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[Televisão] O Início da “telinha” no Brasil

A história da televisão no Brasil começou exatamente quando o milionário Assis Chateaubriand trouxe o primeiro aparelho televisor para o país.  No dia 18 de setembro de 1950, ele fundou a primeira emissora de televisão brasileira e da América Latina, a TV Tupi.

Os primeiros aparelhos de TV, chegaram aqui em 25 de Março de 1950, em um navio no porto de Santos, e foram encomendados pela RCA (Radio Corporation of America).

A primeira transmissão ocorreu no dia 10 de setembro, indo ao ar um filme em que o presidente Getúlio Vargas relatava seu retorno à carreira política.

Em 18 de setembro daquele ano, o sonho de Chateaubriand finalmente se concretizou e a Tupi entrou oficialmente no ar pelo canal 3 de São Paulo. Uma garotinha de cinco anos introduziu a televisão aos primeiros telespectadores, dizendo: “está no ar a Televisão Brasileira” então surgiu o logotipo, a memorável ilustração do pequeno índio. O transmissor foi colocado no topo do prédio do Banco Estadual de São Paulo. Como ainda não tinha televisores na capital paulista, Assis Chateaubriand espalhou 200 aparelhos em pontos estratégicos da cidade.

A TV ainda apresentava a imagem em preto e branco e não existiam programas gravados. Todo o conteúdo televisionado era ao vivo, incluindo as propagandas e,  com isso, era impossível não surgir algum imprevisto.

 O primeiro programa criado para a recém-nascida televisão, foi o TV Taba, comandado pelo saudoso radialista Homero Silva.

O primeiro telejornal da emissora, foi o Imagens do Dia que não tinha horário fixo na programação e cujas reportagens eram filmadas em películas de 16 milímetros.

Atrações gringas, como desenhos e seriados, vinham  pra cá em sua língua original, pois ainda não havia a dublagem no Brasil. A primeira dublagem só ocorreu no fim daquela década.

Em novembro foi transmitido o 1º teleteatro que apresentava a história a Vida Por um Fio.

Em 1951, no mês de janeiro, Chateaubriand inaugurou a segunda sede da Tupi no Rio de Janeiro. Nessa época, ela transmitia uma programação diferente da Tupi São Paulo, já que não havia satélites e videotapes para que fosse possível apresentar a mesma transmissão em ambos os lugares.

Em Março  1952 outra emissora foi inaugurada , a TV Paulista de São Paulo. Um ano depois, em setembro, a TV Record entrou no ar, ganhando a  primeira concessão da Tupi, no canal 7.

Ainda, durante a década de 50, outras emissoras surgiram, como a TV Itacolomi, canal 4 de Belo Horizonte, em 1955; e a TV Piratini no canal 5 em 1959, esta de Porto Alegre.

Esses foram os primeiros, precários e curiosos anos da história da TV brasileira. Um sonho de Chateubriand que, com o passar das décadas, veio a se tornar o veículo mais popular e indispensável nos lares brasileiros. Mas para chegar a esse ponto, muitas águas rolaram. Mas este é um assunto para, quem sabe, um próximo post.

Fonte:  http://www.tudosobretv.com.br/

Adryz HerVen

[Televisão] Pretty Little Liars

O desaparecimento da líder de um grupo de cinco amigas populares na fictícia Rosewood é o ponto de partida de Pretty Little Liars. Mesmo um ano depois, o mistério ainda assombra a pequena cidade. Logo nos primeiros episódios descobrirmos se tratar não apenas de um desaparecimento, mas sim de um assassinato. Embora a lei diga o contrário, o crime parece estar muito longe da resolução e Aria, Hanna, Emily e Spencer sentem como se o fantasma de Alison estivesse sempre rondando por ali.

As amigas remanescentes se distanciam umas das outras logo após o misterioso ocorrido, mas uma série de estranhos eventos que passam a acontecer na cidade um ano após o desaparecimento de Ali, as reaproxima e o laço que as une parece mais forte do que nunca.

Aparentemente, a única saída das quatro amigas é permanecerem unidas, do contrário, as fragilidades particulares de cada uma, podem fazer com que elas sejam vencidas facilmente, não só pelos fantasmas do passado e a marca que o crime deixou na história delas e da cidade, como pela misteriosa criatura que se autodenomina “A” e que está sempre as observando onde quer que elas estejam, chantageando-as e mandando recadinhos irônicos e maldosos através de bilhetes e mensagens de texto.

O mote da série, a lenda urbana, faz com que esta funcione e desperte algum interesse. O mistério que cerca o assassinato e o clima de suspense quase constante no melhor estilo Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado, dão um diferencial à trama que, por se tratar de uma série protagonizada por personagens adolescentes, não escapa dos chavões narrativos e dos estereótipos tão comuns existentes em outras séries teen.

Outro trunfo de Pretty Little Liars  é mostrar que o relacionamento das amigas Ali, Aria, Emily, Hanna e Spencer nem sempre foi um mar de rosas. Ali não era apenas excessivamente admirada pelas demais, como também invejada e temida. Ela oprimia as amigas e ditava as regras do jogo, sempre com seu jeito atrevido, irreverente e sem medo de magoá-las com sua sinceridade. Fica evidente que as outras quatro só se tornaram amigas por causa de Ali, e esta costumava dizer que era ela quem as tinha feito, que certamente elas não seriam nada sem a sua abelha-rainha. Por isso suportavam a humilhação a que eram submetidas, como ser alvo de bullying por ser gordinha, que era o caso de Hanna, ou mesmo ser confundida por conta de sua orientação sexual, no caso de Emily. A única que realmente tinha coragem para iniciar embates com Ali era Spencer, contudo, não conseguia fugir das conseqüências que isso acarretava e isto mesmo depois da morte da amiga

Sabemos, portanto, que elas nunca foram lá muito boazinhas e que fizeram coisas que não deviam, e não apenas elas como outros habitantes da aparentemente pacata Rosewood que vão sendo revelados lá pelas tantas, como se todas as ligações levassem à Alison, ela soubesse demais e, por conta disso, tivesse sido morta.

Mas a riqueza do background, todo o mistério e os cliffhangers que contribuem para que a série se torne ‘viciante’, não são o suficiente para evitar que certas fraquezas sejam evidenciadas a partir da segunda temporada, quando muitas saídas não soam convincentes e as soluções (ou falta destas) são excessivamente forçadas. É incrível como tudo dá absolutamente errado e as garotas são extremamente azaradas, sempre perdendo provas e pistas importantes ou sendo pegas de surpresa indo pelo caminho errado, quando todas as evidências pareciam apontar exatamente para a resolução do enigma.

Além disso, os arcos dramáticos que envolvem as amigas, no que concerne à família e relacionamentos, muitas vezes se resumem a puro lenga-lenga. Um exemplo é a manjada relação proibida entre professor e aluna que parece três vezes mais conflituosa do que realmente deveria ser.

Espero realmente que encontrem uma justificativa plausível para o fato de A ser tão onipresente, onisciente e onipotente (ou talvez eu devesse colocar essas características no plural?). Não faz sentido a série ultrapassar três temporadas, pois corre o grande risco de se tornar cansativa, forçada ao extremo e perder o escopo.

Mas para quem gosta de tramas adolescentes que aliam mistério e suspense a dramas pessoais mal-resolvidos e conflitos internos, Pretty Little Liars é uma ótima alternativa. Uma mistura do já citado Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado com a série Desperate Housewives. Para o telespectador, fica como uma boa opção de entretenimento tentar encaixar as peças desse complicado quebra-cabeça.

Fonte da imagem: http://www.buddytv.com/

Andrizy Bento

[Televisão] 30 Anos de SBT

Aqui começo a escrever para o blog. O assunto é a famosa emissora de Senor Abravanel (vulgo Silvio Santos), o SBT, que completa 30 anos hoje.

No dia 19 de agosto de 1981, ocorreu a realização de um sonho. O empresário Silvio Santos inaugurou a TVS que depois mudaria de nome para SBT. Foi o início de um longo relacionamento com os telespectadores que dura até os dias de hoje.

O SBT sempre se mostrou uma emissora competente e carismática, que tenta atingir o público trazendo novos conceitos para a telinha, com vários gêneros de atrações. O SBT foi, por exemplo, uma das primeiras a trazer os folhetins mexicanos ao Brasil, séries que marcaram gerações, atrações dominicais cheias de variedades apresentadas pelo próprio Silvio Santos, clássicos programas de auditório, alguns que fizeram história na televisão brasileira (impossível não destacar Programa Livre e Jô Soares Onze e Meia) entre outras coisas que conseguem chamar a atenção do público para frente do televisor.

Acompanho o SBT desde recém-nascida, marcou minha infância, pois, durante essa fase, a TV ficou mais ligada nessa emissora do que em qualquer outra. Assisti grande parte dos programas infantis, dos desenhos e dos seriados que emissora exibiu ao longo desses 30 anos. Destaco que, algumas atrações das quais me tornei fã, conheci no SBT, como os clássicos infantis Pica Pau, Pernalonga, Tom e Jerry, o Chaves (claro) e não dá para esquecer o próprio Programa Silvio Santos, que é digno de agradecimentos por ter trazido tantas coisas boas para o público através de seu canal.

O SBT tem muita história para contar, por toda sua competência e determinação (como já dizia uma vinheta), enfrentando obstáculos, sempre conseguindo superá-los. Isso mostra o porquê de uma emissora como o SBT ir tão longe, sem esquecer suas origens e nunca abrir mão de certa humildade. Por isso, acho que merece estar onde está, chegando aos 30 anos muito bem vividos por sinal (apesar de uns tropeços e deslizes aqui e ali).

Concessão do SBT (TVS):

Primeira vinheta da emissora

Parabéns SBT pelo 30º aniversário e obrigado por fazer a alegria dos telespectadores durante todos esses anos com tantas novidades.

Fonte das imagens: http://sbtissosimetv.blogspot.com/ e 

http://gustavopereirabc.blogspot.com/

Adryz HerVen