Coffee And TV – Blur

A indústria do videoclipe atingiu seu apogeu na década de 1990, ao contar com talentosos e imaginativos diretores por trás dos vídeos utilizados para promover canções de bandas e artistas – tanto os já consagrados, quanto os que despontavam no cenário musical. Em minha sombria opinião, creio que foi nessa década, também, que o videoclipe alcançou todo o seu potencial, ganhando um boost na produção ao contar com mais recursos e bons orçamentos – diferentemente dos charmosos trash da década de 1980, realizados com muita criatividade, baixíssima verba e, às vezes, um gosto duvidoso.

Creio também que os anos 1990 foram os últimos a cultuar a arte do videoclipe e a ver esta mídia como uma importante ferramenta de divulgação de um material de um artista. Isso quando a MTV ainda era uma emissora musical e era atribuída ao vídeo a garantia de engajamento de um músico ou de uma banda. Hoje, existem outras ferramentas, novos recursos, redes sociais… Para que fazer um videoclipe de porte cinematográfico, quando se pode viralizar em poucos minutos com um vídeo feito de qualquer jeito no celular e postado no TikTok? Obviamente, houve artistas que fizeram esforços hercúleos para manter a relevância do videoclipe, como Lady Gaga, Beyoncé e tantos outros. Mas não se fala mais de clipes como se falava na época de ouro das MTVs (tanto a americana, quanto a brasileira, em sua era Abril).

Mas por que toda essa nostalgia pessimista, de repente? Porque vamos falar de um clássico incontestável do final da década de 1990. Sim! A caixinha de leite senciente do melancólico Coffee And TV do Blur, expoente do britpop daquela década, arrebatou corações e tornou-se um fenômeno cultural. Continuar lendo Coffee And TV – Blur