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True Detective

Nova série da HBO, se apoia no carisma e talento dos protagonistas, Woody Harrelson e Matthew McConaughey, e em um roteiro afiado e inteligente

São inúmeros fatores que te levam a ver uma série. Para viciados como eu, não precisa de muito. Eu sei que muita gente vai dizer: “mas você ainda não viu Breaking Bad“. Eu sei, isso é uma mancha indelével no meu currículo. Mas eu juro que eu vou reparar esse dano. Mas não é de Breaking Bad que eu vim falar, mas de outra maravilha televisiva. Posso ser acusada de estar fazendo muito oba oba. Mas True Detective é a melhor coisa no ar ultimamente.

Ela pode ter um ritmo lento e uma dinâmica diferente de outros produtos do gênero. Mas como diria um amigo, True Detective é serie de ator. O grande astro não é nada extraordinário como tufões, coisas de outro mundo, fenômenos e afins. A grande marca da série são as pessoas que a fazem.

Temos dois polos distintos. Rustin Cohle e Martin Hart (respectivamente Matthew McConaughey e Woody Harrelson, impecáveis).  Uma dupla de detetives que investigou um assassinato misterioso no passado. Cada um, em um momento diferente, é entrevistado por policiais não identificados – não sabemos se são de uma corregedoria ou FBI – mas  temos conhecimento de que esses policiais querem informações sobre o tal crime resolvido por eles há muitos anos.

Você pode estar pensando: “isso é um simples procedural”. E eu digo não! Não é. Nós temos um crime que, conforme avançam os episódios, vamos conhecendo os detalhes além de nos aprofundarmos mais na vida pessoal dos dois. E o background de ambos os personagens é de uma riqueza sem fim. Qualquer analista amaria cuidar daquelas duas cabecinhas.

A série te joga algumas perguntas, mas, nos primeiros episódios, a principal delas é a respeito das diferenças físicas e psicológicas de Martin e Rustin. Por que um saiu da polícia e virou um bêbado inveterado e outro seguiu com a carreira? Talvez a chave de tudo esteja no episódio 5. Aquele crime muda a vida dos dois radicalmente.

O programa só terá oito episódios. Extensão de série inglesa (amo!). Não percam essa preciosidade da HBO!

P.S.  Fica a pergunta: E aí, você já viu BrBa? Eu me escondo de vergonha e respondo: ainda não! Mas eu juro que, depois que uma certa amiga souber que eu finalmente terminei BrBa, vocês serão os próximos.

Beijos e até a próxima!

Gaby Matos

Vencedores do Globo de Ouro 2014

A cerimônia de entrega do Globo de Ouro aconteceu neste domingo, 12 de janeiro. Apresentado pela hilária duplinha Tina Fey e Amy Poehler, os filmes 12 Anos de Escravidão e Trapaça e as séries Breaking Bad e Brooklyn Nine-Nine foram os principais vencedores da 71ª edição do prêmio. Confira abaixo a lista de vencedores:

12 Anos de Escravidão ganhou o prêmio de Melhor Filme de Drama

Cinema

Melhor filme – Drama
“12 Anos de Escravidão”

Melhor filme – Comédia ou musical
“Trapaça”

Melhor ator – Drama
Matthew McConaughey (“Clube de Compras Dallas”)

Melhor atriz – Drama
Cate Blanchett (“Blue Jasmine”)

Melhor ator – Comédia ou musical
Leonardo DiCaprio (“O Lobo de Wall Street”)

Melhor atriz – Comédia ou musical
Amy Adams (“Trapaça”)

Melhor ator coadjuvante
Jared Leto (“Clube de Compras Dallas”)

Melhor atriz coadjuvante
Jennifer Lawrence (“Trapaça”)

Melhor diretor
Alfonso Cuarón (“Gravidade”)

Melhor roteiro
Spike Jonze (“Ela”)

Melhor filme estrangeiro
“A Grande Beleza”, da Itália

Melhor canção original
“Ordinary Love”, do U2 (“Mandela: Long Walk to Freedom”)

Melhor trilha original
“All is Lost”

Melhor animação
“Frozen: Uma Aventura Congelante”

Breaking Bad levou de Melhor Série Dramática

TV

Melhor série de TV – Drama
“Breaking Bad”

Melhor ator em série de TV – Drama
Bryan Cranston (“Breaking Bad”)

Melhor atriz em série de TV – Drama
Robin Wright (“House of cards”)

Melhor série de TV – Comédia ou musical
“Brooklyn Nine-Nine”

TV – Comédia ou musical
Andy Samberg (“Brooklyn Nine-Nine”)

Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
Amy Poehler (“Parks and Recreation”)

Melhor minissérie ou filme para TV
“Minha Vida Com Liberace”

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
Michael Douglas (“Minha Vida Com Liberace”)

Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Elisabeth Moss (“Top of the Lake”)

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
John Voight (“Ray Donovan”)

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Jacqueline Bisset (“Dancing on the Edge”)

Prêmio Cecil B. DeMille
Woody Allen

Andrizy Bento

Mid-Season Finale – Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. / The Tomorrow People

Duas das séries sci-fi da atualidade chegaram ao final de meio de temporada em dezembro. Isto é, entraram em hiatus e voltam agora, em janeiro, com mais alguns episódios para fechar de vez a primeira temporada. Como fã de séries, digo que não existe nada mais chato e desnecessário que o tal do mid-season finale.

Pois bem, as séries em questão são as decepcionantes Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. (da ABC, que volta amanhã, dia 7) e The Tomorrow People (da CW, cujo retorno será no dia 12). Não vou dizer que foram extremamente decepcionantes porque elas possuem alguns trunfos. Mas, no geral, predomina a vontade de abandoná-las e dar reverte no orangotag.

Eu também não tinha nada que me aventurar a assistir uma série da CW, não é mesmo? Já que eu passo boa parte do meu tempo criticando os seriados do canal. Creio que foi castigo, mas acabei adicionando duas tramas da emissora na minha watchlist em 2013. Além da já mencionada, também estou vendo Reign. E embora tenha diversas incoerências históricas, tome algumas liberdades bastante questionáveis, como a Gaby bem apontou em seu texto sobre as primeiras impressões da série, ela é divertida e prende a atenção. Fora que o episódio 7 me conquistou por uma série de motivos. E um deles foi dar foco à força feminina numa época em que as mulheres eram extremamente oprimidas. Só o fato de a protagonista saber se defender sozinha e se livrar do vilão antes de o mocinho chegar para socorrê-la (o que eu achei que ia acontecer e já estava ficando desapontada por antecipação), fez meu respeito crescer pela série.

Mas o assunto em questão não é esse. Outro dia, quem sabe, eu falo mais sobre Reign. Vamos às minhas impressões das duas lamentáveis produções da fall season.

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D: Procedural

Marvel: Agents of S.H.I.E.L.D.

A trama de Agents of S.H.I.E.L.D. se passa após a batalha em Nova York retratada no filme Os Vingadores – The Avengers (2012). O agente Phil Coulson (Clark Gregg) organiza um grupo de agentes para resolver casos pelo mundo que ainda não foram classificados pela organização global da qual é integrante, a Superintendência Humana para Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão.

O time de Coulson é formado pelo focado agente Grant Ward (Brett Dalton), um especialista em combate e espionagem; a agente Melinda May (Ming-Na Wen), uma piloto e perita em artes marciais; o agente Leo Fitz (Iain De Caestecker), um cientista brilhante, porém um pouco deslocado socialmente; e a sua parceira, a agente Jemma Simmons (Elizabeth Henstridge). Eles serão auxiliados pela nova recruta civil Skye (Chloe Bennet), hacker de computadores integrante de uma misteriosa organização de ativistas digitais.

Procedural

Eis o maior problema de Agents of SHIELD. Eu já gostei muito de séries que seguem essa linha “o caso da semana”. Mas isso era na época em que eu acompanhava as séries semanalmente, como CSI: Las Vegas e Without a Trace. Mas compreendia perfeitamente quem fazia maratona e terminava por não gostar dessas e de outros produtos do gênero. Afinal, assistir de uma vez todos os episódios de uma temporada de uma série procedural faz saltar à vista o fato de ela ser repetitiva e, consequentemente, cansativa. Esse tipo de série funciona, desde que você assista um episódio por semana. Pelo menos no meu caso. Se eu faço maratona, a série só irá me prender se haver algo que conecte os episódios entre si e ao elemento central da narrativa, o que chamamos de fio condutor da trama. Do contrário, será uma overdose de fillers e bocejos a cada novo “caso” ou “monstro da vez”. Fringe, por exemplo, é uma série que se apoiou demais nessa estrutura procedural nas duas primeiras temporadas (ainda que contasse com casos bem interessantes). E melhorou consideravelmente na terceira temporada, cujos episódios se conectavam. Isso tornava difícil a indicação. Sempre que eu a recomendava, falava para o povo segurar as pontas durante as duas primeiras temporadas, porque a terceira valia muito a pena. O fato é que muitos não resistiram e abandonaram. Uma pena.

Série procedural deixa os telespectadores preguiçosos. Eles costumam, por conta disso, pular episódios, pois sabem que os personagens que protagonizam o “caso da semana” não vão ser desenvolvidos posteriormente mesmo, então são irrelevantes. Fora que isso denuncia a preguiça dos roteiristas também, e elimina um dos recursos mais legais e próprios de narrativas seriadas: o cliffhanger. Até mesmo a teenager Pretty Little Liars prende o espectador por saber desenvolver a trama em diversos episódios. Se a série se enrolou completamente, aí é outra coisa. Mas que ela soube criar bons arcos dramáticos em seus primeiros anos, isso é fato.

E quando ficou evidente que essa seria a estrutura de MAoS, a decepção foi imediata.

Funciona ou não?

Se não fosse o fato de ela carregar a poderosíssima marca Marvel no nome, provavelmente não passaria do piloto. MAoS tem cara de seriado que passa nas manhãs de domingo no SBT e ninguém assiste. A série tem falhas gritantes. Seu maior demérito está na construção de personagens, superficiais e estereotipados, o que torna difícil o público se importar ou sentir empatia por algum deles até mais ou menos o quarto episódio. O seriado também peca ao exagerar no tom engraçadinho, partindo para excessos cômicos, com piadinhas que surgem fora de hora e são totalmente desnecessárias. O mistério envolvendo o agente Coulson pode até causar curiosidade no espectador, mas o fato de ele estar vivo, torna uma das cenas mais tocantes do filme Os Vingadores uma farsa, uma mentira, uma coisa dispensável. Isso é uma pena. Saber que os fanboys tiveram de fazer esforço em disfarçar as lágrimas no cinema à toa. Outro problema está na incoerência devido aquele papo chato de direitos autorais. A palavra mutante não pode ser mencionada na série, uma vez que a Fox detém os direitos da franquia X-Men. Então, ouvir Coulson e Cia falando que telepatia não existe, não é comprovado cientificamente, pode até passar despercebido pelo público em geral, mas pelos nerds aficionados em quadrinhos de plantão, isso soa frustrante e incongruente. Em sua mídia de origem, e também nas séries animadas, sabemos do contato que a SHIELD tem com os X-Men (que, por sua vez, conta com vários telepatas no grupo).

Mas nem tudo é tempo perdido com esse seriado. O selo Joss Whedon de qualidade, pelo menos no que diz respeito ao visual, é inegável. Os efeitos são bastante competentes. Os episódios contam com um bom ritmo, combinando a ação com os dramas dos personagens (ainda que superficiais) e com referências (muitas vezes dispensáveis) aos quadrinhos, sem se prender ao universo das HQs . O piloto, devido as minhas baixas expectativas, até que me surpreendeu e divertiu. Apesar de procedural e do tom um tanto infantil de sessão da tarde, o ritmo frenético da narrativa consegue prender a atenção do espectador. Os demais episódios deixaram bastante a desejar, com casos aleatórios e um tanto quanto insignificantes, além de vilões caricatos. O quarto episódio recupera o fôlego inicial do piloto, com uma trama até interessante e menos piadinhas inúteis. Uma pena que, depois disso, o único episódio mais legal tenha sido o 1X10, justamente a mid-season finale.

Se ela sobreviver à primeira temporada, creio que corre o risco iminente de ser abandonada e retirada da watchlist.

The Tomorrow People: Clichê

The Tomorrow People

Stephen Jameson, até um ano atrás, era um adolescente normal, mas agora deve lidar com grandes transformações na sua relação com o mundo e com outras pessoas, enquanto ouve vozes, move coisas com a mente e começa a duvidar de sua sanidade. No entanto, tudo muda quando ele decide seguir uma das vozes em sua mente e termina descobrindo outras pessoas iguais a ele — com super-habilidades —, jovens que se intitulam “The Tomorrow People”, ou “Seres do Amanhã”. John, Cara e Russell fazem parte de uma raça de humanos de genética avançada com habilidades de se comunicar, de se transportar e de mover objetos apenas com o poder da mente. Logo Stephen descobre que seus pares estão sendo seguidos por um grupo de paramilitares cientistas conhecidos como “Ultra”. Liderado pelo Dr. Price, esse grupo acredita que as pessoas com superpoderes são uma ameaça real de uma espécie rival. Tudo se complica para Stephen, quando o líder da Ultra lhe oferece a chance de ter uma vida normal em troca de ajuda para erradicar os Tomorrow People, enquanto o grupo de jovens com superpoderes lhe oferece a chance de ter uma nova família em um mundo a que ele realmente pertence. Além disso, há muitos mistérios envolvendo o passado de Stephen a serem descobertos, incluindo a verdade sobre o desaparecimento de seu pai.

X-Men encontra Heroes, cruza com Alphas e vai parar no filme Jumper

Basicamente é isso. A série é um amontoado de clichês e praticamente uma salada dos citados. Até aí, tudo bem. Clichês, desde que bem escritos e desenvolvidos, podem ser legais. O problema é que alguns clichês aqui até que funcionam, mas, no geral, a série é bem genérica. A direção burocrática e nada inovadora, típica de Danny Cannon (como é possível perceber em CSI e Nikita), só torna tudo ainda mais desinteressante. Para completar, os efeitos especiais são catastróficos. O que é desastroso para uma série do gênero ficção científica. Entre as referências, também é possível identificar Matrix, principalmente ao se analisar como é empregado o efeito bullet time. Isto é, mais um clichê. Enfim, a estética da série segue a linha de outros produtos da CW. Pouco inspirada e pouco criativa. E inócua, na maior parte do tempo.

Protagonista sem carisma, desenvolvimento pobre de personagens, triângulo amoroso de novo, não!

Com um piloto munido de clichês, mas um ritmo agradável, com um pouco de boa vontade em dar o benefício da dúvida, tínhamos a impressão de que estávamos diante de uma série até divertida e, que se bem conduzida, teria potencial. Não tinha nada de novo. Seres sobrenaturais descobrindo seus poderes, treinando e praticando combate corpo a corpo. Os personagens, bastante óbvios. Seus dramas, também previsíveis. Fora que o protagonista consegue controlar seus poderes muito rápido, já de início. Mas o interessante era que ela não se levava muito a sério. Os diálogos alusivos, em um tom quase de autossátira, era um trunfo ao seu favor. Os personagens comentavam  sobre se autodenominarem Seres do Amanhã e Homo Superior, afirmando que não foram eles que escolheram os nomes, deixando clara a referência à série cult britânica dos anos 70 e 90 que levava o mesmo nome e na qual esta nova versão foi levemente inspirada; e aos X-Men, de quem roubaram… Bem, muita coisa. As lutas não eram bem coreografadas, mas pelo menos a forma como os personagens utilizavam seus dons não era gratuita. Contudo, as impressões simpáticas que o piloto deixou, foram dizimadas assim que o segundo episódio foi ao ar. O desespero por construir uma mitologia sólida com uma narrativa óbvia e pouco intrincada, soa como uma forçação de barra tremenda. E apresentar o background de cada um dos seres do amanhã em episódios individuais e seguidos um do outro, só evidencia o quanto os roteiristas são preguiçosos. Pra completar, a pegada meio Smallville (com o protagonista, inclusive, tentando reproduzir à exaustão os maneirismos e gestual do Superboy) é constrangedora. E maniqueísta é apelido. A forma como se delimita o lado dos heróis bonzinhos e dos vilões caricatos, é simplória demais. O único personagem que oferece um contraponto, John, é jogado pra escanteio na maior parte das vezes.

O cenário típico do adolescente em conflito, isolado no colégio, representado pela figura de Jameson é cansativo. Como era de se imaginar, ele tem um irmão mais novo que precisa de uma figura masculina mais velha na qual se espelhar; e a mãe preocupada com o que ela acredita ser uma doença mental que o filho possui (que, no entanto, se trata do descobrimento e desenvolvimento de seus poderes). Para protegê-los, ele trabalha para o inimigo. O voice-over, na introdução dos episódios, que explica tudo o que já cansamos de saber, deixa claro que os produtores não estão nem aí para o clichê.

Uma das coisas mais interessantes da série, é jogada pelo ralo. Explico: Os seres do amanhã não acreditam que são super heróis, apenas lutam pela sobrevivência de sua raça trazendo para o seu lado os que puderem “pegar”, antes que caiam nas mãos da Ultra para serem exterminados. Mas se a Ultra pega primeiro… bem, é perigoso demais para os seres do amanhã tentar resgatá-los, então eles deixam pra lá, afinal seria burrice tentar mexer com a super organização. Mas aí surge o personagem de Stephen que diz para os subterrâneos paranormais saírem da defensiva e partirem para o ataque, serem corajosos. O discurso manjado do herói. E então a coisa degringola.

O protagonista é totalmente sem carisma. Apesar das limitações na atuação de Luke Mitchell, que interpreta John, seu personagem é bem mais interessante, e o ator bem mais expressivo e carismático do que Robbie Amell, que vive Jameson na série. O que não tornaria o plot mais interessante, mas seria capaz de salvá-lo, seria o fato de John ser filho do vilão Jedikiah. Seria uma obviedade, mas pelo menos a relação entre eles seria mais verossímil. E sinceramente, entre uma porta que é o que o Amell é, e um John, se a Cara fosse esperta, ela escolheria o John. A ligação entre Cara e Jameson só existe mesmo para que o casal dê certo e não é bem explicada, nem contextualizada. Mais um triângulo amoroso dispensável da CW.

É boa ou não?

É cheia de incoerências e joga no lixo uma premissa que, se bem trabalhada, poderia ser bem legal. Mas o que se esperar de um sci-fi da CW? Vamos ver se sobrevive a mais uma temporada, levando-se em conta a maldição do cancelamento que tanto assombra séries pop de ficção científica e produtos da emissora.

Fonte sinopses

Andrizy Bento

Indicados ao Globo de Ouro 2014

Golden Globes

Ontem, quinta-feira, 12, foram anunciados os indicados ao Globo de Ouro 2014 pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros de Hollywood. A cerimônia, que será apresentada pela mesma dupla sensacional deste ano, Tina Fey e Amy Poehler, está marcada para o dia 12 de janeiro de 2014. Confira abaixo os indicados.

Cinema

Melhor filme – Drama
“12 Years a Slave”
“Capitão Phillips”
“Gravidade”
“Philomena”
“Rush: No Limite da Emoção”

Melhor filme – Comédia ou musical
“Trapaça”
“Her”
“Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum”
“Nebraska”
“O Lobo de Wall Street”

Melhor ator – Drama
Chiwetel Ejiofor, “12 Years a Slave”
Idris Elba, “Mandela”
Tom Hanks, “Capitão Phillips”
Matthew McConaughey, “Dallas Buyers Club”
Robert Redford, “All is Lost”

Melhor atriz – Drama
Cate Blanchett, “Blue Jasmine”
Sandra Bullock, “Gravidade”
Judy Dench, “Philomena”
Emma Thompson, “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”
Kate Winslet, “Refém da Paixão”

Melhor atriz – Comédia ou musical
Amy Adams, “Trapaça”
Julie Delpy, “Antes da Meia-Noite”
Greta Gerwig, “Frances Ha”
Julia Louis-Dreyfus, “À Procura do Amor”
Meryl Streep, “Álbum de Família”

Melhor ator – Comédia ou musical
Christian Bale, “Trapaça”
Bruce Dern, “Nebraska”
Oscar Isaac, “Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum”
Joaquin Phoenix, “Her”
Leonardo DiCaprio, “O Lobo de Wall Street”

Melhor ator coadjuvante
Barkhad Abdi, “Capitão Phillips”
Daniel Bruhl, “Rush”
Bradley Cooper, “Trapaça”
Michael Fassbender, “12 Years a Slave”
Jared Leto, “Dallas Buyers Club”

Melhor atriz coadjuvante
Sally Hawkins, “Blue Jasmine”
Jennifer Lawrence, “Trapaça”
Lupita Nyong’o, “12 Years a Slave”
Julia Roberts, “Álbum de Família”
June Squibb, “Nebraska”

Melhor diretor
Alfonso Cuaron, “Gravidade”
Paul Greengrass, “Capitão Phillips”
Steve McQueen, “12 Years a Slave”
Alexander Payne, “Nebraska”
David O. Russell, “Trapaça”

Melhor roteiro
Spike Jonze, “Her”
Bob Nelson, “Nebraska”
Jeff Pope Steve, “Philomena”
John Ridley, “12 Years a Slave”
David O. Russell, “Trapaça”

Melhor filme estrangeiro
“Azul é a Cor Mais Quente”, da França
“A Grande Beleza”, da Itália
“A Caça”, da Dinamarca
“O Passado”, do Irã
“Vidas ao Vento”, do Japão

Melhor canção original
“Atlas”, de Chris Martin (“Jogos Vorazes: Em Chamas“)
“Let It Go”, de Kristen Anderson Lopez e Robert Lopez (“Frozen: Uma Aventura Congelante”)
“Ordinary Love”, do U2 (“Mandela: Long Walk to Freedom”)
“Please Mr. Kennedy”, de Ed Rush, George Cromarty, T Bone Burnett, Justin Timberlake, Joel Coen e Ethan Coen (“Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum”)
“Sweeter Than Fiction”, de Taylor Swift (“One chance”)

Melhor trilha original
“All is lost”
“Mandela: Long Walk to Freedom”
“Gravidade”
“A Menina Que Roubava Livros”
“12 Years a Slave”

Melhor animação
“Os Croods”
“Frozen: Uma Aventura Congelante”
“Meu Malvado Favorito 2”

Televisão

Melhor série de TV – Drama
“Breaking bad”
“Downton Abbey”
“The Good Wife”
“House of Cards”
“Masters of Sex”

Melhor ator em série de TV – Drama
Bryan Cranston, “Breaking Bad”
Liev Schreiber, “Ray Donovan”
Michael Sheen, “Masters of Sex”
Kevin Spacey, “House of Cards”
James Spader, “The Blacklist”

Melhor atriz em série de TV – Drama
Julianna Margulies, “The Good Wife”
Tatiana Maslany, “Orphan Black”
Taylor Schilling, “Orange is the New Black”
Kerry Washington, “Scandal”
Robin Wright, “House of Cards”

Melhor série de TV – Musical ou comédia
“The Big Bang Theory”
“Brooklyn Nine-Nine”
“Girls”
“Modern Family”
“Parks and Recreation”

Melhor ator em série TV – Comédia ou musical
Jason Bateman, “Arrested Development”
Don Cheadle, “House of Lies”
Michael J. Fox, “The Michael J. Fox Show”
Jim Parsons, “The Big Bang Theory”
Andy Samberg, “Brooklyn Nine-Nine”

Melhor atriz em série de TV – Comédia ou musical
Zooey Deschanel, “New Girl”
Edie Falco, “Nurse Jackie”
Lena Dunham, “Girls”
Julia Louis Dreyfus, “Veep”
Amy Poehler, “Parks and Recreation”

Melhor minissérie ou filme para TV
“American Horror Story: Coven”
“Behind the Candelabra”
“Dancing on the Edge”
“Top of the Lake”
“White Queen”

Melhor ator em minissérie ou filme para a TV
Matt Damon, “Behind the Candelabra”
Michael Douglas, “Behind the Candelabra”
Chiwetel Ejiofor, “Dancing on the Edge”
Idris Elba, “Luther”
Al Pacino, “Phil Spector”

Melhor atriz em minissérie ou filme para a TV
Helena Bonham Carter, “Burton and Taylor”
Rebecca Ferguson, “White Queen”
Jessica Lange, “American Horror Story: Coven”
Helen Mirren, “Phil Spector”
Elisabeth Moss, “Top of the Lake”

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou filme para TV
Jacqueline Bisset, “Dancing on the Edge”
Janet McTeer, “White Queen”
Hayden Panattiere, “Nashville”
Monica Potter, “Parenthood”
Sofia Vergara, “Modern Family”

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme para a TV
Josh Charles, “The Good Wife”
Rob Lowe, “Behind the Candelabra”
Aaron Paul, “Breaking Bad”
Corey Stoll, “House of Cards”
John Voight, “Ray Donovan”

Andrizy Bento

Indicados ao SAG Awards 2014

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Dando início à temporada de premiações do cinema, o Sindicato de Atores dos Estados Unidos divulgou hoje a lista dos indicados ao Screen Actors Guild Awards (SAG) 2014. Considerado um dos termômetros mais precisos do Oscar, a premiação tem como finalidade celebrar as melhores performances do ano, assim sendo, premia apenas atores. A 20˚ edição do SAG Awards acontece no sábado, 18 de janeiro, em Los Angeles, Califórnia. Abaixo, você confere os indicados.

MELHOR ATOR
Bruce Dern, Nebraska
Chiwetel Ejiofor, 12 Years a Slave
Tom Hanks, Capitão Phillips
Matthew McConaughey, Dallas Buyers Club
Forest Whitaker, O Mordomo da Casa Branca

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett, Blue Jasmine
Sandra Bullock, Gravidade
Judi Dench, Philomena
Meryl Streep, August: Osange County
Emma Thompson, Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Barkhad Abdi, Capitão Phillips
Daniel Brühl, Rush
Michael Fassbender, 12 Years a Slave
James Gandolfini, À Procura do Amor
Jared Leto, Dallas Buyers Club

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jennifer Lawrence, Trapaça
Lupita Nyong’o, 12 Years a Slave
Julia Roberts, August: Osange County
June Squibb, Nebraska
Oprah Winfrey, O Mordomo da Casa Branca

MELHOR ELENCO
12 Years a Slave
Trapaça
August: Osange County
Dallas Buyers Club
O Mordomo da Casa Branca

MELHOR ELENCO DE SÉRIE CÔMICA DE TV
30 Rock
Arrested Development
The Big Bang Theory
Modern Family
Veep

MELHOR ELENCO DE SÉRIE DRAMÁTICA DE TV
Boardwalk Empire
Breaking Bad
Downton Abbey
Game of Thrones
Homeland

MELHOR ATOR DE SÉRIE CÔMICA DE TV
Alec Baldwin,  30 Rock
Ty Burrell, Modern Family
Jason Bateman, Arrested Development
Don Cheadle, House of Lies
Jim Parsons, The Big Bang Theory

MELHOR ATRIZ DE SÉRIE CÔMICA DE TV
Mayim Bialik, The Big Bang Theory
Julie Bowen, Modern Family
Edie Falco, Nurse Jackie
Tina Fey, 30 Rock
Julia Louis-Dreyfus, Veep

MELHOR ATOR DE SÉRIE DRAMÁTICA DE TV
Steve Buscemi, Boardwalk Empire
Bryan Cranston, Breaking Bad
Jeff Daniels, The Newsroom
Peter Dinklage, Game of Thrones
Kevin Spacey, House of Cards

MELHOR ATRIZ DE SÉRIE DRAMÁTICA DE TV
Claire Daines, Homeland
Anna Gunn, Breaking Bad
Jessica Lange, American Horror Story
Maggie Smith, Downton Abbey
Kerry Washington, Scandal

MELHOR ATOR DE TELEFILME/MINISSÉRIE
Matt Damon, Behind the Candelabra
Michael Douglas, Behind the Candelabra
Jeremy Irons, The Hollow Crown
Rob Lowe, Killing Kennedy
Al Pacino, Phil Spector

MELHOR ATRIZ DE TELEFILME/MINISSÉRIE
Angela Bassett, Betty & Coretta
Helena Boham Carter, Burton and Taylor
Holly Hunter, Top of the Lake
Helen Mirren, Phil Spector
Elisabeth Moss, Top of the Lake

Andrizy Bento

The Day of the Doctor – O Especial de 50 Anos de Doctor Who

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O texto abaixo contém spoilers. Para você que não assistiu ao episódio, leia por sua própria conta e risco.

Uma longa espera entre o dia em que adquiri os ingressos (para mim e minha irmã e companheira de nerdices, Adryz Herven) e o “dia do Doutor”. E posso garantir que a espera valeu a pena. Momento mais icônico de nossas vidas como fãs.

Tem como não amar Doctor Who? Uma resposta positiva a essa pergunta nos provoca mais assombros do que qualquer anjo lamentador. O meu vício em séries somado ao eterno saudosismo de minha irmã, fez com que mais um elo entre nós (como se fosse necessário mais um dentre tantos que possuímos) fosse criado. E, assim, são horas de conversas a respeito de Doctors, regenerações, teorias, episódios perdidos, trocas de vídeos e artigos sobre as séries, sessões de episódios pela Rede Cultura com nossos comentários (im)pertinentes durante as exibições, e zilhões de posts no tumblr tanto relativos à série contemporânea quanto à clássica.

Eu comecei a ver Doctor Who por ser apaixonada por seriados, especialmente os britânicos. E principalmente os da BBC. A Adryz por conta de sua verve nostálgica, por apreciar nerdices antigas. Pois bem, obviamente faríamos qualquer coisa para ver o especial de 50 anos da série na telona.

E foi ontem, sábado, dia 23, aniversário de 50 anos de DW (e um dia depois do aniversário da Adryz, convém dizer), que fomos conferir ao lado de vários whovians e um cyberman (!) o especial no cinema. As expectativas eram grandes. Não tinham como não ser. E afirmo categoricamente que o episódio correspondeu a elas.

Com roteiro de Steven Moffat (o atual showrunner da série) e direção de Nick Hurran, a trama de The Day of the Doctor se passa em três linhas temporais distintas. Em 2013, um mistério ronda a National Gallery de Londres. Em 1562, um plano de assassinato tem como cenário a Inglaterra na era da Rainha Elizabeth I. Paralelamente a esses eventos, no último dia da Guerra do Tempo, há uma batalha espacial ocorrendo entre os Daleks e os Senhores do Tempo que aponta para o trágico fim de Gallifrey, o planeta natal do Doctor. As tramas se entrelaçam e convergem, o que culmina no encontro de três Doutores.

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A química entre David Tennant, Matt Smith e John Hurt é surpreendente, como era de se esperar. Individualmente, suas performances estão igualmente impecáveis. Billie Piper  (que interpretou Rose Tyler nas primeiras temporadas da série contemporânea, uma das companions mais queridas) aparece com destaque na trama, representando a entidade Bad Wolf. Jenna Coleman, na pele de Clara Oswald, está maravilhosa, tendo um importante papel no ápice do episódio.

Se você é fã, experimente assistir ao emocionante momento em que o Tenth (Tennant) diz a célebre frase “I don’t wanna go” (que marcou a sua regeneração para o 11º Doutor) e tente resistir às lágrimas. Aposto que será impossível. E uma sonora exclamação de desapontamento parte da garganta de todos quando presenciamos o início da regeneração de John Hurt para Christopher Eccleston (o nono Doctor  que inaugurou a retomada da série em 2005, após um hiato de 15 anos). O ator infelizmente não participa do especial, de forma que a cena é cortada antes de a regeneração se concluir. Mas somos compensados com a ilustríssima presença do quarto Doctor, Tom Baker que faz uma ponta genial e maravilhosa ao lado do Eleventh (Smith). Além, claro, do momento em que todos os Doctors se unem para impedir a queda de Gallifrey, congelando-o no tempo, numa sequência nada menos do que eletrizante.

A fluência da narrativa é digna de nota. Conduzida de maneira firme, o ritmo não cai em nenhum momento. Muito pelo contrário, mal vemos o tempo passar. O clímax é praticamente constante, deixando o espectador sempre aflito e ansioso para as cenas seguintes. Impossível desgrudar os olhos da tela. O roteiro, bem estruturado, alia ótimas cenas de comédia (o bom humor é uma das marcas registradas do personagem) a momentos dramáticos tocantes em que a sensibilidade dos diálogos são o grande destaque. E, claro, a ação é empolgante, capaz de fazer o espectadores vibrarem em diversas sequências. O visual do episódio, como sempre, é um espetáculo à parte, os efeitos especiais são muito bem empregados.

A trilha sonora clássica dispensa comentários, sempre entrando no momento correto. E as alusões a Doutores e temporadas anteriores surgem com uma naturalidade impressionante. Dentre tantos méritos, não posso deixar de citar o fato de que The Day of the Doctor não só respeita os elementos canônicos de Doctor Who (o clássico e o atual), como deixa evidente o carinho pela sua base de fãs ao inserir tantos aspectos fundamentais de sua mitologia, que só quem é fã consegue absorver inteiramente. Em suma, o episódio é fantástico e nos deixa com um gostinho de ‘quero mais’. Além de apontar promissores caminhos que a próxima temporada poderá seguir.

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Confesso que não deixa de ser um tanto estranho ver um episódio de Doctor Who na telona. Obviamente, aqui e ali, o formato não parece adequado, devido aos planos e movimentos de câmera. Mas a diversão foi tão grande, que relevar isso não foi nenhum grande problema.

E, claro, como era uma sessão especial para fãs, algumas das melhores coisas foram todos os aplausos, a histeria e os momentos de assombro dos devotos whovians. A abetura a cargo de Strax; as alfinetadas entre Tenth e Eleventh logo na introdução; as tiradas cômicas certeiras; as linhas de diálogos clássicas; as inúmeras referências a episódios antológicos das séries antiga e contemporânea; bem como os derradeiros momentos que reúnem todos os Doctors, fizeram os whovians presentes na sessão irem das risadas às lágrimas e aos aplausos com a mesma energia com que o Doctor vem viajando pelo tempo e espaço dentro de sua Tardis desde os anos 60 (embora tenha um longo hiato aí no meio).

É fato que jamais irei esquecer desse dia e nem de sua trilha sonora – a cargo do barulhinho das chaves de fenda sônica dentro do cinema antes de a sessão começar; e fãs dignamente vestidos de Doctor, logo após a sessão, descendo as escadas rolantes do shopping, assobiando a música de abertura da série. Inesquecível.

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Obrigada, Moffat!

Andrizy Bento