Nas Prateleiras: Lançamentos de Livros – Julho (2020)

Lançamentos literários para todos os gostos. É o que mês do nosso aniversário proporciona a todos os ávidos leitores que nos acompanham. Um dos maiores escritores contemporâneos brasileiros, Cristovão Tezza, apresenta a história de um especialista em pirataria em A Tensão Superficial do Tempo, publicação da Todavia. A Rocco traz uma edição comemorativa de A Descoberta do Mundo de Clarice Lispector. O Escândalo do Século, lançamento da Record, reúne cinquenta textos do lendário Gabriel García Márquez, publicados em jornais e revistas entre 1950 e 1984. A Intrínseca publica Malorie, sequência do best-seller Caixa de Pássaros que originou a produção de mesmo nome da Netflix. E a Nova Fronteira continua fazendo um trabalho excepcional ao publicar novas edições de clássicos; obras fundamentais de autores do calibre de Mark Twain, Bram Stoker, Fiódor Dostoiévski, Emily Brontë, Jane Austen, Jonathan Swift e Irmãos Grimm são algumas das novidades imperdíveis da editora neste mês. Confira capas e sinopses dos principais lançamentos literários de julho:

O Pacto De Três Graces
Tessa Gratton
Plataforma 21

Há muito tempo, a bruxa mais nova do clã Grace apaixonou-se pelo antigo deus da floresta. Ela e suas irmãs mais velhas mudaram-se para os arredores daquele lugar que parecia abençoado por causa dessa paixão. Em busca de prosperidade e bom agouro para o vilarejo que nascia, as três bruxas precisaram selar um pacto demoníaco. A cada sete anos, um rapaz virtuoso e de bom coração seria oferecido em sacrifício à Floresta do Demônio. Esse ritual tem início quando a Árvore de Osso sangra no coração da floresta. Logo em seguida vem a Lua do Abate e o jovem escolhido torna-se santo. E corre mata adentro para nunca mais sair. Mas algo parece ter afetado esse pacto que há mais de duzentos anos rege o destino dos habitantes de Três Graces. O santo precisará ser sacrificado antes da hora. Esse fato está afligindo os amigos Rhun Sayer, Arthur Couch e Mairwen Grace. Mair, a última descente das bruxas que fundaram o vilarejo, fará de tudo para quebrar a tradição e mudar o provável destino daqueles que ama. Em meio ao caos e maus presságios, os três serão capazes de derrotar o demônio?

“Gloriosamente romântico e sombrio.” ‒ ROSHANI CHOKSHI, autora de Aru Shah e o Fim dos Tempos e Aru Shah e a Canção da Morte

“Uma história que lembra o filme A Vila de M. Night Shyamalan. A escrita vibrante de Tessa Gratton faz com que o enredo se mova de forma inesperada e emocionante.” – VOYA, resenha estrelada

Não / O Sarau Inconsciente de um Alter Ego Esquizofrênico
Paula Febbe
Cartola Editora

O “Não” não é nada além de uma coletânea de meus textos adolescentes e início da fase adulta.
“Não”, pois foi a primeira palavra que eu disse na vida e sempre tive este fato como curiosidade.
“Não”, pois meu pai morreu há, mais ou menos cinco anos, e quero me permitir seguir sem a presença dele ou da morte dele em mim, pois a fase em que escrevi o “Não” foi quando deixei de reconhecê-lo como pai.
Sim.
Antes da morte.
“Não”, pois o que chama amor foi conhecido por mim durante essa fase.
Lanço este livro agora, tantos anos depois, para que quem fui seja lido, acolhido e finalmente, eu deixe aquela Paula ir, para que ela não mais faça parte de mim, ao mesmo tempo, que quem fui deixe de ser meu para começar a pertencer a vocês.

– Paula Febbe

O “Sarau”, peça de teatro feita com os textos do “Não”, é um deboche em relação ao intelectualismo extremo, às vezes, existente no meio artístico, do teatro e dessa coisa toda de grandeza da arte que nós, como artistas, precisamos carregar. É, acima de tudo, uma desconstrução do ego. É, sem dúvida alguma, também, uma sátira. Não é sério. Nunca nasceu para ser sério. Nunca será.

Janela Feminina
Marlúccia Araújo
Chiado Editora

Este livro foi gestado, de maneira não planejada, há cinco anos quando criei o blog Janela Feminina em 2015. A ideia do “diário virtual” surgiu como um suporte emocional, uma espécie de terapia ou válvula de escape para escoar o turbilhão de emoções que se processava dentro de mim naquela época. Estava mergulhada num caos de inquietações sentimentais e escrever, sem censura, sobre temas que eram caros para mim, foi libertador. De forma corajosa abri minha janela de intimidades, expus meus valores e interesses, desnudei-me por completo. Naquele meu espaço sagrado lancei meu vômito verborrágico para expurgar dores e angústias compartilhadas por outras mulheres que se encontravam em situação idêntica. Essa identificação me fez perceber que o blog se transformara num ponto de contato entre mim e minhas leitoras. Elas sorviam com avidez os conteúdos, sugeriam postagens e até pediam conselhos. O menu de opções era pretensiosamente variado: relacionamento, sexualidade, comportamento, moda, textos poéticos, resenha de livros e filmes e ‘tudo” que orbitava na teia complexa do universo feminino. Nos últimos anos ajustei o foco no tema relacionamento. Os textos ficaram mais intimistas, introspectivos. Este livro é resultado desse exercício de amadurecimento, de técnica caleidoscópica repleta de matizes. Por conta dessa metamorfose, os conteúdos borraram as fronteiras de gênero e se tornaram universais, sem público alvo definido. Portanto, esta obra oferece ao leitor uma compilação (preterindo a ordem cronológica) de alguns textos selecionados do blog Janela Feminina, escritos desde 2008 (quando o blog era apenas um esboço na minha mente). O livro é, antes de tudo, um convite para se tornar espectador de uma história de reinvenção. De quem aprendeu a sacudir o pó das sandálias e reconstruir-se.

A Tensão Superficial do Tempo
Cristovão Tezza
Todavia

O novo e urgente romance de um dos maiores escritores contemporâneos brasileiros. — Cândido é especialista em piratear filmes na internet. Conhece os formatos dos arquivos, os fóruns onde encontrá-los e os grupos amadores que os legendam. Só de bater o olho, já sabe se é uma cópia mal gravada num cinema ou um tesouro em alta resolução. Sua coleção de milhares de filmes é meticulosamente organizada, num sistema infalível de pastas e HDs e nomes. A ocupação de pirateiro, no entanto, é quase acidental, e os filmes servem para alimentar sua mãe, com quem o químico de quase quarenta anos mora desde que se separou. É para a mãe que ele entrega os pen drives com dramas asiáticos, comédias francesas, mistérios, romances. E é com ele que a mãe comenta cada um dos filmes no apartamento que dividem em Curitiba. A atividade oficial de Cândido é dar aulas de química em um cursinho, onde ele tem uma participação societária. Curitiba ainda vive sob os efeitos das operações policiais e do judiciário que colocaram a cidade no centro da crise política que assola o país, efeitos que Cândido sente no seu dia a dia. É a professora bolsonarista com quem toma café num intervalo entre as aulas, são as constantes discussões que dividem amigos, famílias e colegas de trabalho. É o procurador federal, enfiado até o pescoço nas investigações, e a mulher dele, Antônia, com quem Cândido tem um caso. Sentado em um banco de parque, sem dar notícias há dias, Cândido vê todas essas pontas se encontrarem e se desenrolarem: o fim amargo do antigo casamento, as pretensões profissionais esmagadas, o novo afeto negado, a vida que se dissolve num caldo de guerra política e social. Em A Tensão Superficial do Tempo, Cristovão Tezza ― no auge de sua forma como ficcionista ― usa o momento recente do país para investigar os pontos de contato entre público e privado, entre política e intimidade, entre desejo e solidão.

Damas Da Lua
Jokha Alharthi
Editora Moinhos

O que há de novo em uma narrativa de ficção que coloca sob holofotes os dramas do casamento e de uma família? Pequenas mortes diárias rondam a relação marital e familiar há tempo demais e encontrar uma voz original cativante o suficiente para seduzir o leitor experiente não deixa de ser um enorme desafio a quem se propõe a escrever literatura de qualidade. Fragmentos e cortes profundos de infelicidades formam o elenco de Damas da Lua, vencedor do prestigioso International Booker Prize em 2019. O triunfo na narrativa se dá através da escolha das vozes e do tempo que vai e volta, um trânsito brilhante e inteligente escolhido pela autora que nos proporciona imprevisibilidade no âmago melancólico dos personagens, com destaque para a insegurança do patriarca Abhdul, a única narrativa em primeira pessoa. Um romance breve sobre gerações, patriarcado, relações de amor fracassadas e o domínio opressor da religião através de prática cultural inquestionável. Com uma trama elegantemente construída, com precisão de estilo, Jokha Alharthi aponta ao leitor uma direção de entrelaces complexos, profundas belezas e desequilíbrio que caracterizam uma obra de arte. Uma história jamais esquecida pela triste beleza que carrega.

Katherine Inmmortal: O Início
Natalia Duarte Chuka
Chiado Editora

Uma mudança total na vida de Katherine. Descobertas misteriosas, amores proibidos e muita magia envolvida. Depois de se mudar de Londres para Manhattan, a vida de Katherine McCarly muda radicalmente. No meio do caos e visões de sua avó morta, Katherine descobre que é bruxa. Uma bruxa com uma ligação mortal com o bad boy da escola – e isso muda sua relação com seu namorado humano, Will. No meio de uma batalha que a acompanha há muitas vidas, Katherine terá que decidir entre dois amores. Quem seu coração escolherá? Será Katherine forte o suficiente para vencer a batalha de séculos?

Da Vida nas Ruas ao Teto dos Livros
Clarice Fortunato
Pallas

A autora, em uma narrativa fluída vai guiando o leitor por um mar de vivências guardadas, como a “escafandrista chefe” de uma expedição pelo território inóspito, profundo e amedrontador das memórias que tentamos deixar afogadas na alma, mas que insistem em subir para a superfície. Nunca é sem ansiedade a decisão de assumir a fala em primeira pessoa para contar histórias verdadeiras tão impressionantes de dores, lutas e também de vitórias, mas, aqui, passa-se longe do discurso fácil que chega ao lugar comum do auto-elogio e da meritocracia tão em voga. Contando sobre a busca de suas origens e as implicações das agruras sofridas, ela nos ajuda a refletir sobre nossas próprias vidas e sobre o que nós, os leitores, fizemos das nossas próprias memórias, dores e vivências. Ao compartilhar conosco sua família, Clarice nos dá a oportunidade da revisão e do exercício da empatia e da renovação pela identificação de nossas humanidades.

Fragmentos de um Diário Encontrado
Mihail Sebastian (Autor), Gabriel Neinstein (Ilustrador)
Ayllon

Fragmentos de um Diário Encontrado é uma narrativa ficcional do romeno Mihail Sebastian, inédita em português. Escrita em 1932, é afinada com o caráter rebelde das vanguardas artísticas europeias das décadas de 1920-30, que o influenciaram tanto quanto outros literatos compatriotas de seu tempo, como Cioran, Ionesco, Eliade. Judeu, Sebastian passou a ser excluído e execrado desse círculo. A publicação de “Fragmentos de um diário encontrado” traz de volta à atenção do público um autor importante no cenário literário romeno, injustamente excluído da posteridade tanto quanto o elusivo protagonista dessa narrativa. A narrativa é trazida a público através do tradutor anônimo, que encontra um diário na ponte Mirabeau, em Paris ― “um caderno de capa preta, lustrosa, de lona, igual àqueles que costumam ser usados nas mercearias como livro-caixa”, com “leitura curiosa, por vezes cansativa, passagens obscuras, anotações que pareceram estranhas ou mesmo absolutamente impróprias” ― e traduzido do francês para o romeno, ainda segundo a nota, de forma desastrada. Os relatos das aventuras do personagem-autor, também anônimo, apresentam ao leitor uma figura que se entrega aos labirintos da cidade em busca de algo tão perdido quanto indefinível. E através das passagens de seu diário pessoal, encarna portanto o olhar do errante sobre a cidade e suas relações.

A Descoberta Do Mundo (Edição Comemorativa)
Clarice Lispector
Rocco

As crônicas de Clarice Lispector publicadas no Jornal do Brasil de 1967 a 1973 nos permitem compreender melhor a escritura desta que se consagrou como uma das maiores escritoras do Brasil. Se nos contos e romances o mistério de uma narrativa envolve o leitor em um processo quase que iniciático, nas crônicas esse mistério vai aos poucos sendo desvendado, revelando o mundo pessoal e subjetivo da autora enigmática que viveu no Leme, próximo às areias e ao mar de Copacabana, que tanto apreciava. Ao aceitar o convite do JB para escrever uma coluna aos sábados, Clarice Lispector sente a estranheza entre ser escritora e jornalista: “Na literatura de livros permaneço anônima e discreta. Nesta coluna, estou de algum modo me dando a conhecer”, comenta na crônica de 21 de setembro de 1968. Gênero leve, ameno, de leitura mais fácil, a crônica traz quase sempre a interpretação de um fato conhecido por todos, investido pela subjetividade de quem comenta o assunto, dando um sabor novo ao acontecido. Com a sua despretensão, a crônica quebra o monumental, o extraordinário, celebrando o cotidiano, o dia a dia e mostra belezas insuspeitáveis através da argúcia, da graça, do humor de quem a escreve. A informalidade investe de leveza uma linguagem cuja densidade busca revelar o segredo das coisas mais simples, o cotidiano transfigurado pelo olhar de Clarice, que redescobre nas Macabéas de todo dia a luminosidade de uma presença estelar. Entre flanelas e vassouras, mulheres simples e humildes se transformam em personagens que se eternizam. Aninha, Jandira, Ivone ou Aparecida são algumas dessas estrelas que saem de suas vidas apagadas para serem reveladas pelo olhar atento e sensível, onde escapa, por vezes, um leve e sorrateiro toque de humor, como no caso da empregada que fazia análise, ou da “mineira calada”, que gostava de ler livros complicados.

O Escândalo do Século
Gabriel García Márquez
Record

Gabriel García Márquez, uma das figuras mais importantes e influentes da literatura universal e ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1982, deixou bem claro, nos últimos anos de vida, que o jornalismo sempre foi sua maior paixão, a mais duradoura. Além de romancista, foi contista, ensaísta, crítico cinematográfico, roteirista e, principalmente, um intelectual comprometido com os grandes problemas do nosso tempo – em especial com aqueles que afetavam sua amada Colômbia e a América Hispânica em geral. Figura máxima do chamado realismo mágico, em que história e imaginação urdem uma literatura viva que respira por todos os seus poros, Gabo, como era conhecido, foi definitivamente o criador de um dos universos narrativos mais densos de significado com que a língua espanhola nos brindou no século XX. O Escândalo do Século é a amostra mais representativa da tensão narrativa – entre jornalismo e literatura – que permeou toda a trajetória de García Márquez como repórter. Cobrindo quatro décadas, esta deliciosa viagem através de meia centena de textos mostra como “o melhor ofício do mundo” está no coração da obra do Prêmio Nobel colombiano. Com seleção de textos de Cristóbal Pera e prólogo de Jon Lee Anderson, esta antologia contém textos indispensáveis, que vão desde as reportagens escritas em Roma sobre a morte de uma jovem italiana, acontecimento que possibilitou ao autor pintar um afresco incomparável das elites políticas e artísticas da Itália, até crônicas sobre o tráfico de mulheres de Paris para a América Latina ou apontamentos sobre Fidel Castro ou João Paulo II. Nesta coletânea encontramos também fragmentos precoces, nos quais aparecem pela primeira vez Aracataca e a família Buendía, ao lado de artigos que contemplam a política, a sociedade e a cultura sob a luz sólida, profunda e experiente desse grande contador de histórias. O Escândalo do Século traz cinquenta textos de García Márquez, publicados em jornais e revistas entre 1950 e 1984. Escolhidos em meio à monumental obra jornalística em cinco volumes, os trabalhos contidos aqui proporcionam aos leitores da ficção do autor uma amostra de seu trabalho na imprensa, fruto do ofício que ele sempre considerou base de sua obra. Em todos esses textos detectamos uma voz característica e uma narrativa única que já encantaram incontáveis pessoas no mundo todo.

A Verdade Segundo Ginny Moon
Benjamin Ludwig
Verus

Brilhante e inesquecível, A Verdade Segundo Ginny Moon narra a jornada de uma garota extraordinária para encontrar o caminho de casa. A realidade é que todo mundo sabe o quanto Ginny Moon é espetacular ― seus amigos na escola, os colegas do time de basquete e, especialmente, seus novos pais adotivos. Eles amam a menina, portadora de autismo, mesmo sem entendê-la realmente. E querem, do fundo do coração, que ela se sinta incluída. O fato é que as coisas não são tão simples quanto parecem, e tentar fazer Ginny entender a realidade para ser incluída talvez não seja uma tarefa tão fácil. Porém o que eles não sabem é que Ginny não tem intenção nenhuma de ser incluída. Ela encontrou sua mãe biológica pela internet e está determinada a voltar para casa ― ainda que isso signifique roubar, mentir e retornar a um lugar extremamente perigoso. Porque Ginny deixou algo crucial para trás e está desesperada para recuperar aquilo que falta em sua vida. E não descansará enquanto não encontrar o que tanto procura. Um dos romances mais originais dos últimos anos, este livro vai arrancar lágrimas do leitor e fazê-lo torcer pela teimosa, impulsiva e heroica Ginny Moon.

“Ben Ludwig é um excelente observador da dinâmica humana, e seu senso de humor por vezes sombrio significa que a jornada emocional, por mais desafiadora que seja, nunca se torna desgastante. Este romance tem todos os elementos para ser sucesso de crítica e público!” ― Graeme Simsion, autor de O Projeto Rosie

“Uma história singular sobre amadurecimento e uma afirmação poderosa da fragilidade e da força das famílias. Ludwig retrata brilhantemente a literal e inventiva Ginny.”Publishers Weekly

“Encantador e comovente… A verdade segundo Ginny Moon é original, revelador e atual.” ― The Toronto Star

“Esclarecedor… cativante… extraordinariamente envolvente… Um livro emocionante e inesquecível, impossível de largar.” ― Booklist

“Este romance impressionante agarra os leitores pelo coração e não larga. […] uma das vozes mais verdadeiras da literatura moderna.” ― Library Journal

A Morte De Ivan Ilitch
Liev Tolstói (Autor), Luciano Feijão (Ilustrador)
Antofagica Editora

Ivan Ilitch está morto. No dia de seu velório, colegas discutem quem ficará com seu cargo no trabalho, enquanto a viúva se preocupa em conseguir uma pensão do governo. Como um homem com carreira consolidada e família exemplar chegou a esse fim? E como todos nós chegamos ao inevitável fim da vida? A Morte de Ivan Ilitch, de 1886, é uma obra fundamental que aborda um mal que o progresso não foi capaz de aplacar até os dias de hoje: a angústia de se saber mortal, ou pior, de se perceber protagonista de uma vida sem sentido. A nova edição da Antofágica foi traduzida diretamente do russo por Lucas Simone e traz ilustrações de Luciano Feijah, além de textos complementares de Luciano Feijah, Julián Fuks, Lucas Simone e Maria Julia Kovács e apresentação de Yuri Al’Hanati.

Atormentados – C. S. Lewis, J. R. R. Tolkien e a Sombra do Mal
Colin Duriez
Lírio Publicações

A batalha entre o bem e o mal estava claramente em curso na era de C. S. Lewis e seus amigos do grupo literário de Oxford, os Inklings, como também está na nossa era. Alguns dos membros dos Inklings carregaram marcas físicas e psicológicas da primeira guerra mundial que os levaram a considerar profundamente o problema do mal durante a era sombria da segunda guerra mundial. Se eles estivessem vivos hoje, suas visões do conflito espiritual por detrás das batalhas físicas seriam certamente reafirmadas. Entre os Inklings, Lewis estava na linha de frente da escrita sobre a dor humana, o sofrimento, a ação diabólica e o sobrenatural, com livros como cartas de um diabo a seu aprendiz, entre outros. Por esta razão, não surpreende que ele seja o foco principal deste livro escrito pelo autor especialista nos Inklings, Colin Duriez. a trilogia de O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien, é outra rica fonte com muito o que dizer à era da segunda guerra mundial e para além dela. Outros escritos dos Inklings são tratados à medida em que Duriez explora as considerações desses autores sobre o mal e a batalha espiritual, particularmente focadas no contexto de guerra.

A Marca Do Editor
Roberto Calasso
Ayine

Em uma época de nivelamento das categorias, de fácil acesso a uma suposta biblioteca universal digitalizada (de fato, fragmentária e caótica), o editor tende a ser visto como um intermediário desnecessário entre o escritor e o leitor. Em A Marca do Editor, Roberto Calasso rebate ponto a ponto esse e outros graves erros dos paladinos do imediatismo, da velocidade e do desempenho financeiro como categorias absolutas. Escorado em sua posição excepcional, na intersecção entre o grande editor – está à frente há muitos anos da mais prestigiosa casa editorial europeia, a Adelphi, uma referência internacional – e o escritor de enorme cultura e perspicácia crítica – escreveu livros já clássicos sobre Kafka, Baudelaire, Tiepolo e sobre a mitologia hindu – Calasso adota uma posição dura, comprometida e fundamentada por sua própria trajetória. Ao iluminar a figura dos grandes editores europeus e americanos do século XX, Calasso mostra a importância decisiva que editoras como Gallimard, Einaudi, Suhrkamp ou Farrar, Straus & Giroux tiveram na formação de um critério e de um público leitor, no ordenamento e na separação do essencial do supérfluo no que diz respeito à literatura. Calasso discorre sobre sua ideia da “edição como gênero literário”: um editor da estirpe à qual ele pertence é um caçador de “livros únicos”, é alguém que escreve, com os livros que publica, o melhor livro de todos: seu catálogo, que é ao mesmo tempo sua autobiografia. Contra a ideia daqueles que querem encarar a edição como uma indústria qualquer, este livro mostra, tanto com fineza quanto com contundência, a importância do editor que defende e cultiva sua marca. Sem a qual tudo se resume a uma única categoria: a do entretenimento fácil e o rápido esquecimento. É significativo o caminho que Calasso faz por sua própria memória, pelas grandes personalidades com as quais lidou, não somente do âmbito editorial, como também, claro, do literário; nesse aspecto, é insuperável o retrato traçado aqui, por exemplo, de Thomas Bernhard. A Marca do Editor é o relato de uma trajetória excepcional, de uma estirpe que formou nossa sensibilidade e nossa cultura, e que agora mais que nunca precisa de nosso reconhecimento. “A verdadeira história da edição é em larga medida oral – e assim parece destinada a permanecer. Uma teoria da arte editorial nunca se desenvolveu – e talvez seja tarde demais para que possa se desenvolver agora. Contrariando esses fatos, tentei reunir dois elementos: alguns eventos da história da Adelphi, que vivi por cinquenta anos, e um perfil não da teoria da edição, mas daquilo que um determinado tipo de edição também poderia ser: uma forma, a ser estudada e julgada como se faz com um livro. Que, no caso da Adelphi, teria mais de dois mil capítulos.” Roberto Calasso

Coletânea Rubem Alves (Kit 03) – Acreditamos Nos Livros: Se Eu Pudesse Viver Minha Vida Novamente / Pimentas / O Sapo Que Queria Ser Príncipe
Rubem Alves
Planeta

Rubem Alves foi um dos maiores pensadores brasileiros. Pedagogo, poeta, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico e psicanalista, ele inspirou e transformou a vida de milhares de brasileiros com seus livros, tendo figurado inúmeras vezes na lista dos mais vendidos. Nesta coletânea, você terá acesso a algumas de suas reflexões mais preciosas sobre educação, saúde, beleza, felicidade, filosofia, Deus, sentimentos, beleza, alegria, e muito mais.

Anne de Avonlea
L. M. Montgomery (Autor), Lila Cruz (Ilustrador)
Martin Claret

Anne retorna em mais um livro repleto de aventuras, desventuras, alegrias, lágrimas e muito aprendizado. Nossa ruivinha favorita está de volta a Avonlea para trabalhar como professora, enfrentando os desafios de educar crianças cheias de energia e manter seus princípios em meio ao caos da sala de aula. Já mostrando traços de seu amadurecimento, Anne nos encantará mais uma vez com seu jeito único e especial de ver o mundo e tudo o que acontece ao redor, seja em casa, na escola, com Diana, Gilbert ou Marilla, a sabedoria e a doçura de Anne prometem cativar os leitores mais uma vez. A presente edição conta com uma agenda personalizada e uma cartela de adesivos, vendidos junto ao livro.

Malorie – Sequência de Caixa de Pássaros
Josh Malerman
Intrínseca

Chega às livrarias a aguardada sequência de Caixa de Pássaros, o livro que inspirou Bird Box, filme da Netflix estrelado por Sandra Bullock. Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio com vendas no rosto, mas tapar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível. Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver… E transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS. Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador. Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.

A Cidade Ene
Leonid Dobýtchin
Editora Kalinka

A Cidade Ene, novela de Leonid Dobýtchin (1894-1936), é uma narrativa do ponto de vista de uma criança do começo do século XX. Na fictícia cidade Ene ― em homenagem à cidade N de Almas Mortas de Gógol ― desvelam-se reminiscências da infância do autor na pequena Dvinsk (Daugavpils), onde passou boa parte da vida. A cidade é um lugar simbólico, um todo-lugar, representando qualquer província russa, e ao mesmo tempo evoca acontecimentos históricos particulares, como a Guerra Russo-Japonesa, a Revolução de 1905 e as transformações que antecederam a Revolução de 1917. A despeito dos anos em que permaneceu, devido à censura stalinista, desconhecido na Rússia, hoje Leonid Dobýtchin é considerado um dos mais refinados modernistas russos. COLEÇÃO CONTOS RUSSOS MODERNOS (1900-1930), centrada na produção do primeiro terço do século XX, privilegia uma plêiade de escritores que, com a consolidação do regime totalitarista, foi condenada ao esquecimento, até ser redescoberta na década de 1990.

As Viagens de Tom Sawyer e Tom Sawyer Detetive
Mark Twain
Nova Fronteira

Tom Sawyer e Huckleberry Finn formam a dupla mais famosa da literatura norte-americana, que vem encantando gerações de leitores. Esta edição especial traz as duas últimas histórias desses parceiros inseparáveis criados pelo mestre Mark Twain. Em As viagens de Tom Sawyer, a fome de aventuras de Tom e Huck extravasa os limites do Sul dos Estados Unidos e ganha o mundo. Por um incrível descuido, os garotos embarcam em um balão na companhia do ex-escravo Jim. Os três acabam atravessando o oceano Atlântico e vão parar na África, onde conhecem o deserto do Saara, fogem de leões ferozes, encontram as pirâmides do Egito e vivem diversos e divertidíssimos episódios. Já em Tom Sawyer, Detetive, Tom e Huck estão a bordo de um barco a vapor rumo ao estado do Arkansas para fazerem uma visita ao tio Silas. Lá, os dois se deparam com um roubo de diamantes, um desaparecimento e um assassinato. Neste último caso, as suspeitas recaem sobre tio Silas, e os meninos precisam usar todas as suas técnicas de detetives-mirins para livrá-lo da forca.

Contos Estranhos
Bram Stoker
Nova Fronteira

Reconhecido como um dos maiores mestres do terror da literatura mundial, Bram Stoker produziu textos dos mais variados gêneros. Em Contos Estranhos, estão contempladas nove de suas melhores histórias curtas, entre as quais a famosa “O Hóspede de Drácula”. Com enredos tão distintos quanto surpreendentes, os contos que compõem esta antologia ― publicada pela viúva Florence Stoker em 1914, dois anos após a morte do escritor ― são ao mesmo tempo uma prova da genialidade do autor e uma nova porta de entrada para os leitores que já conhecem a história do vampiro mais ilustre da literatura.

O Idiota
Fiódor Dostoiévski
Nova Fronteira

O Idiota é considerado um dos grandes romances da chamada segunda fase da obra de Fiódor Dostoiévski. A história começa com príncipe Míchkin de volta à Rússia depois de vários anos na Suíça. Epilético como o autor, Míchkin é um homem de compaixão sem limites cuja boa índole é uma mescla de Cristo com Quixote, um dos personagens mais complexos e impressionantes de toda a literatura mundial. Na trama, os acontecimentos acabam por mostrar como este homem puro se torna um idiota, um inadaptado em uma sociedade de valores corrompidos. Exemplo-mor do realismo psicológico de Dostoiévski, O Idiota é uma de suas obras mais alucinantes, e seus dilemas, que variam do amor mais puro à canalhice sem pudor, representam uma síntese impetuosa da visão de mundo deste grande gênio da literatura.

Morro dos Ventos Uivantes
Emily Brontë
Nova Fronteira

O Morro dos Ventos Uivantes (1847) narra a forte paixão entre Heathcliff e Catherine, que foram criados juntos numa zona rural da Inglaterra. Inseparáveis, os dois têm a relação ameaçada pela crueldade do irmão da moça, mas o golpe fatal vem quando Catherine, em busca de um matrimônio melhor, decide se casar com o nobre Edgar. Inconformado, Heathcliff abandona a propriedade e volta anos depois, rico e com sede de vingança. Com diversas adaptações para o cinema e o teatro, a obra-prima de Emily Brontë é considerada uma das maiores histórias de amor da literatura inglesa e até hoje arrebata leitores do mundo todo. Esta edição foi traduzida por David Jardim Júnior.

A Abadia de Northanger
Jane Austen
Nova Fronteira

Enquanto desfruta de uma estadia de seis semanas na elegante cidade de Bath, a jovem e imatura Catherine Morland é apresentada ao glamour da alta sociedade. Típica mocinha de coração puro, é também apaixonada por livros de terror e mistério, e quando viaja para a Abadia de Northanger espera enfim fazer parte de uma aventura cheia de intrigas e suspense, exatamente como costuma ler em seus romances. É lá, então, que começa a criar as mais horríveis e improváveis teorias sobre a vida dos moradores ― e descobre que aquele pode ter sido o cenário de um crime aterrorizante. Muito além de uma paródia ao romance gótico inglês, A Abadia de Northanger é sobretudo uma comédia espirituosa e uma encantadora história de amor, como só Jane Austen seria capaz de escrever.

Viagens de Gulliver
Jonathan Swift
Nova Fronteira

Publicado por Jonathan Swift em 1726, Viagens de Gulliver logo passou a fazer parte do cânone literário mundial, tornando-se ao mesmo tempo um marco da literatura satírica e uma referência entre os livros de viagens. Esta obra narra as aventuras do cirurgião Lemuel Gulliver, que encontra terras fantásticas de nomes exóticos ― como Lilipute, Brobdingnag, Laputa e o País dos Houyhnhnms ―, onde conhece homens pequeninos e gigantes, cavalos inteligentes, humanos bárbaros e mais uma variedade de personagens curiosos. Mas o que paira por trás da prosa envolvente de Swift é uma crítica mordaz ao homem, às instituições de poder, à ganância desmedida e até aos próprios livros de viagem. Prova disso é o que o escritor irlandês afirmou, a respeito desta que viria a ser sua grande obra-prima, que tinha como objetivo “aborrecer o mundo, em vez de entretê-lo”.

10 Contos Maravilhosos dos Irmãos Grimm
Irmãos Grimm
Nova Fronteira

“10 inesquecíveis histórias contadas pelos irmãos Grimm, aqui traduzidas e adaptadas por ninguém menos do que Monteiro Lobato, o pai da literatura infantil brasileira. As ilustrações ficam a cargo de Renato Moriconi, artista plástico paulista que já recebeu prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), o prêmio Jabuti (CBL) e o prêmio da Fundación Cuatrogatos. Conheça também o livro “”O livro de ouro dos contos de fadas”” e os boxes “”Os 77 melhores contos de Grimm”” e “”Os 77 melhores contos de Hans Christian Andersen””.”

O Livro de Ouro dos Contos de Fadas
Hans Christian Andersen, Irmãos Grimm, Charles Perrault
Nova Fronteira

Uma antologia dos mais admiráveis contos de fadas, consagrados pelos mestres Charles Perrault, irmãos Grimm e Hans Christian Andersen. Todos selecionados e traduzidos por ninguém menos do que Monteiro Lobato. Esta reunião de peso é coroada pelo trabalho de três grandes ilustradores de nosso tempo: Alexandre Camanho, Renato Moriconi e Lelis. Um tesouro da literatura para se ter em casa e na biblioteca; para ser lido em voz alta e também quietinho, aproveitando o silêncio da hora de dormir.

Depois Que Tudo Acabou
Jennifer Brown
Gutenberg

Jersey Cameron sempre amou dias de tempestade. Assistir ao vento aumentar e às nuvens se aproximarem. Perceber a eletricidade no ar. Dançar com os pés descalços na chuva. Onde mora, o clima é sempre incerto, e ela sabe o que fazer em casos de emergência. Mas nunca poderia ter se preparado para o que estava por vir. Quando sua cidade é devastada por um tornado, Jersey perde tudo. Enquanto luta para superar a dor, é enviada para morar com parentes que mal conhece, e é em meio a novos desafios em um lugar desconhecido que a garota vai descobrir que, mesmo nos dias mais escuros, há certas coisas que nada é capaz de destruir. Neste romance poderoso e emocionante, a aclamada autora Jennifer Brown apresenta uma história de amor, perda, esperança e sobrevivência.

Conexões
Luigi Vinagre
Chiado Editora

A narrativa tem como ponto de partida a descoberta de petróleo na Guiana Francesa. A empresa responsável pela exploração, vislumbrando o potencial das áreas próximas, adia o anúncio das novas reservas e, sorrateiramente, busca garantir os direitos de exploração no país vizinho, o Brasil. Valendo-se deste cenário, um pequeno grupo forma uma discreta aliança, atuando de forma nada ortodoxa. Vários lugares são visitados na América do Sul, Estados Unidos, Canadá e Europa, passando por canais e alamedas em Amsterdam, terra natal de importantes personagens, até gigantescos observatórios astronômicos nos desertos do Chile. Além da exploração de petróleo e o oscilar do mercado de ações, a tecnologia, a ciência e as questões ambientais são temas recorrentes. A relações humanas estão igualmente destacadas. Os personagens apresentam personalidades marcantes, muitas vezes problemáticas, mas jamais sonolentas. São pessoas bem preparadas e competentes, nem sempre ajustadas socialmente, que de forma cirúrgica, interferem no destino de grandes conglomerados industriais.

Berk
Wellington J. C. Torres Jr.
Chiado Editora

O que esperar de uma história que chega até você de cadeira de rodas? Ação, romance, suspense e muito humor. Um piquenique em família muda tudo. Andar nunca foi a prioridade de Berk, ser feliz, ter amigos e viver em família sim, mas seu pai confundiu as coisas e… Uma tecnologia que não existe e um sonho são o cenário desta cativante história.

Andrizy Bento

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