The End Is the Beginning Is the End – The Smashing Pumpkins

O Dia do Batman não se trata de uma data fixa, mas é recorrentemente comemorado em setembro. Este ano, a celebração será no próximo sábado, dia 19. No ano passado, postamos um artigo por aqui para comemorar os 80 anos do personagem, um dos heróis mais populares dos quadrinhos, da TV e do cinema. Agora, em 2020, decidimos fazer um resgate das músicas que embalaram as aventuras do personagem. Para começar, vamos revisitar um videoclipe de uma das bandas de rock alternativo mais amadas da década de 1990 e cuja música integrou a trilha sonora de um filme estrelado pelo herói.

Está certo que Batman & Robin, dirigido por Joel Schumacher – cineasta que faleceu este ano – é considerada uma das maiores piadas cinematográficas quando o assunto é adaptação de HQs para o cinema. O filme é um ótimo exemplo de como não se fazer uma produção baseada em histórias em quadrinhos de super-heróis. Originalmente lançado em 1997, Batman & Robin é visto, atualmente, por alguns fãs do Morcego como uma homenagem não-oficial de Schumacher à série icônica estrelada pelo personagem nos anos 1960 – muitos até defendem esse conceito. É evidente que o conhecimento do cineasta se restringia à série de TV, Batman e Robin, daí aquele resultado – um filme totalmente camp, que mais parece uma alegoria carnavalesca. De qualquer forma, um dos principais e talvez únicos méritos das produções dirigidas por Schumacher (Batman Eternamente de 1995 e Batman & Robin de 1997) é a trilha sonora.

Este clipe dos Smashing Pumpkins, The End Is the Beginning Is the End, é dirigido pela aclamada dupla Jonathan Dayton e Valerie Faris (com a colaboaração de Joel Schumacher), em uma época em que o trabalho dos diretores de videoclipes estava começando a ser mais notado e despontaram figuras nesse meio, como Spike Jonze Michel Gondry que, posteriormente, saltaram para os cinemas, cultivando carreiras promissoras na sétima arte. A estreia de Jonathan Dayton e Valerie Faris nas telonas, para quem não se lembra, foi com o elogiado Pequena Miss Sunshine, de 2006. No universo dos videoclipes, a dupla acumula mais de uma dezena de trabalhos históricos, incluindo vídeos dos Red Hot Chili Peppers, Weezer, Korn, Macy Gray, Oasis, R.E.M, Janet Jackson, dentre outros nomes altamente populares da indústria fonográfica dentre as décadas de 1980, 1990 e início dos anos 2000.

The End Is the Beginning Is the End está longe de ser um dos clipes mais brilhantes produzidos pela dupla de profissionais. Mas é de um charme inegável. Um charme que o filme em si não possui… Além de Dayton e Faris na direção, o vídeo de cinco minutos, lançado em maio de 1997, contou com a produção de Bart Lipton, fotografia a cargo de Declan Quinn, edição de Hal Honigsberg, e efeitos especiais sob a responsabilidade de Nigel Randall, Chris Staves, Colin e Greg Strause e Edson Williams; trabalho que rendeu  a esse time diversas indicações ao Video Music Awards, tradicional premiação da MTV americana. O vídeo concorreu às categorias de Melhor Direção, Melhor Montagem, Melhor Cinematografia e Melhores Efeitos Especiais em Videoclipe na edição de 1997 do VMA.

O clipe se inicia com a câmera adentrando a máscara em formato tridimensional do Batman, como se esta se tratasse de uma caverna onde os integrantes dos Smashing Pumpkins estão tocando instrumentos futuristas, vestidos com trajes que seguem o estilo do uniforme do Cavaleiro das Trevas, e flutuando diante de cenas do longa Batman & Robin que são sobrepostas ao fundo. A atmosfera alucinógena e extravagante do clipe é condizente com os arranjos psicodélicos da música.  O vídeo foi incluído no segundo disco do DVD Batman e Robin: Edição Especial e também no DVD Batman: The Motion Picture Anthology 1989-1997 boxset 8 disk version, lançado nos Estados Unidos em outubro de 2005.

A canção The End Is the Beginning Is the End foi premiada com o Grammy – premiação que é a maior referência da indústria musical -na categoria Melhor Performance de Hard Rock, na edição de 1998 do prêmio. Foi a primeira música da banda a ser lançada como single após o estrondoso sucesso do álbum de 1995, Mellon Collie and the Infinite Sadness, e primeiro a contar com Matt Walker na bateria, substituindo Kenny Aronoff, que teve uma breve passagem pela banda substituindo, por sua vez, o membro original, Jimmy Chamberlin. Walker tocou mais tarde em várias faixas do disco Adore, lançado em 1998.

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😉

Andrizy Bento

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