Favoritos de 2019 – HQs

É com pesar que anuncio que, assim como o post elencando as séries favoritas do ano, esta também é, possivelmente, a última vez que rola por aqui uma publicação listando as HQs prediletas. Os motivos são bem simples: além de algo muito trabalhoso e que tenho de correr um pouco para fazer no fim de ano (já tão atribulado, convém dizer) preciso liberar espaço nas minhas prateleiras e, portanto, terei de me refrear na hora de adquirir quadrinhos no ano que vem. Como infelizmente não conheço nenhuma plataforma para ler HQs online com conteúdo realmente satisfatório, além de ser a única por aqui que lê lançamentos de quadrinhos, será inviável continuar com a lista de favoritos anuais nesse quesito. O que eu faço muito durante o ano (e conto com ajuda para elaborar os posts) é ver filmes. Portanto, a única lista de favoritos que vocês verão por aqui a partir do ano que vem, é a que concerne às obras cinematográficas lançadas. Sempre que possível, obviamente, eu vou postar resenhas sobre os quadrinhos que leio, sejam eles lançamentos ou não. Espero que compreendam as decisões explanadas nos dois últimos posts e continuem com a gente 😉

Abaixo, as melhore páginas em quadrinhos do ano. Pela última vez:

Melhor HQ Nacional:

GRAPHIC MSP – TINA: RESPEITO
Panini

Tina: Respeito mostra a clássica personagem de Maurício de Sousa iniciando sua carreira como jornalista em uma redação. Ela já é aclamada na internet, pois é autora de uma newsletter que acumula em torno de 90 mil seguidores, assinando artigos relevantes e contundentes. Animada com seu primeiro emprego em um jornal de renome, Tina, se depara com uma situação familiar para a grande maioria de nós, mulheres, e infelizmente, por muitas vezes, tratada com uma normalidade assombrosa: o assédio. E que orgulho danado dá ver uma personagem que tanto me inspirou na infância, não me decepcionar e não ficar calada! Tina torna esse vilão na vida de tantas mulheres a pauta de sua primeira grande matéria. Sua carreira e futuro na profissão que escolheu e planeja seguir com afinco estão em jogo. Mas nem isso é capaz de deter a intrépida repórter. As aquarelas da quadrinista e a leveza do traço e dos movimentos dos personagens são de encher os olhos. Fefê Torquato se atenta e se preocupa com os detalhes; preenche suas páginas com cores neutras, tons pasteis e alguns gradientes; confere expressividade aos personagens; e mostra toda a exuberância de seu traço suave e de seu estilo autoral de ilustração nessa estonteante graphic novel. Um álbum inquietante e necessário nos dias de hoje. Cuidadosa ao transmitir sua mensagem. Respeito é (sem me desculpar pelo trocadilho) fundamental.

Melhor HQ Européia:

SOLITÁRIO
Pipoca e Nanquim

Essa obra-prima do quadrinista francês Christophe Chabouté, autor de Moby Dick e Um Pedaço de Madeira e Aço, chegou ao Brasil em 2019 como um dos grandes lançamentos da editora Pipoca e Nanquim, em uma edição cuidadosa, com hard cover. Um solitário e disforme indivíduo vive em um farol. Provisões são transportadas periodicamente até ele em um barco conduzido por dois marinheiros. Eles se encarregam de deixar os alimentos e outros itens na ilha em que é localizado o farol sem, sequer, trocar uma palavra ou um olhar com o indivíduo que reside por lá. Este desfruta apenas da companhia de seu peixinho e tenta compreender o mundo através de um dicionário, pois jamais abandonou o farol no qual vive. Com um traço minimalista, apostando no contraste entre luz e sombras e com poucos diálogos, essa exuberante graphic novel em preto e branco versa sobre a angústia acarretada pela solidão, a busca de identidade e o quão inestimável é a liberdade. Chabouté não se limita a explorar, como amplifica o potencial da narrativa em quadrinhos em uma obra tão simples quanto tocante.

LUZ QUE FENECE
Pipoca e Nanquim

Outro lançamento da Pipoca e Nanquim, Luz Que Fenece é a graphic novel de estreia da ilustradora e colorista italiana Barbara Baldi. E que estreia! Com a morte de sua avó, Lady Sutherland, Clara, de repente, se vê só, contando apenas com a companhia de seus criados na vasta propriedade da família, a Mansão Flintham Hall. A irmã, Olivia, parte assim que é feita a leitura do testamento da avó. À Clara, Lady Sutherland deixa a mansão, mas à Olívia, o equivalente ao valor da propriedade em fundos fiduciários que podem ser convertidos em libras, o que gera a revolta da mesma que abandona a mansão, não sem antes humilhar a irmã uma última vez. Sem conseguir manter a propriedade e pagar seus criados, a jovem burguesa e amante da música, Clara, precisa abrir mão de tudo o que ama para garantir sua sobrevivência. Ela perde tudo aos poucos, inclusive seu valioso Cravo (um instrumento de valor praticamente inestimável) e parte em busca de trabalho. Situado na Inglaterra Vitoriana, Luz Que Fenece retrata uma época em que a sociedade via com preconceito, oprimia e condenava mulheres que não arranjavam um bom casamento. A protagonista é uma mulher admirável. É sintomático como ela perde tudo para o fogo, mas é capaz de atravessar a neve alta munida apenas de sua coragem e perseverança. Também é curioso como ela não apenas aceita a melancolia na qual se vê envolta, mas a abraça como se a merecesse. Ela praticamente não esboça reação, mantendo-se apática e inerte diante das constantes humilhações que sofre ao longo da narrativa. Mesclando técnicas de aquarela, com lápis e finalização digital, apostando em traços finos, tons escuros e um estilo que remete ao barroco, a arte é nada menos do que espetacular, extremamente rebuscada e notável na composição de ambientes opressivos, claustrofóbicos e sombrios. Trabalha com poucas expressões faciais, mas suficientes para transmitir as intenções e sentimentos dos personagens. Também é eficaz ao representar a passagem do tempo. A história é densa, mas há uma sutileza incontestável na forma como é conduzida. É particularmente emocionante a relação entre a protagonista e seu cravo, a forma como ela vê a arte da música como fuga. É tudo o que vale a pena nesse mundo plástico de aparências e negociações frívolas.

Melhor HQ Americana:

MINHA COISA FAVORITA É MONSTRO
Quadrinhos na Cia

Estruturado na forma de um diário escrito pela própria protagonista, Karen Reyes, uma garota de dez anos que retrata a si mesma como uma garota lobisomem, Minha Coisa Favorita é Monstro não só ilustra os dilemas da pré-adolescência e questões bem pessoais típicas dessa fase da vida, como problemas familiares, puberdade e bullying, como também acompanha Karen na investigação de um assassinato ocorrido em seu prédio e ainda leva a protagonista a transitar por cenários nada amistosos como a Alemanha Nazista e a Máfia, ao revisitar as memórias de sua vizinha assassinada. O título faz alusão à obsessão da protagonista por monstros. Inclusive, a garota coleciona revistas sobre o tema e são as capas desses semanários que abrem cada capítulo da obra. Essa é graphic novel de estreia da americana Emil Ferris, lançada em 2017, e publicada aqui apenas neste ano pela Cia das Letras. Minha Coisa Favorita é Monstro é inovadora e inventiva em todos os sentidos. Na abordagem narrativa dos temas e na forma como os representa graficamente, como uma série de rabiscos e rascunhos. Merecidamente premiada com o Eisner de melhor graphic novel inédita em 2018, além de vencer outras duas categorias na premiação, a obra expande as possibilidades estéticas e narrativas do conceito de graphic novel, compondo uma obra que transpira criatividade e garante uma experiência imersiva para os leitores. É impossível desapegar enquanto não desvendamos, ao lado de Karen, o grande mistério.

SENHOR MILAGRE 2
Panini

Darkseid é! É essa frase enigmática que norteia toda a trama de Senhor Milagre, além dos quadros que remetem a distorções na realidade e nos fazem concluir que algo está errado. Embora não consigamos identificar o quê exatamente… Senhor Milagre foi criado no início dos anos 1970 pelo saudoso Jack Kirby, quando o quadrinista se mudou da Marvel para a DC Comics. A mitologia do personagem, bem como todo o conceito de seu universo foram introduzidos e desenvolvidos em uma série de histórias interconectadas assinada pelo autor e intitulada Quarto Mundo. A série apresentava a guerra entre duas raças de seres com poderes sobre-humanos desde os tempos mais remotos: Nova Gênese, governada pelo Pai Celestial, e Apokolips, sob o domínio de Darkseid. A fim de selar um tratado de paz, os filhos de ambos são trocados. Senhor Milagre, filho do Pai Celestial, fica sob o poder de Darkseid. Por sua vez, Orion, filho deste último, fica sob a proteção do Pai Celestial. Entretanto, Scott Free, alter ego de Senhor Milagre, foge para a Terra após escapar de Apokolips. Aqui, ele busca refúgio junto a Thaddeus Brown, o primeiro Senhor Milagre e artista escapista de circo. Após a morte deste, Scott assume seu manto e identidade, sendo conhecido como o mestre do escapismo. O personagem e todo o seu universo ganharam uma releitura pelas mãos do talentoso Tom King de Visão e ilustrado por Mitch Gerads, com quem King já havia trabalhado em O Xerife da Babilônia. A dupla entregou uma obra irrepreensível que, não à toa, foi premiada com o Eisner de Melhor Minissérie, além de vencer em outras três categorias, incluindo melhor roteirista. Senhor Milagre já está finalizada e teve suas 12 edições compiladas em dois volumes aqui no Brasil. O segundo, que compreende as edições #7 a #12 têm início com a Grande Barda em trabalho de parto e, por fim, dando à luz seu filho com Scott Free, Jacob. É permitido um intervalo na guerra entre a Nova Gênese e Apokolips enquanto Scott e Barda aguardam o nascimento de seu filho. Após, ambos terão de conciliar a vida doméstica com o trabalho, se revezando na tarefa de cuidar do recém-nascido enquanto o outro vai para a guerra. Os acordos de paz entre as duas raças tem início. Darkseid negocia sua rendição com uma única condição: a tutela de Jacob, seu único neto. Barda não está disposta a entregar seu único filho. Mas Scott Free parece ponderar a condição por um bem maior: a paz entre as raças, o que leva a uma discussão tensa entre o casal. É impressionante como o roteiro de Tom King equilibra a ação e violência nos campos de guerra com a vida em família de Scott e Barda, fazendo os personagens transitarem com exímia destreza entre os papéis de pais de Jacob e de super-heróis e deuses. A obra ainda foca na natureza depressiva do Senhor Milagre e a arte de MItch Gerads contempla isso com precisão, com um traço rebuscado e expressivo. Atentem para Funky Flashman, uma paródia de Stan Lee passível de reconhecimento não só pela personalidade e bordões, como pela aparência física. Outro aspecto que chama a atenção dos fãs são as diversas camisetas de Scott Free com estampas de super-heróis – sobra até mesmo espaço para uma propaganda de O Xerife da Babilônia.

Melhor Mangá:

O ÚLTIMO VÔO DAS BORBOLETAS
Pipoca e Nanquim

Só pelo cuidado na edição, com acabamento luxuoso, 172 páginas em papel lux cream de alta gramatura, sobrecapa com verniz de alto relevo, capa impressa em cor metalizada e um glossário explicativo na edição nacional, este título já merecia figurar na lista. Mas para além de aspectos técnicos da edição, a HQ é de uma sensibilidade ímpar, de uma beleza incontestável, com arte e narrativa impecáveis. O Último Vôo das Borboletas narra a história de Kichou, uma cortesã, ou, conforme o glossário, uma tayu, prostituta de alta classe e a mais cobiçada do bairro de Maruyama, situado em Nagasaki, no Japão. A trama se passa no século XIX, quando o país vivia um momento político e econômico delicado. O caminho de Kichou se cruza com o de um médico estrangeiro e, na medida em que a relação avança, segredos vão sendo revelados. Há uma pessoa doente na família de Kichou e ela trabalha para pagar despesas com medicamentos e consultas médicas. Tudo isso sem o conhecimento do filho do homem a quem ajuda, pois ele a odeia. Definida como uma história de amor e morte, O Último Voo das Borboletas é densa e sensível – ao mesmo tempo que carrega uma aura sombria e melancólica é envolta por camadas de delicadeza e poesia. Não posso deixar de citar a diagramação, pois há gravuras quase invisíveis do inseto que dá título à obra nas páginas pretas que compreendem intervalos entre os capítulos. O penteado da personagem também remete a uma borboleta. Não é à toa. Kichou busca a liberdade das borboletas, afinal, vivem de modo rápido, mas livres e dotadas de uma beleza inigualável. Parece ser este o ideal perseguido pela protagonista. A arte é primorosa, atenta aos detalhes, carregada de simbolismos e a disposição gráfica dos quadros é digna de nota. Da premiada autora Kan Takahama, O Último Vôo é uma história sobre sacrifícios e que, acima de tudo, vê beleza nesse ato.

Melhor Adaptação de Outra Mídia:

O CONTO DA AIA
Rocco

Eu ainda não li o livro de Margaret Atwood e nem vi a série da Hulu na qual a obra se baseia. Mas gostei da forma como o texto foi disposto nos quadros da graphic novel e como o tom de vermelho é trabalhado na obra – é a cor do uniforme das Aias e do sangue em profusão que jorra pelas páginas repletas de uma violência crua e tão absurdamente normalizada dentro desse universo. As ilustrações, aquarelas e tintas de Renée Nault retratam Gilead com uma crueza assombrosa. Sua arte é visceral, espelha a desesperança e melancolia em cada traço, ressalta o teor sombrio da narrativa. Por vezes, a graphic novel assume contornos de história de horror e Nault parece situá-la em uma atmosfera de pesadelo. Suas tonalidades vivas, os elementos que evadem para fora dos limites dos quadros e os espaços em branco e vazios são muito significativos. Refletem a brutalidade a que são submetidas as mulheres de Gilead, a angústia e confusão que as toma, o desejo de fuga, enfatizam o ódio infundado e enraizado na sociedade, bem como o torpor e a solidão que assaltam a protagonista, Offred (na qual a trama se concentra), e tantas outras como ela. E mesmo nessa realidade, há aquelas que resistem.

Melhor Reedição:

ALEX + ADA
Geektopia

O site Bleeding Cool definiu como um encontro entre Blade Runner e Ela. Eu ainda apontaria Humans como um dos ingredientes dessa receita bem-sucedida. Em fevereiro desse ano, a Geektopia lançou um box contendo toda a trilogia Alex + Ada por um preço razoável, levando-se em conta que se tratam de três volumes, é edição de colecionador e a história vale cada centavo. A trama se situa em um futuro próximo e a maioria da população dispõe de um androide com aparência realista em casa, sendo alguns modelos mais avançados do que outros. Alex, no entanto, é resistente a essa ideia. Acreditando que o jovem é muito solitário, sua avó lhe dá de presente um modelo bastante sofisticado de androide, mesmo contra a vontade do rapaz. É assim que Ada surge na vida de Alex. Em um dado momento, ele resolve destravá-la, deixando que Ada pense por si própria, tornando-se uma senciente. Alex + Ada trata-se de uma ficção científica com um viés extremamente humano; mais do que um sci-fi, a obra é um drama inteligente que explora as relações humanas. Durante toda a trajetória, o autor Jonathan Luna mantém o foco nos personagens e em como Ada, uma inteligência artificial, vai se descobrindo e compreendendo suas emoções, ao mesmo tempo em que Alex vai se desconstruindo e questionando suas próprias crenças, bem como toda a realidade ao seu redor. Ada é uma personagem muito carismática. O roteiro pode parecer um pouco apressado a princípio, mas a trama ganha em objetividade e se destaca pelo fato de não apelar para embromações e não se delongar desnecessariamente. Ela vai direto ao ponto. O traço de Sarah Vaughn (injustamente definido como simplista por alguns críticos) é discreto, sem grandes inovações, mas bastante eficiente. A ilustradora aposta na contínua repetição de imagens de modo a fixar as cenas no olhar do leitor. Mas tudo é bastante sutil. Ela é perspicaz ao diferenciar os traços humanos dos traços androides, fazendo com que o leitor reconheça um e outro por meio das expressões faciais dos personagens. Um exemplo é quando Ada é destravada e passa a ser uma androide senciente. Vaughn é sagaz ao administrar essas distinções em seu traço. O final é melancólico, ainda que passe longe de ser infeliz. Uma ficção científica adulta em quadrinhos para ler e reler.

Melhor HQ de Herói:

BATMAN: O PRÍNCIPE ENCANTADO DAS TREVAS VOL. 2
Panini

A Parte 2 de um dos meus títulos favoritos do ano passado, traz um desfecho surpreendente. Igualmente surpreendente são as aquarelas do quadrinista italiano Enrico Marini que continuam fabulosas. A conclusão dessa ótima história traz um texto ágil e fluido que cativa a atenção do leitor desde os primeiros quadros. A trama, bem arquitetada e amarrada, envolve o sequestro da suposta filha do Batman e a busca desenfreada pelo diamante Gato Azul que a caprichosa Arlequina pede de presente para o seu pudinzinho, o namorado Coringa. Os dois eventos, obviamente, possuem conexão, pois o palhaço do crime é o cabeça por trás do sequestro e exige, como recompensa pela liberdade da garota, que Batman dê um jeito de conseguir o tal diamante. O resultado é uma trama tensa e dinâmica. A forma como se estrutura e desenrola a narrativa garante um ótimo ritmo e torna a leitura e deliciosa. Marini mantém a essência dos consagrados personagens de Bob Kane sem abrir mão de seu estilo. Trabalha bem os clássicos tipos conferindo-lhes um traço elegante e fazendo um excelente trabalho com luz e sombras. Assim como no volume anterior, a atmosfera noir e o estilo cinematográfico são as caraterísticas marcantes da obra. É com absoluta destreza que Marini movimenta seus personagens pelos quadros e compõe splash pages de encher os olhos. Um ótimo desfecho para uma grande história.

CAPITÃ MARVEL – MAIS ALTO, MAIS LONGE, MAIS RÁPIDO E MAIS!
Panini

Pode ser uma aventura de fim de semana, para ler por puro escapismo. Mas a história é tão divertida que merece a menção aqui. Na trama, a Capitã Marvel se depara com uma garota alienígena aparentemente arremessada à Terra dentro de um foguete. A missão da heroína é devolvê-la ao seu planeta natal. No entanto, Carol Danvers (nome que a Capitã utiliza fora de combate) descobre que o povo ao qual Tic pertence foi obrigado a se realocar após ter seu mundo destruído. Agora, ao que tudo indica, o novo planeta em que estão alojados está envenenado e o povo se recusa a mudar-se novamente. A Capitã Marvel faz o possível para ajudá-los e, contando com o auxílio de habitantes locais, descobre que as coisas são bem diferentes do que imaginava. O roteiro não se aprofunda em questões políticas, mas não deixa de sugeri-las, abordando de modo simples, direto e ilustrando um tanto superficialmente governos autoritários e regimes fascistas. De qualquer modo, a proposta é divertir. A trama ainda conta com as participações de outros personagens que integram o panteão da Marvel e extremamente queridos pelos fãs da editora, tais quais Tony Stark, James Rhodes, os Guardiões da Galáxia e a S.P.A.D.E. O ritmo é bem fluido e a história aposta principalmente na ação. O traço é bem dinâmico, com especial destaque para as passagens de ação que são muito bem ilustradas. O encadernado ainda traz uma paleta de cores vivas e estonteantes. Vacila aqui e ali nas expressões faciais dos personagens, mas nada que comprometa de fato. O grafismo corresponde bem à narrativa – nada espetacular, mas bastante divertida.

Andrizy Bento

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