Liga da Justiça

É curioso que, tanto nos créditos finais quanto iniciais, apenas o nome de Zack Snyder esteja grafado como diretor de Liga da Justiça, uma vez que, salvo seus vícios estéticos, a obra não poderia se distanciar mais de um filme do cineasta. Pelo contrário. O longa tem muito mais a cara de Joss Whedon – contratado durante a pós-produção do filme para escrever algumas cenas adicionais durante o processo de refilmagens e incumbido de dirigi-las quando Snyder teve de se afastar devido ao falecimento de sua filha.

Dessa forma, Liga da Justiça foge da identidade sombria dos longas que o precederam na cronologia do universo cinematográfico da DC, também dirigidos por Snyder, O Homem de Aço e Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, que se levavam a sério demais. Isso pode até ser um demérito em termos de estilo e continuidade para os defensores da proposta de DCEU/Snyder. Porém, engrosso o coro daqueles que acreditam ser bem-vinda a mudança de tom, pois Liga da Justiça é um filme divertido e dinâmico de se assistir, ao contrário do modorrento Batman Vs Superman. Continuar lendo Liga da Justiça