse nível quando boa parte do mundo ainda está doente e outra se encontra em fase de recuperação)? Quem vai saber?

A realizadora Chloe Zhao foi a segunda mulher a faturar um Oscar de direção em 93 anos de premiação

Em suma, tratou-se de uma cerimônia sem grande emoção. O In Memoriam – momento típico da premiação em que se presta um tributo aos profissionais do cinema que faleceram ao longo do ano anterior – foi muito rápido, desprovido de sentimento e contando com uma trilha sonora equivocada. O próprio Oscar deveria ser incluso na lista, porque, com o perdão do trocadilho (por favor, não me cancelem!), este foi um evento morto.

Atípico, também, entregar o prêmio principal da noite, de Melhor Filme, antes de anunciarem os vencedores de Melhor Atriz e Ator. Outra das decisões estapafúrdias dos realizadores.

Yuh-Jung Youn entregou o melhor discurso da noite

Dentre os pontos positivos, podemos citar o ótimo discurso de Yuh-Jung Youn, vencedora do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante por Minari, que aproveitou para gracejar com Brad Pitt após ele lhe entregar o prêmio, garantindo o melhor momento da noite; Meu Pai vencendo as categorias de Roteiro Adaptado e Melhor Ator para Anthony Hopkins (merecidíssimo); Daniel Kaluuya levando a estatueta de Melhor Ator Coadjuvante por Judas e o Messias Negro; o belo e devastador Se Algo Acontecer… Te Amo sendo premiado como o Melhor Curta-Metragem de Animação; e Chloe Zhao arrematando o Oscar de Melhor Direção. Aliás, ela é simplesmente a segunda mulher a vencer a categoria de Direção em 93 anos de premiação.

Quanto às minhas apostas… Foi um dos meus piores anos palpitando. 17 acertos em 23 categorias, sendo três possibilidades certeiras. Um verdadeiro desastre tal qual a cerimônia. Abaixo, você confere os vencedores na ordem em que foram anunciados. Os asteriscos indicam os acertos com relação às minhas apostas.

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