Ad Astra

É ao mesmo tempo curioso, interessante e sintomático como o cinema acostumou a transformar a exploração espacial em narrativas intimistas que se propõem a mergulhar no universo particular do indivíduo. Assim, a vastidão do espaço parece servir como metáfora ou alegoria, não apenas como plano de fundo, para um profundo estudo do íntimo do ser humano. O final do apoteótico 2001: Uma Odisséia no Espaço, seminal obra de Stanley Kubrick, atesta isso. O mesmo com o belo Gravidade de Alfonso Cuarón e o recente e experimental High Life de Claire Denis. O mote deste Ad Astra de James Gray é o relacionamento entre pai e filho. Desse modo, o cineasta traça um paralelo entre a jornada pelas profundezas do espaço com a jornada pessoal do protagonista em busca de autoconhecimento. Continuar lendo Ad Astra