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O Artista

O Artista diz muito, mesmo sem dizer quase nenhuma palavra. É repleto de matizes e tons, mesmo sem nenhuma cor. O filme celebra o cinema mudo e em preto e branco, prestando um tributo, com sua estética nostálgica, aos tempos em que os atores, devido à ausência de falas, se apoiavam unicamente nas expressões, no gestual, nos trejeitos, na comédia física, um tanto quanto caricatural, mas sem perder a graciosidade.

Por transmitir aquela magia dos velhos tempos do cinema, resgatando os primórdios da sétima arte, O Artista nos dá aquela doce impressão de que o cinema mudo nunca deveria ter sido totalmente desprezado. Se valendo por vezes de recursos metalinguísticos, desafia o status quo do cinema moderno e faz de conta que os diálogos e palavras são superestimados, afinal, no cinema, a imagem é o essencial. É nada mais do que a arte de contar uma boa história sem que os personagens precisem abrir a boca, através apenas de cenas inspiradas como é o caso do pesadelo do protagonista com o grande vilão do filme: o cinema falado. O espectador já percebe de antemão que se trata de um sonho, mas isso não tira nem um pouco do barato da seqüência que não só é uma das melhores do longa, como das mais brilhantes dos últimos tempos.

Michel Hazanavicius, aqui, parece compreender exatamente como seu estilo pode ser funcional, e o trabalha de modo criativo e inteligente. O Artista pode contar com um enredo simples e possuir um caráter genuíno, mas não é necessariamente ingênuo. A embalagem parece modesta, mas o conteúdo é até delicado. Há leveza no ritmo e na interpretação deliciosa de seu elenco. É um filme redondinho e minimalista, sem ser óbvio ou burocrático. Não é apenas mais um filme prescindível e nem por utilizar recursos do cinema antigo, significa que ele é antiquado e retrógrado. Muito longe disso. Retrógrado era o vencedor do Oscar do ano passado, O Discurso do Rei. Este, O Artista, é um filme mudo e preto e branco como não se fazia antigamente. Um filme simples e belo como quase não se faz mais atualmente.

Andrizy Bento

Nossos Heróis

O Espetacular Homem Aranha

O problema de se saber demais a respeito de uma determinada obra – um livro ou uma HQ, mais precisamente –  é que você nunca (nunca mesmo), vai ficar suficientemente empolgado com um filme baseado nela, sem levar em consideração diversos fatores, sem ficar temeroso por criar tantas expectativas e, depois, o resultado final não corresponder a elas. Vejam: eu leio Homem Aranha desde os 6 anos. Praticamente aprendi a ler com o Aranha, então, querendo ou não, sempre vou ter aquela pontada de desconfiança e analisar a coisa toda com certo ar professoral. Ainda que não intencionalmente.

Veja o caso da Andrizy e dos X-Men, principalmente este último filme, o First Class. Enquanto muita gente diz que é o melhor filme dos mutantes, Andrizy discorda e com razão. O filme superou as expectativas da nossa blogueira-chefa, mas ela se acostumou a ler uma “outra primeira classe” que nem de longe era formada por aqueles personagens que estavam na tela quando ela foi ver XMFC.

Totalmente compreensível.

O que funcionava na trilogia anterior do Aranha, assinada por Sam Raimi, é que sabíamos de antemão que se tratava de uma releitura do herói com algumas licenças poéticas. Os filmes do Raimi eram bem autorais, tratavam-se da versão dele para o aracnídeo.  Era tudo uma  questão de imaginar que o Raimi era um roteirista de histórias em quadrinhos chamado para contar uma nova e distinta versão do mítico herói. Contudo, os filmes mantinham o ritmo, o espírito e o clima das antigas histórias do Amigão da Vizinhança. O cineasta pegou as características essenciais da história e do personagem e fez uma releitura de respeito do mais famoso personagem da Marvel. E esse era o grande trunfo da trilogia anterior.

O diretor Marc Webb preferiu manter a fidelidade ao material de origem, sem alterações e mudanças drásticas ou significativas em relação ao original, apostando no dinamismo e na essência das HQ’s Ultimate. Como eu disse em um post passado, o enredo deste novo filme do teioso, se aproxima mais da origem do personagem nas histórias em quadrinhos.  Vamos deixar claro que, embora eu ame a Kirsten Dunst (a ponto de até ter o clipe do chatíssimo Savage Garden estrelado por ela no meu mp4, o qual eu assisto sempre sem som) ela não era a escolha ideal para encarnar Mary Jane na tela; não tinha o biótipo correto para a personagem. Já Emma Stone parece extremamente convincente como Gwen Stacy. E se Tobey Maguire já vestia o uniforme do Aranha com dignidade, Andrew Garfield, felizmente, vai pelo mesmo caminho. O importante é compreender a essência e a humanidade do herói e do cara por trás da máscara do herói. E isso, Maguire fez e Garfield, pelo pouco que vimos, vem fazendo também, além de injetar mais momentos de humor que era o que faltava na trilogia anterior. O filme também destaca os problemas do aracnídeo com a polícia. Até agora tudo parece sensacional. Um tanto quanto justificado e explicado demais, mas isso não interfere em nada e é mais do que comum em filmes de origem, especialmente hoje em dia. Esperamos por um filme inteligente, empolgante e divertido.

Os Vingadores

Eu tenho um exército.

Nós temos um Hulk.

A melhor coisa do trailer é o Homem de Ferro, aliás, que fique bem claro que, pra mim, a melhor adaptação da Marvel é o Homem de Ferro. Favreau fez o que deveria ser feito em termos de adaptação de quadrinhos. Os longas do Ferroso são cheios de ação, eletrizantes, consistentes, emocionantes e bem humorados.

Ta que todo mundo vai dizer que X2 é a melhor adaptação, blábláblá, mas ainda acho que X-Men não atingiu todo o seu potencial na telona, coisa que o Favreau conseguiu fazer em seus dois filmes do Homem de Ferro, explorando de maneira eficiente a mitologia e personalidade do herói.

Acho que os fãs de quadrinhos concordam comigo quando digo que Homem de Ferro é uma tradução mais que bem feita e fiel de HQ’s para a tela grande (os fãs legais, não os puristas chatos duzinferno que pensam que só eles entendem de quadrinhos e se acham no direito de dizer que os outros não entendem nada e além de tudo são uns toscos – pra não dizer coisa mais grave – por não entenderem que nem tudo o que funciona nas comics, funciona nas telas; que é possível ser fiel à essência, mas não dá pra reproduzir letra por letra de mais de 50 ou 60 anos de quadrinho0s no cinema). Os filmes do Thor e do Capitão América são corretos, divertidos, feitos a partir de uma fórmula que não tem como errar a mão ou fazer não funcionar. Mas Homem de Ferro é mais do que isso, são longas mais completos. Os Vingadores, o trailer está do jeito que a gente gosta. Muita adrenalina, recheado de diálogos espertos, repleto de cenas de ação memoráveis e dando aquela ideia de realização de sonho dos fanboys. Espero que Joss Whedon tenha feito sua tarefa direito além de justiça aos nossos aclamados Vingadores. Ansiedade é a palavra do momento. Que pena que ainda é fevereiro.

Kevin Kelissy 

Bons Filmes em Fevereiro

Oee! E aí? Curtiram as boas opções de filmes em janeiro? Pois agora chegou a hora de conferir os destaques do cinema em fevereiro. Tem o aguardado O Artista, a grande aposta dentre os indicados ao Melhor Filme do Oscar deste ano; Star Wars, mas calma! Não é um novo filme da saga, é apenas o Episódio 1 sendo relançado em 3D; O promissor Hugo Cabret; o novo longa do Motoqueiro; Meryl Streep mostrando porque é considerada uma das melhores atrizes de todos os tempos; Daniel Radcliffe provando que é muito mais do que Harry Potter; entre outros. Opção é o que não falta.

E você? Qual vai ver primeiro? 😉

10/02

O Artista

10/02

Star Wars: Episódio 1 – A Ameaça Fantasma 3D

17/02

A Invenção de Hugo Cabret 

17/02

Motoqueiro Fantasma 2: O Espírito da Vingança 

17/02

A Dama de Ferro 

17/02

O Homem que Mudou o Jogo 

17/02

Beleza Adormecida 

24/02

Drive 

24/02

A Mulher de Preto

Fonte: Cinepop

Kevin Kelissy

Tinker Tailor Soldier Spy

Recentemente aposentado de seus serviços na Circus, a divisão de elite do serviço secreto britânico, o veterano espião George Smiley (Gary Oldman) é convocado a voltar à ativa quando toma conhecimento de um agente duplo infiltrado que vem trabalhando há anos para os soviéticos. Cabe, portanto, a Smiley investigar o caso e descobrir qual dos membros da Circus é o traidor.

Dizer que Tinker Tailor Soldier Spy (que, no Brasil, recebeu o insosso título de O Espião que Sabia Demais, que pode ser facilmente confundido com o título de um filme de Hitchcock) é um complicado e esquemático quebra-cabeça ou uma partida de xadrez bem arquitetada, é florear uma narrativa que não careceu de floreios para ser contada nas telonas. Ou que se trata de um filme sobre moral ou traição é minimizar o real significado da obra, tornar simplista um grande filme cujo um dos principais méritos é não render-se aos chavões narrativos de outras obras do gênero.

Tomas Alfredson é detalhista, dirige com mão segura e conduz uma narrativa eficiente e coesa, elaborando com minúcia os elementos de sua trama que prima pelos acertados enquadramentos e movimentos de câmera. Aliás, Alfredson tem um jeito único e inteligente de filmar e contar uma história, com cenas tão representativas que mesmo momentos triviais protagonizados pelos personagens configuram componentes essenciais ao contexto do longa. O que está na tela pode e deve ser interpretado como fundamental no desenrolar da história.

A fotografia, muito bem trabalhada, ajuda a compor com primazia o melancólico e dramático clima de Guerra Fria que é de vital importância para o sucesso artístico do longa. O cineasta utiliza bem o conceito de espaço-tempo em uma obra não-linear, cheia de idas e vindas. Como em um jogo de espionagem, os telespectadores desempenham o papel de observadores, coletando pistas e caminhando lado a lado com o protagonista na busca da resolução do intrincado enigma.

Todos do elenco defendem seus personagens com excelência. O filme é de Gary Oldman, obviamente, que com seu constante semblante melancólico (que contrasta com o nome de seu personagem, vejam só!), não está apenas competente, mas brilhante, em uma das performances mais memoráveis de sua carreira. Seu George Smiley é um velho, exausto e solitário espião aposentado, mas persistente, astuto e talentoso. Collin Firth – vencedor do Oscar de 2011 na categoria Melhor Ator por O Discurso do Rei – também aparece em ótimo momento; e Benedict Cumberbatch, o jovem intérprete de Sherlock, seriado da BBC, impressiona com sua atuação segura.

A trama intrincada não impacta por um excesso de violência gráfica, aliás, é pouca violência que vemos na tela, mas quando esta é mostrada é em caráter duro e realista e nunca de maneira gratuita. O longa de Alfredson impacta, na verdade, pelo enredo magistral, pelo roteiro inteligente, pela forma madura com que o cineasta filma e adapta o romance de John le Carré para as telas.

E, mais uma vez, o diretor de Deixa Ela Entrar mostra porque merece ser considerado um dos grandes nomes do cinema atual.

Andrizy Bento

[Cinema] Bons filmes em Janeiro

A programação dos cinemas de todo o país já conta com algumas boas opções em cartaz. É o caso de O Espião Que Sabia Demais e Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras. O primeiro é excelente e conta com uma performance segura e poderosa de Gary Oldman. Já o segundo cumpre bem seu papel como entretenimento, mas confesso que estou mais de olho na série da BBC, Sherlock, dica de dois colegas de blog, e que pretendo conferir ainda esse mês. Hoje estréia o tão aguardado TinTin e tem outros filmes vindo por aí. Nada de desculpa para não ir ao multiplex mais próximo, porque tem ótimas e interessantes opções te aguardando nas salas de projeção. Confira os trailers:

Estréias Janeiro 2012:

20/01

As Aventuras de Tintin 

27/01

J. Edgar 

27/01

Millenium – Os Homens Que Não Amavam As Mulheres 

27/01

Os Descendentes 

27/01

Precisamos falar sobre o Kevin (Pois é, precisam falar sobre mim)

Logo mais, eu apareço com um post sobre o que mais vai rolar nos cinemas durante esse ano de 2012 e outro com as nossas indicações referentes ao ano que passou, 2011. Aguardem 😉

Kevin Kelissy

[Dicas] Top 5 Melhores Trilhas de Filmes

Boa noite!
Hoje, lhes trazemos um artigo de nossa mais nova colaborada, Juliana Lira. E ela começa muito bem falando a respeito de trilhas sonoras de filmes. Mas não pensem que ela se rendeu às obviedades e caiu no lugar-comum de indicar as trilhas mais clássicas, tradicionais, e que são citadas constantemente pela blogosfera afora. Você não vai ver Pulp Fiction, O Poderoso Chefão ou Star Wars por aqui (todas ótimas, mas sempre referenciadas quando o assunto é trilha sonora). A Ju surpreendeu e escolheu algumas trilhas deliciosas que valem a pena conferir.

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Olá leitores do Bloggallerya!

Desde o dia em que eu descobri o cinema e os downloads, foi que eu consegui alimentar ainda mais o meu vício por música. Não é qualquer música, é uma música específica feita dentro de um contexto: as trilhas sonoras de filmes.

É impossível evitar. Se eu assisto a qualquer filme, eu presto muito mais atenção nas músicas tocadas do que necessariamente no longa em si. Claro, isso vai depender também da trama, que mesclada a uma boa trilha sonora faz o espectador mergulhar na história.

Foi difícil escolher só cinco trilhas, todas elas de filmes que eu já assisti até enjoar, mas o critério foi aquelas trilhas que marcaram minha vida de alguma forma.

Play Now!

5º Lugar

The Phantom Of The Opera (“O Fantasma da Ópera)

O longa de Joel Schumacher de 2004 é uma adaptação do romance de Gaston Leroux. Andrew Lloyd Webber é quem assina a trilha sonora, também o responsável pela trilha do musical da Broadway, estrelado e cantado por Sarah Brightman e Michael Crawford. No filme, as músicas são cantadas por Emmy Rossum e Gerard Butler que integram o elenco. O filme foi indicado a três estatuetas Oscar, dentre elas a de Melhor Canção Original.

Sem sombra de dúvida, foi uma trilha que embalou minha vida desde o dia que eu comprei o DVD. Óbvio que quem não curte uma boa ópera vai ficar com o pé atrás, principalmente em relação ao filme que é um drama musical. A trilha original do musical da Broadway também é ótima… Mas é com a do filme que fica o quinto lugar.

Playlist

1. Overture
2. Think of Me
3. Angel of Music
4. The Mirror (Angel of Music)
5. The Phantom of the Opera
6. The Music of the Night
7. Prima Donna
8. All I Ask of You
9. All I Ask of You (Reprise)
10. Masquerade
11. Wishing You Were Somehow Here Again
12. The Point of No Return
13. Down Once More/Track Down This Murderer
14. Learn to be Lonely

Gosto de muitas músicas da trilha, em especial “Think Of Me”, “All I Ask For You” e a famosa canção “The Phantom Of The Opera”.

4º Lugar

Sherlock Holmes

Lançado em 2009 para a loucura dos fãs sherlockianos (oi, honeys!), dirigido por Guy Ritchie, o longa é baseado na obra de Arthur Conan Doyle, com Robert Downey Jr., Jude Law e Rachel McAdams no elenco. A trilha sonora é assinada por ninguém menos que Hans Zimmer, famoso por compor trilhas de diversos longas de sucesso memoráveis.

O interessante do estilo da trilha sonora de Sherlock Holmes é a incorporação de instrumentos como o arcodeon e diversos outros pouco conhecidos, o que dá um charme a mais ao filme, além de ser muito divertida e prazerosa de ouvir. Percebe-se que Zimmer se incorporou mesmo no personagem Holmes. Escutem a trilha e tirem a prova para saberem do que eu estou falando…

E para a alegria dos sherlockianos, Hans Zimmer também compôs a trilha do segundo filme, “A Game Of Shadows” (O Jogo das Sombras) previsto para estrear apenas em Janeiro de 2012.

Playlist

01. Discombobulate
02. Is It Poison, Nanny
03. I Never Woke Up In Handcuffs Before
04. My Mind Rebels At Stagnation
05. Data, Data, Data
06. He’s Killed The Dog Again
07. Marital Sabotage
08. Not In Blood, But In Bond
09. Ah, Putrefaction
10. Panic, Shear Bloody Panic
11. Psychological Recovery … 6 Months
12. Catatonie

Destaco a primeira faixa “Discombobulate”, “I Never Woke Up In Handcuffs Before” e “Marital Sabotage”. 

3º Lugar

Harry Potter and The Prisioner Of Azkaban (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban)

Eu não poderia deixar de fora essa obra-prima de John Williams. O filme dirigido por Alfonso Cuarón lançado em 2004, baseado na obra de J.K. Rowlling teve a trilha sonora indicada ao Oscar e ao Grammy Awards de 2005.

De toda a trilha da saga Harry Potter, essa foi a primeira que eu escutei, e sem exageros, considero a melhor.

Uma das coisas que eu prezo muito numa trilha sonora é você ser capaz de visualizar aquela cena do filme só de ouvir a música. Acontece exatamente isso comigo quando escuto a trilha de “O Prisioneiro de Azkaban”.

A trilha em si é bem mesclada em canções leves e divertidas enquanto outras são de um tom mais carregado e sombrio, o que é bem a cara do filme.

Playlist

01. Lumos´ (Hedwig´s Theme)
02. Aunt Marge´s Waltz
03. The Knight Bus
04. Apparition on the Train
05. Double Trouble
06. Buckbeak´s Flight
07. A Window to the Past
08. The Whomping Willow and the Snowball Fight
09. Secrets of the Castle
10. The Portrait Gallery
11. Hagrid the Professor
12. Monster Books and Boggarts´
13. Quidditch, Third Year
14. Lupin´s Transformation and Chasing Scabbers
15. The Patronus Light
16. The Werewolf Scene
17. Saving Buckbeak
18. Forward to Time Past
19. The Dementors Converge
20. Finale
21. Mischief Managed

Difícil escolher só algumas canções, mas destaco “Lumos (Hedwing’s Theme)”, “Double Trouble” e “A Window To The Past”, essa última, inclusive,  me faz chorar…

2º Lugar

A Walk To Remember (Um Amor para Recordar)

Essa trilha sonora é mais do que clássica para mim. Filme lançado em 2002, baseado no romance de Nicholas Sparks, dirigido por Adam Shankman, possui uma trilha sonora composta por vários artistas, entre eles Switchfoot e pelos próprios protagonistas, Mandy Moore e Shane West.

Sou suspeita para falar o quanto essa trilha sonora tem significado para mim. Muitos momentos bons da minha vida foram marcados com as músicas desse filme. Lembro que até foi uma das primeiras trilhas que eu escutei, e toda vez que eu escuto uma ou outra faixa, me dá aquela saudade…

Playlist

“Dare You To Move” – Switchfoot
“Cry” – Mandy Moore
“Someday We’ll Know” – Mandy Moore, Jon Foreman
“Dancing in The Moonlight” – 2001 Remix Toploader
“Learning To Breathe” – Switchfoot
“Only Hope” – Mandy Moore
“It’s Gonna Be Love” – Mandy Moore
“You” – Switchfoot
“If You Believe” – Rachael Lampa
“No One” – Cold
“So What Does It All Mean?” – West, Gould & Fitzgerald
“Mother, We Just Can’t Get Enough” – New Radicals
“Cannonball” – The Breeders
“Friday On My Mind” – Noogie
“Empty Spaces” – Fuel
“Only Hope” – Switchfoot

A trilha inteira é muito boa, porém gosto bastante de “Learning To Breathe”, “Only Hope” e “Empty Spaces”.

Que rufem os tambores para o primeiro lugar!

Era de se esperar, particularmente falando, que a trilha de “A Walk To Remember” fosse o primeiro lugar.

É, deveria sim, porque foi aquela primeira trilha mesmo que eu escutei. Foi a partir dela que eu comecei a escutar outras trilhas de filmes.

No entanto, há uma trilha sonora em especial que fez muito mais do que marcar minha vida.

E é dela o primeiro lugar!

1º Lugar

Pride & Prejudice (“Orgulho e Preconceito”)

Obviedades ou não, a adaptação do romance de Jane Austen, dirigido por Joe Wright, com Keira Knightley e Mattew Macfadyen, estreado em 2005, tem a trilha assinada por Dario Marianelli, com performances do pianista Jean-Yves Thiabaudet, que inclusive foi indicado a quatro estatuetas do Oscar, incluindo o de Melhor Trilha.

O que eu posso dizer da trilha maravilhosa desse filme? Que além de marcar a minha vida, também me inspira? Que a partir dela que eu comecei a ouvir música clássica e a gostar o gênero também?

Ainda sim não vai ser o suficiente. O que eu posso dizer para você, caro ser desta galáxia, é que a suavidade das canções de Marianelli é uma maravilha para os ouvidos. Nunca gostei tanto de um piano e de um violino como na trilha de “Orgulho e Preconceito”. E assim como na mencionada trilha de Harry Potter, esta também faz você mergulhar na história de Elizabeth e Mr. Darcy, além de fazer você criar sua própria história.

Playlist

1. Dawn
2. Stars And Butterflies
3. The Living Sculptures Of Pemberley
4. Meryton Townhall
5. The Militia Marches In
6. Georgiana
7. Arrival At Netherfield
8. APostcard To Henry Purcell
9. Liz On Top Of The World
10. Leaving Netherfield
11. Another Dance
12. The Secret Life Of Daydreams
13. Darcy’s Letter
14. Can’t Slow Down
15. Your Hands Are Cold
16. Mrs. Darcy
17. Credits

Não, não vou selecionar só uma canção. A trilha inteira por si só já é mais do que digna de destaque.

Atualmente está na minha playlist de trilhas sonoras a da franquia “Piratas do Caribe”, “Amanhecer – Parte I” e a do filme “Meu Monstro de Estimação”, todas incríveis.

E aí? Tem alguma trilha de filme especial? Aquela que, de alguma forma, marcou sua vida? Não deixem de comentar!

Espero que tenham gostado.

Abraços!

 Juliana Lira