Penny Dreadful

A maioria concorda que o período de maio a setembro é péssima para seriadores (como mencionado no post anterior), pois vivemos o hiatus. Sem medo de ser do contra, eu amo esse período. Mas como assim? Você ama o hiatus? Série é um vício e, na fall season, com todas as séries veteranas que você ama retornando, quase não existe espaço para se curtir o novo. E eu amo experimentar novidades.

Com meses livres até a fall season, podemos experimentar e digo a vocês que, neste ano, tivemos uma midseason interessante como há muito tempo não se registra – uma vez que a qualidade da TV americana caiu bastante. Porém, desta vez, estamos diante de algumas pérolas da TV como Fargo e Penny Dreadful.

A segunda é a minha paixão da vez. Já contei a vocês que amo séries com oito episódios? Séries curtinhas nas quais os capítulos são tensos e não cabem os avulsos só pra somar os longos vinte e dois episódios das temporadas americanas.

Penny Dreadful é composta de deliciosos oito episódios onde o terror e o sobrenatural dominam. A série tem como cenário a Londres da Era Vitoriana e claro que esse clima é essencial para tudo que encontramos. Acredito que o que mais me chamou a atenção foi a junção de todos os personagens ícones do terror em um só lugar: Frankenstein, Van Helsing, lobisomens, vampiros…

A trama trata de um resgate. Mina, filha de um explorador inglês,  foi sequestrada por uma criatura que não sabemos identificar. Seu pai ao lado de sua melhor amiga médium se unem para resgatá-la. A partir daí somos jogados dentro dessa Londres encantadora e sombria, mas cheia de personagens cativantes.

Sinceramente não tenho um personagem mais querido. Talvez o mais apaixonante deles seja Dorian Gray que eu conheço de nome e, admito,  não pesquisei nada sobre ele para não me encher de spoiler. E fiquem de olho na atuação de Eva Green. Tem tudo pra ser uma forte candidata a todos os prêmios de melhor atriz em 2015.

Gaby Matos

Outlander

Não existe fórmula exata para o sucesso de uma série. Uma trama interessante, envolvente, um bom casal protagonista (leia-se química). Cada estilo de narrativa tem suas particularidades que irão garantir o seu sucesso ou seu retumbante fracasso. O mundo seriemaníaco viveu um bom hiatus. Nesse período do ano odiado por todo o seriador (maio a setembro) tivemos boas experiências. Talvez o melhor hiatus visto em anos. Alguns mais ligados a coincidências astrais dirão que é por causa do aniversário de dez anos de Lost, Desperate Housewives, ou ainda os vinte anos de Friends.

Deixando de lado as crendices de seriador, vamos falar da estreia romântica do ano: Outlander. Produção do canal Starz, baseada na série de dez livros (isso mesmo, dez livros!) de Diana Gabaldon. A trama acompanha Claire Randall, enfermeira na Segunda Guerra Mundial, que após o fim do conflito reencontra o marido e ambos partem para uma segunda lua de mel na Escócia. Ou será primeira? Porque eles se casam num dia e partem para a Guerra no seguinte. Portanto os dois tem um casamento a reconstruir. A viagem à Escócia é interessante para Frank, marido de Claire, porque ele é professor de história. E o passado de um parente o encanta.

Sem entregar muitos spoilers, a Escócia tem uma história ligada a ocultismos diversos, e em uma das visitas que o casal faz a uma cidade, eles se deparam com um ritual de bruxaria. Aquilo encanta Claire e, posteriormente, ela retorna sozinha a esse mesmo local e magicamente viaja para o passado, duzentos anos atrás.

Ao se ver nessa difícil e inacreditável situação repleta de de coisas que ela não entende, primeiro pensa que é tudo uma grande brincadeira. Porém, logo percebe que é real e tem que descobrir um jeito de sobreviver àquele mundo para que regressar à sua época. Mas nesse caminho existe um Jamie e esse relacionamento, ai esse relacionamento…

A série entrou em hiatus e volta apenas em abril. Tempo suficiente para se atualizar na série e ler o primeiro dos dez livros, A Viajante do Tempo. Isso do livro também serve pra mim, afinal sobreviver sem Jamie até abril é praticamente impossível.

Gaby Matos