Batalhões de Estranhos (1985) – Camisa de Vênus

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Data de Lançamento: 1985
Faixas: 11 faixas (12 faixas no CD)
Duração: 38:24
Estilo: Punk Rock e New Wave
Produção: Reinaldo Barriga
Gravadora: RGE

Lado A:
Eu Não Matei Joana D’Arc
Casas Modernas
Lena
Ladrão de Banco
Gotham City

Lado B:
Noite e Dia
Crime Perfeito
Rosto e Aeroportos
Hoje
Cidade Fantasma
Batalhões de Estranhos

Faixa incluída apenas em CD:
Coiote no Cio (The Pink Panther Theme)

Depois das polêmicas do primeiro álbum e de terem sido expulsos da gravadora Som Livre ao se recusarem a mudar o nome da banda, o Camisa de Vênus entrou em estúdio novamente em 1985, já de casa nova, a gravadora RGE, para trabalhar no disco Batalhões de Estranhos.

A banda já tinha ficado conhecida com o disco anterior, autointitulado, apesar das controvérsias que resultaram em censura, não somente por conta das faixas, mas também devido ao nome da banda que muitos consideravam vulgar. Três meses após o lançamento desse primeiro trabalho, junto aos diretores da Som Livre, os membros participaram de uma reunião, sendo o assunto em pauta a alteração de nome do grupo, com a justificativa de que Camisa de Vênus não era nada comercial, o que foi prontamente recusado pelos integrantes. O vocalista, Marcelo Nova, ainda deu uma resposta debochada com a sugestão de um nome ainda mais apelativo para o conjunto. Após a situação, os músicos foram expulsos da gravadora e o LP saiu de catálogo. Coube ao Camisa fazer uma intensa auto promoção e divulgação por si só, viajando o país inteiro com apresentações ao vivo, de modo a atingir um número expressivo de fãs e poder, assim, gravar um novo álbum.

Após se mudarem para São Paulo, dentre os vários shows que estavam realizando na época, um deles chamou a atenção da gravadora RGE que, interessada, convidou o grupo para o registro de um novo álbum. Em julho de 1985, foi lançado Batalhões de Estranhos. As gravações aconteceram nos estúdios Sigla e Intersom, ambos situados na cidade de São Paulo. O disco foi um grande sucesso entre o público, abrindo novas portas para a banda. Todavia, a crítica pouco se manifestou perante esse novo trabalho. Um dos poucos, o jornalista Paulo Klein, da Folha de São Paulo, que escreveu sobre o disco para a publicação, elogiou o mesmo pela sonoridade e temas abordados nas canções.

Sobre a capa do LP… Certamente seria cancelada se lançada nos dias atuais, já que mostrava crianças portando artefatos de guerra e se preparando para lutar, além de trazer um menino nu. Um tema pesado demais para qualquer época, mas que passou batido naqueles tempos. Aqui, cabe uma curiosidade: a garotinha de preto no canto direito da capa é Penélope Nova, filha do vocalista Marcelo Nova, na época com 14 anos, que posteriormente viria a ser conhecida como VJ da MTV Brasil.

Algumas músicas de grande sucesso da carreira do Camisa marcam presença no LP, como a clássica Eu Não Matei Joana D’Arc. Destaque também para Gotham City, que além de levar o nome da cidade em que reside o Batman, também é uma regravação da banda de rock psicodélico e tropicalista Os Brasões (a original foi lançada em single em 1969). Outra que merece menção é a faixa Coiote no Cio, também conhecida como o Tema da Pantera Cor de Rosa, que o grupo tocava ao vivo em seus shows e foi incluída apenas na versão em CD do álbum.

Aliás, essa versão em CD foi disponibilizada em 1995 pela própria RGE. Como dito anteriormente, o disco recebeu uma resposta bastante positiva do público, com 100 mil cópias vendidas, o que lhes rendeu um disco de ouro.

Adryz Herven

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