Os 7 de Chicago

O ano passado foi atípico por razões amplamente conhecidas. A pandemia do novo coronavírus resultou, dentre outras coisas, na interrupção de gravações de filmes, séries, telenovelas e outros produtos audiovisuais, em respeito à medida de distanciamento social estabelecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde), para evitar que o vírus se difundisse ainda mais e para garantir a preservação da saúde e bem-estar de profissionais atuantes nessa indústria.  Outra recomendação de combate ao contágio e visando a contenção de uma pandemia de escala global, foi evitar aglomerações, tanto em espaços fechados quanto abertos, proibindo a realização de grandes eventos, como shows e convenções, incluindo, também, fechar temporária e indefinidamente as portas dos cinemas.

Isso explica a quantidade de filmes independentes selecionados pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para concorrer ao Oscar (como eu citei no post sobre os indicados) e a visibilidade concedida a um filme como Os 7 de Chicago que, em um ano normal, possivelmente seria vítima das esnobadas da Academia. Não se trata de uma obra mediana, mas também é pouco memorável e dificilmente irá figurar como o filme favorito de alguém. É um drama histórico correto, mas estruturalmente problemático.

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