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The Real Thing (1989) – Faith No More

Data de lançamento: 20 de Junho de 1989
Duração: 54:58
Faixas: 11 faixas
Estilo: Funk Metal

Lado A
From Out of Nowhere
Epic
Falling to Pieces
Surprise! You’re Dead!
Zombie Eaters

Lado B:
The Real Thing
Underwater Love
The Morning After
Woodpecker From Mars

Produção: Matt Wallace
Gravadora: Slash Records

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X-Men: Fênix Negra – A Saga dos Mutantes na Fox

“McAvoy ou Stewart? Essas linhas temporais são tão confusas” (Deadpool, 2016)

Desordem cronológica

Em uma das tiradas mais certeiras do primeiro filme do Deadpool, o carismático anti-herói alude à bagunçada cronologia da saga mutante nos cinemas. De maneira bem-humorada, é como se o próprio estúdio sintetizasse em uma linha de diálogo e admitisse seu maior problema com relação aos filmes dos X-Men, mas o tratasse como mero inconveniente ou impasse, não se preocupando em fazer nada de efetivo para consertar a falha. Justamente a linha cronológica da franquia é o que mais afeta seus longas, pois a Fox nunca olhou com mais cuidado e atenção para esse item de suma importância. O ápice dessa patacoada do estúdio é X-Men: Fênix Negra que estreou no último dia 6 de junho no Brasil. Essa é a deficiência mais visível do capítulo que encerra a saga de vinte anos e dez filmes da série X-Men na 20th Century Fox. Mas, infelizmente, está longe de ser a única. Continuar lendo X-Men: Fênix Negra – A Saga dos Mutantes na Fox

Game of Thrones – Últimas Palavras

Após oito temporadas, 73 episódios e 47 Emmys (que a tornaram a série recordista de estatuetas na premiação), Game of Thrones teve seu último episódio exibido em 19 de maio pela HBO. No entanto, o que prometia ser épico, conseguiu ser apenas frustrante. Em meio à fúria despejada pelos fãs nas redes sociais – ainda mais cáustica que o fogo expelido pelos dragões de Daenerys Targaryen em seus inimigos – até havia um ou outro espectador argumentando que a finale teve, sim, suas qualidades e que o saldo final não foi tão ruim – de um ponto de vista analítico, houve até quem defendesse e justificasse as decisões tomadas pelo roteiro. Contudo, não há quem considere o último episódio da série realmente satisfatório.

Satisfatório é diferente de “atender às expectativas dos fãs e entregar exatamente o que eles querem ver na tela”. Em suma, está longe de significar fanservice. Assim como decepcionante não quer, necessariamente, dizer ruim. No caso de GoT, no entanto, a finale conseguiu ser os dois. Ao invés de proporcionar aos espectadores as devidas resoluções de conflitos e encerramentos de arcos narrativos, o desfecho deixou ainda mais pontas soltas e perguntas sem respostas – resultado sistêmico de toda uma temporada deficiente. Aliás, convém salientar que, desde a quinta, a qualidade da produção vinha caindo drasticamente.

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Secos & Molhados (1973)

Data de Lançamento: Agosto de 1973
Duração: 30:54
Faixas: 13 faixas
Estilo: MPB, Folk, Rock, Pop, Psicodélico, Progressivo, Vocal e Glam Rock
Produção: Moracy do Val
Gravadora: Warner Music

Lado A
Sangue Latino
O Vira
O Patrão Nosso de Cada Dia
Amor
Primavera nos Dentes

Lado B
Assim Assado
Mulher Barriguda
El Rey
Rosa de Hiroshima
Prece Cósmica
Rondó do Capitão
As Andorinhas
Fala

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The Marvel Super Heroes

A primeira adaptação para a TV dos famosos heróis do universo Marvel, o desenho animado The Marvel Super Heroes, baseado nos quadrinhos de Stan Lee, Jack Kirby e Steve Ditko, estreou na TV norte-americana em 1º de setembro de 1966, com 65 episódios de 30 minutos de duração. E se encerrou em 1º de dezembro do mesmo ano. A série foi produzida pela companhia Grantray-Lawrence Animation e a direção ficou a cargo de Grant Simmons, Ray Patterson e Robert Lawrence. Continuar lendo The Marvel Super Heroes

Vingadores: Ultimato

O fim de uma era… (este texto contém spoilers)

“Avengers Assemble!” – Steve Rogers

Após o estalar de dedos de Thanos (Josh Brolin) que dizimou metade da vida no universo e conferiu um final trágico e melancólico para Vingadores: Guerra Infinita (2018), muito se especulou acerca de como a catástrofe seria abordada em Vingadores: Ultimato e, o mais importante, se seria possível revertê-la. O filme vinha cercado de inúmeras expectativas desde antes mesmo de possuir um trailer. E o burburinho aumentava conforme o material promocional era divulgado. Comum quando se trata de qualquer fenômeno pop.

Portanto, é interessante notar como todas as teorias que circularam pela internet e foram temas de vídeos intermináveis no youtube e posts eloquentes no reddit e outras mídias sociais, não chegaram nem próximas de se concretizar. O fato de o filme da Capitã Marvel (2019) ser situado na década de 1990, por exemplo, dando a ideia de que seria ela a alterar o passado de modo a consertar o futuro, foi uma das primeiras conjecturas derrubadas assim que o filme solo da heroína entrou em cartaz. Presença de Adam Warlock, figura emblemática dos quadrinhos? Existência de universos paralelos que separavam o grupo de sobreviventes dos dizimados? Nem pensar. Ainda que viagem no tempo e o Reino Quântico introduzido em Homem-Formiga (2015) sejam realmente de vital importância para a história – bem como os fãs haviam teorizado – a maneira como estes elementos são empregados, nós nem havíamos chegado a cogitar.

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