[Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança

“Ajude-me Obi-Wan Kenobi, você é minha única esperança”.

A partir de um argumento audacioso, George Lucas redefiniu os rumos do cinema de entretenimento, criando um dos primeiros blockbusters da história da sétima arte (o termo foi primeiramente atribuído a Tubarão de Steven Spielberg, em 1975) e inaugurando uma franquia rentável que se alastrou pela televisão, literatura, histórias em quadrinhos, videogame, imprimindo sua marca em todas as mídias possíveis e tornando-se um produto emblemático da cultura pop.

Hoje, o longa inaugural da saga, lançado em 1977, funciona mais como uma curiosidade. Mas é possível, ao revisitá-lo, identificar e compreender os motivos que fizeram de Star Wars o fenômeno que é hoje, o porquê de ter encantado tantos espectadores que saíram maravilhados das salas de cinema no ano de seu lançamento e a razão pela qual a obra é objeto de culto até o presente momento, recusando-se a desocupar sua posição do panteão dos deuses da cultura pop, atravessando gerações a conquistar novas levas de fãs, enquanto os antigos permanecem cativos, saindo em defesa da obra sempre que possível e necessário. 

Assistir ao primeiro episódio que foi exibido nos cinemas, procurando manter o olhar daqueles tempos, nos leva a perceber que o filme, hoje conhecido pelo subtítulo Uma Nova Esperança, é um espetáculo grandioso, uma obra inovadora em todos os sentidos e que, por trás da ambição do conceito e do visual, existe a humanidade e o carisma dos personagens. Um produto de ficção científica que divaga sobre política e fé; um filme de ação sobre o valor da lealdade e da família, repleto de criaturas robóticas providas de emoção e sentimento. Não é um filme que destaca simplesmente os efeitos visuais e a beleza plástica exuberante de seus cenários. Uma Nova Esperança é uma soap opera espacial no melhor sentido que o termo poderia ser empregado. Continuar lendo [Catálogo: Clássicos] Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança