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Música Disco

Disco, o estilo que desbancou vários outros como o rock e o punk na década de 70. Um estilo alternativo que se tornou uma febre no mundo inteiro. Personificado na figura de Tony Manero (John Travolta) nos “Embalos de Sábado à Noite”, ganhou o mundo com o seu brilho (literalmente falando).

A discoteca nasceu nos Estados Unidos, aproximadamente em 1972. A música disco foi a primeira a adotar som eletrônico e também pioneiro nas formação de DJ’s.

Com a recessão que atingiu os EUA em 1974, os americanos ficaram “encurralados”. E, com o rock em certa “decadência”, as pessoas precisavam de um estilo alternativo, que se destacasse em ambientes que todos pudessem freqüentar e que tivesse uma dança livre. Disco era a resposta.

Em 1977 foi lançado o filme Os Embalos de Sábado à Noite, com John Travolta no papel de um dançarino de discoteca. O personagem era um qualquer de manhã, mas o rei das pistas de dança à noite. O filme realmente embalou as pessoas no mundo inteiro, espalhando a Disco Fever pelo planeta. Todos queriam ser como Travolta, usar sapatos com salto e roupas brilhantes. Seu estilo foi exaustivamente copiado.

No Brasil, a febre da discoteca chegou nos anos 80. Mas chegou com a mesma força que vinha dos EUA. As maiores discotecas aqui foram a Banana Power e a Papagaio Disco Club, ambas “revelaram” o DJ Mister Sam, entre outros. No mundo, a maior discoteca foi a Studio 54, em New York.

Após 1989, a disco perdeu força no mundo inteiro. A febre foi cessando e sendo substituída pelas boates modernas e clubes de hip hop. Mesmo assim, a herança da disco é a música eletrônica que ouvimos hoje, os efeitos de som, o brilho das boates. Talvez a febre tenha acabado, mas sua herança é eterna. Sex, Drugs and Disco.

Eduardo Molinar

[Televisão] O Início da “telinha” no Brasil

A história da televisão no Brasil começou exatamente quando o milionário Assis Chateaubriand trouxe o primeiro aparelho televisor para o país.  No dia 18 de setembro de 1950, ele fundou a primeira emissora de televisão brasileira e da América Latina, a TV Tupi.

Os primeiros aparelhos de TV, chegaram aqui em 25 de Março de 1950, em um navio no porto de Santos, e foram encomendados pela RCA (Radio Corporation of America).

A primeira transmissão ocorreu no dia 10 de setembro, indo ao ar um filme em que o presidente Getúlio Vargas relatava seu retorno à carreira política.

Em 18 de setembro daquele ano, o sonho de Chateaubriand finalmente se concretizou e a Tupi entrou oficialmente no ar pelo canal 3 de São Paulo. Uma garotinha de cinco anos introduziu a televisão aos primeiros telespectadores, dizendo: “está no ar a Televisão Brasileira” então surgiu o logotipo, a memorável ilustração do pequeno índio. O transmissor foi colocado no topo do prédio do Banco Estadual de São Paulo. Como ainda não tinha televisores na capital paulista, Assis Chateaubriand espalhou 200 aparelhos em pontos estratégicos da cidade.

A TV ainda apresentava a imagem em preto e branco e não existiam programas gravados. Todo o conteúdo televisionado era ao vivo, incluindo as propagandas e,  com isso, era impossível não surgir algum imprevisto.

 O primeiro programa criado para a recém-nascida televisão, foi o TV Taba, comandado pelo saudoso radialista Homero Silva.

O primeiro telejornal da emissora, foi o Imagens do Dia que não tinha horário fixo na programação e cujas reportagens eram filmadas em películas de 16 milímetros.

Atrações gringas, como desenhos e seriados, vinham  pra cá em sua língua original, pois ainda não havia a dublagem no Brasil. A primeira dublagem só ocorreu no fim daquela década.

Em novembro foi transmitido o 1º teleteatro que apresentava a história a Vida Por um Fio.

Em 1951, no mês de janeiro, Chateaubriand inaugurou a segunda sede da Tupi no Rio de Janeiro. Nessa época, ela transmitia uma programação diferente da Tupi São Paulo, já que não havia satélites e videotapes para que fosse possível apresentar a mesma transmissão em ambos os lugares.

Em Março  1952 outra emissora foi inaugurada , a TV Paulista de São Paulo. Um ano depois, em setembro, a TV Record entrou no ar, ganhando a  primeira concessão da Tupi, no canal 7.

Ainda, durante a década de 50, outras emissoras surgiram, como a TV Itacolomi, canal 4 de Belo Horizonte, em 1955; e a TV Piratini no canal 5 em 1959, esta de Porto Alegre.

Esses foram os primeiros, precários e curiosos anos da história da TV brasileira. Um sonho de Chateubriand que, com o passar das décadas, veio a se tornar o veículo mais popular e indispensável nos lares brasileiros. Mas para chegar a esse ponto, muitas águas rolaram. Mas este é um assunto para, quem sabe, um próximo post.

Fonte:  http://www.tudosobretv.com.br/

Adryz HerVen

[Música] Falco

Falco, esse músico austríaco, pouco lembrado atualmente, definiu e popularizou um estilo de música até então cantada apenas por negros: o hip-hop. Por esse motivo foi chamado de O Primeiro Rapper Branco.

Nascido em Viena, na Áustria, Falco era fã de cantores como Elvis Presley, David Bowie e bandas como The Robots. Com apenas 16 anos, foi aceito no Conservatório de Música de Viena por possuir um talento musical nato. Lá, adquiriu conhecimentos que, mais tarde, viriam a contribuir efetivamente em sua carreira.

Em 1978 saiu do Conservatório para se tornar, segundo ele, um músico de verdade. Após passagens por algumas bandas, Falco entra na Drahdiwaberl, uma banda que transitava entre o punk rock e o heavy metal. As apresentações do grupo eram caóticas e Falco era visto pelo público como uma estrela à parte, por usar óculos ray-ban e trajar roupas brilhantes.

Em 1980, em um LP da banda, é incluída a faixa Ganz Wien. Escrita e cantada por Falco, trata-se de um heavy metal lento que fala sobre as drogas, especialmente a heroína. Mesmo sendo um sucesso de público, a faixa foi censurada na Áustria.

Em 1982, Falco sai da banda para gravar seu primeiro LP solo: Einzelhaft. O maior sucesso do disco é Der Kommissar, uma mistura de rap, funk e dance.  A música é um rap com refrão cantado, o mesmo modelo que ouvimos hoje, no rap contemporâneo.

O álbum chegou aos EUA e fez um enorme sucesso nas discotecas de hip-hop, mesmo se tratando de um artista de língua germânica.

No ano seguinte, seu segundo álbum foi lançado: Junge Romer, onde apenas a faixa-título alcançou um relativo sucesso. O disco foi muito bem aceito pela crítica, mas um fracasso de público.

Desapontado, Falco reuniu sua banda e viajou com ela para a Tailândia, onde alegou que iria buscar seu “equilíbrio espiritual”. Três meses depois, eles voltaram com o álbum Falco 3. Pronto. Nesse disco é que estão os seus maiores e mais memoráveis sucessos: Rock me Amadeus, Vienna Calling e Jeanny.

Após o lançamento mundial, Rock me Amadeus atingiu o primeiro lugar nas paradas de 14 países, incluindo os EUA. Vienna Calling seguiu o mesmo caminho, atingindo a posição de número 10 nas paradas americanas e o topo na Europa, assim como Jeanny. Nos Estados Unidos, Falco 3 foi escolhido o terceiro melhor álbum do ano.

Mais uma vez Falco chegou às paradas com seu genuíno e bem trabalhado hip-hop. Rock me Amadeus é um hip-hop legítimo e pioneiro, e Vienna Calling, apesar de ser considerada uma faixa pop, possui uma batida hip hop indiscutível. Depois de todo esse barulho, Falco saiu em trunê mundial e 1986 se tornou o seu grande ano.

O músico ainda lançou mais cinco álbuns: Sound of Musik (1986), Wiener Blut (1988), Data de Groove (1990), Nachtflug (1992) e Out of the Dark (1998), sem, contudo, conseguir repetir o sucesso de Der Kommissar e Rock me Amadeus.

Em 1998, o músico morreu em um acidente de carro na República Dominicana, apenas um mês antes do seu último álbum ser lançado.
Falco não foi apenas um cantor audacioso, que conquistou o mundo com sua autenticidade. Foi um revolucionário nas cenas pop e, principalmente, hip-hop.

Eduardo Molinar

A Primeira Contestação

Nos anos 50, os EUA passavam pelo momento pós-guerra. Era um momento econômico próspero, em que as famílias americanas podiam ter dois carros na garagem, havia os churrascos em família aos domingos, a televisão era o novo passatempo e o sonho americano estava de volta. No meio dessa calmaria em que as atrações eram para os adultos, os jovens estavam sendo “sufocados”,  não agüentavam mais essa mentalidade “certinha”.  Algo estava para acontecer!

Em 1953, Hollywood produziu o filme The Wild One (O Selvagem) com Marlon Brando no papel de Johnny, um motoqueiro rebelde, líder de uma gangue de motoqueiros. Ele usava jaqueta de couro, jeans, coturnos (lembra dos punks…?)

Esse filme foi o pontapé inicial para o início da rebeldia dos garotos e garotas dos anos 50.

Em 1955, quando já existiam gangues de rapazes com jaquetas de couro e canivetes nos bolsos, mais um filme viria para eternizar esse momento de contestação, Rebel Without a Cause (Juventude Transviada), com James Dean no papel principal. O filme mostrava, pela primeira vez no cinema, os conflitos entre pais e filhos e também a primeira cena de “racha”  da história. James Dean tornou-se o primeiro ídolo juvenil e, com sua prematura morte no mesmo ano, virou um herói e um mártir para os adolescentes e um “maldito” para os adultos.

Esses dois atores citados influenciaram diretamente Elvis Presley e seu Rock’n Roll. Com um estilo musical e voz de negros, um tanto obscena, debochada e um forte apelo sexual, conquistou de vez os jovens. Elvis chegou a ser censurado pela mídia por causa de sua dança e seu cabelo comprido.

Todos esses elementos de Elvis, James e Brando serviram de inspiração para o nascimento da primeira “tribo” do mundo: os rRockers.

Eram os jovens revolucionando, se tornando independentes, mostrando o seu repúdio aos costumes conservadores dos adultos. A partir daí, o mundo nunca mais foi o mesmo, tudo começou a ser direcionado principalmente aos adolescentes (a indústria fonográfica principalmente).

Se não fosse esse movimento, o mundo talvez ainda fosse um lugar tedioso, talvez não se falasse em sexo tão abertamente, talvez os movimentos hippie e punk não tivessem acontecido. Os anos 50 foram um grande “vá pro inferno” para a moralidade e para a repressão que sempre foi imposta aos jovens.

 Eduardo Molinar

[Especial] Rock Nacional Anos 80 – Parte 2

Parada Rock Anos 80 Brasil–  parte 1

Sempre destaquei  os anos 80 como um década genial, principalmente em termos musicais. O rock nacional dessa época demonstra muito bem o que quero dizer. As bandas com suas composições, independentes de terem temática política, romântica ou humorística,  foram apreciadas pelo público em geral, especialmente dentre os adolescentes da época. As músicas marcaram uma geração que até hoje é lembrada e que nunca será esquecida.

Aqui, destaco 5 músicas do rock nacional da década de 80 que estão entre as minhas favoritas. Como se trata de apenas 5, vão faltar algumas outras prediletas nessa lista… mas pretendo fazer uma parte 2 para incluir as faltantes 😉

1- Gang 90 & As Absurdettes – “Perdidos Na Selva”

2- Ritchie – “Casanova”

3- Legião Urbana – “Tempo Perdido”

4 Paralamas do Sucesso – “Lanterna dos Afogados”

5- Plebe Rude – “Até Quando Esperar”

Fonte da imagem: http://cesargavin.blogspot.com/

Adryz HerVen

[Música] Punk no Brasil

Olá!

Dessa vez, temos aqui no blog, o texto de um colaborador que, esperamos, venha a contribuir ainda muito com esse espaço nos permitindo publicar seus futuros artigos e, dessa maneira, enriquecer o Bloggallerya. Eduardo Molinar escreveu sobre o Punk no Brasil, mas não apenas sobre o cenário do gênero e movimento em nosso país. Seu artigo alfineta, apresenta um caráter de crítica social e política. Confira:

Punk no Brasil…consciência esquecida (?)

Alguns dizem que o punk no Brasil acabou porque não o encontram mais sendo reportado na TV. Outros acreditam que ele vive, mas não tem o espaço que merece nos meios de comunicação. A verdade é que ele está vivo, só que tentam ignorá-lo.

O auge do punk brasileiro foi nos anos 80 e 90, com bandas como Camisa de Vênus, Raimundos, Inocentes, Replicantes, Plebe Rude e tantas outras.

O punk foi pouco divulgado pelas emissoras de televisão brasileiras, naquela época, por ser agressivo, conter palavrões e principalmente por falar o que mais dói: a realidade, a verdade do Brasil. Hoje o Brasil é retratado como um país que só cresce, onde tudo vai muito bem e nada está errado. Isso é mentira, pois temos muitos problemas sim, e são problemas antigos. Exemplos: corrupção (velha conhecida), violência, pessoas que ganham muito mais e pessoas que ganham menos (muito menos), pobreza e etc. A lista é longa!

Talvez, hoje, pouca gente saiba, mas as bandas que citei e outras ainda que não foram citadas se preocupavam com a situação do povo brasileiro. Músicas como “Hoje” e “O Adventista” (Camisa de Vênus), “Pátria Amada” (Inocentes), “Proteção” (Plebe Rude), “Surfista Calhorda” (Replicantes) mostraram a verdadeira consciência do povo brasileiro e foram censuradas por isso. O que é normal acontecer; quando alguém está certo é acusado de querer o mal do país.

Muitos que se declararam “justiceiros” do povo naquela época, são o que podemos chamar de “surfistas calhordas”, pois agora essas mesmas (que estão no poder atualmente) são iguais às que elas criticavam. Os falsos, parece que ninguém vê. São aproveitadores que um dia queimaram a bandeira americana em praça pública, e hoje apertam a mão dos americanos, entregando nosso país a eles. O punk denunciou e denuncia tudo isso, mas parece que ninguém entende.

Não se engane, o punk nunca morrerá. Não pense que, porque o garoto ou a garota são punks, que eles querem o mal do país, eles apenas estão tentando “abrir os olhos” dos que não acordaram para a verdade ainda. Ou porque não conseguiram, ou porque não querem.

Fonte da imagem: http://funeraldeath.blogspot.com/

Eduardo Molinar