The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1972) – David Bowie

Data de Lançamento: 16 de junho de 1972
Faixas: 11 faixas
Duração: 38:29
Estilo: Glam Rock, Proto-Punk e Pop Rock
Produção: David Bowie e Ken Scott
Gravadora: RCA

Lado A:
Five Years
Soul Love
Moonage Daydream
Starman
It Ain’t Easy

Lado B:
Lady Stardust
Star
Hang On To Yourself
Ziggy Stardust
Suffragette City
Rock ‘N’ Roll Suicide

Há meio século, era lançado The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (conhecido popularmente como Ziggy Stardust devido ao fato de o título ser muito extenso), quinto álbum do músico britânico David Bowie. Aproveitando que o eterno camaleão do rock completaria 75 anos de idade neste mês e, em 2020, o disco em questão celebra 50 anos de lançamento, nada melhor do que falar deste clássico que marcou gerações e tornou Bowie um dos maiores artistas da cena musical mundial.

Os fãs de David Bowie, que conhecem bem o astro, sabem que ele era um artista completo que desempenhava muito bem não apenas a função de músico, como diversas outras vertentes artísticas. Dentre elas, Bowie se arriscou como ator (algo que já abordei em outro artigo). O camaleão comentou várias vezes, em entrevistas, que atuar era algo vantajoso, pois o auxiliava a superar a timidez na hora de subir ao palco e encarar a plateia durante o show. Foi daí que surgiu a ideia de usar e abusar de fantasias e maquiagens e até mesmo criar personagens enquanto se apresentava. Vale notar que David Bowie, o artista, já era uma espécie de persona pública que o distinguia do real David Robert Jones (nome de batismo do cantor).

Um dos personagens mais lembrados do astro, e que, sem dúvidas, foi um divisor de águas em sua carreira, é o Ziggy Stardust, alcunha que ele criou em 1971 e que nada mais era do que um rockstar alienígena e andrógeno, enviado para a Terra com o objetivo de alertar a respeito do fim do planeta. O alter-ego foi inspirado por diversas influências artísticas do músico, tais quais o roqueiro inglês Vince Taylor, e o estilista japonês Kansai Yamamoto (que, aliás, foi responsável pelos figurinos de Bowie para essa turnê de Ziggy). Já o nome, tratava-se de uma compilação de várias coisas: Ziggy era o nome de uma alfaiataria que David avistou uma vez, da janela de um trem. Stardust, por sua vez, tem origem no nome artístico do performer norte-americano Norman Carl Odam, Legendary Stardust Cowboy. Logicamente, não podemos esquecer que o nome também partiu da fascinação de David por histórias de ficção científica (principalmente as aventuras espaciais) e artes em geral.

Além de Ziggy, veio com ele, os Spiders From Mars, banda de acompanhamento, tanto no álbum quanto nos shows, formada por músicos que já tinham tocado com Bowie em seu trabalho anterior, Hunky Dory: Mick Ronson, Trevor Bolder e Woody Woodmanse. Juntos de Bowie, eles entraram no estúdio em julho de 1971 para gravar o LP The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, pela gravadora RCA, produzido pelo próprio Bowie e por Ken Scott. A capa ficou a cargo do fotógrafo Brian Ward, responsável por um ensaio composto de registros em preto e branco do músico e realizado no estúdio Ward’s Heddon Street em Londres. Terry Pastor, por sua vez, foi o encarregado de recolorir a capa.

As canções presentes no álbum contam a história de Ziggy Stardust, começando pela sua chegada à Terra; passando pelas mensagens enviadas a fim de evitar o fim do planeta, incentivando as pessoas a segui-lo; e até mesmo fala um pouco sobre sua sexualidade, narra como ele formou a banda, e conta sua trajetória, ascensão e decadência como astro do rock; sua desistência e ruptura com seu grupo musical; e, por fim, termina com ele cometendo suicídio. Muitas dessas músicas são memoráveis hits da carreira do cantor enquanto encarava a persona Ziggy Stardust, como Lady Stardust, Five Years, Hang On to Yourself, Rock’ n’ Roll Suicide, Moonage Daydream e Starman. Destaque também para a It Ain’t Easy, que foi a única do disco não escrita por Bowie. A canção foi composta por Ron Davies.

Aclamado por público e crítica, Ziggy Stardust ganhou duas vezes o Disco de Platina no Reino Unido, atingindo a marca de um milhão e meio de cópias vendidas, e lhe rendeu, também, Disco de Ouro nos Estados Unidos, com a impressionante comercialização de meio milhão de cópias. O disco figurou na 35ª posição da lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos da revista Rolling Stone em 2003 e também esteve presente na lista dos 100 melhores álbuns de todos os tempos da revista Time. Ainda fez de David Bowie uma super estrela do rock, deixando seu nome gravado na história e conquistando gerações.

O disco foi relançado algumas vezes com o passar dos anos, além dos formatos LP e K7. Em 1984, foi disponibilizado pela primeira vez em CD. Em 1990, o relançamento foi especial, com direito a cinco faixas bônus. Ainda teve outra versão que saiu em 1999 pela gravadora Virgin e as edições comemorativas: a de 30 anos, lançada em 2003, com quatro faixas bônus; a de 40 anos, de 2012; e a atual de 2015 (lançada no mesmo dia em que as edições comemorativas de outros clássicos, como Hunky Dory, Heroes e Let’s Dance).

Adryz Herven
Revisão e colaboração: Andrizy Bento

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