Feliz Natal Com o Coringa

Hey, amigos! Como estamos? Arranjei um modo especial (e desconcertante) de dar Feliz Natal aos leitores deste obscuro blog.

Natal com o Coringa.

Pois é.

Gostaria de informar, primeiramente, que a maior inspiração para esse post é o Blog do Amer. Nele, o autor costuma fazer críticas bem-humoradas e bastante ácidas de filmes, episódios de séries e desenhos animados, sempre com o auxílio de frames da obra em questão, o que torna seus comentários ainda melhores. Eu não tenho tanto talento para a comédia como o Amer, mas decidi fazer esse post como uma espécie de homenagem a um dos meus favoritos desse universo já defasado dos blogs.

Vamos ao episódio:

Que começa com o Coringa cantando Jingle Bells em um fantástico (só que não) coro no Arkham Asylum. Então ele foge na enorme árvore de Natal que, na verdade, é um foguete (!)

Na mansão Wayne, o chato do Robin aconselha o Batman a relaxar, pois é véspera de Natal e  ainda pergunta ao Morcego aonde foi parar o seu espírito natalino.

O Robin é bem lerdo. Natal e Batman são como água e óleo. Bruce tem cara de quem curte Halloween. Coringa também, por motivos óbvios.

Bem, como a notícia da fuga do Coringa do Arkham já é de conhecimento de Bruce, ele quer fazer uma ronda noturna por Gotham em seu estiloso Batmóvel para saber se está tudo bem em sua cidade natal.

É Gotham. Raramente as coisas estão na santa paz de Batman por lá. Mas é Natal. E como diz o sábio Robin: Até os criminosos passam as festas com suas famílias (sic). Bruce, contendo o desejo de dar um tapa destes na cara de Robin:

Apenas diz a ele que o Palhaço do Crime não tem família. Assim como todos os personagens importantes de Gotham, exceto Gordon.

Aliás, o Robin, mais do que ninguém, deveria entender a angústia de Bruce com relação ao Natal. Afinal, ele ficou órfão muito jovem, assim como Bruce. Eles não têm com quem passar as festas. Tsc tsc! Robin me mata de vergonha.

Tudo o que Robin quer, na verdade, é comer o peru do Batman.

É! Ele está louco pela ceia de Natal e quer assistir A Felicidade Não Se Compra.

– Robin, eu nunca vi esse filme. Nunca consegui passar do título.

É a resposta que o Menino Prodígio arranca do Morcego.

Peraí, Batman! Okay que você é o Batman e todos gostariam de ser você. Possuir sua grana, sua influência, sua beleza, seus apetrechos super legais, seu Batmóvel, seu Alfred e ainda se vestir de morcego e combater o crime por aí. Mas estamos falando de um filme de Frank Capra! Como assim você nunca assistiu?

Embora eu entenda o motivo de você sequer ter passado do título. Parece uma afronta à sua grana. A Felicidade Não Se Compra. Pffft! Com o dinheiro que o Bruce tem, ele é capaz de comprar o que quiser. Até mesmo a felicidade.

Sim, ele pode!

Mas Bruce não tem cara de quem curte os filmes do Capra. Creio que ele é fã do Christopher Nolan.

Ainda tenho minhas dúvidas se ele é fã de Tim Burton

Retomando…

Um dos músicos de jazz favoritos de Lisa Simpson está tocando saxofone na rua, usando um gorro de Papai Noel e arrecadando moedinhas em uma latinha.

Com uma roupa que parece nova…

Deve ser legal ser pobre em Gotham.

Robin, irritante que só ele, continua desejando um abraço apertado e um desejo de Feliz Natal de Bruce.

Não vai acontecer, Robin. Diminua suas expectativas.

O Menino Prodígio diz que Papai Noel perde para o Batman.

Claro que perde. O morcegão é muito mais legal e simpático do que o velho capitalista que tem as cores da Coca-Cola.

Desculpem meu momento revolts…

A dupla dinâmica, então, senta à mesa para aguardar a ceia. Porém, Alfred surge dizendo que o peru ainda não está pronto. Ao invés de continuarem à mesa aguardando o jantar, eles decidem sentar em frente à televisão para assistir A Felicidade Não Se Compra.

Desistiram da ceia totalmente, né? Trocaram pelo filme. Ou eles vão degustar o peru em frente à TV vendo um filminho.

E vocês aí se vangloriando das enormes smart TV’s LED que possuem em casa e parcelaram em 72 vezes. Em meados dos anos 1990, Bruce já tinha um verdadeiro cinema em sua sala de estar.

Finalmente eles vão assistir A Felicidade Não Se Compra.

E vamos ao momento complexo de vira-lata do dia: É por isso que os estadunidenses se consideram superiores a nós. Na véspera de Natal, todo ano, eles assistem A Felicidade Não Se Compra.

Enquanto nós, aqui no Brasil, vemos um especial do Didi.

De repente, na tela, surge o Coringa!

O que é muito conveniente, diga-se de passagem. Vou explicar melhor: O Bruce não tem cara de quem assiste televisão. Ele parece um daqueles caras chatos que se orgulha de ser totalmente alienado em termos de cultura televisiva. Se ele não fosse cool demais para ter um perfil no facebook, certamente veríamos algumas publicações do Morcego desancando populares programas televisivos.

E todos os amigos baba ovo, puxa-saco e paga pau do Batman dariam um like.

Por que, justamente no dia em que Bruce decide ver televisão, o Coringa está lá? Interrompendo a programação de todas as emissoras com filiais em Gotham City para exibir o seu programa especial de Natal? Por quê?<

Conveniência de roteiro.

Eu odeio conveniências de roteiro. Só funcionam quando bem embasadas, como em Os Simpsons e comédias da estirpe de Tudo Por um Furo. Em ambos os casos, há razões para as coincidências existirem. Elas estão ali servindo como recurso cômico, para que o negócio seja intencionalmente ridículo.

Conveniências de roteiro incomodam muito em casos mais sérios. São as principais responsáveis, por exemplo, por tirarem o grande barato dos filmes do Homem-Aranha.

E me refiro a todos os exemplares cinematográficos da franquia do Aracnídeo, não um especificamente.

Enfim, vai começar o Especial de Natal do Coringa. Que ele, inclusive, avisa lá pelas tantas que será anual.

Bem, continua sendo melhor do que os especiais natalinos do Didi.

A plateia do programa dele é composta por Batman, Robin, Comissário Gordon e outras figuras simpáticas de Gotham em madeira recortada. Ou seria papelão?

No cenário, é possível perceber uma bonita homenagem à Hebe Camargo. Tem sofá da Hebe e tudo.

Uma coisa que me deixou genuinamente curiosa é: quem é a equipe por trás desse programa? Porque, por mais que o Coringa insista que é autossuficiente e está trabalhando sozinho – produzindo, dirigindo, fazendo os efeitos sonoros e apresentando seu programa (wow! é de um apresentador multifacetado destes que as combalidas emissoras de televisão atuais precisam) – não é possível que ele esteja operando todas as câmeras e ainda cuidando da sonoplastia.

Aliás, quem é sonoplasta deste programa? Se eu Batman fosse, iria atrás dele também, pois o cara se mostra tão sádico quanto o Coringa em diversos momentos desse episódio.

E o Coringão até aparece falando com uma câmera que não está sendo operada por ninguém, mas mesmo assim… Há planos abertos, fechados, planos gerais e médios, zoom inzoom out e vários outros movimentos de câmera… O Coringa é focalizado de diversos ângulos diferentes…

Alguém o auxiliou na execução deste Especial de Natal. Disso, eu tenho certeza.

E o Bruce está totalmente obcecado pelo programa do Palhaço. Ele o assiste até no carro… Isto é, Batmóvel. Perdão!

Se Bruce um iPhone tivesse, com certeza, teria instalado um app para acompanhar o programinha do Coringa.

Sendo sincera, eu seria uma telemaníaca mais feliz se existisse realmente um Sofá do Coringa e Convidados. Imagina que louco ele convidando outros criminosos perturbados do Arkham para lhe conceder uma entrevista? E o mais legal é que nenhum deles perderia a oportunidade de alfinetar o Batman.

 

O dublador brasileiro do Comissário Gordon era o mesmo do Capitão Haddock do desenho animado do Tintin. E o mesmo do Wolverine na série animada dos anos 1990 e dos filmes dos X-Men: Isaac Bardavid.

Quando ele grita: seu maníaco doente!” para o Coringa, eu fico esperando ele gritar mais insultos como iconoclastas, marujos de água doce, ladrões de corpos! Juro que essa cena é Capitão Haddock purinho.

Falando em dubladores, este é um bom momento para relembrar Darcy Pedrosa. Ele foi o dublador do Coringa nesta série e no filme Batman de 1989, de Tim Burton, já citado neste artigo. Ele dublou vários outros personagens icônicos em filmes que cansamos de ver na Sessão da Tarde e desenhos animados. Só para vocês terem uma ideia da importância de Pedrosa para a dublagem brasileira, ele era a voz oficial de Jack Nicholson no Brasil. Aliás, eu falei de Tintin, ele também dublou um dos Dupond(t), os detetives atrapalhados que nunca conseguimos entender como foram se tornar detetives dada a estupidez de ambos. Para completar, Pedrosa ainda era médico e exercia a profissão paralelamente a de dublador.

Imagina que legal você lá na sala de espera, aguardando a consulta e, de repente, é atendido pela voz do Coringa?

Embora eu não fosse a maior das apreciadoras da voz de Pedrosa, confesso que ouvi-la em filmes e seriados antigos me traz boas recordações da minha infância em frente à telinha da TV.

Finalmente, o Coringa revela seu plano: explodir uma ponte. De forma que, obviamente, Batman e Robin terão de salvar o trem que irá passar por ela mais cedo ou mais tarde e evitar um terrível acidente em plena véspera de Natal.

Então há uma externa. Os capangas de Coringa que irão explodir a ponte até acenam para a câmera. E há muitas câmeras que o palhaço sádico espalhou pela cidade. Mas, definitivamente, esse programa tem um diretor. E não pode ser apenas o Coringa.

E o Palhaço até que é gente boa. Ele ainda avisa para o Batman que o trem vai passar exatamente às onze e meia dando, assim, tempo de ele chegar antes que uma catástrofe ocorra. Robin diz:

– A gente tem que parar esse trem!

Santa inteligência, Robin! Ninguém tinha pensado nisso. Não é à toa que o Chris O’Donnell que o interpretou no cinema.

Como Batman mandou, Robin desengatou os vagões enquanto o Morcegão foi salvar o maquinista. Finalmente o Menino Prodígio tem alguma utilidade neste episódio.

E o Coringa explode sua plateia de madeira recortada (ou papelão). E diz para seu bonequinho, que na real é sua mão, que vai fazer um boneco de neve.

Do you wanna build a snowman?

Falando em música, a trilha sonora do Danny Elfman é realmente muito boa. E marcante também. Não chega a ser memorável como a do Superman, mas é digna de nota.

Olha uma das câmeras que o Coringa espalhou pela cidade ali:

Só resta saber quem estava dirigindo este programa enquanto o Coringa brilhava.

O Palhaço do Crime chama o patrocinador. E, creio que, neste momento, o desenho ia para o intervalo comercial no SBT, quando ele era exibido na programação matutina de sábado.

E aqui a cena em que torcemos para que o Robin seja atingido. Sorry not sorry!

Então a Mamãe da Lei abre o presente que o Coringa lhe deu. É uma Betty Boop malvada. E Batman nos informa que não fazem mais bonecas como essa desde que a fábrica de brinquedos Arkham foi fechada há quatorze anos.

Peraí!

Tinha uma fábrica de brinquedos Arkham? Devia haver os mais variados modelos de Chucky por lá.

A risada do Coringa no momento em que a dupla dinâmica finalmente encontra seu esconderijo é hilariante.

O Palhaço acha que tudo está muito quieto, então decide tocar uma musiquinha.

E executa a trilha sonora de Harry Potter.

Isso quer dizer que a Warner reaproveita seus temas musicais?

Nada. Não é a mesma. É uma música de Natal, simplesmente. Mas a trilha sonora de Harry Potter é muito similar às músicas natalinas.

Então vem uma das piores linhas do Robin. Como se todas as outras não fossem suficientemente ruins.

– É por essas e outras que o chamam de Batman!

Sério, Robin? Mas sério mesmo?

Agora eu entendo porque, quando a DC Comics realizou aquela votação via telefone pedindo para que os leitores decidissem o destino de Robin nas HQs, a maioria optou para que ele morresse vítima de uma explosão ocasionada pelo Coringa. Tá que aquele Robin era o Jason Todd e este do desenho é o Dick Grayson… Quer dizer, é ele, né? Ou não? Ou é um dos outros sete coitados que também foram sidekicks de Batman? Não sei, nunca presto muita atenção no Robin.

Pobre Robin.

Os capangas do Coringa, tentam alvejar o Morcegão e…

Pelos tiros da capa do Batman!

Mas não era ele. Era um dos ursinhos fofinhos que acaba caindo em cima dos atiradores. E ainda diz “eu amo muito você!” para eles. Realmente, se tem uma coisa importante que aprendemos com Toy Story é que nossos brinquedos são fiéis.

Olha que bacana da parte do Coringão! Ele trouxe um presente para o Batman. E foi tão atencioso que o pacote de presente é cheio de morceguinhos.

Awwww!

E os amigos de Batman estão lá pendurados, pobrezinhos. Prestes a conhecer a morte.

Em um surto de inveja, pois não ganhou nenhum presente, Robin grita para que Batman não abra o pacote.

Recalcado!

Batman que, na maior parte do tempo, está pouco se ferrando para o Robin, acha que desta vez não deve ser diferente e abre o pacote.

Para ganhar uma tortada na cara.

Tudo o que Coringão queria era brincar de Passa ou Repassa com o Morcegão.

Morcegão, enfim, salva seus amigos e… Meu Deus! Como ele consegue aguentar o peso de todos eles? Anos de treino, provavelmente.

Batman começa a correr atrás do Coringa que grita “corra o mais rápido que puder, nunca vai me pegar pois eu sou um brincalhão”. E encontra um patim em seu caminho e é derrotado. Quase cai naquele líquido espesso, borbulhante e certamente ácido que eu acho que deve ser lava de vulcão. Mas Batman o salva, agarrando-o pelo pé.

O Morcegão ainda deseja ao Coringão um Feliz Natal, o que deve ter deixado Robin enciumado. O Palhaço apenas responde:

– Corta essa!
Ele não consegue ser nem ao menos gentil e retribuir o cumprimento.

Mas bem, depois de tudo, como foi fácil derrotar o vilão! Foi só correr atrás do Coringa, ele encontrar um malfadado patim em seu caminho e pronto. Boring

Por fim, a dupla dinâmica está de volta à mansão Wayne para assistir a um filminho e tomar um suquinho trazido por Alfred.

– Foi muita gentileza do comissário Gordon lhe dar essa fita de A Felicidade Não Se Compra.

Então foi esse o presente que o Robin ganhou de Natal? E do Gordon? Uma fita de vídeo?

Robin, meu querido, você encontra o filme em boa qualidade para baixar na internet. Não precisava ter ido mendigar um presentinho pro Gordon, né?

Uma pena que o Bruce não dá sua opinião sobre o filme. Seria bem legal ele dizer:

“Mas que merda, hein? Eu preferia ver o filme do Pelé, ou o Especial de Natal do Coringa. Ou mesmo do Didi. Achei esse filme um lixo tal qual a sua cara, Menino Prodígio”.

É bem a cara do Bruce esse tipo de comentário.

Ele tem cara de quem não gosta de nada. Especialmente de filmes natalinos antigos.

E o nosso amado Coringão, hein? (só não é amado em A Piada Mortal).

Ah, ele voltou para o Asilo Arkham. Ele sempre volta para lá. E está cantando, feliz, uma música de Natal. E ainda deseja um Feliz Natal a todos os espectadores do desenho animado.

Gente fina, o Coringa, né? Menos em A Piada Mortal.

Enfim, eu não gosto deste episódio. Não tem como gostar. As piadas são manjadas, nada nos faz rir. Nem mesmo o Coringa! Os diálogos são risíveis e a ação é tosca. É um episódio que não está à altura do restante da série.

Mas era de praxe, pelo menos nos anos 90, especiais natalinos de desenhos animados de super-heróis eram sempre uma catástrofe. Vide o especial de X-Men: Animated Series.

Por que precisam ser, assim, tão ruins? Os roteiristas não gostam de Natal? Qual é a dificuldade de criar um especial decente para esta época do ano, como foi em X-Men: Evolution? A primeira aparição do Anjo, super bem contextualizada na série. O episódio tinha um tom, ritmo e trama bem legais. Não apelava para o sentimentalismo barato, não era melodramático e não subestimava a inteligência do espectador.

Maior vacilo…

Well, outro dia eu falo melhor sobre Batman: A Série Animada como um todo, pois ela é mesmo bem bacana (apesar desse episódio…).

Por enquanto é isso!

Gostaria de agradecer à minha querida irmã, Adryz Herven, que me ajudou com os nomes dos dubladores. Aliás, não conheço ninguém que entenda tanto de dublagem no Brasil, desenhos animados e anos 80 como ela. Obrigada, Herven 🙂

E, por fim, quero desejar a todos um Feliz Natal. Embora eu não seja a maior entusiasta da data comemorativa em questão, creio que é um bom momento para se refletir a respeito de nossas ações e decisões tomadas ao longo do ano. Uma vez que não costumamos fazer muito isso no restante do tempo usando a famigerada desculpa da “correria do dia a dia”... que, no fim, acaba não sendo totalmente uma desculpa, pois há um pouco de verdade nisso.

Esse não foi e não está sendo um ano fácil, eu sei. Mas persiste a esperança de que, apesar da pandemia, do descaso de nossos governantes e até mesmo de parte da população que não está levando a série o momento pandêmico, mesmo depois de tudo o que aconteceu e vem acontecendo, vamos superar mais essa.

Que possamos curtir este Natal ao lado das pessoas que consideramos especiais, ainda que separados por uma telinha de smartphone ou computador 🙂

*Salut*

Obs.: Este texto foi publicado originalmente em 2014 no antigo blog Sonhos Empoeirados. Repostado aqui com diversas modificações.

Feliz Natal 😉

Andrizy Bento

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