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Oscar 2012: Os Vencedores

Atrasado, mas aí está a lista de vencedores do Oscar 2012. Nenhuma grande surpresa, como já era de se esperar. Alguns embates interessantes e frustrações tanto para os fãs de Harry Potter – a série que terminou sua longa jornada de oito filmes nas telonas sem nem mesmo um Oscar de consolação, desbancado em todas as categorias por A Invenção de Hugo Cabret – quanto para os brasileiros – que torciam pela vitória de Carlinhos Brown e Sérgio Mendes, na categoria Canção Original, com “Real in Rio”, a música do longa de animação Rio. Não foi dessa vez. O prêmio foi para “Man or Muppet” de Os Muppets.

Confesso que nenhuma dessas “frustrações” teve grande impacto neste que vos fala. Eu ia achar legal se Rooney Mara ganhasse o Oscar de Atriz e deixasse as torcidas da Streep e da Davis boquiabertas 😀

Nem estava torcendo por Mara na verdade. Sequer apostei nela. Mas é fato que seria bacana a azarona levar.

Óbvio que O Artista, com sua vitória mais do que antecipada, mas um tanto ameaçado por Hugo, levou a cobiçada estatueta de Melhor Filme, além de Ator e Direção. Pra completar, levou Figurino e Trilha Sonora também. Empatou com Hugo no número de estatuetas, mas o filme de Scorsese levou apenas prêmios técnicos: Direção de Arte, Fotografia, Efeitos Visuais, Edição e Mixagem de Som. Dois filmes que celebram a sétima arte foram os grandes vencedores da noite. Interessante.

Abaixo você confere a lista completa:

Filme: O Artista

Direção: Michel Hazanavicius, O Artista

Ator: Jean Dujardin, O Artista

Atriz: Meryl Streep, A Dama de Ferro

Ator Coadjuvante: Christopher Plummer, Toda Forma de Amor

Atriz Coadjuvante: Octavia Spencer, Histórias Cruzadas

Roteiro Original: Meia-Noite em Paris

Roteiro Adaptado: Os Descendentes

Filme de Animação: Rango

Filme Estrangeiro: A Separação

Fotografia: A Invenção de Hugo Cabret

Direção de Arte: A Invenção de Hugo Cabret

Montagem: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Maquiagem: A Dama de Ferro

Figurinos: O Artista

Trilha Sonora: O Artista

Canção Original: “Man or Muppet”, Os Muppets

Efeitos Visuais: A Invenção de Hugo Cabret

Mixagem de Som: A Invenção de Hugo Cabret

Edição de Som: A Invenção de Hugo Cabret

Fiquem com os trailers dos grandes vencedores da noite e, logo mais abaixo, o vencedor da categoria Curta de Animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, que é muito legal.

Kevin Kelissy

O Artista

O Artista diz muito, mesmo sem dizer quase nenhuma palavra. É repleto de matizes e tons, mesmo sem nenhuma cor. O filme celebra o cinema mudo e em preto e branco, prestando um tributo, com sua estética nostálgica, aos tempos em que os atores, devido à ausência de falas, se apoiavam unicamente nas expressões, no gestual, nos trejeitos, na comédia física, um tanto quanto caricatural, mas sem perder a graciosidade.

Por transmitir aquela magia dos velhos tempos do cinema, resgatando os primórdios da sétima arte, O Artista nos dá aquela doce impressão de que o cinema mudo nunca deveria ter sido totalmente desprezado. Se valendo por vezes de recursos metalinguísticos, desafia o status quo do cinema moderno e faz de conta que os diálogos e palavras são superestimados, afinal, no cinema, a imagem é o essencial. É nada mais do que a arte de contar uma boa história sem que os personagens precisem abrir a boca, através apenas de cenas inspiradas como é o caso do pesadelo do protagonista com o grande vilão do filme: o cinema falado. O espectador já percebe de antemão que se trata de um sonho, mas isso não tira nem um pouco do barato da seqüência que não só é uma das melhores do longa, como das mais brilhantes dos últimos tempos.

Michel Hazanavicius, aqui, parece compreender exatamente como seu estilo pode ser funcional, e o trabalha de modo criativo e inteligente. O Artista pode contar com um enredo simples e possuir um caráter genuíno, mas não é necessariamente ingênuo. A embalagem parece modesta, mas o conteúdo é até delicado. Há leveza no ritmo e na interpretação deliciosa de seu elenco. É um filme redondinho e minimalista, sem ser óbvio ou burocrático. Não é apenas mais um filme prescindível e nem por utilizar recursos do cinema antigo, significa que ele é antiquado e retrógrado. Muito longe disso. Retrógrado era o vencedor do Oscar do ano passado, O Discurso do Rei. Este, O Artista, é um filme mudo e preto e branco como não se fazia antigamente. Um filme simples e belo como quase não se faz mais atualmente.

Andrizy Bento

Nossos Heróis

O Espetacular Homem Aranha

O problema de se saber demais a respeito de uma determinada obra – um livro ou uma HQ, mais precisamente –  é que você nunca (nunca mesmo), vai ficar suficientemente empolgado com um filme baseado nela, sem levar em consideração diversos fatores, sem ficar temeroso por criar tantas expectativas e, depois, o resultado final não corresponder a elas. Vejam: eu leio Homem Aranha desde os 6 anos. Praticamente aprendi a ler com o Aranha, então, querendo ou não, sempre vou ter aquela pontada de desconfiança e analisar a coisa toda com certo ar professoral. Ainda que não intencionalmente.

Veja o caso da Andrizy e dos X-Men, principalmente este último filme, o First Class. Enquanto muita gente diz que é o melhor filme dos mutantes, Andrizy discorda e com razão. O filme superou as expectativas da nossa blogueira-chefa, mas ela se acostumou a ler uma “outra primeira classe” que nem de longe era formada por aqueles personagens que estavam na tela quando ela foi ver XMFC.

Totalmente compreensível.

O que funcionava na trilogia anterior do Aranha, assinada por Sam Raimi, é que sabíamos de antemão que se tratava de uma releitura do herói com algumas licenças poéticas. Os filmes do Raimi eram bem autorais, tratavam-se da versão dele para o aracnídeo.  Era tudo uma  questão de imaginar que o Raimi era um roteirista de histórias em quadrinhos chamado para contar uma nova e distinta versão do mítico herói. Contudo, os filmes mantinham o ritmo, o espírito e o clima das antigas histórias do Amigão da Vizinhança. O cineasta pegou as características essenciais da história e do personagem e fez uma releitura de respeito do mais famoso personagem da Marvel. E esse era o grande trunfo da trilogia anterior.

O diretor Marc Webb preferiu manter a fidelidade ao material de origem, sem alterações e mudanças drásticas ou significativas em relação ao original, apostando no dinamismo e na essência das HQ’s Ultimate. Como eu disse em um post passado, o enredo deste novo filme do teioso, se aproxima mais da origem do personagem nas histórias em quadrinhos.  Vamos deixar claro que, embora eu ame a Kirsten Dunst (a ponto de até ter o clipe do chatíssimo Savage Garden estrelado por ela no meu mp4, o qual eu assisto sempre sem som) ela não era a escolha ideal para encarnar Mary Jane na tela; não tinha o biótipo correto para a personagem. Já Emma Stone parece extremamente convincente como Gwen Stacy. E se Tobey Maguire já vestia o uniforme do Aranha com dignidade, Andrew Garfield, felizmente, vai pelo mesmo caminho. O importante é compreender a essência e a humanidade do herói e do cara por trás da máscara do herói. E isso, Maguire fez e Garfield, pelo pouco que vimos, vem fazendo também, além de injetar mais momentos de humor que era o que faltava na trilogia anterior. O filme também destaca os problemas do aracnídeo com a polícia. Até agora tudo parece sensacional. Um tanto quanto justificado e explicado demais, mas isso não interfere em nada e é mais do que comum em filmes de origem, especialmente hoje em dia. Esperamos por um filme inteligente, empolgante e divertido.

Os Vingadores

Eu tenho um exército.

Nós temos um Hulk.

A melhor coisa do trailer é o Homem de Ferro, aliás, que fique bem claro que, pra mim, a melhor adaptação da Marvel é o Homem de Ferro. Favreau fez o que deveria ser feito em termos de adaptação de quadrinhos. Os longas do Ferroso são cheios de ação, eletrizantes, consistentes, emocionantes e bem humorados.

Ta que todo mundo vai dizer que X2 é a melhor adaptação, blábláblá, mas ainda acho que X-Men não atingiu todo o seu potencial na telona, coisa que o Favreau conseguiu fazer em seus dois filmes do Homem de Ferro, explorando de maneira eficiente a mitologia e personalidade do herói.

Acho que os fãs de quadrinhos concordam comigo quando digo que Homem de Ferro é uma tradução mais que bem feita e fiel de HQ’s para a tela grande (os fãs legais, não os puristas chatos duzinferno que pensam que só eles entendem de quadrinhos e se acham no direito de dizer que os outros não entendem nada e além de tudo são uns toscos – pra não dizer coisa mais grave – por não entenderem que nem tudo o que funciona nas comics, funciona nas telas; que é possível ser fiel à essência, mas não dá pra reproduzir letra por letra de mais de 50 ou 60 anos de quadrinho0s no cinema). Os filmes do Thor e do Capitão América são corretos, divertidos, feitos a partir de uma fórmula que não tem como errar a mão ou fazer não funcionar. Mas Homem de Ferro é mais do que isso, são longas mais completos. Os Vingadores, o trailer está do jeito que a gente gosta. Muita adrenalina, recheado de diálogos espertos, repleto de cenas de ação memoráveis e dando aquela ideia de realização de sonho dos fanboys. Espero que Joss Whedon tenha feito sua tarefa direito além de justiça aos nossos aclamados Vingadores. Ansiedade é a palavra do momento. Que pena que ainda é fevereiro.

Kevin Kelissy 

Bons Filmes em Fevereiro

Oee! E aí? Curtiram as boas opções de filmes em janeiro? Pois agora chegou a hora de conferir os destaques do cinema em fevereiro. Tem o aguardado O Artista, a grande aposta dentre os indicados ao Melhor Filme do Oscar deste ano; Star Wars, mas calma! Não é um novo filme da saga, é apenas o Episódio 1 sendo relançado em 3D; O promissor Hugo Cabret; o novo longa do Motoqueiro; Meryl Streep mostrando porque é considerada uma das melhores atrizes de todos os tempos; Daniel Radcliffe provando que é muito mais do que Harry Potter; entre outros. Opção é o que não falta.

E você? Qual vai ver primeiro? 😉

10/02

O Artista

10/02

Star Wars: Episódio 1 – A Ameaça Fantasma 3D

17/02

A Invenção de Hugo Cabret 

17/02

Motoqueiro Fantasma 2: O Espírito da Vingança 

17/02

A Dama de Ferro 

17/02

O Homem que Mudou o Jogo 

17/02

Beleza Adormecida 

24/02

Drive 

24/02

A Mulher de Preto

Fonte: Cinepop

Kevin Kelissy

Tinker Tailor Soldier Spy

Recentemente aposentado de seus serviços na Circus, a divisão de elite do serviço secreto britânico, o veterano espião George Smiley (Gary Oldman) é convocado a voltar à ativa quando toma conhecimento de um agente duplo infiltrado que vem trabalhando há anos para os soviéticos. Cabe, portanto, a Smiley investigar o caso e descobrir qual dos membros da Circus é o traidor.

Dizer que Tinker Tailor Soldier Spy (que, no Brasil, recebeu o insosso título de O Espião que Sabia Demais, que pode ser facilmente confundido com o título de um filme de Hitchcock) é um complicado e esquemático quebra-cabeça ou uma partida de xadrez bem arquitetada, é florear uma narrativa que não careceu de floreios para ser contada nas telonas. Ou que se trata de um filme sobre moral ou traição é minimizar o real significado da obra, tornar simplista um grande filme cujo um dos principais méritos é não render-se aos chavões narrativos de outras obras do gênero.

Tomas Alfredson é detalhista, dirige com mão segura e conduz uma narrativa eficiente e coesa, elaborando com minúcia os elementos de sua trama que prima pelos acertados enquadramentos e movimentos de câmera. Aliás, Alfredson tem um jeito único e inteligente de filmar e contar uma história, com cenas tão representativas que mesmo momentos triviais protagonizados pelos personagens configuram componentes essenciais ao contexto do longa. O que está na tela pode e deve ser interpretado como fundamental no desenrolar da história.

A fotografia, muito bem trabalhada, ajuda a compor com primazia o melancólico e dramático clima de Guerra Fria que é de vital importância para o sucesso artístico do longa. O cineasta utiliza bem o conceito de espaço-tempo em uma obra não-linear, cheia de idas e vindas. Como em um jogo de espionagem, os telespectadores desempenham o papel de observadores, coletando pistas e caminhando lado a lado com o protagonista na busca da resolução do intrincado enigma.

Todos do elenco defendem seus personagens com excelência. O filme é de Gary Oldman, obviamente, que com seu constante semblante melancólico (que contrasta com o nome de seu personagem, vejam só!), não está apenas competente, mas brilhante, em uma das performances mais memoráveis de sua carreira. Seu George Smiley é um velho, exausto e solitário espião aposentado, mas persistente, astuto e talentoso. Collin Firth – vencedor do Oscar de 2011 na categoria Melhor Ator por O Discurso do Rei – também aparece em ótimo momento; e Benedict Cumberbatch, o jovem intérprete de Sherlock, seriado da BBC, impressiona com sua atuação segura.

A trama intrincada não impacta por um excesso de violência gráfica, aliás, é pouca violência que vemos na tela, mas quando esta é mostrada é em caráter duro e realista e nunca de maneira gratuita. O longa de Alfredson impacta, na verdade, pelo enredo magistral, pelo roteiro inteligente, pela forma madura com que o cineasta filma e adapta o romance de John le Carré para as telas.

E, mais uma vez, o diretor de Deixa Ela Entrar mostra porque merece ser considerado um dos grandes nomes do cinema atual.

Andrizy Bento

[Cinema] Bons filmes em Janeiro

A programação dos cinemas de todo o país já conta com algumas boas opções em cartaz. É o caso de O Espião Que Sabia Demais e Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras. O primeiro é excelente e conta com uma performance segura e poderosa de Gary Oldman. Já o segundo cumpre bem seu papel como entretenimento, mas confesso que estou mais de olho na série da BBC, Sherlock, dica de dois colegas de blog, e que pretendo conferir ainda esse mês. Hoje estréia o tão aguardado TinTin e tem outros filmes vindo por aí. Nada de desculpa para não ir ao multiplex mais próximo, porque tem ótimas e interessantes opções te aguardando nas salas de projeção. Confira os trailers:

Estréias Janeiro 2012:

20/01

As Aventuras de Tintin 

27/01

J. Edgar 

27/01

Millenium – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres 

27/01

Os Descendentes 

27/01

Precisamos falar sobre o Kevin (Pois é, precisam falar sobre mim)

Logo mais, eu apareço com um post sobre o que mais vai rolar nos cinemas durante esse ano de 2012 e outro com as nossas indicações referentes ao ano que passou, 2011. Aguardem 😉

Kevin Kelissy