[Televisão] “A Christmas Carol” – Doctor Who

Doctor Who: Episódio Especial de Natal – 5ª Temporada

Eu nunca escrevi sobre Doctor Who aqui no blog (pretendo fazer isso em breve). Mas já que estamos próximos do Natal, decidi falar sobre esse episódio por aqui.

É incrível como esse especial de Doctor Who consegue ser duzentas vezes melhor do que aqueles filmes de natal com elementos sci-fi e de fantasia chinfrim que os estúdios insistem em lançar todo ano para depois serem reprisados a exaustão na Sessão da Tarde.

Para quem conhece a série, os elementos tradicionais da mitologia de Doctor Who estão todos lá. Viagens no tempo e espaço, universos paralelos, modificações na linha temporal, turnês por passagens memoráveis da história – com direito a esbarrões com figuras ilustres do passado (inclusive, Doctor fica noivo de Marilyn Monroe!).

O Doctor, sempre meio deslocado e perdido a princípio – mas cheio de boa vontade e dando a entender que sabe o que está fazendo, mesmo que não saiba –  faz com que as coisas mais confusas, embaraçosas e complicadas, pareçam tarefas e situações simples de lidar, que só requerem um pouco de tempo, imaginação e uma potente e esperta chave sônica para dar conta do recado.

E como é sempre dito ao longo da série, a vida pode ser reescrita. Dessa vez, Doctor se incumbe da tarefa de reconstruir a vida e reescrever as memórias de um homem poderoso, egoísta, insensível e mesquinho. E, como não poderia ser diferente, ele odeia o Natal. Doctor viaja até o seu passado, encontrando uma versão mais jovem daquele homem amargo, um garoto sensível de doze anos, e trata de lhe dar memórias felizes de Natais passados.

O objetivo principal é fazer com que o homem, que atende pelo nome de Kazran Sardick, use o poder que possui para salvar a vida de 4.003 habitantes do planeta Terra a bordo de uma nave em turbulência. Ele é, na verdade, o único que pode fazer iss,o por ter acesso a uma máquina controlada isomorficamente (ou seja, só ele consegue operá-la) que pode desativar uma nuvem que está gerando uma tempestade eletromagnética; e é exatamente isso que está interferindo no funcionamento da nave que pode cair a qualquer momento. A nuvem permanece o tempo todo sobre um planeta habitado por humanos, que é onde o amargo homem vive desde garoto e o cenário no qual se desenrola a trama desse episódio. Parece confuso e absurdo, mas até que é bastante plausível.

Dessa forma, Doctor tenta transformá-lo em um homem melhor para que ele perceba o quanto é importante fazer com que a nave pouse em segurança.

Seus habituais companheiros de viagens – Amy e Rory – portanto, cedem espaço a uma garota congelada, Abigail (interpretada por Katherine Jenkins), e a versão passada e ainda possuidora de um pouco de coração de Kazran, o homem do qual a história gira em torno (interpretado pelo Michael “Dumbledore” Gambon).

Claro que a inspiração maior para o episódio é o clássico natalino A Christmas Carol de Charles Dickens, com direito Doctor se passando pelo Fantasma do Natal Passado e Amy Pond se apresentando como o Fantasma do Natal Presente. Aquela história que estamos mais do que saturados de ler/ouvir/assistir desde crianças, em todos os especiais de Natal, e que já ganhou diversas releituras e adaptações ao longo dos anos – desde versões em desenhos animados até humorísticos da Rede Globo (!)

Mas em Doctor Who, a coisa é tão divertida, com um enredo sólido, funcional e tudo é tão bem arquitetado que é como se tratasse de uma história nova. Não se trata exatamente de reinventar uma trama mais do que clássica e conhecida. Mas do senso de diversão e de brincadeira aliados a uma narrativa edificante, nunca deixando de lado o espírito sci-fi da série, que acaba tornando mesmo os clichês, encantadores (e por clichês, leia-se a neve caindo no final do episódio depois de anos, a trágica história de amor e o próprio conto em si). Mesmo a vibe de feel good movie e o happy ending não tiram a graça do episódio que, como sempre, é divertido, criativo e até tocante.

O visual é um primor. A fotografia e os efeitos são tão bem trabalhados que fazem com que este episódio ganhe contornos e um tom acertado de fábula, além de um aspecto mais cinematográfico.

A ótima presença de cena e talento do ator Michael Gambon são apenas a cereja no topo do bolo de um dos episódios mais fantásticos de Doctor Who.

A Christmas Carol possui uma duração mais longa do que o usual da série, mas passa voando. Mal percebemos.

Se você vai ficar em casa no Natal e procura por uma boa alternativa para se assistir embaixo das cobertas ou naquelas sessões de filminhos e séries com os amigos e família, indico, ainda que você não seja um fã ou não conheça Doctor Who, dar uma chance a esse episódio. Provavelmente vai ser uma das coisas mais legais com o tema Natal que você viu nos últimos tempos. E periga até você começar o ano viciado em Doctor Who, baixando todas as temporadas da série 😉

Preview:

Fonte das imagens: http://uksriesdownload.blogspot.com /

 http://seriemserie.blogspot.com

A equipe do Bloggallerya deseja a todos um FELIZ NATAL!

Andrizy Bento

[Literatura] Os Instrumentos Mortais

Eu conheci o trabalho da Cassandra Claire no início do ano passado, pouco antes de começar o meu TCC sobre Fanfics ao lado das amigas e parceiras @Fer_Serpa, @prado_carol, @sah_fontoura e @leletistella.

Cassie Claire é autora da série Instrumentos Mortais, que já ganhou o mundo e agora se prepara para virar franquia cinematográfica. Mas antes, ela era conhecida como a autora da famosa trilogia Draco Dormiens. Nunca ouviu falar? Trata-se de uma fanfic. E o que são fanfics? Como o próprio nome diz, são ficções criadas por fãs a partir de uma determinada obra. Você se apropria de personagens ou situações e as recria, escreve sob seu ponto de vista ou preenche lacunas que ficaram nas histórias originais. Mais ou menos quando você se decepciona com um livro, filme ou seriado e pensa “ah, seria bem melhor se o final tivesse sido dessa maneira…”. Tem gente que, ao invés de apenas imaginar como seria o desfecho perfeito, vai pra frente do computador, escreve e publica em algum site de fics na internet.

Draco Dormiens é uma das mais, se não a mais, popular do gênero, que permitiu que Cassandra se tornasse famosa na internet (positiva e negativamente). A autora cruzou de maneira bem-sucedida as fronteiras entre o virtual e o impresso e realizou o sonho que 99% das ficwriters (escritoras de fanfics) possuem: lançou um material de sua autoria em formato de livro. Conseguiu publicar um original… Nem tão original assim, sejamos francos.

A leitura da série Instrumentos Mortais – sendo o primeiro volume Cidade dos Ossos, sucedido por Cidade das Cinzas, Cidade de Vidro e Cidade dos Anjos Caídos, esse último ainda não lançado no Brasil – é difícil. Não que a linguagem seja hermética demais. Pra falar a verdade, Cassandra é bem direta e objetiva em termos de linguagem, dona de um texto ágil e que sabe muito bem criar momentos de tensão (o que é essencial em se tratando do gênero pelo qual ela se aventura). Em suma, Cassandra não perde tempo com lenga-lenga desnecessário.

A leitura é difícil unicamente porque, para quem leu Harry Potter, é impossível dissociar uma coisa da outra. Os primeiros dez capítulos de Cidade dos Ossos foram, para mim, um sufoco. Eu não conseguia me desvincular de HP enquanto lia. Volta e meia, me pegava fazendo associações entre uma obra e outra.

Verdade seja dita: Clary e Jace, os protagonistas, são claramente inspirados em Ginny Weasley e Draco Malfoy. O bacana Luke, o licantrope, é baseado em Lupin. O grande vilão da história, Valentin, lembra muito Voldemort. Magnus Bane tem algo de Gilderoy Lockhart. Fora as comparações entre Ciclo e Comensais da Morte, varinhas e estelas…

Vou parar por aqui.

Claro que Cassandra tem lá seus méritos. Além de alguns já expostos, ela sabe equilibrar bem aventura e romance. Claire acerta exatamente no ponto em que J.K. Rowling falha, o aspecto “romântico” da história. O relacionamento entre Clary e Jace é bem desenvolvido, inicia-se de maneira tímida e evolui de forma satisfatória, embora a autora nos pregue uma peça com uma revelação chocante no final do primeiro volume que mais tarde é esclarecida para alívio dos leitores. A mitologia presente nos livros de Claire é até bem trabalhada, envolvendo anjos, demônios, além de um subtexto e referências religiosos (embora essa idéia já tenha sido explorada à exaustão em outras obras de conteúdo similar).

O problema consiste mesmo na construção de personagens, aspecto no qual Claire falha drasticamente. Jace até acaba por se revelar um personagem carismático lá pelas tantas, bem como seus amigos Alec e Isabelle. Mas é fato que Jace nada mais é do que o Draco Malfoy idealizado por grande parte dos fãs de HP que sentiram que o personagem foi um tanto negligenciado na obra de J.K. Rowling. Às vezes, durante a leitura de Instrumentos Mortais, se tem a impressão um tanto embaraçosa de se estar lendo uma fanfic de Harry Potter.

Outra falha está na forma como ela vai despejando lendas e mitos pelas páginas sem o menor comedimento. É uma salada de lobisomens, vampiros, fadas e outras criaturas do submundo, além de diversas nomenclaturas, classificações e um sem-número de referências que, por vezes, deixam o leitor zonzo e perdido, necessitando de um glossário. Muito embora, isso funcione mais como background e não chegue realmente a atrapalhar a trama principal.

Se não fosse por esses meros detalhes, estaríamos diante de uma obra bem interessante e atraente, uma digna releitura de seres mitológicos já velhos conhecidos do grande público. Contudo, Instrumentos Mortais revela-se como nada mais do que uma leitura divertida para um fim de semana ocioso.

Fonte das imagens: http://livrosfantasticos.com / 

http://instrumentosmortaisoficial.blogspot.com/

Andrizy Bento

[Dicas] Top 5 Melhores Trilhas de Filmes

Boa noite!
Hoje, lhes trazemos um artigo de nossa mais nova colaborada, Juliana Lira. E ela começa muito bem falando a respeito de trilhas sonoras de filmes. Mas não pensem que ela se rendeu às obviedades e caiu no lugar-comum de indicar as trilhas mais clássicas, tradicionais, e que são citadas constantemente pela blogosfera afora. Você não vai ver Pulp Fiction, O Poderoso Chefão ou Star Wars por aqui (todas ótimas, mas sempre referenciadas quando o assunto é trilha sonora). A Ju surpreendeu e escolheu algumas trilhas deliciosas que valem a pena conferir.

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Olá leitores do Bloggallerya!

Desde o dia em que eu descobri o cinema e os downloads, foi que eu consegui alimentar ainda mais o meu vício por música. Não é qualquer música, é uma música específica feita dentro de um contexto: as trilhas sonoras de filmes.

É impossível evitar. Se eu assisto a qualquer filme, eu presto muito mais atenção nas músicas tocadas do que necessariamente no longa em si. Claro, isso vai depender também da trama, que mesclada a uma boa trilha sonora faz o espectador mergulhar na história.

Foi difícil escolher só cinco trilhas, todas elas de filmes que eu já assisti até enjoar, mas o critério foi aquelas trilhas que marcaram minha vida de alguma forma.

Play Now!

5º Lugar

The Phantom Of The Opera (“O Fantasma da Ópera)

O longa de Joel Schumacher de 2004 é uma adaptação do romance de Gaston Leroux. Andrew Lloyd Webber é quem assina a trilha sonora, também o responsável pela trilha do musical da Broadway, estrelado e cantado por Sarah Brightman e Michael Crawford. No filme, as músicas são cantadas por Emmy Rossum e Gerard Butler que integram o elenco. O filme foi indicado a três estatuetas Oscar, dentre elas a de Melhor Canção Original.

Sem sombra de dúvida, foi uma trilha que embalou minha vida desde o dia que eu comprei o DVD. Óbvio que quem não curte uma boa ópera vai ficar com o pé atrás, principalmente em relação ao filme que é um drama musical. A trilha original do musical da Broadway também é ótima… Mas é com a do filme que fica o quinto lugar.

Playlist

1. Overture
2. Think of Me
3. Angel of Music
4. The Mirror (Angel of Music)
5. The Phantom of the Opera
6. The Music of the Night
7. Prima Donna
8. All I Ask of You
9. All I Ask of You (Reprise)
10. Masquerade
11. Wishing You Were Somehow Here Again
12. The Point of No Return
13. Down Once More/Track Down This Murderer
14. Learn to be Lonely

Gosto de muitas músicas da trilha, em especial “Think Of Me”, “All I Ask For You” e a famosa canção “The Phantom Of The Opera”.

4º Lugar

Sherlock Holmes

Lançado em 2009 para a loucura dos fãs sherlockianos (oi, honeys!), dirigido por Guy Ritchie, o longa é baseado na obra de Arthur Conan Doyle, com Robert Downey Jr., Jude Law e Rachel McAdams no elenco. A trilha sonora é assinada por ninguém menos que Hans Zimmer, famoso por compor trilhas de diversos longas de sucesso memoráveis.

O interessante do estilo da trilha sonora de Sherlock Holmes é a incorporação de instrumentos como o arcodeon e diversos outros pouco conhecidos, o que dá um charme a mais ao filme, além de ser muito divertida e prazerosa de ouvir. Percebe-se que Zimmer se incorporou mesmo no personagem Holmes. Escutem a trilha e tirem a prova para saberem do que eu estou falando…

E para a alegria dos sherlockianos, Hans Zimmer também compôs a trilha do segundo filme, “A Game Of Shadows” (O Jogo das Sombras) previsto para estrear apenas em Janeiro de 2012.

Playlist

01. Discombobulate
02. Is It Poison, Nanny
03. I Never Woke Up In Handcuffs Before
04. My Mind Rebels At Stagnation
05. Data, Data, Data
06. He’s Killed The Dog Again
07. Marital Sabotage
08. Not In Blood, But In Bond
09. Ah, Putrefaction
10. Panic, Shear Bloody Panic
11. Psychological Recovery … 6 Months
12. Catatonie

Destaco a primeira faixa “Discombobulate”, “I Never Woke Up In Handcuffs Before” e “Marital Sabotage”. 

3º Lugar

Harry Potter and The Prisioner Of Azkaban (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban)

Eu não poderia deixar de fora essa obra-prima de John Williams. O filme dirigido por Alfonso Cuarón lançado em 2004, baseado na obra de J.K. Rowlling teve a trilha sonora indicada ao Oscar e ao Grammy Awards de 2005.

De toda a trilha da saga Harry Potter, essa foi a primeira que eu escutei, e sem exageros, considero a melhor.

Uma das coisas que eu prezo muito numa trilha sonora é você ser capaz de visualizar aquela cena do filme só de ouvir a música. Acontece exatamente isso comigo quando escuto a trilha de “O Prisioneiro de Azkaban”.

A trilha em si é bem mesclada em canções leves e divertidas enquanto outras são de um tom mais carregado e sombrio, o que é bem a cara do filme.

Playlist

01. Lumos´ (Hedwig´s Theme)
02. Aunt Marge´s Waltz
03. The Knight Bus
04. Apparition on the Train
05. Double Trouble
06. Buckbeak´s Flight
07. A Window to the Past
08. The Whomping Willow and the Snowball Fight
09. Secrets of the Castle
10. The Portrait Gallery
11. Hagrid the Professor
12. Monster Books and Boggarts´
13. Quidditch, Third Year
14. Lupin´s Transformation and Chasing Scabbers
15. The Patronus Light
16. The Werewolf Scene
17. Saving Buckbeak
18. Forward to Time Past
19. The Dementors Converge
20. Finale
21. Mischief Managed

Difícil escolher só algumas canções, mas destaco “Lumos (Hedwing’s Theme)”, “Double Trouble” e “A Window To The Past”, essa última, inclusive,  me faz chorar…

2º Lugar

A Walk To Remember (Um Amor para Recordar)

Essa trilha sonora é mais do que clássica para mim. Filme lançado em 2002, baseado no romance de Nicholas Sparks, dirigido por Adam Shankman, possui uma trilha sonora composta por vários artistas, entre eles Switchfoot e pelos próprios protagonistas, Mandy Moore e Shane West.

Sou suspeita para falar o quanto essa trilha sonora tem significado para mim. Muitos momentos bons da minha vida foram marcados com as músicas desse filme. Lembro que até foi uma das primeiras trilhas que eu escutei, e toda vez que eu escuto uma ou outra faixa, me dá aquela saudade…

Playlist

“Dare You To Move” – Switchfoot
“Cry” – Mandy Moore
“Someday We’ll Know” – Mandy Moore, Jon Foreman
“Dancing in The Moonlight” – 2001 Remix Toploader
“Learning To Breathe” – Switchfoot
“Only Hope” – Mandy Moore
“It’s Gonna Be Love” – Mandy Moore
“You” – Switchfoot
“If You Believe” – Rachael Lampa
“No One” – Cold
“So What Does It All Mean?” – West, Gould & Fitzgerald
“Mother, We Just Can’t Get Enough” – New Radicals
“Cannonball” – The Breeders
“Friday On My Mind” – Noogie
“Empty Spaces” – Fuel
“Only Hope” – Switchfoot

A trilha inteira é muito boa, porém gosto bastante de “Learning To Breathe”, “Only Hope” e “Empty Spaces”.

Que rufem os tambores para o primeiro lugar!

Era de se esperar, particularmente falando, que a trilha de “A Walk To Remember” fosse o primeiro lugar.

É, deveria sim, porque foi aquela primeira trilha mesmo que eu escutei. Foi a partir dela que eu comecei a escutar outras trilhas de filmes.

No entanto, há uma trilha sonora em especial que fez muito mais do que marcar minha vida.

E é dela o primeiro lugar!

1º Lugar

Pride & Prejudice (“Orgulho e Preconceito”)

Obviedades ou não, a adaptação do romance de Jane Austen, dirigido por Joe Wright, com Keira Knightley e Mattew Macfadyen, estreado em 2005, tem a trilha assinada por Dario Marianelli, com performances do pianista Jean-Yves Thiabaudet, que inclusive foi indicado a quatro estatuetas do Oscar, incluindo o de Melhor Trilha.

O que eu posso dizer da trilha maravilhosa desse filme? Que além de marcar a minha vida, também me inspira? Que a partir dela que eu comecei a ouvir música clássica e a gostar o gênero também?

Ainda sim não vai ser o suficiente. O que eu posso dizer para você, caro ser desta galáxia, é que a suavidade das canções de Marianelli é uma maravilha para os ouvidos. Nunca gostei tanto de um piano e de um violino como na trilha de “Orgulho e Preconceito”. E assim como na mencionada trilha de Harry Potter, esta também faz você mergulhar na história de Elizabeth e Mr. Darcy, além de fazer você criar sua própria história.

Playlist

1. Dawn
2. Stars And Butterflies
3. The Living Sculptures Of Pemberley
4. Meryton Townhall
5. The Militia Marches In
6. Georgiana
7. Arrival At Netherfield
8. APostcard To Henry Purcell
9. Liz On Top Of The World
10. Leaving Netherfield
11. Another Dance
12. The Secret Life Of Daydreams
13. Darcy’s Letter
14. Can’t Slow Down
15. Your Hands Are Cold
16. Mrs. Darcy
17. Credits

Não, não vou selecionar só uma canção. A trilha inteira por si só já é mais do que digna de destaque.

Atualmente está na minha playlist de trilhas sonoras a da franquia “Piratas do Caribe”, “Amanhecer – Parte I” e a do filme “Meu Monstro de Estimação”, todas incríveis.

E aí? Tem alguma trilha de filme especial? Aquela que, de alguma forma, marcou sua vida? Não deixem de comentar!

Espero que tenham gostado.

Abraços!

 Juliana Lira

[Televisão] O Início da “telinha” no Brasil

A história da televisão no Brasil começou exatamente quando o milionário Assis Chateaubriand trouxe o primeiro aparelho televisor para o país.  No dia 18 de setembro de 1950, ele fundou a primeira emissora de televisão brasileira e da América Latina, a TV Tupi.

Os primeiros aparelhos de TV, chegaram aqui em 25 de Março de 1950, em um navio no porto de Santos, e foram encomendados pela RCA (Radio Corporation of America).

A primeira transmissão ocorreu no dia 10 de setembro, indo ao ar um filme em que o presidente Getúlio Vargas relatava seu retorno à carreira política.

Em 18 de setembro daquele ano, o sonho de Chateaubriand finalmente se concretizou e a Tupi entrou oficialmente no ar pelo canal 3 de São Paulo. Uma garotinha de cinco anos introduziu a televisão aos primeiros telespectadores, dizendo: “está no ar a Televisão Brasileira” então surgiu o logotipo, a memorável ilustração do pequeno índio. O transmissor foi colocado no topo do prédio do Banco Estadual de São Paulo. Como ainda não tinha televisores na capital paulista, Assis Chateaubriand espalhou 200 aparelhos em pontos estratégicos da cidade.

A TV ainda apresentava a imagem em preto e branco e não existiam programas gravados. Todo o conteúdo televisionado era ao vivo, incluindo as propagandas e,  com isso, era impossível não surgir algum imprevisto.

 O primeiro programa criado para a recém-nascida televisão, foi o TV Taba, comandado pelo saudoso radialista Homero Silva.

O primeiro telejornal da emissora, foi o Imagens do Dia que não tinha horário fixo na programação e cujas reportagens eram filmadas em películas de 16 milímetros.

Atrações gringas, como desenhos e seriados, vinham  pra cá em sua língua original, pois ainda não havia a dublagem no Brasil. A primeira dublagem só ocorreu no fim daquela década.

Em novembro foi transmitido o 1º teleteatro que apresentava a história a Vida Por um Fio.

Em 1951, no mês de janeiro, Chateaubriand inaugurou a segunda sede da Tupi no Rio de Janeiro. Nessa época, ela transmitia uma programação diferente da Tupi São Paulo, já que não havia satélites e videotapes para que fosse possível apresentar a mesma transmissão em ambos os lugares.

Em Março  1952 outra emissora foi inaugurada , a TV Paulista de São Paulo. Um ano depois, em setembro, a TV Record entrou no ar, ganhando a  primeira concessão da Tupi, no canal 7.

Ainda, durante a década de 50, outras emissoras surgiram, como a TV Itacolomi, canal 4 de Belo Horizonte, em 1955; e a TV Piratini no canal 5 em 1959, esta de Porto Alegre.

Esses foram os primeiros, precários e curiosos anos da história da TV brasileira. Um sonho de Chateubriand que, com o passar das décadas, veio a se tornar o veículo mais popular e indispensável nos lares brasileiros. Mas para chegar a esse ponto, muitas águas rolaram. Mas este é um assunto para, quem sabe, um próximo post.

Fonte:  http://www.tudosobretv.com.br/

Adryz HerVen

[Música] Falco

Falco, esse músico austríaco, pouco lembrado atualmente, definiu e popularizou um estilo de música até então cantada apenas por negros: o hip-hop. Por esse motivo foi chamado de O Primeiro Rapper Branco.

Nascido em Viena, na Áustria, Falco era fã de cantores como Elvis Presley, David Bowie e bandas como The Robots. Com apenas 16 anos, foi aceito no Conservatório de Música de Viena por possuir um talento musical nato. Lá, adquiriu conhecimentos que, mais tarde, viriam a contribuir efetivamente em sua carreira.

Em 1978 saiu do Conservatório para se tornar, segundo ele, um músico de verdade. Após passagens por algumas bandas, Falco entra na Drahdiwaberl, uma banda que transitava entre o punk rock e o heavy metal. As apresentações do grupo eram caóticas e Falco era visto pelo público como uma estrela à parte, por usar óculos ray-ban e trajar roupas brilhantes.

Em 1980, em um LP da banda, é incluída a faixa Ganz Wien. Escrita e cantada por Falco, trata-se de um heavy metal lento que fala sobre as drogas, especialmente a heroína. Mesmo sendo um sucesso de público, a faixa foi censurada na Áustria.

Em 1982, Falco sai da banda para gravar seu primeiro LP solo: Einzelhaft. O maior sucesso do disco é Der Kommissar, uma mistura de rap, funk e dance.  A música é um rap com refrão cantado, o mesmo modelo que ouvimos hoje, no rap contemporâneo.

O álbum chegou aos EUA e fez um enorme sucesso nas discotecas de hip-hop, mesmo se tratando de um artista de língua germânica.

No ano seguinte, seu segundo álbum foi lançado: Junge Romer, onde apenas a faixa-título alcançou um relativo sucesso. O disco foi muito bem aceito pela crítica, mas um fracasso de público.

Desapontado, Falco reuniu sua banda e viajou com ela para a Tailândia, onde alegou que iria buscar seu “equilíbrio espiritual”. Três meses depois, eles voltaram com o álbum Falco 3. Pronto. Nesse disco é que estão os seus maiores e mais memoráveis sucessos: Rock me Amadeus, Vienna Calling e Jeanny.

Após o lançamento mundial, Rock me Amadeus atingiu o primeiro lugar nas paradas de 14 países, incluindo os EUA. Vienna Calling seguiu o mesmo caminho, atingindo a posição de número 10 nas paradas americanas e o topo na Europa, assim como Jeanny. Nos Estados Unidos, Falco 3 foi escolhido o terceiro melhor álbum do ano.

Mais uma vez Falco chegou às paradas com seu genuíno e bem trabalhado hip-hop. Rock me Amadeus é um hip-hop legítimo e pioneiro, e Vienna Calling, apesar de ser considerada uma faixa pop, possui uma batida hip hop indiscutível. Depois de todo esse barulho, Falco saiu em trunê mundial e 1986 se tornou o seu grande ano.

O músico ainda lançou mais cinco álbuns: Sound of Musik (1986), Wiener Blut (1988), Data de Groove (1990), Nachtflug (1992) e Out of the Dark (1998), sem, contudo, conseguir repetir o sucesso de Der Kommissar e Rock me Amadeus.

Em 1998, o músico morreu em um acidente de carro na República Dominicana, apenas um mês antes do seu último álbum ser lançado.
Falco não foi apenas um cantor audacioso, que conquistou o mundo com sua autenticidade. Foi um revolucionário nas cenas pop e, principalmente, hip-hop.

Eduardo Molinar

[Dicas] Cinco filmes para ver e rever

Os jovens ocupam um espaço de destaque no cinema. A maior parte dos Blockbusters são lançados com o objetivo de atrair o público adolescente para as salas de projeção. Mas aqui indicaremos os filmes dedicados ao público jovem, com temática jovem. Tudo de inerente a esse universo está presente nos cinco filmes que destacamos: Música, referências pop, comportamento, descobertas, inquietudes, o espírito desbravador, livre e revolucionário.

Alguns trazem uma visão mais descontraída e alegre, outros uma visão melancólica e sombria, mas todos apresentam uma visão real da juventude. 

Quase Famosos

(Almost Famous, 2000)

Drama

Um dos filmes mais bacanas do início dos 2000. O diretor Cameron Crowe conseguiu como ninguém capturar a atmosfera dos anos 70, bem como o espírito Rock’n’roll daquela época. O filme traz uma história muito atraente: Um garoto apaixonado pelo rock, que costuma fazer críticas musicais de forma amadora, é descoberto pela revista Rolling Stone e, com apenas 15 anos, é contratado como repórter pela própria. Seu primeiro grande trabalho é acompanhar a banda Stillwater em sua primeira turnê pelos EUA, porém, ele acaba se envolvendo demais com a banda e com as garotas que a cercam, dentre elas a alucinante e alucinada Penny Lane. O que torna Quase Famosos um filme comovente é a paixão contagiante do diretor pela música, o carinho com que Crowe trata suas personagens, bem como a sua maestria na hora de recriar o universo setentista.

Elefante

(Elephant,2003)

Drama

Depois da bonança, vem a tempestade. O diretor Gus Van Sant procura primeiramente nos anestesiar mostrando um dia na vida de dois jovens, alvos de brincadeiras maldosas na escola, que aguardam em casa a chegada de sua metralhadora. Paralelamente, passeia com tranqüilidade pelo sufocante colégio onde estudam os dois garotos. A câmera sempre nas costas das personagens, segue os estereótipos mais comuns existentes em uma escola. Finalmente mostra os garotos com armas potentes em punho executando friamente um assassinato em massa. Os alvos: Seus colegas e o diretor do colégio. Van Sant transportou para a tela a angústia e inquietude dos jovens estudantes em uma narrativa precisa baseada em fatos reais. É impressionante como Van Sant filma o massacre de maneira crua, mas sem perder a elegância de sempre de seus enquadramentos. E mesmo mostrando que os garotos assistem programas sobre Hitler pela TV e curtem jogos violentos de computador, não usa esses artifícios como justificativa exclusiva para seu comportamento agressivo. Exemplar de cinema atual essencial na coleção de qualquer um.

Meu Tio Matou Um Cara

(2005)

Comédia

Não é o melhor filme de Jorge Furtado – responsável por pérolas do cinema nacional como O Homem Que Copiava, Saneamento Básico e o curta Ilha das Flores – Mas, ainda assim, possui grandes méritos. O primeiro está na escalação do elenco: todos se encaixam perfeitamente nos seus papéis. O ritmo leve e descontraído com que segue a narrativa, a linguagem jovem utilizada pelos personagens, com muitas gírias e referências pop, são outros elementos que atraem nesse delicioso misto de comédia romântica e policial que narra a aventura de Duca na busca por provar a inocência de seu tio que confessou um assassinato, mesmo sendo inocente. No meio dessa história, Duca acaba envolvendo seus amigos Kid e Isa. Como em todos os filmes de Furtado, o charme está nos detalhes sutis, mas que não passam despercebidos pelos telespectadores mais atentos e que se deixam envolver por suas tramas.

Os Sonhadores

(The Dreammers, 2003)

Drama/Romance

Um dos mais belos filmes dos últimos tempos. Uma verdadeira declaração de amor ao cinema, que retrata temas como descoberta da sexualidade e tendo como plano de fundo a revolução estudantil dos anos 60. Ambientado na França, o filme fala sobre um casal de irmãos parisienses que, durante uma viagem de seus pais, convidam um americano meio deslocado a se hospedar em sua mansão decadente. Vinho, sexo e apaixonadas discussões sobre filmes são seus únicos passatempos enquanto permanecem enclausurados na mansão sem se importar com o mundo lá fora. Charmoso e sensual em cada fotograma, Bernardo Bertolucci surpreende com o seu senso estético sempre digno de nota; no uso de cores, luz, cenários, sem falar na inserção de cenas de clássicos do cinema com direito a reprodução da corrida no Louvre de Band à Part. Com Os Sonhadores, o diretor italiano nos presenteou com uma verdadeira preciosidade do cinema atual.

O Clube dos Cinco

(The Breakfast Club, 1985)

Drama

O diretor John Hughes compreendia o universo jovem. Em seus filmes, a maioria clássicos dos anos 80 (e hoje perpetuados como clássicos da sessão da tarde), Hughes mostrava a irresponsabilidade, a rebeldia e a frustração da juventude, tornando seus personagens críveis, sem precisar estereotipá-los como é comum nos besteiróis teenagers atuais. Foi assim com a comédia Curtindo A Vida Adoidado, sobre um garoto que mata a aula para curtir a liberdade, e com este Clube dos Cinco. No entanto, dessa vez, o diretor lida mais com um viés de drama e apresenta cinco jovens que depois de aprontarem acabam tendo de passar o dia inteiro na detenção, tendo como tarefa escrever um longo texto sobre o que pensam de si mesmos. Jovens tão diferentes, que integram círculos diferentes de amizade, acabam por se conhecer melhor uns aos outros e a si mesmos, a compartilhar segredos, conflitos internos e dramas familiares. Qualquer oitentista tem O Clube dos Cinco como um de seus filmes afetivos. Tocante e muito bem sacado, Hughes conseguiu fazer deste o seu melhor trabalho.

Andrizy Bento

Uma poltrona macia, um balde de pipoca, alguns discos de vinil, umas revistas da Marvel e um encontro com Tarantino… De tudo um pouco ou nada disso