Arquivo da categoria: Resenhas

Game of Thrones – Últimas Palavras

Após oito temporadas, 73 episódios e 47 Emmys (que a tornaram a série recordista de estatuetas na premiação), Game of Thrones teve seu último episódio exibido em 19 de maio pela HBO. No entanto, o que prometia ser épico, conseguiu ser apenas frustrante. Em meio à fúria despejada pelos fãs nas redes sociais – ainda mais cáustica que o fogo expelido pelos dragões de Daenerys Targaryen em seus inimigos – até havia um ou outro espectador argumentando que a finale teve, sim, suas qualidades e que o saldo final não foi tão ruim – de um ponto de vista analítico, houve até quem defendesse e justificasse as decisões tomadas pelo roteiro. Contudo, não há quem considere o último episódio da série realmente satisfatório.

Satisfatório é diferente de “atender às expectativas dos fãs e entregar exatamente o que eles querem ver na tela”. Em suma, está longe de significar fanservice. Assim como decepcionante não quer, necessariamente, dizer ruim. No caso de GoT, no entanto, a finale conseguiu ser os dois. Ao invés de proporcionar aos espectadores as devidas resoluções de conflitos e encerramentos de arcos narrativos, o desfecho deixou ainda mais pontas soltas e perguntas sem respostas – resultado sistêmico de toda uma temporada deficiente. Aliás, convém salientar que, desde a quinta, a qualidade da produção vinha caindo drasticamente.

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Projeto Humanos: O Caso Evandro

Relutei em escrever esse texto, pensando comigo que essa indicação poderia fugir do que essa coluna propõe, isto é, indicar exclusivamente séries de televisão. A dica de hoje, no entanto, trata-se de um podcast. Será que o pessoal que lê essa coluna terá paciência para o formato? As pessoas vão achar o quê? Vão dizer: “sua louca, vá escrever sobre series de TV” Continuar lendo Projeto Humanos: O Caso Evandro

Vingadores: Ultimato

O fim de uma era… (este texto contém spoilers)

“Avengers Assemble!” – Steve Rogers

Após o estalar de dedos de Thanos (Josh Brolin) que dizimou metade da vida no universo e conferiu um final trágico e melancólico para Vingadores: Guerra Infinita (2018), muito se especulou acerca de como a catástrofe seria abordada em Vingadores: Ultimato e, o mais importante, se seria possível revertê-la. O filme vinha cercado de inúmeras expectativas desde antes mesmo de possuir um trailer. E o burburinho aumentava conforme o material promocional era divulgado. Comum quando se trata de qualquer fenômeno pop.

Portanto, é interessante notar como todas as teorias que circularam pela internet e foram temas de vídeos intermináveis no youtube e posts eloquentes no reddit e outras mídias sociais, não chegaram nem próximas de se concretizar. O fato de o filme da Capitã Marvel (2019) ser situado na década de 1990, por exemplo, dando a ideia de que seria ela a alterar o passado de modo a consertar o futuro, foi uma das primeiras conjecturas derrubadas assim que o filme solo da heroína entrou em cartaz. Presença de Adam Warlock, figura emblemática dos quadrinhos? Existência de universos paralelos que separavam o grupo de sobreviventes dos dizimados? Nem pensar. Ainda que viagem no tempo e o Reino Quântico introduzido em Homem-Formiga (2015) sejam realmente de vital importância para a história – bem como os fãs haviam teorizado – a maneira como estes elementos são empregados, nós nem havíamos chegado a cogitar.

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Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy

A Netflix investe fortemente na linha de documentários e uma de suas últimas aquisições para o catálogo foi a série documental Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy. Para quem não quem conhece a figura, ele é um dos maiores estupradores e assassinos seriais que aterrorizaram os anos 1970, nos Estados Unidos. Bundy era cheio de peculiaridades. Branco, bonito e estudante de Direito. Mantinha um emprego voluntário em uma ONG, prestando apoio emocional a pessoas deprimidas. Tinha como principal arma o seu próprio charme. Seduziu e matou uma quantidade expressiva de mulheres – jamais se chegou a um número definido de assassinatos praticados por ele. Continuar lendo Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy

True Detective – 3ª Temporada

As séries sempre tiveram nichos a determinar as suas feições, ou melhor: o seu público ideal. As produções da CW, em sua grande maioria, investem em tramas adolescentes recheadas de triângulos amorosos. As séries produzidas pela CBS, geralmente, tratam-se de narrativas policiais e todas as suas possíveis ramificações. Já as séries da HBO não são destinadas a nichos específicos, mas primam sempre pela extrema qualidade, visual e texto rebuscados e alguns críticos as apontam como o biscoito fino da televisão. A emissora não aposta em uma receita como as demais. Só para citar algumas pérolas, A HBO já produziu Família Soprano, Band of Brothers e a aclamada Game of Thrones, que dispensam mais apresentações. Entretanto, o canal tem algumas nódoas em sua carreira como a segunda temporada de True Detective.

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