Moving Pictures (1981) – Rush

Capa

Data de lançamento: 12 de Fevereiro de 1981
Duração: 40:04
Faixas: 7 faixas
Estilo: rock progressivo

Lado A:
Tom Sawyer
Red Barchetta
YYZ
Limelight

Lado B:
The Camera Eye
Witch Hunt (Part III of Fear)
Vital Signs

Produção: Terry Brown
Engenheiro de som: Paul Northfield
Capa: Hugh Syme
Gravadora: Mercury Records

Contracapa

Esse é o disco é o mais popular da trajetória do power-trio canadense formado por Geddy Lee (voz, baixo e teclado), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria). Eles o conceberam no Le Studios, em Morin Heights, no estado de Quebec, no Canadá, com a produção de Terry Brown e do próprio Rush. A capa do disco traz a porta de entrada da Assembléia Legislativa de Ontário, estado canadense, e que é localizada no centro de sua capital, Toronto, cidade natal da banda. Para quem está se confundindo, a capital oficial do Canadá é Ottawa. Moving Pictures vendeu mais de 4 milhões de cópias somente nos Estados Unidos.

Assembléia Legislativa de Ontário, cuja a entrada serviu de capa para o disco

O disco abre com Tom Sawyer, que se tornou a canção mais lembrada da carreira do Rush. Foi inspirada no personagem homônimo do livro As Aventuras de Tom Sawyer escrito por Mark Twain. Aqui, no Brasil, a canção é lembrada por ter sido tema da abertura abreviada pela TV Globo da série Profissão Perigo. Quando tocou no Brasil pela primeira vez, em novembro de 2002, o Rush abriu os shows com ela e relatou no encarte do DVD, Rush in Rio, o fato de ter sido tema de abertura da citada série somente no Brasil. Também é um dever mencionar que o saudoso grupo Mamonas Assassinas adorava o Rush, tanto que utilizou a introdução de Tom Sawyer na canção Bois Don’t Cry.

Geddy Lee, Neil Peart e Alex Lifeson

A segunda faixa, Red Barchetta, descreve um futuro no qual muitos tipos de veículos foram proibidos pela “Lei do Motor”. O tio do narrador da história manteve um desses veículos ilegais (Red Barchetta esportivo) em bom estado por 50 e poucos anos e o manteve escondido em sua casa de campo secreta (uma fazenda antes da promulgação da lei do motor). A terceira faixa é YYZ, uma canção instrumental muito bem elaborada. Seu título é o código que sua bagagem recebe assim que desembarca no Aeroporto Internacional de Toronto. Por incrível que pareça YYZ foi vítima de zebra no Grammy Awards de 1982, perdendo o prêmio de canção instrumental para Behind My Camel do The Police.

Lado A

Quarta e última faixa do lado A, Limelight é uma visão pessoal do baterista e principal letrista, Neil Peart, sobre como é estar sob as luzes dos holofotes. O próprio músico declarou no documentário Beyond Lighted Stage que não gosta da fama e de ser bajulado pelo seu público.

Lado B

O lado B é aberto pela longa faixa The Camera Eye, que dura onze minutos. A letra descreve as cidades de Nova Iorque e Londres através do ponto de vista das câmeras espalhadas pela cidade. A segunda faixa é Witch Hunt, que faz uma crítica à imbecilidade humana na era da caça as bruxas, na qual milhares de pessoas foram assassinadas simplesmente por possuir uma cultura diferente.

O trio concebendo o disco no Le Studios

A última faixa do disco é Vital Signs, que fala sobre como funciona a “máquina” que costumamos chamar de “ser humano”. A letra faz comparações entre nós e as máquinas que criamos e dá algumas dicas de pequenas coisas na vida, para manter essas máquinas que são nosso corpo e mente funcionando perfeitamente. Vital Signs foi a primeira faixa em que o baterista Neil Peart gravou timidamente com uma bateria eletrônica, mostrando que a banda estava pronta para os anos 1980, além de fazer uma prévia sobre a sua fase musical seguinte.

Show da Moving Pictures Tour

Na época, o Rush tinha uma tradição: cada quatro discos de estúdio representavam uma fase musical deles. As fases eram encerradas com o lançamento de um disco ao vivo.  Além de ser o oitavo disco de estúdio do trio canadense, Moving Pictures era o quarto álbum que representava a segunda fase musical deles, que era o misto de hard rock com o rock progressivo, que começou com o A Farewell To Kings (1977), seguido de Hemispheres (1978) e Permanent Waves (1980). Por sinal essa é a fase mais lembrada do Rush.

Capa do Exit… Stage Left

A turnê de Moving Pictures rendeu o segundo disco ao vivo do trio, o Exit… Stage Left, cuja maioria das faixas foram gravadas no The Forum, em Montreal, no Canadá, no dia 27 de Março de 1981. Porém quatro canções foram gravadas no Apollo, em Glasgow, na Escócia, nos dias 10 e 11 de Junho de 1980. O disco foi lançado em formato duplo no dia 29 de Outubro de 1981 e é tido como um dos maiores discos ao vivo da história do rock. Exit… Stage Left também rendeu o primeiro VHS ao vivo para o Rush que só chegou ao mercado no ano seguinte. A versão em DVD de Exit… foi lançada oficialmente em 2007, mas, no Brasil, chegou antes, mais precisamente em 2003 através da extinta revista DVD Total e com a mesma sonoridade do VHS.

Capa da versão VHS de Exit… Stage Left

Windson Alves

Uma consideração sobre “Moving Pictures (1981) – Rush”

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