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Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Março (2019)

Novos volumes de Vagabond, Pluto e I Am Not Here chegam às prateleiras das livrarias em março. Além destes, Wolverine: O Velho Logan de autoria de Mark Millar sai pela Panini. Aproveitando o clima de estreia do filme, a sensacional revista Capitã Marvel: Mais Alto, Mais Longe, Mais Rápido e Mais é outro dos destaques da Panini deste mês e já adianto que vale a pena ler. Pelas mãos do mestre Brian Azzarello, conheceremos a origem de Comediante e Rorschach no prequel do clássico Watchmen. Falando em Azzarello, é dele a estonteante e selvagem Moonshine, lançamento da Mythos. A Quadrinhos na Cia lança o aguardado Minha Coisa Favorita é Monstro, definida como a história em quadrinhos mais impactante desde Maus. A JBC lança os volumes 5 a 8 de Platinum. Iniciativa do genial Alan Moore, Cinema Purgatório sai pela mesma editora e é uma antologia de histórias de terror curtas em preto e branco. No título, Moore aparece muito bem acompanhado por quadrinistas do quilate de Kevin O’Neill, Garth Ennis, Max Brooks dentre outros. Fãs de Garth Ennis também podem comemorar o lançamento de The Boys: O Rapaz Escocês pela Devir. Adrian Tomine lança Intrusos pela Nemo, explorando as inúmeras possibilidades do formato graphic novel com uma narrativa promissora e instigante. O incansável autor de Paciência, Daniel Clowes, lança pela mesma editora, David Boring, outra obra carregada de densidade para seu currículo. Do vencedor do Eisner, Paul Pope mistura Fellini, Heavy Metal e os clássicos de Jack Kirby em Escapo, lançamento da Mino. Abaixo, você confere capas e sinopses dos lançamentos de HQs, mangás e graphic novels de março:

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Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Fevereiro (2019)

Os fãs de Garth Ennis tem dois motivos para comemorar. Neste mês, a Panini traz Crossed Justiceiro: Barracudo, ambos títulos assinados pelo consagrado autor de Preacher. Outras novidades ficam por conta de um confronto intenso entre Batman e Coringa em Batman: Fim de Jogo de Scott Snyder; o quinto volume da genial obra de Brian K. Vaughan, Y: O Último HomemAlex + Ada em uma trilogia imperdível recomendada para os fãs de uma boa ficção especulativa; Wednesday Comics, uma coletânea reunindo clássicos das HQs de super-heróis assinados por lendários roteiristas e ilustradores; o movimento feminista retratado em quadrinhos no promissor Mulheres Na Luta: 150 Anos em Busca de Liberdade, Igualdade e Sororidade; e uma edição luxuosa em capa dura de Liga Extraordinária 1898, a exuberante obra de Alan Moore. Logo mais, abaixo, você confere capas e sinopses detalhadas destes e de outros lançamentos de graphic novels, mangás e comics de fevereiro:

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Nas Prateleiras: Lançamentos de HQs – Janeiro (2019)

Para os entusiastas e leitores ávidos de mangás, vários lançamentos prometem fisgá-los neste mês que inaugura 2019. Tem novos volumes de Pokémon Gold & SilverDr. Slump, Black Butler, The Irregular at Magic High School, Tokyo Ghoul: Re, Your Lie In April, Vagabond, Lobo Solitário, Naruto e muitos outros. Para os fãs do Investigador do Pesadelo, as novidades ficam por conta de Dylan Dog: Nova Série 2 e Dylan Dog: O Guardião da Memória. Aqueles que, como eu, curtem o trabalho do genial Mike Mignola e sua mais preciosa criação, Hellboy, podem se deliciar com uma nova Edição Histórica do personagem, que reúne as clássicas O Vigarista e A Capela de Moloch (a pedido dos próprios fãs). A tradicional turma do limoeiro marca presença com novas edições de Turma da Mônica Jovem e a Coleção Um Tema Só. Para completar, Riad Sattouf presenteia os leitores com a aclamada O Árabe do Futuro 2: Uma Juventude no Oriente Médio – 1984-1985. Confira abaixo capas e sinopses destes e outros lançamentos em quadrinhos do mês de janeiro:

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Favoritos 2018 – HQs

Este foi um ano de excelentes páginas e incríveis narrativas em quadrinhos. Abaixo, estão as nossas escolhas de melhores lançamentos da nona arte, além de outros que não fizeram nossa cabeça. Ficamos aqui torcendo para que 2019 nos proporcione tantos bons títulos em quadrinhos quanto 2018.

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Aquaman

Membro fundador da Liga da Justiça, durante anos o Aquaman foi subestimado pela cultura pop e tornou-se alvo de zombaria de produtores de memes pela internet afora. Talvez, sua representação na famigerada animação Superamigos, exibida entre as décadas de 1970 e 1980, tenha contribuído para que o personagem fosse relegado à condição de super-herói inútil, com os poderes mais “estúpidos”, e apontado constantemente como a grande piada do universo dos super-heróis. Uma grande injustiça, convém dizer. Para quem realmente teve contato com o personagem em sua mídia original, sabe que ele protagonizou arcos de qualidade nas HQs e que, neles, o Aquaman representava muito mais do que um mero objeto de sátira de South Park. Eis que o cineasta James Wan lhe devolve a dignidade perdida com uma adaptação cinematográfica empolgante e que resgata o clima épico das aventuras protagonizadas pelo herói nos quadrinhos. Continuar lendo Aquaman

Homem-Aranha no Aranhaverso

O Homem-Aranha é um dos personagens que mais ganhou reboots no cinema em um intervalo relativamente curto de tempo. O primeiro blockbuster do aracnídeo, estrelado por Tobey Maguire e dirigido por Sam Raimi, estreou em 2002 e, juntamente com X-Men de 2000, contribuiu para o renascimento de um filão hoje altamente explorado por Hollywood e que ainda não apresenta sinais de exaustão: as adaptações cinematográficas de quadrinhos – que vinham, até então, amargando fracassos artísticos e comerciais com exemplares duvidosos e de mau gosto como Batman & Robin e Spawn – o Soldado do Inferno (ambos de 1997). Homem-Aranha 2 (2004) caiu nas graças do público e da crítica e foi considerado por muitos, na época, a melhor adaptação de HQs de todos os tempos. Infelizmente, o teioso conheceu a fúria dos fãs e o bombardeio dos especialistas com o truncado Homem-Aranha 3 (2007).

Poucos anos depois, em 2012, o herói foi revisitado pelo cineasta Marc Webb e ganhou um novo intérprete: Andrew Garfield, que teve a oportunidade de vestir apenas por duas vezes o traje de Aranha e sofreu rejeição de quase todos os lados com longas bem pouco expressivos e memoráveis. O personagem retornou em Capitão América: Guerra Civil (2016), ao lado dos Vingadores, após uma festejada parceria entre a Marvel Studios e a Sony Pictures – que detém os direitos cinematográficos do cabeça de teia desde 1999. Felizmente, em seu filme solo, Homem-Aranha: De Volta ao Lar, não precisamos ver novamente a origem dos poderes de Peter Parker sendo recontada e nem a morte de Tio Ben. Tom Holland passou a usar a indumentária característica do personagem com dignidade e compromisso, em uma adaptação agradável e bastante eficiente das HQs, mesmo que contando com as tradicionais liberdades criativas e licenças poéticas.

Porém, é com a mais recente animação em longa-metragem Homem-Aranha no Aranhaverso que o teioso conseguiu atingir todo o potencial que os fãs dos quadrinhos sempre desejaram ver no grande ecrã. Portanto, não estranhe se você ler por aí que esta é não somente a melhor animação do ano, como uma das melhores adaptações de HQs de todos os tempos e um seríssimo candidato a integrar um Top 10 de melhores do ano de muito cinéfilo por aí. Não é exagero. Homem-Aranha no Aranhaverso é exatamente isso que estão alardeando.

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