Eternos

Há anos eu venho batendo na mesma tecla: de que os filmes da Marvel precisam fugir da zona de conforto. Por mais bem-sucedida que seja a fórmula adotada pelo MCU – filmes divertidos, coloridos e dinâmicos para toda a família e adotando, como em sua mídia de origem, o conceito de tie-in (histórias avulsas que se conectam à grande trama principal por meio de algum elemento da narrativa) – ela corria o risco do desgaste devido à intensa e frequente repetição. Por mais que me venha à cabeça o chavão “em time que está ganhando, não se mexe”, ele funciona enquanto dura a partida e, talvez, até mesmo o campeonato. Mas, recorrendo sempre aos mesmos passes, truques e táticas, o rival fica mais atento à forma como o outro time trabalha e, porquanto, o estilo de jogo se torna bastante previsível, fica fácil buscar meios de contornar, ludibriar e, por fim, vencer o tal time que está ganhando. O chavão é seguro, mas como tudo nessa vida, não pode ser utilizado em excesso.

Continuar lendo Eternos