Elvis Presley Comeback Special

Que Elvis Presley foi um artista icônico, todo mundo sabe. Mas mesmo os Reis enfrentam fases difíceis e são obrigados a lidar com os altos e baixos da carreira. E no universo da música pop é comum uma carreira oscilar entre sucessos e fracassos. E isso ocorre desde sempre. Nem o ídolo mais do que memorável passou incólume.

Desde a sua volta do exército, em 1960, Elvis Presley decidiu focar na carreira de ator. Seu primeiro filme, G.I. Blues (1961) foi um incrível sucesso nos cinemas e a trilha sonora se tornou mais um disco de ouro do Rei.

Até 1964, seus filmes continuaram rendendo muito dinheiro e mais discos de ouro. Mesmo com papéis fáceis de interpretar e músicas cada vez mais distantes do seu bom e velho rock’n roll, o público continuava entusiasmado com Elvis. Mas, a partir de 1964, os roteiros começaram a empobrecer e seus personagens a ficar sem noção. As músicas escolhidas para as filmagens eram ruins e Elvis estava muito descontente com o rumo de sua carreira. O astro sentia falta do contato com o público. Seu último show havia sido em 1961.

No início de 1968, seu empresário, Coonel Tom Parker, fez contato com a rede de TV NBC para um especial de TV para Elvis, na verdade um especial de Natal. A NBC contratou o produtor Steve Binder para dirigir o programa. Steve, por sua vez, não era fã da música de Elvis e muito menos de seus filmes.

Em uma conversa particular entre Elvis e Steve, o produtor explicou sobre a idéia de um especial de Natal e disse que achava a proposta um tanto infantil, além de acrescentar que Elvis estava ultrapassado para os jovens da época. Steve esperava que Elvis ficasse magoado com sua franqueza, mas o cantor disse que concordava e sentia que os jovens já nem se lembravam mais dele.

Em uma hora de reunião, Elvis e Steve ficaram amigos e acertaram que iriam deixar de lado o especial de Natal e fazer um verdadeiro especial de TV. A volta de Elvis Presley aos palcos.

O especial recebeu o título de “Comeback Special” e foi dividido em 3 partes. Uma apresentação ao vivo com a banda, considerado o primeiro acústico do rock’n roll. Outra apresentação, mas gravada, incluindo roteiro e figurino, com músicas gospel, blues, rock e jazz rock. E a parte final que compreenderia o fechamento do especial com Elvis cantando “If I Can Dream”, uma música sobre paz, contra os tempos de guerra.

A volta de Elvis aos palcos foi um sucesso mundial quando transmitida em 1968 (houve uma reprise em 1970) na TV por vários motivos. 1º trazia músicas novas e cantadas com entusiasmo por Elvis. 2º mostrou ao mundo um “novo Elvis”, vestido de couro e muito mais maduro. 3º modernizou a imagem do astro, que voltou a ser o Rei e também voltou a ser um ídolo dos jovens.

Elvis havia voltado ao lugar ao qual pertencia, havia retornado aos palcos.

Eduardo Molinar

Nas prateleiras: Lançamentos em Blu-ray – Abril

A Imagem Filmes lança agora, neste mês de abril, um título de catálogo em BD. Jackie Brown, de Quentin Tarantino, chega ao mercado em Blu-ray, com formato de tela 16:9 Widescreen 1080p, áudio em inglês, legendas em português e inglês, e vários extras bacanas – incluindo cenas deletadas, estendidas e sequência alternativa para os créditos iniciais, entre outras curiosidades a respeito do filme. Talvez seja um dos trabalhos menos alardeados de Tarantino, mas de qualquer forma, vale a pena ter na estante.

Além deste, outros lançamentos em BD da Imagem são Os Imortais e o nacional Dois Coelhos.

A Paramount lança o quarto filme da série Missão: Impossível – Protocolo Fantasma em BD e a Playarte anuncia para o mês de abril o O Espião Que Sabia Demais com Gary Oldman.

Já a Paris Filmes vem com dois títulos interessantes: A Dama de Ferro, filme que garantiu o Oscar de Melhor Atriz para Meryl Streep, e Precisamos Falar Sobre o Kevin. E dentre os lançamentos da Universal estão Um Dia e Roubo nas Alturas.

O destaque da Warner é a primeira temporada da cultuada série Game of Thrones, que conta com cinco discos. A distribuidora também anuncia para esse mês, o combo que inclui o BD e mais o BD em 3D de Happy Feet – O Pingüim.

A Disney também lança uma edição combo  de Cavalo de Guerra que inclui DVD e BD. Além de Pocahontas 1 e 2 no formato Blu-ray disc.  Já a Fox vem com o longa infantil Alvin e Os Esquilos 3.

Andrizy Bento Kevin Kelissy

Nas prateleiras: Lançamentos de Livros – Abril

Delírio – Lauren Oliver

Neste romance de Lauren Oliver, o amor é uma doença. Literalmente. A pior de todas as doenças. E não há como contê-lo uma vez que estiver instalado na corrente sanguínea. Contudo, com o avanço da ciência, é descoberta uma cura e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados assim que completarem 18 anos. A personagem central do livro é Lena Halloway, que espera ansiosamente pelo seu aniversário de 18 anos para que possa ser submetida à intervenção cirúrgica e, assim, ser curada e dispensar todos os sentimentos contraditórios que o amor acarreta, vivendo tranqüila, segura e em paz. Após ser curada, Lena, assim como todas as demais jovens de sua idade, será encaminhada pelo governo para uma faculdade e lhe será designado um marido. Mas faltando apenas algumas semanas para iniciar o tratamento, ela se apaixona. E aí surge o dilema. Depois de experimentar esse inesperado apanhado de novas sensações e sentimentos, resta apenas uma escolha. Optar ou não pela cura. O livro, da mesma autora de Antes que eu vá, é o primeiro volume de uma trilogia distópica, sucedido por Pandemonium, já lançado nos Estados Unidos no começo de 2012 e Requiem, com previsão de lançamento para fevereiro do ano que vem nos EUA. Delírio é um lançamento da editora Intrínseca e conta com 352 páginas para se ler em questão de poucas horas e aguardar pela seqüência.

Estilhaça-me – Tahereh Mafi

O toque de Juliette é fatal, mas ninguém sabe explicar o motivo. Em um mundo no qual a doença vem cada vez mais dizimando a população, a comida é escassa e nem a cor das nuvens é mais a mesma, ninguém dá atenção ao problema de uma garota de 17 anos como Juliette.  Ela nunca foi bem aceita na escola e era vista como um problema para os próprios pais. O simples fato de tocar alguém e conseqüentemente matar, fez com que ela fosse encarcerada aos 14 anos de idade. As coisas passam a mudar quando ela começa a se relacionar com o guarda de sua cela, Adam. Ao ser supostamente liberta, depois de três anos presa, Juliette se vê diante de uma sociedade opressora e um governo ditatorial que a convida a usar seus poderes como arma e instrumento de tortura. Mais um lançamento que segue essa linha de romances fantásticos que abordam futuros distópicos e pós-apocalípticos – a nova onda no universo da literatura infanto-juvenil, depois de criaturas mágicas, vampiros e anjos. Estilhaça-me, ainda tem uma vibe X-Men. O fato de a protagonista possuir um toque letal, logo remete à mutante Vampira dos quadrinhos da Marvel Comics. Lançamento da editora Nova Conceito, 304 páginas.

Encantos – Série Fadas – Vol. 2 – Aprilynne Pike

A sequência do best-seller mundial, Asas, se passa seis meses depois dos eventos ocorridos no primeiro volume da série, quando Laurel descobriu ser uma fada e salvou o portal de entrada para Avalon. Agora, ela passará o verão estudando para aperfeiçoar e desenvolver melhor suas habilidades e adquirir conhecimentos como fada de outono. Contudo, ao se deparar com a hierarquia social do lugar, Laurel começara a repensar a sua escolha. Lançamento da editora Bertrand, 308 páginas.

O Circo da Noite – Erin Morgenstern

Tendo como plano de fundo a magia do circo, seus truques e encantos, um duelo e uma paixão entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, desenrolam-se. Um duelo para o qual os dois foram treinados desde a infância para participar e só um deles pode sobreviver. E uma paixão que se desenvolve à medida em que o circo viaja pelo mundo e a parceria entre eles vai ficando cada vez mais forte e intensa. Não é qualquer circo. É um circo em preto, branco e cinza, que abre ao anoitecer e fecha ao amanhecer, repleto de tendas lúdicas. Para conferir o desfecho do número, só lendo o livro. Um lançamento da editora Intrínseca, 387 páginas.

Uma Princesa de Marte – Edgar Rice Burroughs

O livro que inspirou o filme John Carter, ganha sua primeira versão brasileira do texto original, um século depois de sua publicação. O romance narra a saga do capitão John Carter, veterano da Guerra Civil Americana que tenta recomeçar sua vida após perder tudo o que possuía com o fim da Guerra. O que ele não contava era que seu caminho o levasse de forma inesperada a Marte, um planeta repleto de vida, com uma flora peculiar e fauna diversificada, habitada por estranhas raças constantemente em guerra umas com as outras. Carter acaba capturado pelos Tharks, uma raça de marcianos, e passa a lutar incessantemente por sua liberdade e pelo amor de Dejah Thoris, princesa de Helium. Graças à diferença gravitacional de Marte em relação à Terra, ele conquista o respeito dos habitantes além da confiança de importantes aliados e, claro, ganha poderosos inimigos. Uma aventura no mínimo inusitada, Uma Princesa de Marte é o primeiro livro de uma trilogia, seguido por Os Deuses de Marte e O Comandante de Marte, contando com um herói memorável e uma rica mitologia. Editora Aleph, 272 páginas.

Andrizy Bento

Bons filmes em abril

Uma releitura de um conto de fadas clássico, três filmes nacionais, a volta de Titanic em 3D, o retorno da turminha de American Pie e, finalmente, a estréia de Os Vingadores! Boas sessões pra vocês, leitores do Bloggallerya 🙂 e nossa equipe agradece as mais de 4.000 visitas!

O6/04

Espelho, Espelho Meu

06/04

Jovens Adultos

06/04

12 Horas

06/04

Xingu

13/04

Titanic 3D

20/04

American Pie: O Reencontro

20/04

Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios

27/04

Os Vingadores

27/04

Paraísos Artificiais

Kevin Kelissy

A Invenção de Hugo Cabret

Se Georges Méliès compreendia que cinema era mais do que filmar frivolidades e utilizou seu talento como ilusionista para revolucionar o cinema com o seminal Viagem à Lua, entre outros filmes, sendo posteriormente considerado o precursor do cinema sci-fi e dos efeitos especiais, Martin Scorsese compreende muito bem para que funciona a tecnologia 3D.

Depois da morte de seu pai (Jude Law), um relojoeiro, em um incêndio, Hugo (Asa Butterfield), um garoto de 12 anos, fica aos cuidados de seu tio, constantemente ébrio, com quem aprende o ofício de operar os relógios da estação de trem na Paris do começo dos anos 30. Seu tio, sem se importar com o garoto, some e o deixa sozinho realizando o trabalho de manter os relógios funcionando. Consigo, de sua antiga vida ao lado de seu pai, ele carrega um autômato, a última descoberta do relojoeiro que o encontrou abandonado em um velho museu. O andróide, com uma caneta na mão, parece aguardar para que o liguem e assim ela possa escrever uma importante mensagem. A chave para o mistério se encontra com Isabelle (Chloe Moretz), uma garota com quem logo Hugo faz amizade. A chave, neste caso, não está aqui como força de expressão. A menina realmente tem uma chave com um fecho em forma de coração que se encaixa perfeitamente na fechadura do robô. Finalmente, eles o ligam e a mensagem traçada no papel pelo autômato, os guia a uma grande aventura que simboliza, na verdade, um bonito tributo à sétima arte.

Os cenários de A Invenção de Hugo Cabret impressionam ainda mais por conta do bom proveito que Scorsese faz do 3D – A estação de trem é de deixar o público boquiaberto. De minha parte, mal espero pra saber o que o diretor ainda pode aprontar com esse recurso, já que em Hugo ele soube explorar e trabalhar o 3D como poucos, potencializando essa tecnologia e a utilizando para servir à narrativa, não tendo um roteiro escrito unicamente com a intenção de empregá-la. Os enquadramentos e movimentos de câmera trazem perspectiva e profundidade capazes de fazer com que o espectador se sinta, literalmente, dentro do filme, embarcando na história. São raros os cineastas que tem esse domínio tão pleno da mise en scène (esta, criada por Méliès), dos aspectos temporais e espaciais, da paleta de cores, do jogo de luz e sombras, dos enquadramentos e da movimentação dos atores em cena como é o caso de Scorsese.

Eu também sou do time que acha que Scorsese já foi melhor. Não que hoje ele se dedique a fazer trabalhos apressados e burocráticos para agradar estúdios e não tenha nenhuma paixão pelo que faz. Longe disso. O cineasta continua presenteando o público com trabalhos inspirados e autorais. Mas é fato que ele já trabalhou com personagens mais bem elaborados e complexos. Com Hugo, ele mostra que é um artesão de respeito e digno de aplausos. Mostra que Hollywood continua sendo a terra da magia e o cinema, a grande máquina de criar ilusões. Todavia, carece de um protagonista com mais escopo e substância, não encontrando na figura de seu personagem-título um herói capaz de cativar as platéias como era de se esperar. Isso, Hugo infelizmente não nos oferece. Hugo é um filme 3D que, infelizmente, não conta com um protagonista tridimensional. De qualquer forma, o longa de Scorsese, recordista de indicações ao Oscar de 2012 e vencedor de cinco estatuetas em categorias técnicas, mais do que vale a pena ser visto, por contar com visual exuberante e magníficas – e merecidamente premiadas – direção de arte e fotografia, compondo primorosas seqüências que fazem de Hugo um filme de encher os olhos e que mostra porque o cinema é pura magia, na acepção da palavra. Mas não pense que Hugo se trata apenas de estética, pois o enredo não deixa de ser atraente, encantador, ainda que um tanto didático. Em suma, uma bela ilusão orquestrada por Scorsese, capaz de deixar os amantes de cinema com um brilho nos olhos.

Afinal, o que é o cinema senão ilusório? Uma arte fabulosa que conta com um amplo leque de trucagens e possibilidades tecnológicas que nos faz viver um sonho em salas de projeção. É isso que Hugo Cabret deixa bem evidente em sua bela, justa e grandiosa homenagem ao cinema.

Andrizy Bento

Rita Lee Jones Carvalho

A ovelha negra da família, rainha do rock brasileiro, símbolo de independência feminina: Rita Lee, e suas várias facetas, deixou recentemente o mundo dos “palcos” para nossa infelicidade. Mas ainda bem que sua música é eterna e o seu legado também!

Falando assim, até parece que a Rita vai nos deixar… Pera lá’, não é nada disso!

Observe o comentário que ela fez em seu twitter anunciando sua pré-aposentadoria dos palcos:

“Coragem para mudar e continuar. Nem só de palco vive a música, bebê”.

Bem, fica uma deixa pra gente, fãs e admiradores de Rita Lee, que o ícone só está findando suas apresentações em palco, mas que talvez poderemos vê-la em outros trabalhos, outros projetos. Será? Afinal, ela fala em continuar… Em se tratando da ruivinha dos anos 60 creio que podemos esperar muito ainda…

E, claro, ela sai de cena, nos presenteando com um CD intitulado Reza, que já esta quase saindo do forno e você poderá tê-lo em suas mãos entre março e abril.

Confere a capa juntamente com o  trecho da música que intitula o albúm:

É impressão minha ou essa música é uma advertência às pessoas agourentas dessa vida? Particularmente, achei sensacional. Não poderia ser diferente em se tratando da talentosa e polêmica Rita Lee, aliás, falando em polêmica – que por sinal trata-se de uma palavra que já é a cara de Rita desde muito tempo – ela fez sua despedida dos palcos com tudo que tinha direito. Não é novidade pra ninguém que ela nunca foi mulher de levar desaforo para casa, como ela bem disse no vídeo altamente visualizado nos últimos dias, ela enfrentou a ditadura militar,sinônimo de opressão, tortura e outras coisas mais. Se você não viu,veja a rainha do rock soltando o verbo e mostrando a que veio:

E você pensa que acabou? não acabou não, hein!

No segundo semestre deste ano, estreia uma adaptação para o teatro da biografia Rita Lee Mora a Lado, escrito por Henrique Bartsch. Quem vai ter a responsabilidade de interpretar Rita é Mel Lisboa, que afirma estar fazendo aulas de violão, canto e expressão corporal para encarnar a roqueira.

Dá uma olhada nessa foto, Mel Lisboa já toda ruiva e logo ao lado nossa ruiva original. E aí, são parecidas?

Mutantes, Tutti Frutti, vegetariana, defensora dos direitos dos animais, teve mais de 60 milhões de cópias de discos vendidos, uma carreira de quase 50 anos, isso tudo e mais um pouco faz parte do grande histórico de  Rita Lee Jones Carvalho!

Uma artista que, na minha humilde opinião, representa força, coragem, atitude e personalidade singular no cenário musical brasileiro.

Eu deixo vocês com alguns  vídeos dos grandes hits da cantora, mulher, esposa, mãe de três filhos e muito guerreira!

Confere:

Ovelha Negra

Mania de Você

Lança Perfume

Esse tal de Roque Enrow

Agora só Falta Você

Baila Comigo

Desculpe o ”auê” com participação de Paula Toller

Amor e Sexo

Encerro com o clipe de Erva Venenosa, sarcástico e ameaçador!

Confesso que é o preferido da lista e gostaria de dedicá-lo a nossa amiga Adryz HerVen,

o codinome Herven 80 explica o porquê da dedicatória…

Um grande abraço, muita Paz, muita Luz e rock’n’roll, claro! 😉

Bianca Lumière

Uma poltrona macia, um balde de pipoca, alguns discos de vinil, umas revistas da Marvel e um encontro com Tarantino… De tudo um pouco ou nada disso