Favoritos 2018 – HQs

Este foi um ano de excelentes páginas e incríveis narrativas em quadrinhos. Abaixo, estão as nossas escolhas de melhores lançamentos da nona arte, além de outros que não fizeram nossa cabeça. Ficamos aqui torcendo para que 2019 nos proporcione tantos bons títulos em quadrinhos quanto 2018.

HQs Favoritas de 2018

BLUE NOTE
Mathieu Mariolle & Mikaël Bourgouin

São os últimos dias da lei seca e o submundo nova-iorquino – regado à jazz, boxe e álcool e dominado pela máfia – está prestes a mudar. Situada no ano de 1933, Blue Note retrata um período em que os gângsteres coordenam negócios ilícitos lucrativos envolvendo lutas sujas de boxe e clubes de música em que a venda ilegal de bebidas alcóolicas rola solta ao som de poderosos instrumentistas de jazz. É nesse cenário que duas figuras talentosas em seus respectivos ramos de atuação emergem e se veem inevitavelmente envolvidos em esquemas perigosos de suborno e em uma esfera de criminalidade. O lutador irlandês, Jack Doyle, retorna aos ringues após cinco anos de afastamento e cai nas garras do corrupto Theo. O jovem músico R.J. se mostra um virtuose da guitarra e sobe ao palco do clube chefiado por Vincenzo – um mafioso que disputa território com Theo, mantendo uma violenta rivalidade – levando a plateia ao delírio. A publicação da Mythos Editora disseca de maneira formidável um dos mais conturbados, intensos e memoráveis períodos da história americana em uma narrativa gloriosa com ares cinematográficos, abusando da estética noir e remetendo, por vezes, ao clássico Os Intocáveis de Brian De Palma. O trabalho com as cores é impressionante, especialmente com os matizes de cinza, azul e amarelo e os gradientes que inundam as páginas conferindo um clima soturno preciso e acertado à obra. Passagens marcantes da trama tomam páginas inteiras, apenas realçando o quão exuberante e refinada é sua arte, mesmo nos trechos mais secos e brutais com representações gráficas impactantes de violência. É tudo muito intenso. O leitor sente a tensão das lutas de boxe, a energia contagiante do jazz, o ritmo das ruas de Nova York, a podridão e o caos urbano nas veias. A francesa Blue Note é um trabalho majestoso, fruto da colaboração do roteirista Mathieu Mariolle com o ilustrador Mikaël Bourgouin.

QUEM MATOU O CAIXETA?
Rainer Petter

HQ de estréia de Rainer Petter, lançada pela AVEC Editora, Quem Matou o Caixeta? transborda criatividade pelas páginas, seja em termos narrativos ou visuais. Com um traço inventivo e caracterizando de forma genial seus personagens, o quadrinista estrutura sua história como um documentário, com direito a entrevistas concedidas por diversas figuras, algumas duvidosas, outras honestas. As ilustrações, que remetem ao player do youtube, constituem uma das sacadas geniais da obra, evidenciando seu teor metalinguístico. A trama é centrada no assassinato brutal de Caixeta, um polêmico digital influencer que andava com uma caixa na cabeça e costumava destilar preconceito, intolerância e discurso de ódio contra minorias em seu canal no youtube, revestindo-os de um tom supostamente cômico, defendendo-se ao alegar que se tratava de mera opinião. Há um frame particularmente perturbador que fica gravado na memória após a leitura e praticamente, define a obra. Alguns leitores ficarão à espera de respostas óbvias – quem matou, afinal? – e isso, Quem Matou Caixeta? (brilhantemente) não nos oferece. Trata-se de uma inquietante e poderosa crítica social que não se contenta em entregar soluções simplistas, fáceis ou mastigadas. Tudo se concentra mais na questão do imaginário popular e nos simbolismos da atual era da internet.

CANGAÇO OVERDRIVE
Zé Wellington & Walter Geovani

HQ ambientada em um futuro distópico, que retrata o Ceará enfrentando uma seca brutal e o descaso do governo. Nada de novo no front. Passado e futuro se encontram, mostrando que os conflitos sem resolução não podem permanecer enterrados por muito tempo. Um cangaceiro tido como herói e um cruel coronel são revividos para acertarem as contas do passado. Nesse ínterim, uma comunidade autogerida tenta, a todo custo, preservar sua autonomia, procurando proteger seu território do ataque da polícia coordenado por uma megacorporação. O sentimento de posse, de pertencimento a uma terra que sofre com a aridez e o abandono, é visível em cada quadro. Misturando sertão com cyberpunk, videogame e cordel, trama policial com reality show em uma narrativa seca, ágil e extremamente bem articulada, Zé Wellington e Walter Geovani compõem uma obra densa e visceral. As minorias são representadas por personagens marcantes. A qualidade do traço é notável, conferindo expressividade aos personagens e uma sensação exata de movimento e celeridade à obra. Do cangaço a uma era dominada pela tecnologia, o mesmo estilo de arte e coloração é preservado. Cangaço Overdrive é excelente ao retratar a luta de um povo oprimido contra o poder e as autoridades.

Melhor HQ Nacional

CUMBE
Marcelo D’Salete

Marcelo D’Salete propõe a reflexão com Cumbe, vencedora do Eisner 2018 de melhor publicação de material estrangeiro em língua inglesa. Com um traço aparentemente simples, mas rico em detalhes, D’Salete resgata histórias de uma passagem vergonhosa da história de nosso país. Abordando o período colonial e a resistência à escravidão, Cumbe é seca e objetiva, densa e brilhante. O preto e branco carrega inúmeras nuances, os silêncios sãos mais expressivos do que palavras. A dor, a revolta, a sede de justiça dos negros é palpável. Um precioso registro em quadrinhos de uma luta que jamais deve sucumbir ao esquecimento.

Melhor HQ Americana

MONSTRESS – VOL. 1: DESPERTAR
Marjorie Liu & Sana Takeda

Vencedora de alguns dos mais importantes prêmios dedicados ao mercado de literatura e quadrinhos, como o Hugo e o Eisner, e elogiada pelo mestre Neil Gaiman, Monstress dispensa maiores apresentações. Uma fantasia épica, escrita por Marjorie Liu e ilustrada por Sana Takeda, lançada em território brasileiro pela editora Pixel, Monstress é instigante e envolvente, especialmente por conta de sua protagonista, Maika Halfwolf, a moça-monstro (como a cativante raposinha Kippa costuma se referir a ela). Falar muito sobre a saga é incorrer, automaticamente, em spoilers. O que se pode dizer sobre ela é que se estrutura em um universo fantástico e narra o violento conflito entre os humanos e os arcânicos (híbridos de ancestrais com humanos). Situada entre a magia e o horror, entre o sonho e o pesadelo, Monstress oferta ao leitor uma mitologia poderosa que faz com que você devore com avidez as páginas da obra e queira conhecer mais daquele mundo. A protagonista é uma jovem atormentada, nas palavras da própria autora, com dificuldades em estabelecer quaisquer vínculos de confiança e com um monstro dentro de si. Arcânica, ela suporta desde sempre, as humilhações e violência daqueles que querem destruir seu povo, tendo conhecido a fome e os horrores da guerra. Esta é, sobretudo, uma história de luta pela sobrevivência. Arte e narrativa se complementam de maneira fantástica em uma obra rica em detalhes. Impressiona a construção das personagens –  em sua maioria, femininas – compostas de diversas nuanças e repletas de profundidade. A ação se estabelece em um clima e cenário aterradores, com influências visuais e conceituais do mangá e do steampunk. Guerra, ódio, conflitos étnicos e raciais são os temas abordados pela HQ que, ao final, deixa o leitor com uma única constatação: a humanidade é monstruosa.

Melhor HQ Europeia

DYLAN DOG – MATER DOLOROSA
Roberto Recchioni & Luigi Cavenago

Eficiente em abordar o passado desse instigante e atraente personagem, bem como elucidar suas motivações, Mater Dolorosa marca um recomeço para o investigador do pesadelo, além de celebrar os trinta anos de um dos personagens mais expressivos dos quadrinhos italianos. A trama vem carregada de revelações e reviravoltas. Para variar, o grafismo é de encher os olhos. Trata-se de um trabalho elegante, sobretudo na composição das cores que conferem uma aura psicodélica à obra. O traço brusco traz dinamismo à HQ. A atmosfera é aterrorizante e o clima de tensão perdura da primeira à última página, sem pausa para respiros. A edição é puro luxo, com hard cover, páginas mais espessas e inclui um sensacional guia de leitura para aqueles leitores que estão tendo seu primeiro contato com o personagem e desejam conhecer mais a respeito do tão arrogante quanto fascinante Investigador do Pesadelo.

HQ Mais Superestimada

ELES ESTÃO POR AÍ
Bianca Pinheiro & Greg Stella

O minimalismo absoluto de Eles Estão Por Aí, não conseguiu me convencer. Transitando entre o seco e o lírico, Bianca Pinheiro brinca com traços rudimentares, cenários e a total ausência deles em diversos quadros. A obra se expressa pelo silêncio e pela escassez de imagens. Os personagens são bizarros e indefinidos. Eles Estão Por Aí pode ser classificado como um road comic book que não chega exatamente a lugar nrnhum. Existe uma jornada e a busca por algo. Há alguns conceitos fáceis de enxergar que são abordados pela HQ: sobrevivência, paciência, determinação, trabalho, sua função no mundo, a opressão e a solidão. A obra se vale do reconhecimento e da intuição do leitor ao abusar de experimentações e manter seu caráter enigmático. A história remete ao início de tudo, o início da vida, a folha em branco que aguarda seus primeiros suspiros de ideias. Mas é pretensiosa em seu intento e sem nenhuma profundidade. Soa como um trabalho, por vezes, inócuo que, como seus bizarros personagens, não sabe bem aonde quer chegar.

Melhor Reedição:

BATMAN: GOTHAM 1889
Brian Augustyn, Mike Mignola, P. Craig Russell, Eduardo Barreto

O Batman é um personagem que funciona em quase todos os contextos. Bastam algumas adaptações para que ele se encaixe nos mais diferentes cenários e períodos históricos. O encadernado Batman: Gotham 1889, lançado pela Panini, leva o Morcego à era vitoriana. Um misterioso e cruel assassino chega à Gotham City após espalhar o medo em Londres. Cabe ao Cavaleiro das Trevas, ao lado do eficiente inspetor James Gordon, descobrir quem é o autor de toda essa barbárie. Ele é identificado como Jack, O Estripador. Além dessa clássica história, publicada originalmente em 1989, o encadernado inclui também sua sequência, a elogiada Batman: Mestre do Futuro, que fica um tanto aquém da história que a precede. Nela, o Batman necessita urgentemente impedir um maníaco que abomina a tecnologia e a evolução de destruir Gotham City. A primeira história conta com a arte fabulosa do mestre Mike Mignola, conhecido mundialmente pela sua mais preciosa criação, Hellboy. O roteiro, também magistral é assinado por Brian Augustyn. Arte e narrativa se aliam de maneira sinestésica. Mignola retrata o contexto histórico no qual a história se desenrola de maneira precisa e eficaz e ainda evoca uma perfeita atmosfera de suspense, temor e insanidade. Embora em início de carreira, seu estilo familiar e inconfundível já começa a dar seus primeiros passos nessa história. A sequência abandona o clima de suspense e assume contornos de ficção científica. A história é ainda mais movimentada, ganhando traços mais dinâmicos, sequências de explosões, perseguições e lutas, com um Batman ainda mais arrojado e sisudo. Mas, nem por isso, a arte é menos sofisticada. Com roteiro a cargo novamente de Brian Augustyn, com arte de Eduardo Barreto e as cores vivas e bem definidas de Steve Oliff, Batman: Mestre do Futuro é outra ótima história, mas não tão brilhante quanto sua antecessora, com um texto menos rebuscado e uma premissa mais megalomaníaca. De qualquer forma, é uma edição que vale a pena.

Melhor HQ de Herói:

BATMAN: O PRÍNCIPE ENCANTADO DAS TREVAS
Enrico Marini

Olha o Morcego outra vez por aqui! Não sou mais uma ávida leitora do gênero super-herói como costumava ser, mas eu não poderia deixar passar esse título concebido pelo italiano Enrico Marini e sua estética rebuscada. Em sua introdução, Marini deixa claro que concordou em escrever e ilustrar uma história do Batman, desde que aceitassem seus termos: ele poderia trabalhar do seu jeito, mantendo seu estilo e incluindo os personagens que bem entendesse. A combinação desses elementos, que poderia resultar em uma obra idiossincrática, traz à luz um trabalho coeso, bem estruturado, sem utilizar personagens clássicos de maneira gratuita e presenteando o leitor com uma trama intrigante, remetendo ao noir e carregada de um pomposo estilo cinematográfico, que deixa o leitor salivando pelo próximo volume. A história é simples e concisa, mas muito bem contada. A aquarela de Marini é deslumbrante e a expressividade dos personagens é outro ponto a ser destacado. É incrível como o artista consegue transmitir graficamente sentimentos conflitantes ao ilustrar de modo impecável o emocional dos personagens. O álbum segue o formato europeu, com dimensões maiores, inclusive dos quadros, valorizando ainda mais a arte fabulosa do quadrinista italiano.

Melhor Mangá

PSYCHO-PASS: INSPECTOR AKANE TSUNEMORI
Hikaru Miyoshi

Também não sou mais uma ávida leitora de mangás, mas por falta de tempo mesmo. Porém, me apaixonei por Psycho-Pass no momento em que li a sinopse ao editar um post de lançamentos de quadrinhos do mês. Geralmente, na ficção científica, vemos o futuro à beira do colapso, da destruição total, ou o pós-apocalipse. A sociedade procurando se reestruturar depois da queda. Psycho-Pass, no entanto, retrata um futuro que procura evitar o caos, condicionando o humor, o estado de espírito e a natureza das pessoas a um sistema que tem por objetivo inibir a violência; castrando emocionalmente seus cidadãos por meio de uma avançada inteligência artificial. Psycho-Pass trilhou um caminho diferente de seus pares. Nasceu anime para só posteriormente ganhar as páginas de um mangá. Foi adaptado para o formato no ano da estreia da animação, em novembro de 2012, na revista mensal Jump Square, publicação voltada para o gênero shonen, cujo público alvo é constituído, em sua maioria, de jovens do sexo masculino. O primeiro volume de Psycho-Pass: Inspector Akane Tsunemori, ganhou uma publicação por aqui em fevereiro deste ano. Ágil, inteligente e repleta de personagens carismáticas, Psycho-Pass é um excelente anime e um excelente mangá.

Melhor Livro Ilustrado / Outras Categorias:

BREGANEJO BLUES
Bruno Azevêdo

Difícil classificar Breganejo Blues. Entre colagens, reproduções, desconstruções, variações estéticas e literárias, combinando texto e imagens soltas com anúncios de jornais e revistas, a criatividade de Bruno Azevêdo abunda pelas páginas dessa obra singular publicada pela editora Veneta. Uma mistura inusitada de trama policial, literatura pulp, histórias de cowboy e narrativas detetivescas, embalada por muita música brega e temperada de nonsense. Reza a lenda que a história envolve uma dupla sertaneja, uma falsa morte, traição, mudança de sexo e a contratação de um detetive que costuma ganhar uma renda extra atuando como taxista. Divertido e totalmente tresloucado, Breganejo Blues merece um lugar na estante de qualquer leitor que aprecie uma salada de referências díspares entre si.

Uma HQ Que Me Dividiu:

DUAS VIDAS
Fabien Toulmé

É inegável que se trata de uma história tocante. O talento de Fabien Toulmé já havia sido atestado no ótimo Não Era Você Que Eu Esperava. Aqui, novamente seu estilo abrilhanta as páginas. A influência de Hergé (criador do célebre personagem belga Tintin) é visível em seu traço. A narrativa, novamente, é reflexiva. Toulmé mantém aquela naturalidade e o frescor que consagrou Não Era Você Que Eu Esperava. Mais uma vez, ele é honesto em seu texto, com personagens humanos e com discursos que fogem do politicamente correto. Sim, é um acerto, pois grupos de homens que discutem os atributos físicos de uma mulher vão continuar existindo, bem como aqueles que zombam do excesso de peso dos outros e os pais que desejam desesperadamente que seus filhos não nasçam com trissomia. O que o autor faz é buscar figuras do cotidiano, imperfeitas, mas reais. Pode-se dizer que a arte é mais elaborada do que a da HQ anterior, ainda assim, mantém a essência cartunesca, com um estilo simples e sem grandes pretensões. Sobre a história: Duas Vidas acompanha dois irmãos totalmente diferentes. Um tem medo de viver, não realizou seus sonhos, se sente preso a um trabalho que não gosta de desempenhar e tem dificuldades em interagir com mulheres. O outro é um aventureiro, dedicado à profissão que escolheu por sua própria vontade, viaja muito, faz imenso sucesso com o sexo oposto e está sempre rodeado de amigos. Quando o primeiro descobre que está com câncer e tem poucos meses de vida, o segundo decide a ajudá-lo a aproveitar o tempo que lhe resta fazendo tudo aquilo que sempre sonhou, mas que jamais teve coragem de realizar. Assim, ele sairá da zona de conforto, vivendo novas experiências, largando o emprego enfadonho e curtindo a vida da forma que bem entender. Mas eis que o final nos revela um plot twist do nível de O Sexto Sentido. Como ficção, dá para encarar o gesto do irmão aventureiro como uma grande e inusitada prova de amor. Mas, ao trazer a história para um universo mais tangível, não tem como não apontar certa crueldade em sua atitude. De qualquer forma, não consegui desgostar de Duas Vidas. Pelo contrário: achei tão interessante e comovente como Não Era Você Que Eu Esperava. É uma história que, apesar de singela, envolve o leitor e é capaz de emocioná-lo em seus trechos finais. Por mais questionáveis que sejam as escolhas do irmão aventureiro em relação ao irmão medroso.

HQ Mais Decepcionante:

SKYWARD
Joe Henderson e Lee Garbett

Ainda sem lançamento no Brasil, Skyward é uma publicação da Image Comics. O conceito é interessante: como seria sobreviver em um mundo no qual a gravidade é praticamente nula? Nele, as pessoas se habituaram à realidade de viver sobrevoando as cidades. O problema está no fato de que os roteiristas ignoram algumas lições primordiais e conceitos básicos de física que, até eu que sou de Humanas, não consigo desconsiderar ao ler. Por exemplo, como explicar a questão dos oceanos? Sem falar de outros furos e conveniências narrativas que tiram um pouco do barato da história. A protagonista, também, não ajuda, tomando diversas atitudes que indignam o leitor, dada sua extrema ingenuidade. Apesar de pecar, especialmente nas expressões faciais dos personagens, Skyward tem alguns méritos gráficos, como o fato de os personagens evadirem para fora dos quadros, algo condizente com a proposta da série.

Andrizy Bento
Colaborou: Kaio Dantas

 

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