Perfect Blue

“Não há como ilusões se tornarem reais”.

No universo de Mima Kirigoe, realidade e delírio se confundem, se mesclam e exigem que o espectador mantenha-se atento, sem tirar os olhos da estrada durante a tão fascinante quanto aterradora jornada da pop idol

Em Perfect Blue, lançado em 1997, o diretor Satoshi Kon trabalha com um conceito que se tornaria sua marca registrada e seria retomado quase dez anos depois, em Paprika. Nos dois filmes, os personagens transitam entre eventos reais e ilusões, se veem perdidos em um labirinto de paranoias, perturbados por constantes alucinações. Contudo, isso não é sinalizado ao espectador. O diretor, falecido em 2010, aos 47 anos, não subestimava a inteligência do público; construindo narrativas bem articuladas, sabendo que o espectador atento seria capaz de identificar o que era real e o que não era em suas animações.

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