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Favoritos 2018 – Cinema

E aí vem 2019. Outro ano que termina e chega a hora de fazermos nossos balanços do que de melhor rolou no glorioso universo da cultura pop. Abaixo, você confere os favoritos da equipe do Bloggallerya no quesito Cinema em 2018. Lembrando que a lista compreende apenas os longas lançados em território nacional no ano de 2018 e que listas são, por essência, subjetivas. Portanto, concordem ou discordem, estes são os nossos selecionados. Gostaríamos de aproveitar o ensejo para agradecer por todas as visitas, visualizações e compartilhamentos. Tivemos um número de leitores ainda mais expressivo do que no ano passado, então, fica aqui o nosso singelo obrigado!

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Aquaman

Membro fundador da Liga da Justiça, durante anos o Aquaman foi subestimado pela cultura pop e tornou-se alvo de zombaria de produtores de memes pela internet afora. Talvez, sua representação na famigerada animação Superamigos, exibida entre as décadas de 1970 e 1980, tenha contribuído para que o personagem fosse relegado à condição de super-herói inútil, com os poderes mais “estúpidos”, e apontado constantemente como a grande piada do universo dos super-heróis. Uma grande injustiça, convém dizer. Para quem realmente teve contato com o personagem em sua mídia original, sabe que ele protagonizou arcos de qualidade nas HQs e que, neles, o Aquaman representava muito mais do que um mero objeto de sátira de South Park. Eis que o cineasta James Wan lhe devolve a dignidade perdida com uma adaptação cinematográfica empolgante e que resgata o clima épico das aventuras protagonizadas pelo herói nos quadrinhos. Continuar lendo Aquaman

Homem-Aranha no Aranhaverso

O Homem-Aranha é um dos personagens que mais ganhou reboots no cinema em um intervalo relativamente curto de tempo. O primeiro blockbuster do aracnídeo, estrelado por Tobey Maguire e dirigido por Sam Raimi, estreou em 2002 e, juntamente com X-Men de 2000, contribuiu para o renascimento de um filão hoje altamente explorado por Hollywood e que ainda não apresenta sinais de exaustão: as adaptações cinematográficas de quadrinhos – que vinham, até então, amargando fracassos artísticos e comerciais com exemplares duvidosos e de mau gosto como Batman & Robin e Spawn – o Soldado do Inferno (ambos de 1997). Homem-Aranha 2 (2004) caiu nas graças do público e da crítica e foi considerado por muitos, na época, a melhor adaptação de HQs de todos os tempos. Infelizmente, o teioso conheceu a fúria dos fãs e o bombardeio dos especialistas com o truncado Homem-Aranha 3 (2007).

Poucos anos depois, em 2012, o herói foi revisitado pelo cineasta Marc Webb e ganhou um novo intérprete: Andrew Garfield, que teve a oportunidade de vestir apenas por duas vezes o traje de Aranha e sofreu rejeição de quase todos os lados com longas bem pouco expressivos e memoráveis. O personagem retornou em Capitão América: Guerra Civil (2016), ao lado dos Vingadores, após uma festejada parceria entre a Marvel Studios e a Sony Pictures – que detém os direitos cinematográficos do cabeça de teia desde 1999. Felizmente, em seu filme solo, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, não precisamos ver novamente a origem dos poderes de Peter Parker sendo recontada e nem a morte de Tio Ben. Tom Holland passou a usar a indumentária característica do personagem com dignidade e compromisso, em uma adaptação agradável e bastante eficiente das HQs, mesmo que contando com as tradicionais liberdades criativas e licenças poéticas.

Porém, é com a mais recente animação em longa-metragem Homem-Aranha no Aranhaverso que o teioso conseguiu atingir todo o potencial que os fãs dos quadrinhos sempre desejaram ver no grande ecrã. Portanto, não estranhe se você ler por aí que esta é não somente a melhor animação do ano, como uma das melhores adaptações de HQs de todos os tempos e um seríssimo candidato a integrar um Top 10 de melhores do ano de muito cinéfilo por aí. Não é exagero. Homem-Aranha no Aranhaverso é exatamente isso que estão alardeando.

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Bohemian Rhapsody

Nosso clipe foi banido na MTV.

Essa é a América. Puritana em público. Pervertida entre quatro paredes.

Freddie Mercury é, incontestavelmente, uma lenda. Um performer que jamais encontrou rival à altura quando se trata de presença de palco. Nascido Farrokh Bulsara no ano de 1946, o vocalista (não líder) da mítica banda Queen, faleceu em 1991, de uma pneumonia decorrente de complicações do vírus HIV. Durante sua trajetória na música, rompeu com padrões, tanto musicais quanto estéticos, quebrou barreiras, desafiou o status quo. Vestia-se de modo excêntrico, inaugurando um estilo próprio. Ousou ao fazer uma brilhante e inusitada mistura de rock n’ roll com ópera e até música disco. Era uma figura controversa, autêntica. Irreverente, para ser mais exata.

Bohemian Rhapsody, o filme que narra a história de Freddie Mercury, chegou às telas neste mês de novembro causando alvoroço. Para os fãs, uma maneira de celebrar a vida do ídolo. Para uma nova geração que desconhece a importância da banda no cenário do rock mundial, uma oportunidade perfeita de se conectar ao legado do Queen, cujo repertório não apenas envelheceu bem, como está repleto de clássicos verdadeiramente atemporais capazes de conquistar novos fãs. Contudo, talvez seja o caráter nostálgico do longa e seu carinho para com a obra e a trajetória da banda que realmente exerça um fascínio inenarrável no primeiro grupo. E a curiosidade e a força das composições da banda que atraiam o segundo. O filme é claramente imperfeito. Mas essencialmente Queen. Continuar lendo Bohemian Rhapsody

Operação Overlord

O cinema de horror é um gênero que se reinventa constantemente, para a felicidade dos amantes do gênero. Tem sua origem vinculada ao visionário George Méliès, um dos pioneiros do cinema e considerado o inventor dos efeitos especiais, com o curta O Castelo do Demônio (1896). Chegou às décadas de 1930 e 1940 relegado à categoria de filme B. Durante a crise econômica provocada pela queda da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929, os cinemas, que vinham perdendo público, arranjaram um novo meio de faturar, exibindo dois filmes pelo preço de um. Desse modo, os grandes estúdios ofereciam um filme classe A – produções de elevado destaque, com elencos estrelares – e um filme B – uma fita estrelada por nomes pouco conhecidos e com um orçamento mais modesto. Muitos dos quais, se tornaram verdadeiros cults. Dessa safra, merecem menção os Monstros da Universal, como o Drácula estrelado por Bela Lugosi e Frankenstein com Boris Karloff, ambos de 1931.

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Quem Matou o Caixeta?

Foi você?

Lançada pela AVEC Editora – que, dentre outros títulos, nos trouxe Alena já resenhado por aqui – esta HQ de estréia de Rainer Petter trata de temas pertinentes à atualidade, como a cultura youtuber, a ausência de senso crítico e discernimento na geração dos digital influencers, o discurso de ódio disfarçado de opinião e a inquisição tecnológica. Na internet, não existem meios-termos, tudo é analisado sob o ponto de vista do ódio ou do fanatismo, sob a égide de defensores apaixonados e como alvo de haters viscerais. Tudo é levado ao extremo; julga-se, condena-se e executa-se. Continuar lendo Quem Matou o Caixeta?