Era Uma Vez em… Hollywood

Tarantino subverte novamente a história e compõe ode à velha Hollywood, especialmente aos westerns – o tributo ao gênero está presente desde o título que faz alusão ao clássico de 1968, dirigido por Sergio Leone, Era Uma Vez no Oeste.

A notícia de que o diretor responsável por clássicos cultuados como Pulp Fiction e Kill Bill abordaria em seu nono filme a noite perturbadora em que Sharon Tate, então grávida de oito meses de Roman Polanski, foi assassinada por um grupo de discípulos de Charles Manson soou, no mínimo, inusitada na época de sua divulgação. Quentin Tarantino dirigindo um filme baseado em fatos? Aquela noite se tratou, sem dúvida, de um filme de terror para os envolvidos, mas infelizmente muito real. E o cineasta, acostumado à violência gráfica em profusão em seus longas, teria um prato cheio para explorar esse cruel e terrível episódio na tela. No entanto, o que vemos em Era Uma Vez… em Hollywood é algo que passa bem longe de fidelidade aos eventos como estes se desenrolaram naquela noite fatídica. O longa se concentra nos antecedentes do crime, focando em histórias distintas que se entrelaçam, envolvendo um astro combalido, um dublê com má reputação, uma estrela em ascensão, um diretor prestigiado e uma comunidade hippie que, por acaso, é a família Manson.

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