O Diabo de Cada Dia

Explorando a perigosa relação entre o fanatismo religioso e a violência, O Diabo de Cada Dia traz uma premissa interessante e um elenco afinado, porém, a produção sucumbe ao fatalismo e ao excesso de conveniências narrativas. A princípio o filme surge como uma denúncia. Por trás de moralismo, dos bons costumes, das vidas regradas pautadas pela obediência e devoção religiosa, encontram-se escondidos não apenas falhas humanas triviais, mas a hipocrisia e o terror mascarados de boas intenções. Justificam-se crimes violentos e hediondos com o velho discurso da fé, do “chamado divino”, da salvação e expurgo da alma. Os personagens utilizam a religião e a suposta fé como escudos para se eximir da consequente penitência dos pecados.  Continuar lendo O Diabo de Cada Dia